Após tiroteio em jantar com Trump, Casa Branca diz que vai fazer nova reunião sobre segurança presidencial

Falta de segurança e sem identificação: as falhas no evento de Trump
A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, anunciou nesta segunda-feira (27) que vai realizar nesta semana uma reunião sobre os protocolos de segurança presidencial, informou um alto funcionário da Casa Branca à Reuters.
O anúncio acontece após um homem invadir e abrir fogo em um jantar em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se reunia com jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca neste sábado (25), em um hotel em Washington.
Trump foi retirado às pressas, e o autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
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Os jornalistas relataram que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança.
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA

Rei Charles III visita os EUA mesmo após tiroteio na Casa Branca; o que esperar da visita

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Rei Charles III em 2022
Hollie Adams/Reuters
O rei Charles III inicia nesta segunda-feira (27) uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, onde será recebido pelo presidente Donald Trump, em um momento em que a relação entre Londres e Washington, aliados históricos, está abalada.
A viagem, planejada antes da guerra com o Irã, marca os 250 anos da independência americana. A segurança do monarca foi reforçada após um homem armado invadir, no sábado (25) à noite, um jantar com a imprensa, com a intenção de atirar em Trump. Apesar do incidente, a visita foi mantida.
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Trata-se de uma viagem arriscada do ponto de vista diplomático, mas também de uma oportunidade para tentar reaquecer a chamada “relação especial” entre Estados Unidos e Reino Unido. Alguns historiadores britânicos classificam o momento como a pior crise anglo-americana em um século.
Charles III chega a Washington com a missão de apaziguar um presidente considerado imprevisível, mas que demonstra respeito e admiração pelo monarca. Tradicionalmente, a monarquia britânica defende valores como democracia, liberdade e paz, princípios que vão de encontro à atual situação geopolítica no Oriente Médio.
A visita foi organizada antes da ofensiva de Trump e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contra o Irã. Após intensos debates, o compromisso foi mantido na agenda do rei, que, além de representar o governo britânico, é também comandante-chefe das Forças Armadas.
Trump tem criticado publicamente o primeiro-ministro Keir Starmer. Já chamou os porta-aviões britânicos de “brinquedos”, além de fazer outras comparações ofensivas ao que historicamente é seu principal aliado. Em uma delas, afirmou que Starmer “não é Winston Churchill”.
O rei também é chefe da Igreja Anglicana, e a imagem, posteriormente apagada, criada por inteligência artificial que mostrava Trump como Jesus não é exatamente confortável para Charles III. É nesse cenário turbulento que o rei e a rainha Camila terão de atuar.
Caso Epstein e Malvinas
Ex-príncipe Andrew é preso em meio a investigação sobre ligações com Epstein
O escândalo envolvendo o irmão do rei, Andrew Mountbatten-Windsor, e o pedófilo Jeffrey Epstein ainda paira sobre a monarquia.
Charles III foi criticado por se recusar a se encontrar com sobreviventes de Epstein durante a visita. Como gesto compensatório, a rainha Camila deverá conversar com vítimas de violência doméstica.
O caso também atinge o governo de Keir Starmer, que enfrentou uma semana difícil após revelações de que o embaixador indicado para Washington — também ligado a Epstein — não havia sido aprovado em processos de segurança, mas assumiu o cargo mesmo assim.
Para agravar o cenário, um e-mail do Pentágono vazado na semana passada indicou que os Estados Unidos poderiam rever o apoio ao Reino Unido na questão da soberania das Ilhas Malvinas.
O governo britânico reagiu rapidamente, reafirmando que o arquipélago — ainda alvo de disputa — pertence ao Reino Unido desde 1833, e não à Argentina.
Embora a Casa Branca não tenha se pronunciado oficialmente, o documento é interpretado como uma forma de pressionar membros da OTAN que, na visão de Trump — especialmente Reino Unido e Espanha —, não estariam oferecendo apoio suficiente à guerra contra o Irã.
Além disso, Trump é alinhado politicamente com o presidente argentino Javier Milei.
Segurança reforçada e agenda oficial
O Palácio de Buckingham e o governo americano trabalham em conjunto para garantir a segurança dos monarcas após o incidente de sábado. A agenda pode sofrer ajustes, mas a visita está confirmada.
Charles III e a rainha Camila chegam a Washington nesta segunda-feira, participam de um chá privado com Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, e seguem para uma recepção no jardim da Casa Branca.
Na terça-feira, o rei será recebido com honras militares e terá um encontro privado com Trump, inicialmente sem a presença da imprensa. À tarde, fará um discurso no Congresso americano e, à noite, participará de um banquete oficial.
Na quarta-feira, o casal segue para Nova York, onde prestará homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro e participará de um evento com representantes das indústrias criativas.
Na quinta-feira, a agenda continua no estado da Virgínia, em celebrações pelos 250 anos da independência americana.
Serão quatro dias intensos, com diversas ocasiões para discursos públicos que devem ser analisados com atenção. A expectativa é que o rei consiga, como sugeriu Trump, contribuir para a reaproximação entre os dois países.

Por que o aeroporto de Singapura é considerado o melhor do mundo

Chanceler do Irã chega à Rússia após negociações com EUA durante o fim de semana ruírem; ACOMPANHE
Aeroporto de Singapura
BBC/Getty Images
Imagine que você acaba de aterrissar depois de um voo de 18 horas.
Bocejando e com os olhos vermelhos, você se prepara para enfrentar as habituais dificuldades que encontramos nos aeroportos: a caminhada até a imigração, as filas que não andam e a quase infinita espera pela liberação da bagagem.
Mas, em vez disso, você encontra limpadores autônomos sorridentes, gerenciados por IA, limpando os pisos impecáveis do local. E a imigração anda tão rápido que você passa alguns momentos suspeitando de alguma coisa.
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Em menos de 15 minutos, você já está na rua, em meio ao calor tropical, se perguntando por que, no resto do mundo, tudo aquilo ainda é tão difícil.
Alguns dias depois, você volta ao aeroporto, faz um check-in impecável para sua viagem de volta e espera o voo nos salões de trânsito do aeroporto.
Lá, você encontra um cinema grátis aberto 24 horas por dia, sete dias por semana, um jardim de borboletas e a cachoeira em ambiente interno mais alta do mundo. Você pode até andar sobre um tanque de vidro para criação de peixes, com uma tela no teto que imita digitalmente o clima do lado externo.
Às vezes, você esquece que está em um aeroporto e se sente em uma minúscula cidade futurista, brilhantemente administrada.
Pode parecer o sonho do viajante frequente, mas este lugar existe. É o aeroporto Changi, em Singapura, vencedor do prêmio Skytrax de melhor aeroporto do mundo pelo segundo ano consecutivo — e pela 14ª vez, desde a sua criação.
Enquanto outros aeroportos importantes enfrentam infestações de roedores, greves e tetos que desabam, a paz futurista de Changi parece um mundo à parte. A distância entre um aeroporto médio e de classe internacional nunca pareceu tão grande.
Mas o que é necessário para que as viagens aéreas modernas possam fluir tão bem? E como Singapura consegue atingir este nível, enquanto seus concorrentes enfrentam tantas dificuldades?
Os terminais do aeroporto Changi, em Singapura, foram projetados com a redução do estresse em mente
BBC/Getty Images
Max Hirsh é o diretor-gerente do centro de pesquisa Airport City Academy, dedicado ao planejamento e desenvolvimento de aeroportos. Para ele, o sucesso de Changi não se restringe à qualidade.
O aeroporto também oferece o básico do dia a dia, como velocidade, segurança e conectividade, além da flexibilidade de adaptação quando algo não sai conforme o planejado.
"No mundo da aviação, isso acontece muito", explica Hirsh.
"O desafio não é atingir o equilíbrio em apenas um momento, mas manter o padrão por décadas, frente às alterações de demanda, tecnologia e perturbações. Changi tem sucesso porque trata esse equilíbrio como um projeto contínuo, não como um feito de design isolado."
Primeiro, a eficiência; depois, o espetáculo
Se você já tiver voado para Singapura, provavelmente terá notado a sensação de calma que permeia o aeroporto. O que provavelmente passa despercebido é como esta tranquilidade é cuidadosamente produzida.
Existe nos bastidores uma operação enorme e rigorosamente coreografada. Nela, a automação, a biometria e a análise de previsões são empregadas para remover gargalos antes que eles se tornem visíveis.
São 60 mil funcionários que mantêm as bagagens, a limpeza, o consumo de energia e o fluxo de passageiros em perfeita sincronia. Nas palavras de Hirsh, Changi parece estar sempre "um passo à sua frente".
Robôs de limpeza autônomos são um dos pequenos toques operacionais que ajudam na perfeita gestão do aeroporto Changi.
BBC/Daniel Seifert
A mesma lógica se estende para os detalhes menos glamourosos.
A infraestrutura de retaguarda, como orientação intuitiva, sinalização clara e gestão de público, faz com que os passageiros, já afetados pelo fuso horário, não desperdicem sua carga cognitiva tentando encontrar o seu portão.
Existem 500 toaletes espalhados pelos terminais, o que também ajuda bastante. Cada um tem uma tela sensível ao toque para que os passageiros avaliem sua experiência. E qualquer queda nas avaliações fará uma equipe de limpeza surgir em questão de minutos.
"A hierarquia é simples", explica Hirsh. "Primeiro, eficiência; segundo, atmosfera; terceiro, espetáculo."
O poder do fluxo
Changi tem tanto a oferecer que pode ser necessário fazer várias visitas para apreciar sua amplitude.
O exemplo mais conhecido é a cachoeira interna Jewel Rain Vortex, no complexo de varejo anexo ao aeroporto. Ela se tornou uma das imagens turísticas mais conhecidas de Singapura.
Os viajantes também podem observar Toni, o bartender robótico de Changi, preparar diversos coquetéis nos terminais 2 e 3 do aeroporto.
O jardim de borboletas importa pupas a cada duas a três semanas, para nunca ficar sem exibir as maravilhas aladas. E, se os insetos voadores não forem a sua praia, existe também um jardim de cactos e outro de girassóis no telhado.
A nova zona Fit and Fun, aberta no início de 2025, é repleta de atividades que agradam a todos os gostos. Ela oferece desde sacos de boxe até minitrampolins.
E, para quem tiver uma escala mais longa (e não precisar de visto de entrada), o aeroporto oferece até mesmo tours guiados gratuitos da cidade.
Jewel Rain Vortex, a cachoeira em ambiente fechado mais alta do mundo, transforma o tempo da escala em uma experiência única
BBC/Getty Images
As atrações são continuamente atualizadas e fazem mais do que reduzir o ônus de uma longa viagem.
Elas também têm um propósito mais prático: incentivar as pessoas a explorar as instalações, levando-as a caminhar para diferentes locais dentro do terminal, e ajudam a evitar a sensação de superlotação característica de outros aeroportos.
Facilidade para chegar e para sair
Parte da eficiência de Changi nasce, ao mesmo tempo, do pragmatismo e da ambição.
As restrições trabalhistas de Singapura levaram o aeroporto a adotar a automação nos setores de imigração e limpeza, além de outros serviços aos passageiros.
"Os serviços de imigração precisam de muita mão de obra e nem todos os singapurenses estão dispostos a fazer este trabalho", explica o vice-presidente de comunicações corporativas e marketing do Changi Airport Group, Ivan Tan. "Por isso, em parte, somos levados pela necessidade."
Em 2024, Changi se tornou o primeiro aeroporto a implementar completamente a imigração sem passaporte, usando reconhecimento biométrico facial e da íris para reduzir o tempo desta que pode ser uma das partes mais irritantes de qualquer viagem internacional.
Os moradores de Singapura podem usar o sistema na chegada e na saída. Já os viajantes internacionais podem usar a liberação sem passaporte ao sair do país.
Esta mentalidade prática também ajuda a explicar por que o aeroporto Changi, na verdade, nunca se permitiu ficar parado.
Os aeroportos são cidades em miniatura, orientados por cronogramas rígidos e logística complexa. Eles são muito vulneráveis à volatilidade.
Esta é uma das razões que levaram Changi a criar recentemente o Terminal X, um laboratório de inovação cuja tarefa é enfrentar a volatilidade do clima, questões de mão de obra, limites de capacidade e as expectativas cada vez maiores dos clientes.
"Para nós, o centro de inovação é indispensável", afirma a gerente de comunicações do laboratório, Kris Mok. Ela destaca que, devido à permanente evolução dos desafios, "em alguns anos, precisaremos trabalhar duas vezes mais".
A equipe é incentivada a testar ideias bizarras, mesmo que fracassem — uma técnica incomum na cultura do trabalho em Singapura, que é frequentemente cuidadosa.
Entre os projetos do laboratório, estão uma frota de drones que voam durante as tempestades para impedir a queda de raios que poderiam fechar as pistas do aeroporto, em um dos países mais sujeitos a raios do mundo.
Cartão de visitas do país
A obsessão de Changi pela eficiência já é antiga. Ela data dos anos 1970, quando o pai fundador e primeiro primeiro-ministro de Singapura, Lee Kuan Yew (1923-2015), percebeu que, para que a pequena nação dependente do comércio pudesse crescer, seria necessário um símbolo de boas-vindas que demonstrasse eficiência.
A aposta foi dispendiosa, mas funcionou. Lee chegaria a chamar Changi de "o melhor investimento de 1,5 bilhão de dólares de Singapura [cerca de R$ 5,9 bilhões, pelo câmbio atual] que já fizemos".
Cinquenta anos se passaram e o investimento ainda rende dividendos.
"[Changi] é uma Singapura em miniatura: eficiente, limpo, organizado e você pode confiar que tudo funciona conforme o esperado", segundo Alisha Rodrigo, moradora de Singapura que viaja frequentemente a partir do aeroporto.
Converso com ela logo depois que uma paralisação do governo americano deixou os aeroportos dos Estados Unidos com tempos de espera de quatro horas na imigração e no check-in.
"Às vezes, a previsibilidade é algo bom", destaca Rodrigo. E, em última análise, é por isso que Changi continua ganhando prêmios.
Os visitantes podem levar a lembrança da cachoeira, mas a verdadeira conquista é que eles conseguiram chegar até ela sem se perder e sem nem mesmo interromper o passo.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Travel.

Chanceler do Irã chega à Rússia após negociações com EUA durante o fim de semana ruírem; ACOMPANHE

Chanceler do Irã chega à Rússia após negociações com EUA durante o fim de semana ruírem; ACOMPANHE
Chanceler do Irã chega à Rússia após negociações com EUA durante o fim de semana ruírem; ACOMPANHE No sábado (25), o presidente dos EUA cancelou viagem ao Paquistão, mediador do conflito, após o chanceler iraniano rejeitar diálogo direto com Washington. O chanceler iraniano chega à Rússia nesta segunda (26), após visitar o Paquistão e Omã para tratar do fim da guerra com os EUA e Israel.. Viagem acontece após rodada de negociações entre representantes do Irã e EUA em Islamad ruir neste sábado (25), após Trump cancelar o envio de seus representantes à capital paquistanesa. . A mudança de planos de Trump aconteceu após o chanceler iraniano entregar uma proposta de paz aos mediadores em Islamad e dizer que não se sentaria à mesa com os norte-americanos. . Enquanto isso, o Estreito de Ormuz seguiu fechado pelo Irã. Na sexta (24), o chefe do Pentágono disse que o bloqueio naval dos EUA na entrada do estreito está sendo ampliado. . No Líbano, Israel e Hezbollah trocaram acusações de violações do cessar-fogo, prorrogado por mais três semanas. Quatro pessoas morreram em bombardeio no sul do país.