Cuba diz que diretor da CIA encontrou com ministro do interior do país

Intenso bombardeio russo com mais de 1.500 drones mata 8 pessoas em Kiev, na Ucrânia
diretor da CIA dos EUA, John Ratcliffe.
Reuters/Leah Millis
Governo de Cuba afirmou que diretor da CIA dos EUA, John Ratcliffe, se reuniu com o ministro do Interior cubano nesta quinta-feira (14). Declaração acontece no mesmo dia em que um avião do governo dos EUA ser visto no aeroporto internacional de Havana (veja na imagem abaixo).
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Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado dos EUA
Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14)
REUTERS/Norlys Perez
Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (14) que o levantamento do "bloqueio" imposto pelos Estados Unidos seria "uma forma mais fácil" de ajudar a ilha, após a oferta de auxílio humanitário de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) feita por Washington.
Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14), que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares (R$ 491 milhões, na cotação atual), oferecida pelos Estados Unidos sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
"Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
Os Estados Unidos afirmam que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
"É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.

‘Bye bye’: Atiradores de elite dos EUA disparam contra barcos no Caribe ao som de música de grupo pop

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Atiradores de elite dos EUA disparam contra barcos no Caribe ao som de música pop
A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (14) um vídeo de uma operação contra três pequenas embarcações na costa da Colômbia, no Caribe, realizada no último sábado (9).
As imagens chamam atenção pelo contraste entre a ação militar e a trilha sonora escolhida: “Bye Bye Bye”, sucesso da extinta boy band "NSYNC", da qual Justin Timberlake fez parte.
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Guarda Costeira dos EUA divulga vídeo de ataque ao som de música pop
X/Guarda Costeira dos EUA
Enquanto atiradores de elite disparam de um helicóptero militar, o refrão da música — expressão em inglês equivalente a “tchau, tchau, tchau” — acaba dando um tom irônico à cena.
Na gravação, os agentes aparecem atirando contra as embarcações em movimento. Em seguida, militares lançam boias aos tripulantes antes de detonarem os barcos com explosivos.
Após a abordagem, a Guarda dos EUA prendeu nove suspeitos de tráfico de drogas e explodiu e afundou as embarcações por representarem risco à navegação.
Segundo a Guarda Costeira, os barcos transportavam cerca de 2,7 toneladas de cocaína, carga avaliada em aproximadamente US$ 45,8 milhões.
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Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia

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Foto de Arquivo: o então chefe da Patrulha da Fronteira, Michael Banks, fala com repórteres durante a visita do secretário de Defesa, Pete Hegseth, à fronteira entre os EUA e o México em Sunland Park, Novo México, em 3 de fevereiro de 2025.
AP Photo/Andres Leighton
O chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, Michael Banks, renunciou de forma repentina nesta quinta-feira (14), informou um porta-voz da agência, ampliando a rotatividade entre os principais funcionários de imigração do governo Trump nos últimos meses.
Banks era aliado da ex-secretária de Segurança Interna Kristi Noem, que foi demitida por Trump em março, disse um ex-funcionário da patrulha de fronteira sob condição de anonimato.
Banks, principal autoridade da agência encarregada de proteger as fronteiras dos Estados Unidos, foi nomeado para o cargo pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2025.
Ele trabalhou na patrulha de fronteira por duas décadas antes de deixar a agência em 2023 e se tornar o “czar da fronteira” do estado do Texas, governado pelos republicanos.
A saída de Banks se soma a uma série de mudanças:
a saída planejada do diretor interino do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), Todd Lyons, no fim do mês;
a aposentadoria do controverso agente da patrulha de fronteira Gregory Bovino em março;
e da ampliação da autoridade do “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, sobre as operações de fiscalização.
Contexto: Trump se reelegeu prometendo endurecer o combate às travessias ilegais na fronteira. Cerca de 86 mil migrantes foram detidos durante o primeiro ano do republicano no cargo, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. O número está abaixo dos 956 mil registrados um ano antes, segundo dados do governo dos EUA.

Cuba responde oferta de US$ 100 milhões dos EUA dizendo que seria ‘mais fácil’ suspender o bloqueio

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026
REUTERS/Norlys Perez
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Cuba está submetida, desde o fim de janeiro, a um bloqueio energético dos Estados Unidos e enfrenta há vários dias uma crise energética muito grave, que provoca cortes de eletricidade e uma crescente exasperação da população.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
O anúncio acontece depois de o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, dizer nesta quarta-feira (14), que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares (R$ 491 milhões, na cotação atual), oferecida pelos Estados Unidos sob a condição de que seja distribuída através da Igreja católica.
"Estamos dispostos a escutar as características da oferta e a forma como se materializaria", respondeu, nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, no X.
Os Estados Unidos afirmam que a situação em Cuba se deve à má gestão econômica interna.
"É uma economia quebrada e disfuncional, e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente", disse o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, em declarações à Fox News a bordo do Air Force One, enquanto viajava com o presidente Trump para a China.
Nesta quarta-feira (14), o leste de Cuba sofreu um apagão maciço e Havana foi cenário de panelaços de protesto na noite passada, após o anúncio do governo de que suas reservas de combustível "se esgotaram" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
Os apagões, habituais há meses, se agravaram nas últimas horas. Segundo dados oficiais compilados pela AFP, 65% do território cubano sofreu cortes simultâneos de energia na última terça-feira.
Devido à asfixia do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, as reservas de combustível de Cuba já "se esgotaram", informou o ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, em declarações à televisão estatal na quarta-feira.

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Rússia lança maior ataque contra a Ucrânia desde o início da guerra
A Rússia bombardeou a capital da Ucrânia, Kiev, intensamente com centenas de drones e dezenas de mísseis na madrugada desta quinta-feira (14). O ataque deixou pelo menos oito mortos e frustrou ainda mais as esperanças de pôr fim à guerra.
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Jornalistas da AFP na capital ouviram sirenes de ataque aéreo antes de várias horas de fortes explosões obrigarem os moradores a se refugiarem em estações de metrô.
A Rússia lançou mais de 1.500 drones contra a Ucrânia nas últimas 36 horas, informou a Força Aérea Ucraniana. Apenas durante a madrugada, foram 675 drones de ataque e 56 mísseis, principalmente contra Kiev.
"Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro", disse Andrii, um morador de Kiev ainda de pijama e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou.
Uma vizinha abraça uma mulher que chora no local de um ataque com míssil russo contra um prédio residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis.
"Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque", disse o presidente.
Ao amanhecer, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos dos mortos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que cerca de 40 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças.
Vários aliados da Ucrânia condenaram o ataque. "A Rússia está zombando abertamente" dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Novo revés para esforços de paz
Vista do interior de um apartamento danificado após um ataque de míssil russo em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Efrem Lukatsky
A ofensiva representa mais um revés para as tentativas de pôr fim ao conflito, depois que o presidente americano, Donald Trump, renovou as esperanças de paz ao intermediar um cessar-fogo de três dias entre os dois países na semana passada.
Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, havia sugerido no fim de semana que a guerra poderia terminar em breve.
O cessar-fogo, que começou coincidindo com as comemorações em Moscou da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, foi marcado por acusações de violações de ambos os lados.
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia lançaram ataques com drones de longo alcance imediatamente após o término do cessar-fogo.
O Kremlin minimiza a ideia de que os comentários vagos de Putin no sábado (9) sobre um possível fim da guerra signifiquem uma mudança na posição de Moscou.
Na quarta-feira (13), a Rússia reiterou sua exigência de que a Ucrânia se retire completamente da região leste do Donbass antes que um cessar-fogo e negociações de paz em larga escala possam ocorrer. Kiev rejeita a exigência, considerando-a equivalente a uma rendição.
Um funcionário da presidência ucraniana disse à AFP que a escala dos ataques desta quinta-feira foi tão grande devido à trégua anterior e relacionou o momento da ofensiva ao encontro entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
Equipes de resgate removem os escombros de uma casa gravemente danificada após um ataque russo a um bairro residencial em Kiev, Ucrânia, em 14 de maio de 2026
AP Photo/Evgeniy Maloletka
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