Mulher relata prejuízo de mais de US$ 17 mil em fraude imigratória contra brasileiros que resultou na prisão de quatro suspeitos na Flórida

Um dia após ataque em jantar, Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’ na Casa Branca
Moradora de Fernandópolis (SP) perde US$ 17 mil ao cair em fraude imigratória
Arquivo pessoal
Uma mulher de 41 anos, moradora de Fernandópolis (SP), diz ter perdido US$ 17 mil ao ser vítima de um esquema de fraude imigratória que resultou na prisão de quatro suspeitos na Flórida, nos Estados Unidos.
Os suspeitos do crime também são brasileiros, segundo a polícia. Eles são investigados por aplicar golpes contra imigrantes sem documentação que buscavam regularizar a situação no país.
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Segundo o xerife responsável pelo caso, o grupo se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração.
A vítima, que não vai ser identificada pela reportagem, contou ao g1 que é casada e tem três filhos. Há cinco anos, a família decidiu que deveria sair do Brasil para morar nos Estados Unidos e iniciou os trâmites para conseguir autorização imigratória.
“Nunca, em nenhuma hipótese, pensamos em ir ilegalmente. Então, pegamos o único bem que tínhamos e vendemos para isso: a nossa casa. E mesmo assim, fomos pagando parcelado. Ficamos desconfiados da Legacy Immigra após dois meses do fechamento do contrato, entre março e abril do ano passado. A rotatividade de funcionários era absurda, isso foi nos incomodando muito e nos gerou muita insegurança porque não poderíamos mais resgatar o nosso dinheiro”, conta a vítima.
Entre os presos na Flórida estão Ronaldo de Campos, Vagner Soares de Almeida, Juliana Colucci e Lucas Trindade Silva, apontados como líderes da empresa. Juliana e Vagner são casados. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.
Brasileiros presos pela polícia da Flórida, acusados de aplicar golpe em brasileiros imigrantes nos EUA.
Reprodução/Orange County
“Conheci a agência por meio de indicação de duas amigas, que também tiveram prejuízo. Eu fui uma das pessoas que perdeu muito dinheiro, mais de 17 mil dólares. Pagávamos por meio de uma conta internacional no nome do Ronaldo, que nunca nem apareceu no contrato. Com isso, não temos nem como processá-lo. Toda a nossa dívida com a Legacy foi devidamente quitada em janeiro deste ano”, conta.
Vítima de Fernandópolis fazia transferência de dinheiro para conta internacional em nome de um dos suspeitos
Arquivo pessoal
Ainda conforme a vítima, a família segue no Brasil e não conseguiu efetuar os trâmites necessários para efetuar o processo imigratório americano. A brasileira passou a enfrentar problemas psicológicos devido à fraude.
“Hoje, não temos mais dinheiro para recomeçar esse processo, pelo qual lutamos tanto. Tudo acabou!! Vamos nos endividar aqui no Brasil para tentar continuar. Há vários dias, sinto dores no meu corpo, mal-estar, insônia e não sei como conduzir. Quero meu dinheiro de volta. As pessoas estão ‘sambando’ na nossa dor. Muita gente tirando sarro da nossa cara e nos desejando bem feito, mas a gente nunca fez nada de errado”, finaliza a mulher.
Investigação
A investigação começou após denúncias recebidas pela Ordem dos Advogados da Flórida. Ao menos sete vítimas colaboraram com o caso, mas a polícia americana acredita que o número seja maior.
Conforme a investigação, os suspeitos exploravam o medo de deportação. Registros financeiros indicam que o grupo arrecadou mais de US$ 20 milhões em três anos. A operação que resultou nas prisões foi conduzida por autoridades locais em parceria com o Departamento de Segurança Interna. O caso será levado a julgamento por promotores estaduais.
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Trump diz que atirador não chegou perto do salão em jantar e fala em ‘fim próximo’ da guerra com o Irã

Um dia após ataque em jantar, Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’ na Casa Branca
Donald Trump chega para discursar na Sala de Imprensa James Brady, na Casa Branca, após um tiroteio do lado de fora do salão de baile
AP/José Luis Magana
Um dia após o ataque a tiros em um jantar com jornalistas em Washington, o presidente Donald Trump afirmou que o suspeito foi contido antes de se aproximar do local principal do evento e não chegou perto do salão onde estavam autoridades e convidados.
Em entrevista à Fox News, Trump disse que o homem foi “parado imediatamente” pelas forças de segurança e classificou o episódio como um teste para um tipo de operação considerado difícil de proteger.
Segundo ele, eventos como o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca reúnem grande circulação de pessoas e múltiplos acessos, o que amplia o desafio logístico para as equipes responsáveis pela segurança.
A fala ocorre após a mobilização de agentes do Serviço Secreto durante o evento, que terminou com o suspeito detido ainda nas áreas de controle. Mais cedo, especialistas ouvidos pela imprensa internacional avaliaram que a resposta seguiu o protocolo esperado, com foco em impedir a aproximação e retirar autoridades do risco imediato.
Trump também comentou o perfil do suspeito, dizendo que se tratava de alguém com histórico de “muito ódio” e que familiares já tinham conhecimento de dificuldades anteriores. Ele citou ainda um manifesto atribuído ao homem, sem detalhar o conteúdo.
Especialista cita falha de segurança em evento com Trump
Segurança reforçada e pressão sobre eventos com autoridades
O presidente reconheceu que garantir a segurança em encontros desse porte é uma tarefa complexa, especialmente quando há concentração de autoridades, jornalistas e equipes de apoio no mesmo ambiente.
A avaliação dialoga com a de ex-agentes de segurança, que apontam que eventos fechados exigem múltiplas camadas de proteção, com triagem, monitoramento e resposta rápida a ameaças. Nesses cenários, o objetivo central é impedir o avanço do agressor antes que ele alcance áreas mais sensíveis — como ocorreu no episódio de sábado.
Guerra com o Irã entra no centro da entrevista
Ao longo da conversa, Trump alternou o tema doméstico com a política externa e afirmou que a guerra com o Irã pode estar próxima do fim.
Segundo ele, há interlocutores “razoáveis” do lado iraniano e a negociação pode avançar por contato direto, inclusive por telefone.
“Se eles quiserem falar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Existe telefone. Temos linhas seguras”, disse.
As declarações vêm em um momento de impasse diplomático. Como mostrou o g1 mais cedo, negociações indiretas seguem em curso com mediação do Paquistão, enquanto um cessar-fogo permanece em vigor, mas sem acordo definitivo.
Trump também indicou que uma das condições para encerrar o conflito envolve o programa nuclear iraniano, tema central das tensões entre os dois países.
Críticas a aliados e cenário internacional
O presidente ainda criticou a atuação de aliados internacionais, afirmando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não deu o suporte esperado no contexto do conflito com o Irã. Ele também mencionou o Reino Unido, dizendo que a promessa de envio de embarcações após o fim da guerra não seria suficiente diante do cenário atual.
As declarações reforçam o tom de pressão adotado por Washington nas negociações, ao mesmo tempo em que expõem divergências entre parceiros tradicionais em um momento de instabilidade geopolítica.
China entra no radar, mas com tom mais moderado
Ao comentar o cenário internacional mais amplo, Trump também mencionou a China, adotando um tom menos crítico do que em declarações anteriores.
Segundo ele, Pequim poderia ter contribuído mais diante do atual contexto global, mas evitou uma postura mais dura ao afirmar que o país “poderia ter sido muito pior”.
A fala sinaliza uma tentativa de calibrar o discurso em relação à China enquanto os Estados Unidos lidam simultaneamente com a guerra no Oriente Médio e tensões com aliados tradicionais.

Trump confirma que Rei Charles III irá aos EUA esta semana, mesmo após tiroteio

O presidente americano Donald Trump disse neste domingo (26) que Rei Charles III, irá visitar os EUA nesta próxima semana. A declaração à Fox News ocorre porque, hoje mais cedo, o Palácio de Buckingham deu uma declaração que colocava em dúvida a viagem do monarca ao país.
Isso porque cresceu a preocupação com a segurança do rei e da rainha consorte, uma vez que a viagem de Charles e Camila está marcada para a próxima segunda-feira (27), apenas dois dias após o tiroteio no jantar dos correspondentes da Casa Branca, que acontecia no Hilton Hotel, em Washington.
Esta reportagem está em atualização

Chanceler do Irã volta ao Paquistão, um dia após Trump cancelar o envio de negociadores ao país; ACOMPANHE

Um dia após ataque em jantar, Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’ na Casa Branca
Chanceler do Irã volta ao Paquistão, um dia após Trump cancelar o envio de negociadores ao país; ACOMPANHE Presidente dos EUA disse que ordenou cancelamento da viagem, que ocorreria neste sábado (25), após chanceler iraniano rejeitar conversa direta com EUA. As chances de que uma nova rodada de negociações acontecessem neste sábado (25) ruíram. . O chanceler do Irã foi a Islamabad, onde ocorreriam as tratativas, mas só entregou uma proposta de paz aos mediadores. Ele disse que não se sentaria à mesa com os norte-americanos. . Depois disso, Trump anunciou ter cancelado o envio de seus representantes à capital paquistanesa. . Enquanto isso, o Estreito de Ormuz seguiu fechado pelo Irã. Na sexta (24), o chefe do Pentágono disse que o bloqueio naval dos EUA na entrada do estreito está sendo ampliado. . No Líbano, Israel e Hezbollah trocaram acusações de violações do cessar-fogo, prorrogado por mais três semanas. Quatro pessoas morreram em bombardeio no sul do país.

Um dia após ataque em jantar, Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’ na Casa Branca

Um dia após ataque em jantar, Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’ na Casa Branca
Veja o momento em que agentes de segurança retiram Trump de evento após estrondos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o ataque ocorrido na noite de sábado (25), durante o jantar de correspondentes na Casa Branca reforça a necessidade de construir um salão de eventos com alto nível de segurança dentro do complexo da Casa Branca.
"Esse evento nunca teria acontecido com o salão de baile ultrassecreto, em termos militares, atualmente em construção na Casa Branca", disse em publicação na rede social Truth Social.
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AO VIVO: Acompanhe as notícias sobre os tiros em jantar de Trump com jornalistas
Na mesma publicação, Trump criticou uma ação judicial que tenta barrar a construção do salão, classificando o processo como “absurdo” e pedindo que seja retirado imediatamente para não interferir no andamento da obra.
Em março, uma decisão de um juiz federal ordenou a paralização da construção de um salão de festas na Ala Leste da Casa Branca, projeto determinado por Trump.
Segundo o juiz Richard Leon, Trump é o “administrador” da Casa Branca, mas “não é o proprietário”, e a obra precisa de aprovação do Congresso.
O custo do salão de festas é estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). Trump afirma que o projeto é financiado por doadores privados, entre eles apoiadores e empresas. Veja abaixo a foto do projeto.
A reforma altera de forma significativa o exterior da Casa Branca e deveria ter sido autorizada pelo Congresso. O juiz determinou que as obras permaneçam suspensas até que haja aprovação legislativa.
Trump decidiu em outubro demolir a Ala Leste da Casa Branca, uma extensão térrea do prédio principal, sem consultar especialistas jurídicos, segundo o magistrado.
Empresário do setor imobiliário por décadas, o presidente disse que pretende deixar como legado um salão de festa capaz de receber ao menos mil pessoas, substituindo estruturas provisórias instaladas nos jardins da residência oficial.
Projeto para salão de baile no complexo da Casa Branca
X/Reprodução
Tiros em jantar de gala nos EUA
Agentes de segurança após relato de tiros no jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington
REUTERS/Jonathan Ernst
O ataque ocorreu durante o jantar de gala que ocorria em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA, na noite de sábado. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto.
O presidente norte-americano chamou o incidente de "momento traumático" e elogiou o trabalho dos agentes de segurança.
Trump foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse o líder norte-americano.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
A organização do evento informou que não há feridos;
O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.