‘Hotel dos presidentes’: local de tiroteio é o mesmo onde Reagan foi baleado em 1981

Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’, na Casa Branca um dia após ataque em jantar
Reagan sofreu atentado na saída do mesmo hotel onde tiros foram disparados em jantar com
O hotel onde aconteceu o tiroteio em que estava o presidente americano Donald Trump, o Hotel Washington Hilton, já foi palco de um outro ataque a um chefe de estado americano. Foi nele que Ronald Reagan foi atingido por um tiro em 1981.
Inaugurado em 1965, o local é o endereço fixo do jantar dos correspondentes da Casa Branca, evento em que aconteceu o tiroteio do último sábado (25). O salão principal foi projetado justamente para receber grandes autoridades com discrição.
Quando Reagan foi atingido na porta do hotel, em 30 de março de 1981, ele estava saindo do Hilton Hotel depois de realizar um discurso para membros da AFL-CIO. O atirador, John Hinckley Jr., disparou várias vezes contra o presidente e feriu também outras pessoas, entre elas o porta-voz da Casa Branca James Brady e o agente do Serviço Secreto Tim McCarthy.
Reagan estava há apenas 69 dias no cargo quando o ataque ocorreu, e o episódio foi registrado por equipes de TV que cobriam o evento. Ele foi atingido por um tiro que perfurou um pulmão, mas sobreviveu após atendimento médico.
O motivo do atentado também chamou atenção: Hinckley agiu movido por uma obsessão com a atriz Jodie Foster, e acreditava que o ataque chamaria sua atenção. O caso teve grande impacto na política americana e passou a ser lembrado como um dos episódios mais marcantes da presidência de Reagan.
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No contexto do hotel, o ataque aconteceu na saída do Washington Hilton, na área externa onde a comitiva presidencial seguia para a limusine. Por isso, o local ficou historicamente associado ao atentado e é frequentemente citado em reportagens sobre segurança presidencial e memória política em Washington.
Atualmente, o empreendimento pertence a um grupo de investimentos liderado pela Clearview Hotel Capital, em parceria com a fundação de investimento imobiliário Blackstone. A gestão fica por conta da rede Hilton, uma das maiores do mundo.
Entrada do Hotel Washigton Hilton durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca
AP/Allison Robbert
Tiroteio durante jantar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas na noite deste sábado (25) de um jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
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O evento anual reunia mais de 2 mil convidados, entre jornalistas e autoridades. A correspondente Raquel Krähenbühl, da TV Globo, estava no jantar, que foi encerrado e será remarcado, segundo a organização.
Trump divulgou um vídeo que mostra o homem correndo para tentar furar a segurança. Houve troca de tiros e um agente foi atingido, mas usava colete à prova de balas.
Presidente Donald Trump é retirado do evento pelos agentes do serviço secreto no último sábado (25).
Reuters
Trump chama suspeito de 'lobo solitário e doente'
Mais tarde, em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que o suspeito passou pela segurança com diversas armas e que o Serviço Secreto agiu rapidamente.
“Fomos muito bem cuidados, fomos retirados rapidamente”, disse. Em seguida, Trump afirmou que o homem "parece ser da Califórnia" e que "já entraram no apartamento dele. É um lobo solitário e uma pessoa muito doente."
Trump confirmou que agente americano foi baleado. "Ele está se sentindo bem. Nós falamos que o amamos e o respeitamos".

Em meio a cessar-fogo frágil, Israel volta a atacar o Líbano

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Homem próximo a escombros de prédio após ataque israelense no bairro de Ain Al Mraiseh, em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026.
REUTERS/Louisa Gouliamaki
O Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano neste domingo (26), apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio (veja mais abaixo). A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.
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De acordo com a agência de notícias estatal libanesa ANI, aviões de guerra israelenses realizaram um ataque contra a localidade de Kfar Tibnit, uma das áreas incluídas no aviso militar. A agência informou que houve relatos de vítimas, sem divulgar números ou detalhes adicionais.
Vídeos em alta no g1
Horas antes dos bombardeios, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação urgente direcionada aos moradores de Mifdoun, Shaqra, Yahmar al‑Shaqif, Arnoun, Zawtar El‑Charkiyeh, Zawtar El‑Gharbiyeh e Kfar Tibnit. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
O comunicado, publicado em árabe, advertiu a população a se deslocar para uma distância mínima de um quilômetro das áreas indicadas, sob risco iminente.
Cessar-fogo frágil
Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.
Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.
O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou essa posição ao afirmar que o Hezbollah estaria minando o acordo.
Em mensagem de vídeo transmitida durante a reunião semanal do gabinete, Netanyahu declarou que as ações do grupo “desmantelam efetivamente o cessar‑fogo” e reiterou que Israel fará “o que for necessário para restabelecer a segurança”. As informações foram divulgada pela RFI.
Os novos ataques aumentam o risco de uma escalada mais ampla na fronteira entre Israel e Líbano, em meio a acusações mútuas de descumprimento do cessar‑fogo, poucas semanas após o acordo entrar em vigor.
Prorrogação do cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

Irã retoma agenda diplomática no Paquistão enquanto negociações com os EUA travam e cessar-fogo segue indefinido

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Delegações dos EUA e Irã estarão no Paquistão neste fim de semana para a segunda rodada de negociações da guerra do Irã
O ministro das Relações Exteriores do Irã voltou a Islamabad neste domingo (26), em mais um movimento para destravar as negociações indiretas com os Estados Unidos, enquanto o cessar-fogo entre os dois países permanece sem prazo definido e a guerra continua a pressionar a economia global.
A retomada da agenda diplomática ocorre em meio a sinais contraditórios. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia deixado a capital paquistanesa na noite anterior, gerando dúvidas sobre a continuidade das conversas, mas retornou horas depois antes de seguir viagem para Moscou.
Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump anunciou o cancelamento do envio de representantes americanos ao Paquistão por falta de avanços. Pouco depois, disse ter recebido de Teerã uma proposta considerada “muito melhor”, sem detalhar o conteúdo.
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Impasse gira em torno do Estreito de Ormuz
O principal ponto de tensão nas negociações é o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial em tempos de normalidade.
O Irã tem restringido a circulação na região, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos. Como resposta, Teerã tenta viabilizar um mecanismo de cobrança de pedágios para embarcações que cruzam o estreito — uma medida que, se implementada, teria impacto direto no comércio internacional de energia.
Segundo autoridades envolvidas nas negociações, o governo iraniano condiciona o avanço das conversas ao fim das restrições impostas por Washington.
O navio Epaminondas é visto durante a apreensão pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Estreito de Ormuz, Irã , nesta imagem obtida pela Reuters em 24 de abril de 2026.
Meysam Mirzadeh/Tasnim/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS
Mediação indireta reflete desconfiança entre os países
As negociações têm sido conduzidas de forma indireta, com o Paquistão atuando como intermediário — um formato que reflete o nível de desconfiança entre as partes.
A escolha por canais indiretos não é nova. Rodadas anteriores, realizadas no último ano, também seguiram esse modelo e terminaram sem acordo, com escalada militar na sequência.
Neste momento, não há confirmação de quando representantes dos Estados Unidos voltarão à região para retomar o diálogo presencial.
Bloqueio ao Estreito de Ormuz
Editoria de Arte/g1
Cessar-fogo resiste, mas acordo permanente segue distante
Apesar do impasse, o cessar-fogo firmado em 7 de abril continua em vigor. O acordo interrompeu a maior parte dos combates iniciados no fim de fevereiro, após ataques coordenados de forças americanas e israelenses contra o Irã.
A trégua, no entanto, foi prorrogada sem prazo definido, o que mantém o cenário de incerteza. Um acordo permanente ainda depende de avanços nas negociações diplomáticas.
Para analistas, o ritmo lento não indica necessariamente retrocesso. A complexidade do conflito e os interesses envolvidos tornam improvável uma solução rápida.
Guerra acumula milhares de mortos e pressiona economia global
Dois meses após o início do conflito, o impacto humano e econômico segue em expansão.
Mais de 3.300 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra, além de quase 2.500 no Líbano, onde os combates se intensificaram dias depois. Há ainda registros de mortes em Israel, em países do Golfo e entre militares americanos e forças de paz.
No campo econômico, a instabilidade no Estreito de Ormuz tem afetado o fluxo global de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes, com reflexos nos preços internacionais e nas cadeias de abastecimento.

Após tiroteio, Palácio de Buckingham está discutindo se manterá visita de Charles III aos EUA

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Correspondente relata invasão durante jantar dos correspondentes da Casa Branca
O Palácio de Buckingham informou que conversará com autoridades americanas neste domingo (26) para determinar se o tiroteio do sábado (25), durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, que contava com a presença do presidente Donald Trump, afetará a visita do Rei Charles III aos EUA, agendada para essa próxima segunda-feira (27).
No sábado, Trump foi retirado às pressas do jantar dos correspondentes da Casa Branca por agentes do Serviço Secreto depois que um homem abriu fogo contra seguranças nas proximidades. As autoridades acreditam que o ataque provavelmente teve como alvo ele e outros membros do governo, afirmou o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche.
Blanche acrescentou que estava confiante de que o Rei Charles estaria seguro durante a visita desta semana aos Estados Unidos.
Um porta-voz do palácio disse que Charles estava sendo totalmente informado sobre os acontecimentos e que estava aliviado por Trump, sua esposa e todos os convidados terem saído ilesos.
ARQUIVO – O presidente Donald Trump e o rei Charles III da Grã-Bretanha passam em revista a Guarda de Honra após a chegada ao Castelo de Windso
AP/Kirsty Wigglesworth
"Diversas discussões ocorrerão ao longo do dia para debater com nossos colegas americanos e nossas respectivas equipes em que medida os eventos da noite de sábado podem ou não impactar o planejamento operacional da visita", disse o porta-voz.
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Homem que tentou atirar em Trump é desenvolvedor de jogos e professor premiado
Charles e sua esposa, Camilla, também entraram em contato em particular com Trump e sua esposa – a primeira-dama Melania Trump – para expressar suas condolências, disse uma fonte do palácio.
A visita ocorre num momento em que o governo do primeiro-ministro Keir Starmer espera que a viagem do rei ajude a reforçar a "relação especial" entre os EUA e o Reino Unido, após recentes tensões diplomáticas.
Até antes do tiroteio, o casal real deveria chegar aos Estados Unidos amanhã para uma viagem de quatro dias que inclui um encontro privado com Trump e um discurso ao Congresso, marcando os 250 anos da declaração de independência dos EUA do domínio britânico.
O ministro britânico Darren Jones afirmou no início deste domingo que o governo manterá estreita cooperação com os serviços de segurança dos EUA antes da visita de Charles e que as extensas discussões já em andamento continuarão nos próximos dias.
"Em relação à visita de Sua Majestade aos Estados Unidos na próxima semana… nossos serviços de segurança obviamente permanecem em estreita cooperação antes disso", disse Jones à Sky News.

Trump voltar a defender construção de ‘salão de festas ultrassecreto’, na Casa Branca um dia após ataque em jantar

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Veja o momento em que agentes de segurança retiram Trump de evento após estrondos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o ataque ocorrido na noite de sábado (25), durante o jantar de correspondentes na Casa Branca reforça a necessidade de construir um salão de eventos com alto nível de segurança dentro do complexo da Casa Branca.
"Esse evento nunca teria acontecido com o salão de baile ultrassecreto, em termos militares, atualmente em construção na Casa Branca", disse em publicação na rede social Truth Social.
Na mesma publicação, Trump criticou uma ação judicial que tenta barrar a construção do salão, classificando o processo como “absurdo” e pedindo que seja retirado imediatamente para não interferir no andamento da obra.
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O ataque ocorreu durante o jantar de gala que ocorria em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA, na noite de sábado. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto.
O presidente norte-americano chamou o incidente de "momento traumático" e elogiou o trabalho dos agentes de segurança.
Tiros em jantar de gala nos EUA
Agentes de segurança após relato de tiros no jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington
REUTERS/Jonathan Ernst
Trump foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse o líder norte-americano.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
A organização do evento informou que não há feridos;
O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.