Detectores de metal, checagem de credenciais e perímetro controlado: como é o esquema de segurança em eventos com Trump

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Trump divulga vídeo que mostra homem furando bloqueio de segurança
O som dos disparos interrompeu uma noite que, até então, seguia sob um dos esquemas de segurança mais rigorosos dos Estados Unidos.
O tiroteio nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, levou o presidente Donald Trump a deixar o local às pressas, mesmo em um evento cercado por barreiras, detectores e agentes armados.
Realizado no hotel Washington Hilton, o encontro reúne cerca de 2.300 convidados entre políticos, jornalistas e empresários. É um dos eventos mais sensíveis do calendário político americano, uma vez que concentra autoridades em um ambiente fechado. Para dar conta desse cenário, o esquema mobiliza diferentes camadas de proteção coordenadas pelo Serviço Secreto dos EUA, responsável direto pela segurança presidencial.
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Trump é retirado de evento após tiros
Reuters
Como funcionam as camadas de proteção
O modelo adotado é o de “segurança em camadas”, que combina barreiras progressivas desde o entorno do evento até o espaço onde o presidente permanece.
Do lado de fora, o perímetro é isolado e o acesso ao hotel passa a ser restrito. Só entram convidados com credenciais, participantes de eventos paralelos ou hóspedes. Antes de chegar ao salão principal, todos precisam passar por detectores de metal e por checagens de identidade conduzidas por agentes federais.
Esse primeiro filtro busca impedir a entrada de armas e identificar riscos potenciais. Ainda assim, há zonas intermediárias —como áreas comuns do hotel— onde o controle é mais difuso, por serem espaços de circulação legítima de hóspedes e funcionários.
Foi nesse ponto que, segundo autoridades, o suspeito teria conseguido acessar o local, ao se hospedar no hotel e, assim, ultrapassar a barreira inicial sem levantar suspeitas imediatas.
Trump é retirado de jantar da Casa Branca após barulho
Reuters
Proteção reforçada perto do presidente
À medida que se aproxima do chefe de Estado, o nível de segurança aumenta de forma significativa. Dentro do salão de baile, onde ocorre o jantar, o presidente fica em uma área isolada, separada fisicamente do restante do público.
Agentes do Serviço Secreto se posicionam ao redor, enquanto equipes de contra-ataque —grupos altamente treinados e armados— permanecem de prontidão para responder a qualquer ameaça em segundos. Há ainda recursos menos visíveis, como placas de blindagem instaladas sob a mesa principal, projetadas para reduzir o impacto de disparos.
O objetivo é criar um “núcleo duro” praticamente impenetrável, mesmo que alguma falha ocorra nas camadas externas.
Homem é detido no chão por agentes de segurança em imagem divulgada por Donald Trump após tiros disparados em jantar de correspondentes da Casa Branca com presidente dos EUA, em Washington, nos EUA, em 25 de abril de 2026.
Reprodução/ Truth Social
Um sistema moldado por atentados
O próprio local do evento ajuda a explicar o rigor dos protocolos. Em 1981, o então presidente Ronald Reagan foi baleado na saída do mesmo hotel, em um episódio que marcou a história da segurança presidencial nos Estados Unidos.
Desde então, o Washington Hilton passou por adaptações estruturais e se tornou uma espécie de laboratório para o Serviço Secreto, que utiliza o espaço para treinar agentes e testar protocolos em situações de grande complexidade —com público numeroso e presença simultânea de autoridades.
A lógica é simples: eventos assim combinam alta visibilidade com múltiplos pontos de acesso, o que exige um equilíbrio constante entre controle e circulação.
Em pronunciamento, Trump diz que agente foi baleado e dá detalhes sobre atirador
Onde estão os limites
Especialistas em segurança costumam apontar que o maior desafio não está no entorno imediato do presidente —altamente protegido—, mas nas áreas de transição. São espaços onde a vigilância precisa conviver com o funcionamento normal do local, como recepções, corredores e áreas comuns de hotéis.
Nesses ambientes, o controle absoluto se torna impraticável, o que exige monitoramento contínuo e resposta rápida a qualquer sinal de risco.
No caso do jantar em Washington, autoridades afirmaram que o sistema cumpriu seu papel ao impedir a aproximação direta do atirador ao presidente.
Ao mesmo tempo, o episódio mostra que, mesmo com protocolos sofisticados, a segurança depende de múltiplos fatores —e que as brechas tendem a surgir justamente fora do foco principal de proteção.

México diz que agentes dos EUA mortos em operação não tinham autorização para atuar no país

EUA aprovam execução por fuzilamento: saiba quais países adotam o método pelo mundo
Operação em Chihuahua, no México, teve quatro mortos; entre eles, dois agentes americanos
Reuters
O governo do México afirmou neste sábado (25) que os dois americanos mortos após uma operação ligada ao combate ao narcotráfico no estado de Chihuahua não tinham autorização para atuar no país. O caso também deixou dois agentes mexicanos mortos.
Os quatro morreram no último domingo (19), após um acidente de carro na região de fronteira com os Estados Unidos. Segundo autoridades locais, o veículo em que estavam saiu da pista, caiu em um barranco e explodiu.
De acordo com a Secretaria de Segurança do México, não havia registro de autorização para que agentes estrangeiros participassem de atividades operacionais no país. O governo informou ainda que nenhuma instância federal tinha conhecimento da presença dos americanos nesse tipo de ação.
Registros migratórios apontam que um dos americanos entrou no México como visitante, sem permissão para exercer atividades remuneradas, enquanto o outro utilizou passaporte diplomático. Segundo o comunicado, nenhum dos dois tinha credenciamento formal para participar de operações em território mexicano.
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Versões sobre a atuação dos americanos
As circunstâncias da presença dos dois estrangeiros mudaram ao longo da semana. Inicialmente, autoridades mexicanas indicaram que eles participavam de uma operação contra laboratórios clandestinos de drogas sintéticas.
Dias depois, uma nova versão foi apresentada: os americanos estariam no país para ministrar um curso sobre uso de drones e teriam solicitado entrar em um dos veículos ao retornar da atividade.
Nos Estados Unidos, o embaixador no México afirmou que os dois eram integrantes da equipe da embaixada americana. Já veículos de imprensa do país apontaram que eles teriam ligação com a Agência Central de Inteligência (CIA), o que não foi confirmado oficialmente.
O que diz a legislação mexicana
A legislação do México proíbe a participação direta de agentes estrangeiros em operações no país. A cooperação com outros governos ocorre, em geral, por meio de troca de informações e coordenação entre autoridades.
O governo mexicano reiterou, em comunicado, que não autoriza a atuação de agentes estrangeiros em atividades operacionais em território nacional e que o caso está sendo revisado em conjunto com autoridades locais e com a embaixada dos Estados Unidos.
Pressão na relação entre os países
O episódio ocorre em um momento de aumento das tensões entre México e Estados Unidos no combate ao narcotráfico. A Casa Branca afirmou nesta semana que quer ampliar a cooperação para conter o fluxo de drogas pela fronteira.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tem defendido que a colaboração entre os países seja limitada ao compartilhamento de informações, sem participação direta de agentes estrangeiros em operações no país.
As autoridades mexicanas informaram que as investigações seguem em andamento.

O plano europeu para proteger navegação no Estreito de Ormuz

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União Europeia pede reabertura do Estreito de Ormuz
Potências europeias se mobilizam para montar uma missão naval multinacional com o objetivo de proteger a navegação no Estreito de Ormuz, depois que os combates no conflito entre Estados Unidos e Irã interromperam o tráfego em uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo.
Em reuniões realizadas em Londres nesta semana, planejadores militares de cerca de 30 países se encontraram para discutir como a operação poderia funcionar na prática e de que forma navios comerciais poderiam ser protegidos. Após uma breve reabertura, Teerã voltou a fechar o estreito e sugere até a cobrança de um "pedágio".
Correndo por fora das negociações entre EUA e Irã, as nações europeias têm defendido que uma ação naval na região só seja realizada após as negociações de paz avançarem. Ainda assim, países como a Alemanha já indicaram que deslocarão navios ao Mediterrâneo com o objetivo de se antecipar, caso uma eventual operação seja autorizada pelo Parlamento.
Estreito de Ormuz
Reuters/Stringer
O que envolveria uma "missão defensiva"?
No centro das propostas do Reino Unido e da França está uma operação naval multinacional de caráter "estritamente defensivo", focada em proteger embarcações comerciais contra ataques, sem a realização de ofensivas contra alvos em terra. Segundo os dois países, a missão só seria lançada após um cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irã.
De acordo com Jürgen Ehle, contra-almirante alemão reformado e ex-conselheiro militar sênior da União Europeia, uma missão desse tipo envolveria reagir a agressões, e não atuar de forma ofensiva. Na prática, isso significa proteger navios de mísseis, drones ou embarcações hostis, em vez de atingir infraestrutura militar iraniana ou tropas em terra.
Especialistas disseram à DW que a operação provavelmente exigiria fragatas ou destróieres equipados com sistemas de defesa aérea, além de drones caça-minas, incluindo sistemas não tripulados, para detectar e neutralizar minas navais.
O chamado Trio Europeu — formado por Alemanha, França e Reino Unido — deverá arcar com a maior parte do esforço militar. Berlim indicou que estaria disposta a contribuir com embarcações de remoção de minas e meios de reconhecimento marítimo, desde que haja aprovação do Parlamento. O chanceler Friedrich Merz destacou a necessidade de um mandato legal claro antes de qualquer envio de forças.
Neste sábado, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que, "para ganhar tempo", navios da Marinha alemã serão deslocados para o Mar Mediterrâneo, entre eles o caça-minas Fulda. "Decidimos enviar algumas das unidades ao Mediterrâneo antes do previsto, para não perder nenhum tempo assim que tivermos o mandato", afirmou.
A França já dispõe de ativos navais significativos na região, incluindo oito navios de guerra, um porta-aviões e dois navios de assalto anfíbio. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que forças atualmente posicionadas no Mediterrâneo oriental e no Mar Vermelho — incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle — poderiam ser parcialmente redirecionadas para apoiar a missão.
A contribuição do Reino Unido ainda não foi especificada. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer disse que mais de uma dezena de países demonstraram interesse em fornecer meios, mas não afirmou expressamente o que Londres colocaria à disposição.
Embora o Reino Unido tenha destróieres avançados, sua "prontidão e disponibilidade permanecem incertas", disse à DW Bence Nemeth, professor sênior de estudos de defesa do King's College London.
Estreito de Ormuz
Jornal Nacional/ Reprodução
Quais são os riscos para a Europa?
O envio de meios navais ao Golfo pode pressionar as capacidades europeias em um momento de tensões elevadas mais próximas do continente. Nemeth alertou que a Europa precisa equilibrar ameaças vindas da Rússia, especialmente no Mar Báltico e no Atlântico Norte.
"Os europeus precisam primeiro de seus ativos navais para manter sua própria segurança", disse Nemeth, acrescentando que "eles não podem depender dos EUA como antes".
Os riscos operacionais no Golfo permanecem significativos. Ehle observou que "capacidades de defesa aérea não garantem 100% de segurança", especialmente contra ataques em larga escala com drones.
Escrevendo para o Royal United Services Institute, o professor do King's College de Londres, David B. Roberts, destacou um ambiente de ameaças "em camadas", que vai desde "munições lentas e de baixa altitude, no nível mais baixo, até mísseis antinavio de alta velocidade e minas de contato, no nível mais alto".
A diplomacia pode garantir estabilidade?
Analistas concordam que deslocamentos navais, por si só, não podem garantir a segurança do estreito. Apenas um acordo diplomático — no qual o Irã tome uma decisão política soberana de recuar — oferece a perspectiva de interromper completamente os ataques", disse Roberts.
França e Reino Unido buscam ampliar a coalizão para além da Europa, envolvendo países como a Índia e a Coreia do Sul. O objetivo é aumentar a pressão diplomática e viabilizar a retomada do transporte comercial.
Nemeth afirmou que "os países têm razões diferentes para participar dessas negociações". As mais comuns, acrescentou, "são a liberdade de navegação, o direito internacional e a segurança energética".
"Esses Estados não querem normalizar uma situação em que uma potência possa usar a força e a geografia para controlar um gargalo marítimo crucial", disse. "Isso criaria um precedente perigoso para o comércio global."
Enquanto a Europa trabalha para construir uma coalizão, países como Índia, Paquistão e China também buscam acordos bilaterais com Teerã para manter o fluxo de navegação, embora os volumes "permaneçam marginais", escreveu Roberts.
Por ora, a Europa se prepara para uma missão naval defensiva limitada, ao mesmo tempo em que pressiona por uma solução política. Ainda é incerto se haverá apoio internacional suficiente para viabilizar essa estratégia.
Autor: Anchal Vohra

Ataque a bomba deixa 14 mortos na Colômbia e eleva tensão às vésperas da eleição presidencial

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A explosão ocorreu no departamento de Cauca
BBC
A pouco mais de um mês para as eleições presidenciais na Colômbia, um ataque a bomba deixou 14 mortos e pelo menos 38 feridos no sudoeste do país, neste sábado (25). As autoridades atribuíram o atentado aos dissidentes da guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016, que (e) espalham terror no país.
Cinco vítimas eram menores de idade. Imagens da AFP mostram pessoas ao redor dos corpos das vítimas, veículos destruídos e buracos em uma estrada do departamento de Cauca, onde ocorreu a explosão.
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Em vídeos compartilhados nas redes sociais, testemunhas relatam terem sido lançadas por vários metros pela força do impacto. "Estávamos esperando a liberação para avançar e essa bomba explodiu bem ali", contou à AFP Francisco Javier Betancourt, agricultor de café e testemunha do atentado. "Fiquei assustado […] olhe até onde chegou este país", acrescentou.
A Colômbia enfrenta uma série de atentados nas últimas semanas. "Os que atentaram e mataram […] são terroristas, fascistas e narcotraficantes", escreveu o presidente Gustavo Petro na rede social X. "Quero os melhores soldados para enfrentá-los", salientou.
Sucessor de Pablo Escobar
O presidente de esquerda apontou como responsável Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, a quem compara com o traficante Pablo Escobar. Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas atividades nos últimos anos.
Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques nessa região, segundo Hugo López, comandante das forças militares.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, sobrevoou a área do atentado neste sábado e assegurou que a presença militar e policial foi reforçada para fazer frente aos ataques.
Segurança está no foco da campanha
A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial, em 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais, especialmente após o assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, baleado durante um comício em junho de 2025.
O herdeiro político do presidente Gustavo Petro, senador Iván Cepeda, é o favorito para o pleito, seguido pelos conservadores de direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas. Os três denunciaram que receberam ameaças de morte e contam com fortes esquemas de segurança.
De la Espriella e Paloma Valencia criticam a política de paz de Petro e prometem linha dura contra os rebeldes. Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilícitas como o narcotráfico, o garimpo ilegal e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.
Com AFP

EUA aprovam execução por fuzilamento: saiba quais países adotam o método pelo mundo

EUA aprovam execução por fuzilamento: saiba quais países adotam o método pelo mundo
Pena de morte nos EUA: entenda medida do governo Trump sobre pelotão de fuzilamento
Os Estados Unidos deram sinal verde na última sexta-feira (24) para ampliar os métodos utilizados para a pena de morte no país. Agora, serão permitidas execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento — método utilizado em mais de 20 países pelo mundo, de acordo com a organização Juntos Contra a Pena de Morte (ECPM, na sigla em francês).
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Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a recomendação segue uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país.
Na prática, a decisão do governo Trump funciona como uma diretriz aos estados, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do local.
Além disso, a lei só autoriza o governo federal a realizar execuções federais em estados que permitem a pena de morte e deve seguir os protocolos locais.
Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
No total, a pena de morte é aplicada em 46 países, segundo dados de 2025 da organização Juntos Contra a Pena de Morte (veja no mapa abaixo). Destes, 23 /aplicam o método do fuzilamento.
👉 São eles: Afeganistão, Bahrain, Belarus, Catar, China, Coreia do Norte, Emirados Árabes Unidos, EUA (5 estados norte-americanos), Etiópia, Iêmen, Índia, Indonésia, Iraque, Kuwait, Líbia, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Omã, Síria, Somália, Taiwan e Vietnã.
🔎​A pena de morte é um procedimento legal em que o Estado de um país condena uma pessoa à morte como punição por um crime, segundo a organização Anistia Internacional.
A organização condenou que o governo norte-americano pretenda ampliar os métodos de execução de penas de morte. Dentro dos Estados Unidos, as principais críticas vieram do Partido Democrata, rival do republicano Donald Trump.
O senador democrata Dick Durbin classificou a mudança como "cruel, imoral e discriminatória". "Expandir a pena de morte federal será uma mancha em nossa história", disse.
MAPA – pena de morte pelo mundo
Editoria de Arte/g1
Ao todo, pelo menos 1,5 mil pessoas foram executadas após sentença de pena de morte em 2024, o maior número desde 2015, de acordo com a Anistia Internacional, organização de direitos humanos.
Deste número, 90% das execuções aconteceram no Irã, na Arábia Saudita e no Iraque.
"No entanto, a China sozinha realiza mais execuções anualmente do que todos os outros países juntos, embora seus números oficiais sejam classificados como segredo de Estado", segundo a ECPM.
⚠️Por isso, na prática, ​o número total de pessoas executadas deve ser bem maior. Além da China, países como Coreia do Norte e Vietnã também mantêm essas informações em sigilo.
E quanto ao Brasil?
No Brasil, o artigo 5º da carta constitucional, em seu inciso 47, diz que a pena de morte não pode ser aplicada, "salvo em caso de guerra declarada". Essa é uma das cláusulas pétreas da Constituição, ou seja, não pode ser modificada por emendas constitucionais.
Fuzilamentos nos EUA
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Até agora, o pelotão de fuzilamento era um método raro de aplicação de penas de morte nos Estados Unidos. Historicamente, foi usado esporadicamente desde o século XIX, na maior parte das vezes em casos militares.
Mas em alguns estados, como o de Utah, o fuzilamento era mantido como opção legal ainda no século XX.
Após a retomada da pena de morte pela Justiça dos EUA, em 1976, apenas três penas foram executadas por fuzilamento. Todas ocorreram em Utah entre 1976 e 2010.