Líderes mundiais condenam tiros em jantar de gala nos EUA e celebram segurança de Trump

Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’
Veja o momento em que agentes de segurança retiram Trump de evento após estrondos
Diversos líderes mundiais reagiram na madrugada deste domingo (26) ao ataque a tiros em um jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington D.C., nos EUA. As autoridades condenaram a violência e disseram estar gratos pelo bem estar do presidente Donald Trump e da primeira-dama Melania.
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O ataque ocorreu durante o jantar de gala no sábado, que ocorria em um hotel na capital norte-americana. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto. O presidente norte-americano chamou o incidente de "momento traumático" e elogiou o trabalho dos agentes de segurança no local.
Veja abaixo as reações dos líderes mundiais ao incidente:
Claudia Sheinbaum, presidente do México
"A violência nunca deve ser o caminho", disse Sheinbaum nas redes sociais. Ela celebrou que Trump e Melania estavam em segurança após o incidente.
Argentina
A presidência da Argentina expressou "seu mais enérgico repúdio ao novo atentado contra a vida sofrido pelo presidente Trump". A nota, tida como uma fala de Javier Milei, aliado de Trump, também condenou a "retórica violenta da esquerda em todo o mundo".
Nancy Pelosi e Gavin Newsom (opositores de Trump)
A senadora emérita dos democratas Nancy Pelosi e o governador da Califórnia Gavin Newsom, também condenaram o ataque no jantar de gala. Pelosi falou em "grande alívio" pela segurança de Trump, Melania e dos presentes. Já Newsom disse que "a violência nunca é aceitável".
Presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez
Delcy Rodriguez condenou a "tentativa de agressão ao presidente Trump e à Melania", e disse que "a violência nunca será opção aos que defendem a paz".
Paquistão
O premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que está "profundamente perturbado pelo tiroteio" no jantar de gala e está aliviado pela segurança de todos os presentes. Atualmente, Sharif desempenha o papel de mediador nas negociações de paz na guerra entre EUA e Irã.
Peru
Em nota, a presidência do Peru condenou o "ato deplorável de violência" e também celebrou a segurança dos presentes.
Índia
O premiê da Índia, Narendra Modi, disse estar aliviado com a segurança de Trump e Melania e estendeu seus desejos de bem estar para eles. "A violência não tem lugar em uma democracia", afirmou.
Japão
A premiê do Japão, Sanae Takaichi, disse estar aliviada de saber que Trump está seguro "após tiros aterrorizantes", e que a violência não pode ser tolerada em nenhum lugar do mundo.
Canadá
O premiê do Canadá, Mark Carney, também falou em alívio pela segurança de Trump e repudiou a violência. Ele chamou o ataque de "evento perturbador".
Austrália
O premiê da Austrália, Anthony Albanese, disse estar aliviado após o ataque e elogiou o eficiente trabalho do Serviço Secreto dos EUA.
Tiros em jantar de gala nos EUA
Homem aparece rodeado de agentes do Serviço Secreto após tiros em jantar onde estava Donald Trump
Associated Press
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse o líder norte-americano.
O Serviço Secreto afirmou que o autor do ataque disparou uma escopeta no local. Um agente foi atingido, mas "está bem", segundo Trump. O suspeito se chama Cole Tomas Allen, tem 31 anos e mora na Califórnia, segundo a agência de notícias Associated Press. O FBI já localizou sua casa e estava a revistando, disse Trump.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
A organização do evento informou que não há feridos;
O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.

Suspeito de ataque em jantar nos EUA queria atirar em autoridades do governo Trump, diz jornal

Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’
Veja o momento em que agentes de segurança retiram Trump de evento após estrondos
O homem suspeito de realizar um ataque a tiros do lado de fora de um jantar de correspondentes da Casa Branca admitiu, após ser preso, que ele queria atirar contra integrantes do governo Trump, informou na madrugada deste domingo (26) a TV CBS News.
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O ataque ocorreu durante jantar de gala ocorria em um hotel na capital norte-americana na noite de sábado. O presidente dos EUA, Donald Trump, e outras autoridades de alto escalão do governo norte-americano foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto. O presidente norte-americano chamou o incidente de "momento traumático" e elogiou o trabalho dos agentes de segurança no local. Leia mais abaixo.
A revelação da CBS News ocorreu com base em relatos de duas autoridades norte-americanas, que falaram em condição de anonimato à emissora. Cole Allen, de 31 anos, teria contado seu objetivo aos policiais após ser neutralizado do lado de fora do evento.
A CBS não especificou, no entanto, quais ou quantas autoridades do governo Trump seriam alvo de Allen. Em coletiva na Casa Branca, Trump disse não saber se o ataque tinha motivações políticas, porém afirmou acreditar que ele era o alvo.
Homem aparece rodeado de agentes do Serviço Secreto após tiros em jantar onde estava Donald Trump
Associated Press
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
A organização do evento informou que não há feridos;
O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.
Tiros em jantar de gala
Correspondente Raquel Krähenbühl relata o que viu no jantar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse o líder norte-americano.
O Serviço Secreto afirmou que o autor do ataque disparou uma escopeta no local. Um agente foi atingido, mas "está bem", segundo Trump. O suspeito se chama Cole Tomas Allen, tem 31 anos e mora na Califórnia, segundo a agência de notícias Associated Press. O FBI já localizou sua casa e estava a revistando, disse Trump.

Análise: Data centers podem fazer de países do Sul Global novas colônias digitais

Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
A corrida global pela infraestrutura da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mapa da economia digital.
À medida que empresas como Microsoft, Google e Amazon expandem seus gigantescos data centers, países do Sul Global tornam-se peças estratégicas — oferecendo território, energia e incentivos fiscais em troca de promessas de investimento.
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Argentina e Brasil despontam como novos polos desse movimento, mas o modelo adotado tende a aprofundar dependências tecnológicas e a comprometer a soberania digital da região.
Nos últimos dois anos, anúncios bilionários de novos complexos de computação em nuvem multiplicaram-se.
No Brasil, o governo federal e estados como São Paulo e Bahia celebraram a chegada de centros de processamento vinculados a grandes empresas de IA, vistos como símbolos de modernização econômica.
Na Argentina, planos semelhantes avançam em zonas industriais próximas de Buenos Aires e Córdoba.
ENTENDA: como funciona um data center e por que ele consome tanta água
Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos
Divulgação/Meta
Lógica da inserção periférica, com pouco aprendizado tecnológico
No discurso oficial, trata-se de atrair inovação e posicionar o país na vanguarda tecnológica. Na prática, porém, a lógica predominante é a da inserção periférica: investimentos financiados externamente, com baixa exigência de conteúdo local e poucos efeitos de aprendizado tecnológico.
Essa dinâmica repete padrões conhecidos em setores como mineração e energia. A diferença é que agora o “recurso” a ser explorado inclui dados, eletricidade e infraestrutura digital — e sua gestão definirá as próximas décadas da economia global.
Data centers de IA demandam volumes colossais de energia e resfriamento. Estudos indicam que a operação de um único complexo pode consumir o equivalente ao abastecimento de uma cidade média.
Bolsões de privilégio energético
Em países onde o sistema elétrico já é pressionado, como o Brasil e a Argentina, essa demanda compete com a expansão industrial e o consumo residencial. A combinação de incentivos fiscais e tarifas subsidiadas transforma, em muitos casos, essas instalações em “bolsões de privilégio energético”.
Outro risco é a crescente assimetria informacional e contratual. Os acordos firmados com multinacionais de tecnologia raramente vêm acompanhados de cláusulas de transparência ou de compartilhamento de benefícios.
Os dados processados localmente — inclusive dados públicos e de usuários nacionais — permanecem sob controle de sistemas proprietários sediados no exterior.
Assim, reforça-se um modelo em que países hospedeiros fornecem espaço físico e energia, mas não capturam valor intelectual nem econômico significativo.
O conceito de soberania digital ajuda a compreender essa armadilha. Ele refere-se à capacidade de um Estado controlar, proteger e direcionar estrategicamente seus dados, infraestruturas e os fluxos de conhecimento que moldam a economia digital.
No Brasil, as políticas de transformação digital avançaram de forma fragmentada, sem uma estratégia articulada entre Estado, empresas e universidades.
Falta coordenação para usar a presença de grandes corporações como alavanca de fortalecimento tecnológico nacional — por exemplo, exigindo transferência de conhecimento, parcerias com centros de pesquisa ou adoção de padrões de transparência energética e de dados.
Há caminhos alternativos. Países da Ásia e da Europa vêm adotando condições regulatórias e de investimento mais exigentes, impondo obrigações ambientais, compromissos de inovação local e limites ao controle estrangeiro sobre dados sensíveis.
Na América Latina, Chile e Uruguai já incorporam elementos dessa agenda em suas políticas de transformação digital, associando o acesso a incentivos fiscais à comprovação de benefícios tecnológicos e de sustentabilidade.
Para Argentina e Brasil, a janela de oportunidade está aberta, mas não indefinidamente. A atual onda de investimentos em IA ocorre num contexto de reconfiguração geopolítica acelerada — em que a infraestrutura digital se tornou um ativo estratégico comparável às reservas de petróleo ou aos gasodutos do século XX.
Quem controla os servidores, a energia e os dados, controla também o ritmo da inovação e a direção do desenvolvimento.
Se a região optar por um modelo de mera recepção de capitais e equipamentos, consolidará sua posição como território de processamento — útil para as cadeias globais de IA, mas marginal nos retornos econômicos e no poder decisório.
Em contrapartida, políticas coordenadas de soberania digital poderiam transformar a presença de data centers em motor de capacitação técnica, integração produtiva e autonomia tecnológica.
Essa escolha, mais do que técnica, é profundamente política: trata-se de decidir se a nova economia digital será construída com ou sobre os países do Sul Global.
Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

As teorias da conspiração sobre ‘cientistas desaparecidos’ nos EUA que deixam famílias perplexas

Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’
A morte de Carl Grillmair, um renomado astrônomo, é um dos casos que alimentam teorias da conspiração na internet
BBC/CalTech
O desaparecimento e a morte de ao menos dez pessoas ligadas a pesquisas sensíveis nos Estados Unidos têm atraído a atenção de investigadores amadores na internet e, agora, de autoridades federais. Para os parentes das vítimas, as especulações em torno desses acontecimentos são "repugnantes".
Carl Grillmair "riria" das teorias conspiratórias sobre sua morte, afirma sua viúva, Louise Grillmair. "Acho que é um absurdo completo. Quero dizer, há fatos, e eles estão disponíveis."
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Seu marido, de 67 anos, foi morto a tiros em fevereiro na casa do casal em Llano, na Califórnia, nos EUA.
O suspeito de matar Grillmair, Freddy Snyder, de 29 anos e morador da região, foi acusado de homicídio e invasão de propriedade e deve comparecer à Justiça na próxima semana para a audiência inicial.
Apesar da prisão do suspeito, Grillmair aparece com destaque em teorias conspiratórias sobre as mortes e os desaparecimentos de cerca de dez pessoas ligadas a laboratórios com acesso a informações sigilosas ou trabalhos científicos.
Esses casos costumam ser agrupados sob o rótulo de "cientistas desaparecidos", mas a lista inclui uma assistente administrativa, um general da Força Aérea, um engenheiro e um zelador, e abrange diversas áreas, da pesquisa sobre exoplanetas à indústria farmacêutica.
Os investigadores amadores na internet sugeriram que os casos podem estar conectados, o que levou o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA e o FBI (a polícia federal americana) a anunciarem investigações, apesar de outras explicações já estabelecidas e das tentativas dos familiares de conter a histeria em torno dos casos.
A esposa de Grillmair, Louise, acredita que o marido foi alvo de um plano de vingança equivocado.
Meses antes do crime, um homem teria "entrado [na propriedade do casal] com um rifle", alegando estar caçando coiotes. Segundo ela, seu marido o orientou a seguir até uma área próxima.
O homem também vinha causando problemas em outras casas da região, afirma. Um morador chegou a ligar para o número de emergência (911, nos EUA). Grillmair não fez a ligação, mas sua esposa acredita que o suspeito o culpou por isso, já que o seu comportamento vinha "escalando".
Duas semanas antes do crime, o mesmo homem voltou com um taco de beisebol, mas foi embora sem causar mais problemas naquele dia, segundo ela.
Então, em 16 de fevereiro, ele voltou e supostamente atirou fatalmente em Grillmair, um astrônomo renomado do centro de ciência e dados IPAC, do California Institute of Technology (Caltech), voltado à astronomia e à ciência planetária.
"Achamos que [ele] veio para se vingar, acreditando que Carl [Grillmair] havia feito a ligação para o 911", afirma Louise.
Ela diz que o falecido marido era "provavelmente a pessoa mais gentil que já pisou na face da Terra".
Os céticos têm contestado as teorias mirabolantes em torno das mortes.
"A força de trabalho dos EUA com acesso a informações ultrassecretas nas áreas aeroespacial e nuclear é de cerca de 700 mil pessoas", escreveu o jornalista científico, investigador e desmascarador de pseudociências Mick West em 16 de abril, em sua página no Substack, plataforma de publicações de newsletters e artigos na internet.
"A mortalidade esperada ao longo de 22 meses prevê cerca de 4.000 mortes, aproximadamente 70 homicídios e cerca de 180 suicídios. A lista tem 10… As mortes são reais. O luto das famílias é real. O padrão não é."
Louise Grillmair também afirma que, embora seu marido fosse rir da especulação de que as mortes estariam ligadas, ele também "provavelmente recorreria a dados estatísticos" para refutar as teorias conspiratórias.
A esposa do general reformado da Força Aérea William Neil McCasland — o mais graduado e mais conhecido entre os desaparecidos da lista — recorreu ao Facebook na semana seguinte ao desaparecimento do marido, em 27 de fevereiro, de sua casa no Novo México, nos EUA, para "esclarecer parte da desinformação em circulação".
William Neil McCasland era um general reformado da Força Aérea dos Estados Unidos
BBC/Bernalillo County Sheriff's Office
Mesmo em sua ligação para o 911 (o número de emergência nos EUA), três horas após retornar de uma consulta médica e descobrir que o marido havia desaparecido, Susan McCasland Wilkerson disse ter "indícios de que ele pode ter planejado não ser encontrado".
Ela disse ao atendente que o marido havia desligado o celular e o deixado em casa, mas levado sua arma, embora ele "normalmente não" carregue uma.
Ela também afirmou que o marido vinha sofrendo recentemente de ansiedade, perda de memória de curto prazo e insônia, e que ele "dizia que, se sua mente e seu corpo continuassem a se deteriorar, não queria viver assim".
No Facebook, uma semana depois, ela escreveu que, embora McCasland tivesse tido acesso, durante a sua carreira na Força Aérea, a "alguns programas e informações altamente sigilosos", ele havia se aposentado "há quase 13 anos e, desde então, possui apenas autorizações de segurança muito comuns. Parece bastante improvável que ele tenha sido levado para que lhe extraíssem segredos muito desatualizados".
Ela também reconheceu que McCasland havia atuado como consultor não remunerado para o projeto To The Stars (Para as Estrelas, em tradução livre), do vocalista da banda Blink-182 Tom DeLonge, enquanto o grupo buscava investigar óvnis e outros temas.
Mas seu marido "não tem nenhum conhecimento especial sobre corpos extraterrestres ou destroços do acidente de Roswell armazenados em Wright-Patt", escreveu Susan.
Ela se referia à Base Aérea de Wright-Patterson, em Ohio, nos EUA, que, segundo teorias sobre óvnis, poderia abrigar restos de origem extraterrestre provenientes de destroços incomuns encontrados por um fazendeiro em Roswell, no Novo México, nos EUA, em 1947.
Abordando as teorias conspiratórias com ironia, Susan escreveu: "A esta altura, sem absolutamente nenhum sinal dele, talvez a melhor hipótese seja a de que os alienígenas o teleportaram para a nave-mãe. No entanto, não houve nenhum registro de uma nave pairando sobre as montanhas Sandia."
Oito meses antes do desaparecimento de McCasland, também no Novo México, mas a cerca de 220 km, em Taos, uma assistente administrativa do Laboratório Nacional de Los Alamos desapareceu.
A família de Melissa Casias também se manifestou sobre o caso no Facebook, novamente indicando que ela teria partido voluntariamente. As declarações pouco diminuíram o interesse de conspiracionistas pelo caso dela.
"Foram as seis semanas mais difíceis de nossas vidas sem você", escreveu seu marido, Mark Casias, no Facebook em agosto de 2025. "Eu e Sierra estamos cada dia mais preocupados com você. Acreditamos que você esteja bem, mas não entendemos por que não entrou em contato."
Memorial para o físico do MIT Nuno Loureiro
BBC/Getty Images
Outros casos, como o de Grillmair, tinham explicações simples e diretas.
O físico do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Nuno Loureiro foi assassinado por um ex-colega de turma, que também foi preso por outros homicídios na Universidade Brown, e confessou os crimes em gravações de vídeo posteriormente encontradas pelas autoridades.
Outro pesquisador desapareceu de sua casa no mês seguinte à morte dos pais, que faleceram com poucas horas de diferença: o pai sofreu um ataque cardíaco fatal em seus braços logo após a morte da mãe.
O corpo do filho do casal foi encontrado mais tarde em um lago, e sua esposa contou à imprensa dos EUA o quanto o marido, filho único, estava profundamente abalado após a morte dos pais.
Outro cientista morreu de "doença cardiovascular arteriosclerótica" aos 59 anos, segundo laudo do legista de 2023.
Louise Grillmair disse que as explicações não parecem ser suficientes para deter os conspiracionistas. Ela própria chegou a ser "procurada por muitos deles" em busca de sua opinião.
"Eu disse: 'Bem, posso fazer melhor do que dar uma opinião'", afirma. "Eu tenho os fatos."
A especulação, diz ela, é "desrespeitosa com a memória deles".
Outros familiares ouvidos pela BBC chamaram as teorias de "terríveis" e "repugnantes", afirmando que elas agravam o sofrimento das famílias, mas preferiram não falar publicamente para não dar ainda mais visibilidade às histórias.
Para Louise Grillmair, que conheceu o marido em uma aula de astrofísica, o ideal seria que ele fosse lembrado não apenas por seu trabalho científico inovador, mas também por seu caráter generoso e solidário.
"Ele ajudava qualquer pessoa que precisasse", diz. "Por exemplo, ele sofreu dois acidentes de carro bastante graves… e não acreditava em processar judicialmente ninguém. Quero dizer, foi culpa dos outros motoristas, e mesmo assim ele se recusava a entrar na Justiça."
Seu obituário descreve Grillmair como "um piloto entusiasta, que voava em pequenas aeronaves e planadores que ele mesmo possuía e mantinha em sua casa; ele aceitava com prazer os pedidos para voar com ele".
"Amigos e colegas lembram que ele adorava atividades ao ar livre, dirigir tratores e fazer reparos e outros trabalhos de construção em sua casa, onde também mantinha um pequeno observatório com vários telescópios."
Sua esposa acrescenta que ele "tinha um padrão moral muito elevado… ele praticava o que pregava".
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Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’

Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: ‘Todos começaram a entrar debaixo das mesas’
Correspondente Raquel Krähenbühl relata o que viu no jantar
A repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl relatou os momentos de tensão vividos por ela durante um ataque a tiros do lado de fora de um jantar de correspondentes em Washington D.C. no sábado (25).
O evento, tradicional nos Estados Unidos, contava com a presença do presidente Donald Trump, e uma equipe da TV Globo estava no local.
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AO VIVO: Acompanhe as notícias sobre os tiros em jantar de Trump com jornalistas
O ataque ocorreu durante o jantar de gala no sábado, que ocorria em um hotel na capital norte-americana. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto. O presidente norte-americano chamou o incidente de "momento traumático" e elogiou o trabalho dos agentes de segurança no local.
Raquel afirmou que não houve revista na entrada do jantar, e que os agentes presentes no evento checavam apenas o ingresso. Jornalistas de outros países também relataram terem presenciado o mesmo nível de segurança.
Segundo a correspondente da TV Globo, os presentes estavam começando a jantar e diversas autoridades do governo dos EUA estavam no palco quando os tiros começaram. Foi aí que todos foram para debaixo das mesas e agentes do Serviço Secreto fortemente armados entraram no salão.
"Já estávamos todos sentados, o jantar estava no início e o pessoal estava começando a comer. As declarações do presidente Trump viriam depois, mas já estava todo mundo sentado no palco. A gente estava ainda na salada quando ouvimos um barulho. Na hora, eu achei que tivesse sido um acidente, que uma mesa havia caído. Mas, nesse momento, todo mundo começou a entrar debaixo das mesas, para se proteger, e foi aí que a gente imaginou que tivesse ocorrido um tiroteio", afirmou Raquel.
"Imediatamente entraram homens armados do Serviço Secreto e foram direto para os líderes. Um agente ficou bem atrás de mim, protegendo o chefe do FBI, Kash Patel, que estava debaixo da mesa. E daí eles começaram aos poucos a tirar os secretários [do governo dos EUA]. (…) Houve muita confusão no momento em que tudo aconteceu. Por questão de segurança, Todo mundo teve que ser retirado do salão para que eles [agentes] pudessem continuar o protocolo de segurança", completou a correspondente.
Tiros em jantar de gala
Veja o momento em que agentes de segurança retiram Trump de evento após estrondos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado na noite deste sábado (25) do jantar de jornalistas correspondentes que cobrem a Casa Branca após tiros serem ouvidos no local.
O evento anual ocorreu em um hotel em Washington e reunia centenas de convidados, entre jornalistas e autoridades. Jornalistas da TV Globo também estavam no jantar.
Mais tarde, em coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que um agente foi baleado.
Trump disse não saber se o ataque teve motivações políticas, mas disse achar que ele era o alvo —ele sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", disse o líder norte-americano.
O Serviço Secreto afirmou que o autor do ataque disparou uma escopeta no local. Um agente foi atingido, mas "está bem", segundo Trump. O suspeito se chama Cole Tomas Allen, tem 31 anos e mora na Califórnia, segundo a agência de notícias Associated Press. O FBI já localizou sua casa e estava a revistando, disse Trump.
Veja abaixo o que se sabe até o momento sobre o ataque a tiros no jantar de gala:
Trump participava de um jantar com jornalistas correspondentes da Casa Branca, mas foi retirado às pressas pelo Serviço Secreto após participantes ouvirem tiros;
O evento ocorreu em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA. Não havia revista, seguranças apenas chegaram ingressos na entrada, segundo a repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl;
Testemunhas relataram vários disparos e barulhos de explosões, segundo agências de notícias internacionais;
O autor do ataque foi preso pelo Serviço Secreto e enviado para avaliação em um hospital na cidade;
Também estavam no evento o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Todos foram evacuados em segurança;
O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de pedidos de Trump para que fosse retomado;
A organização do evento informou que não há feridos;
O suspeito do ataque estaria hospedado no hotel onde o jantar ocorria, segundo a polícia local.
Homem aparece rodeado de agentes do Serviço Secreto após tiros em jantar onde estava Donald Trump
Associated Press