Novas negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão neste fim de semana; JD Vance não deve participar

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Novas negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão neste fim de semana; JD Vance não deve participar Delegação iraniana deve travar conversas com mediadores paquistaneses, segundo fontes da imprensa norte-americana. Secretário de Guerra vê chances de acordo. O chanceler iraniano iniciou uma série de viagens que inclui o Paquistão, onde conversas entre EUA e Irã foram travadas. Ele também irá à Rússia. . Ele não disse se participará de uma nova rodada de tratativas. A imprensa dos EUA diz que uma comitiva de Teerã deve conversar com paquistaneses nesta sexta (24). . O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ver boas chances de um acordo de paz com Irã, mas não informou se uma delegação de Washington irá ao Paquistão. . Hegseth afirmou ainda que o bloqueio naval dos EUA na entrada do Estreito de Ormuz está sendo ampliado. O estreito segue bloqueado. . No Líbano, o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi prorrogado por mais três semanas, segundo anunciou Donald Trump.

Tunísia suspende liga de direitos humanos que ganhou Nobel da Paz

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O presidente tunisiano Kais Saied participa de uma cerimônia de assinatura em Pequim, em 31 de maio de 2024.
Tingshu Wang/Pool via AP, Arquivo
As autoridades tunisianas ordenaram nesta sexta-feira (24) a suspensão das atividades da Liga dos Direitos Humanos (LTDH) por um mês, segundo um comunicado do grupo, que integrava o quarteto da sociedade civil vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2015.
O governo não se pronunciou imediatamente sobre o assunto.
A liga afirmou que a medida fazia parte de um "padrão mais amplo de restrições cada vez mais sistemáticas à sociedade civil e às vozes livres e independentes".
Em outubro, a Tunísia também suspendeu vários grupos importantes , incluindo a organização Mulheres Democráticas e o Fórum de Direitos Econômicos e Sociais, enquanto organizações de direitos humanos criticaram o que consideram uma repressão sem precedentes contra ONGs, grupos de oposição e jornalistas desde que o presidente Kais Saied assumiu poderes adicionais em 2021.
A LTDH, uma crítica ferrenha de Saied, tem alertado repetidamente que a Tunísia tem caminhado rumo a um regime autoritário desde que Saied suspendeu o parlamento em 2021 e, posteriormente, começou a governar por decreto.
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Saied afirmou que não será um ditador e que as liberdades estão garantidas na Tunísia , mas que ninguém está acima da lei, independentemente de seu nome ou posição.
Em 2022, o presidente também dissolveu o Conselho Judiciário Supremo e demitiu dezenas de juízes, uma medida que, segundo a oposição, minou a independência judicial e transformou o tribunal em um órgão que recebe instruções diretas.
Nos últimos meses, a LTDH foi impedida de visitar prisões para inspecionar as condições dos detentos em diversas cidades.
Fundada em 1976, a liga é amplamente vista como um pilar da defesa dos direitos humanos na Tunísia e é um dos grupos mais antigos desse tipo no mundo árabe e na África.
Foi um dos quatro grupos da sociedade civil tunisiana a receber o Prêmio Nobel da Paz como parte do Quarteto do Diálogo Nacional em 2015, por seu papel no apoio à transição democrática do país.
➡️O Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia foi formado em 2013, quando o processo de redemocratização do país estava correndo risco de colapsar após assassinatos políticos e protestos se espalharem pelo país.
➡️ Ele é composto por quatro organizações: a União Geral Tunisiana do Trabalho (UGTT, um sindicato), a União Tunisiana da Indústria, do Comércio e do Artesanato (Utica, patronato), a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT) e a Liga Tunisiana dos Direitos Humanos
A Tunísia , que já foi aclamada como o único caso de sucesso democrático surgido da Primavera Árabe há 15 anos, enfrenta agora críticas crescentes de grupos internacionais de direitos humanos devido às restrições impostas a opositores, à imprensa e à sociedade civil.
Jornalista detido após criticar judiciário
Jornalistas seguram cartazes durante uma manifestação em frente à sede do sindicato dos jornalista, em Túnis, em 24 de abril de 2026.
Fethi Belaid / AFP
O repórter tunisiano Zied Heni foi detido na sexta-feira após escrever um artigo criticando o judiciário, segundo seu advogado, uma medida que o sindicato dos jornalistas classificou como parte de uma repressão mais ampla à liberdade de expressão.
O Ministério Público da Tunísia ordenou a prisão, disse a advogada Nafaa Laribi à Reuters. Não houve declaração imediata do Ministério Público nem detalhes sobre qualquer acusação.
O chefe do sindicato dos jornalistas da Tunísia , Zied Dabbar, afirmou que a detenção de Heni foi "arbitrária e mais um passo para intimidar jornalistas".
A liberdade de expressão floresceu inicialmente após a revolta de 2011 que derrubou o autocrata Zine El Abidine Ben Ali e deu origem à "Primavera Árabe".
Mas os críticos afirmam que a acumulação de poder por Saied em 2021 e os decretos que ele emitiu desde então desmantelaram as salvaguardas democráticas e permitiram que as autoridades perseguissem muitos jornalistas.
Os líderes dos principais partidos da oposição tunisiana foram presos nos últimos três anos, juntamente com dezenas de políticos, jornalistas, ativistas e empresários, sob acusações de conspiração contra a segurança do Estado, lavagem de dinheiro e corrupção.

Guerra dos mapas: a batalha política nos EUA que pode fortalecer ou enfraquecer Trump

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Estados dos EUA redesenham mapas eleitorais
Thalita Ferraz/Arte g1
Os Estados Unidos vivem uma guerra política interna para redesenhar mapas eleitorais estaduais antes das eleições legislativas, marcadas para 3 de novembro. O objetivo? Fortalecer ou enfraquecer o governo do presidente Donald Trump.
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▶️ Contexto: Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem no meio do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms — ou eleições de meio de mandato.
Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.
Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas, mas por margem pequena.
O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis.
Para tentar ampliar essa vantagem nas eleições deste ano, Trump sugeriu que republicanos apoiassem o redesenho dos distritos eleitorais nos estados. A ideia é aumentar as chances de eleger mais aliados para a Câmara.
Nos Estados Unidos, deputados são eleitos por distrito — áreas dentro de cada estado que podem incluir cidades inteiras ou apenas parte delas.
O 11º distrito de Nova York, por exemplo, reúne apenas alguns bairros da cidade de Nova York.
Esses distritos são desenhados com base na população. Em geral, cada um deve ter um número parecido de habitantes.
Isso significa que cada deputado representa uma fatia semelhante da população dentro do estado.
A ofensiva de Trump começou pelo Texas. O estado tem o segundo maior número de deputados do país e é um reduto importante do Partido Republicano. A estratégia foi redesenhar os distritos eleitorais para criar um mapa mais favorável aos republicanos.
A proposta foi aprovada no estado em agosto de 2025 e já está em vigor. Com o novo desenho, a expectativa é que o mapa favoreça os republicanos ao redistribuir eleitores e reduzir áreas onde os democratas tinham vantagem.
🔎 Na prática, isso pode render ao partido até cinco cadeiras a mais do que nas eleições de 2024.
A estratégia, no entanto, gerou reação. Três meses depois, a Califórnia decidiu redesenhar o próprio mapa para favorecer os democratas. Com isso, é esperado que a oposição tome cinco vagas que, atualmente, são dos republicanos.
E essa briga não parou por aí.
Guerra nos estados
Trump provoca batalha entre estados ao propor redifinir distritos eleitorais no Texas
Os redesenhos dos mapas eleitorais do Texas e da Califórnia provocaram questionamentos na Justiça, mas acabaram validados pela Suprema Corte. Ao mesmo tempo, a disputa se espalhou por outros estados. Veja a seguir.
🔴 Missouri
O governador republicano Mike Kehoe sancionou, em setembro, um novo mapa que elimina um distrito atualmente controlado por democratas. A mudança favorece os republicanos, que podem ganhar uma cadeira na Câmara.
Opositores ainda tentam levar o caso a referendo popular e também acionaram a Justiça. Por enquanto, o mapa está em vigor.
🔴 Ohio
Uma regra estadual obrigou a criação de um novo mapa para 2026, já que o anterior havia sido aprovado sem apoio democrata.
A comissão de redistritamento, com cinco republicanos e dois democratas, aprovou por unanimidade um novo desenho em outubro. A proposta aumenta as chances de os republicanos conquistarem até duas cadeiras hoje nas mãos dos democratas.
🔴 Carolina do Norte
Em outubro, a maioria republicana no Legislativo aprovou um novo mapa que pode garantir ao partido uma cadeira controlada atualmente por democratas.
🔵 Utah
Um juiz estadual anulou um mapa elaborado por republicanos por considerá-lo ilegal. A Justiça determinou a adoção de um novo desenho feito por um grupo independente, que pode transferir uma das quatro cadeiras hoje republicanas para democratas.
🔵 Virgínia
Eleitores aprovaram na terça-feira (21) um novo mapa elaborado por democratas, com potencial de virar até quatro cadeiras. Republicanos contestaram o processo e, dois dias depois, um juiz estadual anulou a votação. O caso segue em disputa na Justiça.
🔴 Flórida
O governador Ron DeSantis convocou uma sessão legislativa especial para discutir um novo mapa. A proposta pode render até cinco cadeiras a mais para os republicanos. No entanto, o plano enfrenta barreiras legais, já que a Constituição estadual proíbe mapas feitos para favorecer partidos.
▶️ Outros casos
Indiana e Kansas tentaram avançar com mudanças favoráveis aos republicanos, mas não conseguiram aprová-las.
Em Maryland, um projeto apoiado por democratas travou por falta de apoio no Senado estadual.
Em Nova York, a Justiça havia ordenado o redesenho de um distrito republicano, o que poderia favorecer um democrata em novembro. A decisão, porém, foi suspensa pela Suprema Corte.
Como está o cenário atual?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento da Turning Point USA no dia 17 de abril de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Pesquisas recentes indicam que o Partido Republicano corre o risco de perder o controle da Câmara nas eleições de novembro. No momento, Trump enfrenta queda na aprovação, provocada pela situação econômica do país e pela guerra contra o Irã. Veja a seguir alguns cenários.
📊 Center for Politics da Universidade da Virgínia
O centro acadêmico acompanha eleições nos EUA e reúne projeções com base em pesquisas. Os dados mais recentes indicam vantagem democrata na Câmara e manutenção da maioria republicana no Senado.
Projeção do Center for Politics para as Midterms
Gui Sousa/Arte g1
📊 270toWin
O site compilou diferentes levantamentos eleitorais e simulou cenários de distribuição de cadeiras. A projeção atual aponta vantagem democrata na Câmara.
Projeção do 270toWin para as Midterms
Gui Sousa/Arte g1
📊 Race to the WH
A plataforma do jornalista político Logan Phillips projeta os resultados eleitorais com base em uma média de pesquisas. O cenário mais recente é favorável aos democratas, com maior chance de retomada da Câmara e disputa mais equilibrada no Senado.
Projeção do Race to the WH para as Midterms
Gui Sousa/Arte g1
Segundo o levantamento, atualmente, os democratas têm 79% de chance de tomar o controle a Câmara. No Senado, os republicanos têm 54% de probabilidade de manter a maioria — vantagem que vem caindo nos últimos dias.
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Palestinos votam nas primeiras eleições desde o início da guerra em Gaza

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Seção eleitoral improvisada nas eleições municipais em Deir el-Balah, na Faixa de Gaza.
Eyad Baba/ AFP
Os palestinos da Cisjordânia e de uma zona central de Gaza comparecem às urnas neste sábado (25) para eleger prefeitos e vereadores nas primeiras eleições desde o início da guerra, caracterizadas pelo desânimo e um panorama político reduzido.
Cerca de 1,5 milhão de pessoas estão registradas para votar neste pleito municipal na Cisjordânia, ocupada por Israel. Outras 70 mil pessoas podem votar na área de Deir al Balah, em Gaza, segundo a Comissão Eleitoral Central com sede em Ramallah.
A maioria das listas eleitorais está alinhada com o partido Fatah, nacionalista, laico e liderado pelo presidente Mahmoud Abbas, ou concorre como independente.
Não há listas vinculadas ao movimento islamista Hamas, o arquirrival do Fatah que controla quase a metade da Faixa de Gaza e cujo ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel desencadeou a guerra.
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Na maioria das cidades, as candidaturas apoiadas pelo Fatah enfrentarão listas independentes lideradas por candidatos de grupos como a Frente Popular para a Libertação da Palestina (marxista-leninista).
Mahmoud Bader, um empresário da cidade de Tulkarem, no norte da Cisjordânia, onde dois campos de refugiados adjacentes estiveram sob controle militar israelense por mais de um ano, disse que votaria embora tivesse poucas esperanças de uma mudança significativa.
"Sejam candidatos independentes ou partidários, não tem nenhum efeito e não terá nenhum efeito nem benefício para a cidade", opinou ele para a AFP. "A ocupação [israelense] é quem governa Tulkarem. Seria apenas uma imagem exibida para a mídia internacional, como se tivéssemos eleições, um Estado ou independência", disse ele
Em muitas cidades, incluindo Nablus e Ramallah, sede da Autoridade Palestina, apenas uma lista foi apresentada, o que significa que será a vencedora automaticamente, sem necessidade de votação.
As seções eleitorais na Cisjordânia permanecerão abertas das 7h às 21h locais (de 1h às 15h em Brasília), enquanto em Deir al Balah as urnas fecharão às 17h (11h em Brasília). A medida ocorre para que a apuração seja feita sob a luz do dia pela falta de eletricidade nesse território devastado pela guerra, informou a comissão eleitoral à AFP.
Palestino deposita sua cédula de voto em seção eleitoral improvisada na Faixa de Gaza
Eyad Baba / AFP
O coordenador da ONU, Ramiz Alakbarov, elogiou a comissão por organizar um "processo crível".
"As eleições deste sábado representam uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos durante um período excepcionalmente difícil", disse Alakbarov em comunicado.
'Confirmação de que seguimos existindo'
Controlada pelo Hamas desde 2007, Gaza realizará sua primeira votação desde as eleições legislativas de 2006, vencidas pelo movimento islamista.
Nesse território, a Autoridade Palestina liderada por Abbas participa do pleito de Deir al Balah apenas "como um experimento" para colocar à prova o seu próprio "sucesso ou fracasso, pois não há pesquisas de opinião no pós-guerra", explicou à AFP Jamal al Fadi, cientista político da Universidade Al Azhar do Cairo, no Egito.
Mahmoud Abbas foi eleito para um mandato de quatro anos em 2005, mas permanece no poder desde então.
GETTY IMAGES
Abbas, que atualmente tem 90 anos e está há mais de 20 no poder sem nunca ter sido reeleito, promete com frequência eleições legislativas e presidenciais que nunca ocorreram.
Deir al Balah foi escolhida porque era um dos únicos lugares de Gaza onde "a população se manteve majoritariamente no local e não foi deslocada" por mais de dois anos de guerra entre Hamas e Israel, disse Fadi.
Farah Shath, de 25 anos, estava emocionada de votar pela primeira vez.
"Embora não se pareça com nenhuma outra eleição no mundo, é uma confirmação de que seguimos existindo na Faixa de Gaza apesar de tudo", disse ela à AFP.
A comissão eleitoral assegurou que recrutou pessoal de organizações da sociedade civil e contratou "uma empresa de segurança privada para proteger os centros de votação" em Gaza, assinalou o porta-voz Fared Tamala à AFP.
No entanto, uma fonte dentro da comissão em Gaza, que pediu anonimato, afirmou que "a polícia do Hamas insistiu em garantir a segurança do processo eleitoral em Deir al Balah".

Como militar dos EUA envolvido na captura de Maduro tentou esconder R$ 2 milhões que lucrou em aposta

Como militar dos EUA envolvido na captura de Maduro tentou esconder R$ 2 milhões que lucrou em aposta
Sargento é preso nos EUA após lucrar R$ 2 milhões em plano contra Maduro
O sargento das forças especiais dos EUA Gannon Ken Van Dyke, que participou da captura de Nicolás Maduro, foi preso por autoridades federais na última quinta-feira (23) sob a acusação de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) em apostas na destituição do líder venezuelano na plataforma Polymarket, segundo comunicado do Departamento de Justiça norte-americano.
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Ao todo, o militar teria feito 13 apostas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil. O volume de operações pode indicar uma tentativa de pulverizar os valores investidos para evitar levantar suspeitas.
Após a captura de Maduro e receber os lucros, o militar teria transferido a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior e, em seguida, para uma conta recém-criada em uma corretora online.
A estratégia pode ter sido uma tentativa de dificultar o rastreamento dos valores, já que transações em criptomoedas são registradas por meio de endereços digitais — e não diretamente vinculadas a nomes —, o que confere um grau de pseudonimato.
Gannon Ken Van Dyke, sargento dos EUA que lucrou R$ 2 milhões em aposta sobre a captura de Maduro
Reprodução/Redes Sociais
Além disso, ao movimentar os recursos entre diferentes carteiras e plataformas, é possível fragmentar o caminho do dinheiro, tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos por autoridades.
No dia da operação, o militar sacou a maior parte dos ganhos supostamente ilegais da Polymarket. Após o anúncio da “Operação Resolução Absoluta”, relatos de movimentações atípicas passaram a circular na imprensa e nas redes sociais.
Segundo a investigação, Van Dyke ainda tentou ocultar sua identidade. Em 6 de janeiro de 2026, pediu a exclusão da conta na plataforma, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome.
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Apesar do esforço, o sargento norte-americano foi descoberto.
Toda a movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões, resultando em uma investigação de meses que culminou na detenção do comando por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros.
“Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, disse o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, na nota divulgada.
O sargento agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, com pena máxima de até 10 anos cada, além de fraude eletrônica (até 20 anos) e transação monetária ilegal (até 10 anos).
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Reprodução