Salão de Pequim: conheça o Xpeng Aridge, carro voador que carrega embutido em van híbrida; VÍDEO

EUA vão enviar delegação ao Paquistão para negociação de paz, diz Casa Branca; chanceler do Irã também viajou ao país
Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido
Com um nome nada fácil de pronunciar, um pequeno caminhão chama a atenção no Salão do Automóvel de Pequim: o Xpeng Aridge. A dificuldade na fala, porém, se torna irrelevante quando a caçamba se abre e revela algo inesperado: um carro voador surgindo de dentro dela.
Olhando primeiro para a parte que circula apenas no chão, o veículo lembra uma caminhonete das grandes. São 5,5 metros de comprimento, 2 metros de altura e o visual é marcado por chapas em cinza fosco e linhas retas, que lembram o estilo adotado pela Tesla na Cybertruck.
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Trata-se de um veículo off-road, com tração nas seis rodas. Ela é garantida por dois motores elétricos, auxiliados por um motor a combustão.
O conjunto funciona principalmente com energia elétrica. Na prática, as rodas são movimentadas pelas baterias, enquanto o motor a combustão entra em ação apenas para gerar eletricidade e recarregá-las quando necessário.
(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)
Com todas as baterias carregadas e o tanque abastecido, a Xpeng promete uma autonomia total de até 1.000 quilômetros.
Apesar de levar um carro voador inteiro na caçamba, o veículo ainda acomoda até quatro ocupantes. Durante o salão, porém, os vidros estavam completamente opacos, o que impediu a visualização do interior da parte terrestre.
O veículo aéreo, por sua vez, podia ser observado de perto e até ocupado pelo público. Diferentemente de alguns chamados “carros voadores”, ele conta com comandos físicos para controlar a direção.
Com isso, o modelo se assemelha mais a um drone pilotado como um helicóptero do que a um carro voador totalmente automático, no qual o ocupante apenas informa o destino e aguarda a chegada.
Xpeng Aridge
divulgação/Xpeng
A marca afirma, no entanto, que também há um modo de voo em que o piloto apenas informa o destino. A partir daí, o veículo voador se encarrega sozinho de decolar, percorrer o trajeto necessário e pousar com segurança.
A experiência lembra a de um helicóptero também nos detalhes internos. Os bancos são mais rígidos do que os de um carro de luxo, e há diversos botões dedicados ao controle do voo.
Para que os rotores caibam no veículo terrestre, eles se dobram de forma semelhante a um brinquedo articulado. Segundo a Xpeng, todo esse processo é automático e leva cinco minutos. Basta o piloto pousar o veículo voador próximo ao carro para que a caçamba se abra e o drone se recolha sozinho até o encaixe correto.
Totalmente elétrico, o veículo voador tem autonomia de até 20 quilômetros. Isso deixa claro que sua proposta é atender a deslocamentos curtos. Já o sistema de baterias da parte terrestre permite recarregar o veículo voador até seis vezes.
Se toda essa experiência pareceu empolgante, a Xpeng informa que o Aridge já está em produção e tem preço de US$ 280 mil na China. Na cotação da data de publicação deste texto, o valor equivale a cerca de R$ 1,5 milhão.
A fabricante diz que começará a aceitar pedidos a partir do segundo semestre deste ano.
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‘Impossível não se indignar’, diz Janja sobre aliado de Trump que chamou brasileiras de ‘raça maldita’

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A primeira-dama Janja da Silva fez uma publicação em rede social dizendo ser "impossível não se indignar" diante de falas de Paolo Zampolli, aliado do presidente americano Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo americano.
Em entrevista à RAI, emissora italiana de rádio, Zampolli afirmou que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão" e que são uma "raça maldita".
Conselheiro de Trump diz que brasileiras são 'raça maldita' e 'programadas para causar confusão'
Zampolli foi casado por quase 20 anos com uma brasileira, Amanda Ungaro, e os dois têm um filho de 15 anos cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
Janja lembrou que Zampolli é acusado pela ex-mulher de violência doméstica e abuso sexual e psicológico.
"As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento", disse a primeira-dama na postagem. "Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para sermos quem quisermos".
Amigo de Trump fez falas misóginas contra mulheres brasileiras a rádio italiana.
OLIVER BUNIC / AFP
O Ministério das Mulheres também se manifestou sobre o tema. Em nota, o órgão repudiou as afirmações do assessor americano, "que reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito".
"A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o Ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão", diz o texto.
Interferência em deportação
Zampolli foi acusado, em uma reportagem do jornal "The New York Times", de ter influenciado politicamente na deportação de Amanda para o Brasil, depois de ter sido detida por suposta fraude no local de trabalho.
Segundo o jornal, Zampolli teria ligado em junho de 2025 para o então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), David Venturella, após a prisão de sua ex-esposa, em Miami.
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Zampolli soube da prisão e sugeriu a autoridades que sua ex-mulher estava irregular no país, questionando a possibilidade de transferi-la para uma detenção do ICE, segundo registros obtidos pelo jornal e uma fonte a par do assunto.
De acordo com o NYT, Venturella acionou o escritório do ICE em Miami, destacando que o caso interessava a alguém próximo da Casa Branca, para garantir que agentes do órgão buscariam Ungaro na prisão antes que ela fosse libertada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e depois deportada.
Atualmente no Brasil, Ungaro disse ao NYT acreditar que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e ela havia sido acusada de fraude.
"Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é FALSA", afirmou o órgão em comunicado.

Governo Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para pena de morte

EUA vão enviar delegação ao Paquistão para negociação de paz, diz Casa Branca; chanceler do Irã também viajou ao país
Foto de arquivo sem data mostra sala onde injeção letal é aplicada na prisão estadual de San Quentin. A imagem foi fornecida à Reuters pelo Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia em 25 de outubro de 2012.
Reuters
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão permitir as execuções por pelotão de fuzilamento e que voltarão a aplicar injeções letais em casos de pena de morte no país, além de métodos como asfixia por gás e choque elétrico.
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O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA. No comunicado, o órgão diz estar cumprindo uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país.
➡️ A nova orientação padroniza os tipos de execução, que até então eram utilizados de acordo com cada estado (leia mais abaixo). Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
No caso da injeção letal, o método é um dos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. No entanto, vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução por uma decisão do governo do ex-presidente democrata Joe Biden.
A gestão Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam "dor e sofrimento desnecessários no método". No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise do governo anterior de "profundamente falha".
"Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes", diz o comunicado.
Na prática, a nova determinação do governo Trump será utilizada como um parâmetro, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.
Em 2025, por exemplo, um homem foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul, em meio à falta de medicamentos para a aplicação da injeção letal.
Cadeiras posicionadas em frente à câmara de execução da prisão de Broad River, na Carolina do Sul
Departamento Prisional da Carolina do Sul via AP
Em 2024, em um caso inédito, o estado do Alabama começou a aplicar a morte por asfixia como alternativa. Esse método, no entanto, também enfrentou denúncias de sofrimento exagerado e poderia ser comparável à tortura, segundo a ONU.
👉 Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a "incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados", entre eles:
O pelotão de fuzilamento;
A asfixia com gás nitrogênio;
A eletrocussão, ou choque elétrico.
"Essa modificação ajudará a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um medicamento específico não esteja disponível", diz o relatório.
Veja, abaixo, vídeo da notícia da primeira execução por asfixia aplicada pelos EUA a um homem condenado à pena de morte, em 2024:
EUA: homem que sobreviveu a tentativa de injeção letal será asfixiado com gás nitrogênio
Promessa de campanha de Trump
A nova determinação cumpre a promessa do presidente Donald Trump de retomar a pena de morte em seu segundo mandato. Em sua primeira vez à frente da Casa Branca, entre 2017 e 2021, Trump retomou as execuções após um hiato de 20 anos, e 13 condenados morreram por injeção letal.
Já Biden comutou as penas de 37 pessoas que aguardavam execução no corredor da morte federal, e apenas três condenados à morte foram executados em sua gestão.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Justiça da Argentina ordena apreensão dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner

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Corte da Argentina rejeita recurso e determina prisão de Cristina Kirchner
Um tribunal de recursos da Argentina confirmou decisão de instância inferior e manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, no âmbito da condenação por corrupção pela qual ela cumpre pena de seis anos de prisão, informou o jornal local La Nación nesta sexta-feira (24).
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A Justiça havia determinado que Kirchner e outros condenados no caso pagassem cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A decisão foi contestada pela defesa da ex-presidente.
Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina proibiu Kirchner de exercer cargos públicos e manteve a condenação de 2022 à prisão por um esquema de fraude envolvendo o direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado enquanto ela era presidente.
Kirchner cumpre a pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires, de onde continua a liderar o partido peronista Justicialista.
Segundo o La Nación, Kirchner transferiu diversas propriedades para os filhos como adiantamento de herança, incluindo hotéis e apartamentos no sul da Argentina.
Processo por corrupção
A ex-presidente Cristina Kirchner em 10 de junho de 2025
REUTERS/Tomas Cuesta
O Ministério Público da Argentina pediu inicialmente uma pena de 12 anos para Cristina Kirchner por corrupção ligada à contratação de obras públicas. Posteriormente, a pena foi revisada para seis anos de prisão.
O julgamento, que começou em maio de 2019, investiga se houve direcionamento e superfaturamento na concessão de obras públicas na província de Santa Cruz, berço político dos Kirchner.
Para os promotores, ela e outros funcionários de seu governo favoreceram empresas de um homem chamado Lázaro Báez — muitas das obras em questão nem mesmo foram concluídas. Especialistas suspeitam que uma parte do dinheiro supostamente desviado teria retornado às mãos da família Kirchner.
O Código Penal do país estabelece que quem for condenado por esses crimes será inabilitado para o exercício de cargos públicos.
"Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país", disse o promotor Diego Luciani ao defender a sentença.
Em 1º de setembro de 2022, quando ocupava a vice-presidência do país, Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, ao sair de um evento.
O militante de extrema direita brasileiro Fernando André Sabag Montiel apontou uma pistola Bersa para seu rosto a poucos centímetros de distância, mas a arma falhou no momento do disparo. Montiel foi detido imediatamente e condenado a 10 anos de prisão no ano passado.
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EUA vão enviar delegação ao Paquistão para negociação de paz, diz Casa Branca; chanceler do Irã também viajou ao país
EUA vão enviar delegação ao Paquistão para negociação de paz, diz Casa Branca; chanceler do Irã também viajou ao país Delegação iraniana deve travar conversas com mediadores paquistaneses, segundo fontes da imprensa norte-americana. Secretário de Guerra vê chances de acordo. O chanceler iraniano iniciou uma série de viagens que inclui o Paquistão, onde conversas entre EUA e Irã foram travadas. Ele também irá à Rússia. . Ele não disse se participará de uma nova rodada de tratativas. A imprensa dos EUA diz que uma comitiva de Teerã deve conversar com paquistaneses nesta sexta (24). . O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ver boas chances de um acordo de paz com Irã, mas não informou se uma delegação de Washington irá ao Paquistão. . Hegseth afirmou ainda que o bloqueio naval dos EUA na entrada do Estreito de Ormuz está sendo ampliado. O estreito segue bloqueado. . No Líbano, o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi prorrogado por mais três semanas, segundo anunciou Donald Trump.