Governo Trump diz que voltará a aplicar injeção letal para penas de morte e pode adotar fuzilamento

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin
Foto de arquivo sem data mostra sala onde injeção letal é aplicada na prisão estadual de San Quentin. A imagem foi fornecida à Reuters pelo Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia em 25 de outubro de 2012.
Reuters
O governo dos Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que voltarão a aplicar injeções letais em pessoas condenadas a penas de morte no país e estudarão a adoção do fuzilamento para condenados.
O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça em um comunicado em que diz estar cumprindo uma ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte.
A morte por injeção letal é um métodos previstos no Código Penal dos Estados Unidos para a aplicação da pena capital.
"Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes", diz o comunicado.
Esta reportagem está em atualização.

Entenda projeto de lei que proíbe radar de trânsito escondido, aprovado por comissão da Câmara

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin
Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia
Carlos Pradini
Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade.
O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
A proposta aprovada na comissão inclui normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país.
➡️ O que muda
Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas.
Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos.
Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido.
Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro.
Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar.
O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
➡️ O que diz quem defende a proposta
Segundo a deputada, a medida busca tornar a fiscalização mais transparente e com foco educativo.
“A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora.
O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas.
“O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva.
Proposta de lei pede instalação de painéis eletrônicos para informar motorista sobre velocidade aferida
g1 / Cauê Adamuz
➡️ Como recorrer de uma multa
O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros.
Veja abaixo um passo a passo.
Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada.
É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos.
Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias.
Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer.
Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos.
➡️ CNH foi suspensa. E agora?
Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos.
A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação.
Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.

Índia reage após Trump compartilhar comentário que chama o país de ‘inferno’

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin
O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington.
AP/Julia Demaree Nikhinson
A Índia classificou nesta quinta-feira (23) como “desinformados, inapropriados e de mau gosto" os comentários compartilhados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descrevem o país como um “inferno”.
"Elas certamente não refletem a realidade da relação entre Índia e Estados Unidos, que há muito tempo se baseia no respeito mútuo e em interesses compartilhados", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, em um comunicado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Trump compartilhou declarações feitas pelo comentarista conservador Michael Savage em um episódio do programa de rádio The Savage Nation. O presidente dos EUA compartilhou a transcrição do programa em sua conta na rede social Truth Social nesta quinta-feira (23).
“Um bebê aqui se torna cidadão instantaneamente, e então eles trazem toda a família da China ou da Índia ou de algum outro 'inferno' do planeta”, disse Savage, segundo a transcrição.
“Quase não há lealdade a este país entre a classe imigrante que chega hoje, o que nem sempre foi o caso. Eles não são como os euro-americanos de hoje e seus antepassados.”
A Reuters não conseguiu contato imediato com Savage.
O episódio transcrito por Trump falava sobre a cidadania por direito de nascimento, regra que Trump tentou restringir com uma diretriz que foi contestada pela Suprema Corte do país. No início deste mês, ele participou de uma audiência sobre o tema em uma visita histórica ao tribunal.
Sobre os comentários, a embaixada dos EUA em Nova Délhi afirmou: “O presidente já disse que ‘a Índia é um grande país, com um grande amigo meu no comando’.”
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O principal partido de oposição da Índia no Congresso dos EUA classificou o comentário como “extremamente insultante e anti-Índia. Fere todos os indianos”.
“O primeiro-ministro indiano Narendra Modi deveria levar o assunto ao presidente dos EUA e registrar um forte protesto”, disse o partido na rede X.
Dados do governo indiano mostram que quase 5,5 milhões de pessoas de origem indiana vivem nos EUA. Indo-americanos e sino-americanos são os dois maiores grupos de origem asiática no país.
O relacionamento de Trump com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, piorou depois que a Índia foi atingida no ano passado por algumas das tarifas americanas mais altas, muitas das quais foram revogadas este ano, segundo a Reuters.
Índia e EUA estão agora trabalhando em um acordo comercial com o objetivo de evitar qualquer novo aumento de tarifas e impulsionar as vendas mútuas.
Veja mais:
A vida em Teerã em meio à guerra: desemprego, segurança reforçada e apagão de internet
Conselheiro de Donald Trump diz que brasileiras são 'raça maldita' e 'programadas para causar confusão'
Irã divulga vídeo do que diz ser apreensão de navios comerciais no Estreito de Ormuz

EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante um evento sobre a acessibilidade dos custos da saúde, no qual anunciou um acordo com a empresa farmacêutica Regeneron para reduzir os preços dos medicamentos, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 23 de abril de 2026
Brendan SMIALOWSKI / AFP
O governo Trump está considerando suspender a Espanha da Otan e rever sua posição sobre a soberania das ilhas Malvinas para punir aliados por falta de cooperação na guerra que os EUA travam contra o Irã, revelou nesta sexta-feira (24) a agência de notícias Reuters.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
As possíveis medidas foram reveladas à Reuters por uma autoridade do governo norte-americano e estão circulando internamente no Pentágono em uma troca de e-mails. As mensagens trazem opções avaliadas pelo governo Trump para punir aliados da Otan que, na avaliação de Washington, falharam em apoiar aos EUA na guerra contra o Irã.
Membro mais poderoso da Otan e por vezes visto como "líder" da coalizão, os EUA pediram ajuda dos demais países da aliança (que inclui o Canadá e europeus) para ajudar na guerra no Oriente Médio.
Os aliados, no entanto, se negaram a desempenhar um papel ativo no conflito, alegando que não desejavam ser arrastados para os confrontos contra Teerã.
Ainda não se sabe como os EUA poderiam buscar a suspensão da Espanha da Otan, nem se isso seria possível. O tratado fundador da aliança militar não prevê qualquer mecanismo para suspensão de membros, confirmou uma fonte da Otan à Reuters.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Ilhas Malvinas
Já sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland), os EUA consideram formalmente que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. A reversão dessa posição pelos EUA seria excepcional entre os aliados históricos.
Em resposta, o governo britânico reiterou nesta sexta-feira sua soberania sobre as Malvinas. (Leia mais abaixo)
A soberania sobre as ilhas Malvinas, inclusive, é um ponto de atrito entre os governos britânico e argentino.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta sexta que os EUA "merecem aliados que sejam leais" e voltou a criticar os europeus pela falta de ajuda no conflito contra o Irã.
"Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais", afirmou Hegseth.
Europeus saem em defesa da Espanha
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha
Yves Herman/Reuters
Diversos europeus saíram em defesa da Espanha nesta sexta. O governo da Alemanha afirmou que questionar a participação espanhola na Otan está fora de questão.
A primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, afirmou que a Otan precisa continuar unida para ser forte.
Questionado sobre a informação da Reuters, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará em cima de e-mails internos e que vai considerar apenas documentos ou declarações oficiais vindas do governo dos EUA.
Reino Unido reitera soberania sobre ilhas Malvinas
Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer
Reuters
Um porta-voz do gabinete do premiê britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido é soberano sobre as ilhas Malvinas.
“Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou. A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação das ilhas é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, afirmou o porta-voz a jornalistas.
O representante de Starmer disse ainda que o Reino Unido expressou essa posição “de forma clara e consistente a sucessivos governos dos EUA”.
Questionado se Starmer via isso como uma tentativa dos EUA de pressioná-lo a entrar na guerra contra o Irã, seu porta-voz disse: “Ele já falou sobre isso e também afirmou que essa pressão não o afeta, e que sempre agirá no interesse nacional — e isso continuará sendo o caso.”
Contexto: Reino Unido e Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de tomá-las. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram antes da rendição argentina.

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin

Putin pode ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin
Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca, em 2025.
REUTERS/Kevin Lamarque
O Kremlin afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente russo, Vladimir Putin, pode ir a Miami, nos Estados Unidos, para participar da cúpula do G20, que ocorre este ano na cidade.
O anúncio foi feito após a notícia de que o governo de Donald Trump pretendia convidar Putin para o encontro, que acontecerá em dezembro (leia mais abaixo).
Questionado sobre o convite, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que existe a possibilidade de que Putin vá a Miami.
"Ele pode ou não pode ir", disse. "Mas a Rússia será bem representada".
👉 Vladimir Putin é alvo de um mandado de prisão por crimes de guerra expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), a Corte das Nações Unidas baseada em Haia, na Holanda. Isso quer dizer que, caso entre em no território ou no espaço aéreo ou marítimo de um país signatário do TPI, ele pode ser preso no local. Os EUA, no entanto, não são signatários do tribunal.
O G20 reúne as maiores economias do mundo, como Brasil, Estados Unidos, China e Rússia, além de países europeus. O grupo realiza encontros anuais, e o Brasil sediou a edição de 2024.
Convite dos EUA
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Na quinta-feira (24), o jornal "The Washington Post" afirmou, com base em fontes de Washington, que o governo norte-americano pretende convidar formalmente Vladimir Putin para a cúpula, que normalmente reúne os líderes dos países do G20 ou seus representantes.
Questionado, Trump afirmou que não tinha conhecimento do convite, mas disse que não se oporia à participação de Putin.
“Se ele viesse, provavelmente seria muito útil”, afirmou.