Trump diz que Xi Jinping garantiu que China não enviará apoio militar ao Irã e defendeu Estreito de Ormuz aberto

Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu
Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter recebido do presidente chinês, Xi Jinping, a garantia de que a China não fornecerá “equipamentos militares” ao Irã.
A declaração foi feita em entrevista à Fox News, que divulgou trechos da conversa nesta quinta-feira (14). Trump e Xi Jinping se reuniram na quarta-feira (13), durante visita do presidente dos EUA a Pequim.
"Ele [Xi] disse que ele não dará equipamentos militares [ao Irã]. Essa é uma grande declaração", disse o presidente norte-americano. "Ele disse isso de forma muito firme".
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Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim
Na entrevista, Trump também afirmou que o líder chinês defendeu a reabertura do Estreito de Ormuz e disse que a China pretende continuar comprando petróleo iraniano.
“Ele também disse que eles compram muito petróleo de lá e que gostariam de seguir fazendo isso”, declarou.
➡️ Desde o início da guerra dos Estados Unidos contra o Irã no Oriente Médio, a China, que é um tradicional aliado estratégico do Irã, não tem se posicionado.
🔎 O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, e essencial para o transporte global de petróleo.
Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o controle da passagem se tornou um dos principais pontos de tensão entre Washington e o Irã, no contexto da escalada das hostilidades na região.
Trump chama Xi de amigo
Presidente dos EUA, Donald Trump (à esquerda), e presidente chinês, Xi Jinping, em banquete de Estado no Grande Salão do Povo, em Pequim, na China, em 14 de maio de 2026.
REUTERS/Evan Vucci
Durante a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China, Trump afirmou que vê um “futuro fantástico” para a relação entre os dois países. Ele também chamou o líder chinês de amigo.
Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”.
“Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi.
“Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.”
O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências.
Trump elogiou recepção na China e afirmou ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais.

Irã ainda não recebeu vistos para disputar Copa do Mundo nos EUA, diz federação

Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu
A equipe masculina de futebol do Irã comemora a classificação para a Copa do Mundo 2026, após empatar com o Uzbequistão, em março do ano passado
Getty Images via BBC
O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, declarou nesta quinta-feira (14) que o país ainda não recebeu os vistos para que a seleção viaje aos Estados Unidos e dispute a Copa do Mundo de 2026.
A participação do Irã no torneio, que acontecerá de 11 de junho a 19 de julho, segue marcada pela incerteza desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, após os ataques lançados por Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.
"Amanhã, ou depois de amanhã, teremos uma reunião decisiva com a Fifa. Ela deve nos apresentar garantias, porque o problema dos vistos continua sem solução", disse Taj, citado pela agência Irna.
Copa do Mundo: como estão os preparativos para os EUA receberem a seleção do Irã?
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reiterou que o Irã disputará suas partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, como ficou estabelecido no sorteio do torneio, que também será disputado no Canadá e no México.
"Não recebemos nenhuma informação da outra parte sobre quem obteve vistos. Os vistos ainda não foram emitidos", acrescentou Taj.
Irã enfrenta Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025.
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
Teerã e Washington não mantêm relações diplomáticas desde 1980, após a crise dos reféns na embaixada americana.
Segundo o presidente da federação, os jogadores precisam viajar até a capital da Turquia, Ancara, para que suas impressões digitais sejam recolhidas como parte do procedimento de concessão dos vistos.
"Nós não temos nada a ver com os Estados Unidos. Nos classificamos para a Copa do Mundo e é a FIFA que deve organizá-la", declarou.
O Irã organizou uma cerimônia de despedida na quarta-feira (13) para a seleção nacional de futebol, antes da viagem para a Copa do Mundo de 2026.
O 'Team Melli', que terá sua base de treinamento em Tucson, no Arizona, enfrentará Nova Zelândia, Bélgica e Egito no Grupo G da primeira fase da Copa.
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Irã acusa Emirados Árabes de participar de ataques; Líbano e Israel retomam negociações nos EUA

Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu
Irã acusa Emirados Árabes de participar de ataques; Líbano e Israel retomam negociações nos EUA Irã e EUA seguem em uma frágil trégua, enquanto Trump faz viagem à China. Nesta quinta, o regime iraniano permitiu a passagem de 30 navios pelo Estreito de Ormuz. O Irã acusou os Emirados Árabes de estarem diretamente envolvidos na guerra contra o país. 'Participaram dos ataques', afirmou o chanceler iraniano nesta quinta (14), durante cúpula do Brics.. Na China, Donald Trump e Xi Jinping concordaram que o Irã não pode ter uma arma nuclear e que o Estreito de Ormuz "deve permanecer aberto", segundo a Casa Branca. . O Irã afirmou que permitiu a travessia de 30 embarcações pela via; segundo a imprensa iraniana, a China teve autorização para que seus navios passassem. . Na quarta (13), um navio com bandeira indiana naufragou no Golfo Pérsico. Nesta quinta (14), a Índia afirmou que a embarcação sofreu um ataque "inaceitável".. Líbano e Israel retomaram as negociações de paz nos Estados Unidos, às vésperas do fim de um cessar-fogo marcado por ataques israelenses que deixaram centenas de mortos.

‘O México não existiu até a Espanha chegar’, diz governadora de Madri; veja VÍDEO

Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu
Governadora de Madri diz que México não existia até a Espanha chegar e gera revolta
Embora o México tenha uma história de mais de 13 mil anos e já sediado um dos impérios mais poderosos da América, a governadora de Madri, capital da Espanha, disse nesta quinta-feira (14) que o país latino-americano não existia antes da colonização dos espanhóis.
A declaração da presidente da comunidade de Madri, Isabel Ayuso — cargo equivalente ao de uma governadora — foi feita nesta manhã em um sessão no Parlamento da Espanha.
"O México não existiu até a Espanha chegar", disse Ayuso. "Perguntem à presidente do México qual é o passado do México antes que nós nos mesclássemos com ele", disse Ayuso.
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A governadora se referiu ao passado de "violência" e "barbárie" que disse haver no território mexicano antes da chegada dos espanhóis.
A fala gerou risos de parte dos deputados, que acusaram Ayuso de desconhecer a história do país latino-americano, berço da civilização Asteca, praticamente aniquilada após conquistadores espanhóis chegarem ao território, há 500 anos.
Mas também revolta e uma onda de críticas no plenário e ao longo do dia. E reascendeu um mal-estar recente entre o México e a Espanha. Há anos, o governo mexicano vem exigindo um pedido formal de desculpas por parte da Espanha pela invasão de territórios na América, o que nunca foi feito até agora.
Isabel Diaz Ayuso durante reunião da Assembleia de Madri em 22 de dezembro de 2023
Ana Beltran/REUTERS
A governadora, do conservador Partido Popular (PP), havia sido convocada para prestar esclarecimentos sobre uma viagem que havia feito ao México recentemente para a inauguração de uma obra, mas que acabou marcada por críticas de Ayuso à presidente mexicana, Claudia Sheibaum, e por uma visita da madrilenha a Cancún sem prestar contas.
A líder do Partido Socialista de Madri, a deputada Mar Espinar, criticou a fala e se desculpou com mexicanos.
"Aos mexicanos que nos assistem, quero dizer que Madri não é Ayuso. A Espanha respeita o México. Ser patriota não quer dizer apagar nosso passado, mas assumi-lo com suas luzes e sombras", declarou a deputada. "Não temos vergonha da Espanha, temos vergonha de vocês".
Já Ayuso se justificou e disse que se referia à civilização atual.
O governo mexicano ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
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Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu

Honda confirma previsão de prejuízo de US$ 3,6 bilhões; CEO diz que demanda por elétricos caiu
Toshihiro Mibe, CEO da Honda Motors, fala dos resultados da empresa em Tóquio
REUTERS/Kim Kyung-Hoon
A Honda confirmou nesta quinta-feira (14) que terá seu primeiro prejuízo anual em quase 70 anos como uma empresa de capital aberto, atingida por até US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) em custos de reestruturação em seu negócio de veículos elétricos.
Sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Washington encerrou o apoio aos veículos elétricos, forçando montadoras como Ford e Stellantis a repensarem estratégias e registrarem baixas contábeis bilionárias.
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A segunda maior montadora do Japão disse nesta quinta-feira que espera um impacto de US$15,7 bilhões (R$ 77,1 bilhões) com o cancelamento de três modelos de veículos elétricos planejados para produção nos EUA.
Embora os analistas esperassem mais perdas relacionadas a veículos elétricos na Honda, o tamanho da baixa contábil anunciado nesta quinta-feira foi uma surpresa, disse Julie Boote, analista de automóveis da Pelham Smithers Associates.
Honda tem prejuízo de US$ 3,6 bilhões; presidente corta 30% do próprio salário
"A principal surpresa foi o fato do plano de produção dos EUA ter sido cancelado, em vez de apenas reduzido. A Honda tinha um plano de expansão de veículos elétricos muito ambicioso, que foi gravemente afetado pelas mudanças no ambiente do mercado", disse Boote.
O presidente-executivo da Honda, Toshihiro Mibe, disse a jornalistas que a demanda por veículos elétricos caiu drasticamente, tornando "muito difícil" manter a lucratividade.
A Honda também está reduzindo o valor de seus negócios na China, onde tem lutado para competir com modelos oferecidos por rivais como a BYD.
Executivos cortam salários
A Honda disse que espera ter prejuízo de até US$3,6 bilhões (R$ 17,6 bilhões) no ano fiscal que termina no final de março, em comparação com a previsão anterior de lucro. O resultado negativo será o primeiro prejuízo anual da companhia desde que foi listada no mercado de ações em 1957, disse um porta-voz da montadora.
Sob pressão dos rivais chineses na Ásia e em outros lugares, as montadoras japonesas têm se concentrado cada vez mais na Índia, um mercado onde (como nos EUA) as montadoras chinesas estão efetivamente excluídas.
Toshihiro Mibe, CEO da Honda, e o vice-presidente executido da Honda, Noriya Kaihara, falam em Tóquio sobre os resultados da empresa
REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Mibe e o vice-presidente executivo da Honda, Noriya Kaihara, renunciarão voluntariamente ao equivalente a 30% de sua remuneração por três meses, enquanto alguns outros executivos abrirão mão de 20%, informou a Honda.
A empresa planeja anunciar uma estratégia de negócios renovada de médio a longo prazos no próximo ano fiscal.
Perdas bilionárias
Várias montadoras globais registraram baixas contábeis dolorosas ao reduzirem suas ambições sobre veículos elétricos nos últimos meses.
A perda na Honda eleva o total do setor para cerca de US$ 67 bilhões. A General Motors alertou para encargos de US$7,6 bilhões, enquanto a Stellantis sinalizou US$ 25 bilhões e a Ford US$ 19 bilhões.
Além de seus principais mercados, Japão e EUA, a Honda disse que fortalecerá sua linha de modelos e a competitividade de custos na Índia, onde vê espaço para expansão.