Conselheiro de Trump diz que brasileiras são ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’

EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas para punir falta de ajuda no Irã, diz agência
Amigo de Trump fez falas misóginas contra mulheres brasileiras.
OLIVER BUNIC / AFP
Paolo Zampolli, aliado do presidente americano Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo do republicano, declarou, em entrevista à RAI, emissora italiana de rádio, que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão".
Na entrevista, Zampolli cita sua relação com a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho de 15, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
"As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira", disse. Em seguida, é questionado por um repórter se seria uma questão genética. Ele responde que as "mulheres brasileiras são programadas".
"Para extorquir?", pergunta o jornalista, que tem como resposta: "Não, para causar confusão".
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Ainda na entrevista, o repórter questionou sobre uma amiga de Amanda, que Zampolli chama apenas de "Lidia", e volta a desferir xingamentos contra mulheres brasileiras.
"É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", completou Zampolli.
Zampolli foi acusado, em uma reportagem do jornal The New York Times, de ter influenciado politicamente na deportação de Amanda para o Brasil, depois de ter sido detida por suposta fraude no local de trabalho.
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Segundo o jornal, Zampolli teria ligado em junho de 2025 para o então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), David Venturella, após a prisão de sua ex-esposa, em Miami.
Zampolli soube da prisão e sugeriu a autoridades que sua ex-mulher estava irregular no país, questionando a possibilidade de transferi-la para uma detenção do ICE, segundo registros obtidos pelo jornal e uma fonte a par do assunto.
De acordo com o NYT, Venturella acionou o escritório do ICE em Miami, destacando que o caso interessava a alguém próximo da Casa Branca, para garantir que agentes do órgão buscariam Ungaro na prisão antes que ela fosse libertada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e acabou sendo deportada.
Atualmente no Brasil, Ungaro disse ao NYT acreditar que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e ela havia sido acusada de fraude.
"Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é FALSA", afirmou o órgão, em comunicado.

Ex-miss é morta a tiros no México, e sogra é apontada como principal suspeita

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Procuradoria Geral de Justiça da Cidade do México investiga como feminicídio a morte da ex-miss mexicana Carolina Flores Gómez
Reprodução/Redes Sociais
Uma ex-miss do México foi morta a tiros, e, segundo a imprensa local, sua sogra é a principal suspeita do crime.
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Carolina Flores Gómez, de 27 anos, morreu em 15 de abril em casa, e a polícia encontrou várias marcas de tiro em seu corpo, de acordo com a imprensa mexicana. A Procuradoria Geral de Justiça da Cidade do México investiga o caso como feminicídio.
O órgão informou que abriu investigação após uma denúncia feita em 16 de abril sobre o caso pelo marido de flores — um dia depois da morte da modelo. A Promotoria também afirmou que trabalha para identificar a “pessoa indicada como provável responsável” pelo crime e que presta apoio à família da vítima.
Mas a imprensa local, com base em fontes da polícia, aponta que a sogra de Flores é a principal suspeita do crime, e vídeos que circulam nas redes sociais mostram, segundo usuários, o momento em que a mulher dispara tiros contra a modelo.
No vídeo, uma mulher dispara vários tiros contra outra. Na sequência, um homem desce do andar de cima com um bebê no colo, olha para a cena e diz: "Mãe, por que você fez isso? Ela é minha família". A mulher que efetuou os tiros responde: "Eu sou a sua família. Ela te roubou de mim".
A autenticidade do vídeo, gravado com uma câmera instalada no apartamento, ainda não havia sido confirmada pelas autoridades até a última atualização desta reportagem.
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👉 De acordo a imprensa mexicana, Carolina foi encontrada morta no dia 15 de abril em um apartamento no bairro de Polanco, área nobre da capital mexicana, com um ferimento de bala na cabeça.
Ainda segundo informações divulgadas por veículos locais, estavam no local no momento do crime o marido da vítima e a sogra, que passou a ser apontada como principal suspeita. As autoridades, no entanto, ainda não confirmaram oficialmente suspeitos nem informaram prisões sobre o caso.
A morte de Carolina Flores ganhou ampla repercussão na imprensa mexicana. O jornal El País afirma que a investigação é cercada de “dúvidas e controvérsias”.
Outro ponto investigado é o intervalo entre o crime e o acionamento da polícia. Segundo a imprensa mexicana, o caso só foi comunicado às autoridades no dia seguinte à morte, o que gerou questionamentos e críticas de grupos feministas.
Nas redes sociais, seguidores expressam tristeza e indignação pela morte de Carolina e cobram esclarecimentos das autoridades.
Carolina Flores Gómez, ex-Miss Baja California assassinada em Polanco
Reprodução

Chanceler do Irã viaja ao Paquistão em meio a rumores de nova rodada de negociação com os EUA; ACOMPANHE

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Chanceler do Irã viaja ao Paquistão em meio a rumores de nova rodada de negociação com os EUA; ACOMPANHE No momento, está em vigor um frágil cessar-fogo entre EUA e Irã, e não há previsão de retomada das negociações de paz mediadas pelo Paquistão. O Estreito de Ormuz segue como um dos principais focos de tensão entre Irã e EUA. . Nesta quinta (23), Trump ordenou que a Marinha dos EUA ataque navios que colocarem minas na via marítima e afirmou ter 'controle total' do estreito.. Já o Irã afirmou ter recebido a 1ª leva de receita dos 'pedágios' cobrados das embarcações na travessia do estreito.. Reportagem do 'New York Times' indicou que o poder no Irã está concentrado na ala militar, enquanto a influência dos clérigos diminuiu. O governo civil foi relegado a funções administrativas.. Em outra frente, Trump anunciou, nesta quinta-feira (23), a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas, em meio a dúvidas sobre a efetividade do acordo.

Índia reage a Trump após ele compartilhar comentário que chama país de ‘inferno’

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O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington.
AP/Julia Demaree Nikhinson
A Índia classificou nesta quinta-feira (23) como “desinformados, inapropriados e de mau gosto" os comentários compartilhados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descrevem o país como um “inferno”.
"Elas certamente não refletem a realidade da relação entre Índia e Estados Unidos, que há muito tempo se baseia no respeito mútuo e em interesses compartilhados", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Randhir Jaiswal, em um comunicado.
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Trump compartilhou comentários feitos pelo comentarista conservador Michael Savage em um episódio do programa de rádio The Savage Nation. O presidente dos EUA compartilhou a transcrição do programa em sua conta na rede social Truth Social nesta quinta-feira (23).
“Um bebê aqui se torna cidadão instantaneamente, e então eles trazem toda a família da China ou da Índia ou de algum outro ‘inferno’ do planeta”, disse Savage, segundo a transcrição.
“Quase não há lealdade a este país entre a classe imigrante que chega hoje, o que nem sempre foi o caso. Eles não são como os euro-americanos de hoje e seus antepassados.”
A Reuters não conseguiu contato imediato com Savage.
O episódio transcrito por Trump falava sobre a cidadania por direito de nascimento, regra que Trump tentou restringir com uma diretriz que foi contestada pela Suprema Corte do país. No início deste mês, ele participou de uma audiência sobre o tema em uma visita histórica ao tribunal.
Sobre os comentários, a embaixada dos EUA em Nova Délhi afirmou: “O presidente já disse que ‘a Índia é um grande país, com um grande amigo meu no comando’.”
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O principal partido de oposição da Índia no Congresso dos EUA classificou o comentário como “extremamente insultante e anti-Índia. Fere todos os indianos”.
“O primeiro-ministro indiano Narendra Modi deveria levar o assunto ao presidente dos EUA e registrar um forte protesto”, disse o partido na rede X.
Dados do governo indiano mostram que quase 5,5 milhões de pessoas de origem indiana vivem nos EUA. Indo-americanos e sino-americanos são os dois maiores grupos de origem asiática no país.
O relacionamento de Trump com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, piorou depois que a Índia foi atingida no ano passado por algumas das tarifas americanas mais altas, muitas das quais foram revogadas este ano, segundo a Reuters.
Índia e EUA estão agora trabalhando em um acordo comercial com o objetivo de evitar qualquer novo aumento de tarifas e impulsionar as vendas mútuas.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante um evento sobre a acessibilidade dos custos da saúde, no qual anunciou um acordo com a empresa farmacêutica Regeneron para reduzir os preços dos medicamentos, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 23 de abril de 2026
Brendan SMIALOWSKI / AFP
O governo Trump está considerando suspender a Espanha da Otan e rever sua posição sobre a soberania das ilhas Malvinas para punir aliados por falta de cooperação na guerra que os EUA travam contra o Irã, revelou nesta sexta-feira (24) a agência de notícias Reuters.
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As possíveis medidas foram reveladas à Reuters por uma autoridade do governo norte-americano, e elas estão circulando internamente no Pentágono em uma troca de e-mails com opções avaliadas pelo governo Trump para punirem aliados da Otan que, na avaliação de Washington, falharam em apoiar as operações do país na guerra contra o Irã.
Membro mais poderoso da Otan e por vezes visto como "líder" da Otan, os EUA pediram ajuda dos demais países da aliança (que inclui o Canadá e europeus) para ajudar na guerra no Oriente Médio. Os aliados, no entanto, negaram desempenhar um papel ativo no conflito sob a justificativa de que não seriam arrastados os confrontos contra Teerã.
Ainda não se sabe como que os EUA poderiam buscar a suspensão da Espanha da Otan, nem se isso poderia ser possível. O tratado fundador da aliança militar não prevê qualquer mecanismo para suspensão de membros, confirmou uma fonte da Otan à Reuters.
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Já sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland), os EUA consideram formalmente que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. A reversão dessa posição pelos EUA seria excepcional entre os aliados históricos. Em resposta, o governo britânico reiterou nesta sexta-feira sua soberania sobre as Malvinas. (Leia mais abaixo)
A soberania sobre as ilhas Malvinas, inclusive, é um ponto de atrito entre os governos britânico e argentino.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta sexta-feira que os EUA "merecem aliados que sejam leais" e voltou a criticar os europeus pela falta de ajuda no conflito contra o Irã.
"Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais", afirmou Hegseth.
Europeus saem em defesa da Espanha
Diversos europeus saem em defesa da Espanha nesta sexta-feira após a informação da Reuters vir à tona.
O governo da Alemanha afirmou que questionar a participação da Espanha na Otan está fora de questão.
A primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, afirmou que a Otan precisa continuar unida para ser forte.
Questionado sobre a informação da Reuters, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará em cima de e-mails internos e que vai considerar apenas documentos ou declarações oficiais vindas do governo dos EUA.
Reino Unido reitera soberania sobre ilhas Falkland
Um porta-voz do gabinete do premiê britânico Keir Starmer governo britânico afirmou nesta sexta-feira que o Reino Unido é soberano sobre as ilhas Malvinas.
“Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou. A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação das ilhas é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, afirmou o porta-voz a jornalistas.
O representante de Starmer disse ainda que o Reino Unido expressou essa posição “de forma clara e consistente a sucessivos governos dos EUA”.
Reino Unido e Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de tomá-las. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram antes da rendição argentina.
Questionado se Keir Starmer via isso como uma tentativa dos EUA de pressioná-lo a entrar na guerra contra o Irã, seu porta-voz disse: “Ele já falou sobre isso e também afirmou que essa pressão não o afeta, e que sempre agirá no interesse nacional — e isso continuará sendo o caso.”