Putin ‘pode ou não’ ir a Miami para cúpula do G20, diz Kremlin

Entenda lei que proíbe radar de trânsito escondido aprovada por comissão da Câmara
Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca, em 2025.
REUTERS/Kevin Lamarque
O Kremlin afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente russo, Vladimir Putin, pode ir a Miami, nos Estados Unidos, para participar da cúpula do G20, que ocorre este ano na cidade.
O anúncio foi feito após a notícia de que o governo de Donald Trump pretendia convidar Putin para o encontro, que acontecerá em dezembro (leia mais abaixo).
Questionado sobre o convite, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que existe a possibilidade de que Putin vá a Miami.
"Ele pode ou não pode ir", disse. "Mas a Rússia será bem representada".
👉 Vladimir Putin é alvo de um mandado de prisão por crimes de guerra expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), a Corte das Nações Unidas baseada em Haia, na Holanda. Isso quer dizer que, caso entre em no território ou no espaço aéreo ou marítimo de um país signatário do TPI, ele pode ser preso no local. Os EUA, no entanto, não são signatários do tribunal.
O G20 reúne as maiores economias do mundo, como Brasil, Estados Unidos, China e Rússia, além de países europeus. O grupo realiza encontros anuais, e o Brasil sediou a edição de 2024.
Convite dos EUA
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Na quinta-feira (24), o jornal "The Washington Post" afirmou, com base em fontes de Washington, que o governo norte-americano pretende convidar formalmente Vladimir Putin para a cúpula, que normalmente reúne os líderes dos países do G20 ou seus representantes.
Questionado, Trump afirmou que não tinha conhecimento do convite, mas disse que não se oporia à participação de Putin.
“Se ele viesse, provavelmente seria muito útil”, afirmou.

Polônia vai à Justiça da União Europeia contra acordo com Mercosul

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Por que o agronegócio europeu se sente ameaçado pelo acordo com o Mercosul
A Polônia anunciou nesta sexta-feira (24) que vai recorrer ao tribunal máximo da União Europeia contra o acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul, segundo informações da agência Reuters.
Segundo o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, o país pretende apresentar uma queixa formal ao Tribunal de Justiça da União Europeia até o prazo limite de 26 de maio.
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A decisão reforça a posição de Varsóvia, que, ao lado da França, lidera a oposição ao acordo dentro da União Europeia.
O tratado UE-Mercosul foi firmado em janeiro, após mais de 25 anos de negociações e prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas entre o bloco europeu e o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
Críticos do acordo afirmam que a medida pode prejudicar produtores locais, especialmente no setor agrícola, ao ampliar a entrada de produtos mais baratos, como carne bovina, açúcar e frango. Agricultores e ambientalistas também estão entre os que se opõem ao tratado.
Na mesma linha, o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, disse que há riscos à segurança alimentar, à proteção do consumidor e ao mercado interno.
A resistência ganhou força no Parlamento Europeu, que em janeiro decidiu encaminhar o acordo para análise do tribunal da União Europeia.
O governo francês teme impactos negativos sobre o setor agrícola diante da concorrência de produtos sul-americanos mais baratos. O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a classificar como uma “má surpresa” a decisão da União Europeia de acelerar a aplicação provisória do acordo.
Por outro lado, países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado, ao enxergarem oportunidades de ampliar exportações, reduzir a dependência da China e garantir acesso a minerais estratégicos.
Defensores do acordo também argumentam que ele pode ampliar o acesso de empresas europeias aos mercados da América do Sul, beneficiando principalmente a indústria.
Acordo passa a valer de forma provisória a partir de maio
Apesar das críticas, a Comissão Europeia informou em março que o acordo deve começar a ser aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, enquanto segue o processo de aprovação completa pelos países-membros.
Os países do Mercosul estão em estágios avançados de aprovação do acordo com a União Europeia, o que permite o início da aplicação provisória enquanto os trâmites formais continuam.
Brasil, Argentina e Uruguai já concluíram seus processos internos de aprovação.
Paraguai, que atua como depositário do tratado, também finalizou os trâmites legais e formalizou a promulgação, etapa essencial para viabilizar a entrada em vigor.
Com isso, o acordo pode começar a ser aplicado provisoriamente entre a União Europeia e os países do Mercosul que já cumpriram essas etapas.
A aprovação no Brasil incluiu aval da Câmara e do Senado, seguido de promulgação e notificação formal. No Paraguai, o processo também passou pelas duas casas legislativas antes da sanção presidencial.
Líderes da União Europeia e do Mercosul celebram em Assunção a assinatura do acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações.
REUTERS/Cesar Olmedo

Aliado de Donald Trump diz que brasileiras são ‘programadas para causar confusão’

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Amigo de Trump fez falas misóginas contra mulheres brasileiras.
OLIVER BUNIC / AFP
Paolo Zampolli, aliado do presidente americano Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo do republicano, declarou, em entrevista a RAI, emissora italiana de rádio, que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão".
Na entrevista, Zampolli cita sua relação com a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho de 15, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
"As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira", disse. Em seguida, é questionado por um repórter se seria uma questão genética. Ele responde que as "mulheres brasileiras são programadas".
"Para extorquir?", pergunta o jornalista, que tem como resposta: "Não, para causar confusão".
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Ainda na entrevista, o repórter questionou sobre uma amiga de Amanda, que Zampolli chama apenas de "Lidia", e volta a desferir xingamentos contra mulheres brasileiras.
"É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", completou Zampolli.
Zampolli foi acusado, em uma reportagem do jornal The New York Times, de ter influenciado politicamente na deportação de Amanda para o Brasil, depois de ter sido detida por suposta fraude no local de trabalho.
Segundo o jornal, Zampolli teria ligado em junho de 2025 para o então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), David Venturella, após a prisão de sua ex-esposa, em Miami.
Zampolli soube da prisão e sugeriu a autoridades que sua ex-mulher estava irregular no país, questionando a possibilidade de transferi-la para uma detenção do ICE, segundo registros obtidos pelo jornal e uma fonte a par do assunto.
De acordo com o NYT, Venturella acionou o escritório do ICE em Miami, destacando que o caso interessava a alguém próximo da Casa Branca, para garantir que agentes do órgão buscariam Ungaro na prisão antes que ela fosse libertada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e acabou sendo deportada.
Atualmente no Brasil, Ungaro disse ao NYT acreditar que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e ela havia sido acusada de fraude.
"Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é FALSA", afirmou o órgão, em comunicado.

Avião que viria ao Brasil colide com outra aeronave na pista do aeroporto de Santiago

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Aeroporto Arturo Merino Benitez, em Santiago, no Chile
Reprodução/Google Street View
Um avião que viria ao Brasil colidiu com outra aeronave na pista do aeroporto Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (22) e foi confirmado pela autoridade de aviação chilena (DGAC).
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O voo com destino ao Brasil era um Airbus A321 operado pela Latam e viria para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A outra aeronave era um Boeing 737 operada pela Aerolíneas Argentinas, segundo o DGAC.
Segundo a mídia chilena, a colisão ocorreu quando ambas as aeronaves se preparavam para a decolagem. Um passageiro a bordo de uma das aeronaves afirmou à rádio chilena ADN que um dos aviões atingiu a traseira do outro com uma de suas asas enquanto taxiava.
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Tanto a Latam quanto a Aerolíneas Argentinas confirmaram o incidente em notas oficiais. A companhia chilena disse que ativou os protocolos de emergência e todos os passageiros do voo que iria a São Paulo foram colocados em outro avião, que decolou na madrugada de quinta-feira. Já a companhia argentina afirmou que a colisão causou danos leves à sua aeronave.
O DGAC abriu uma investigação para apurar o caso, segundo a mídia chilena.

Entenda lei que proíbe radar de trânsito escondido aprovada por comissão da Câmara

Entenda lei que proíbe radar de trânsito escondido aprovada por comissão da Câmara
Agente de trânsito posiciona o radar atrás da mureta de proteção da rodovia
Carlos Pradini
Foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados um projeto de lei que cria regras mais rígidas para a visibilidade e a sinalização de radares de fiscalização de velocidade.
O projeto agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei, o texto tem de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
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A proposta aprovada na comissão inclui normas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para padronizar a fiscalização em todo o país.
➡️ O que muda
Nada mais de um radar atrás do outro: fica proibido o uso de radares portáteis próximos a radares fixos. A distância mínima deverá ser de 2 quilômetros em rodovias e de 500 metros em áreas urbanas.
Radar escondido nunca mais: não será permitida a instalação de radares fixos atrás de postes, árvores, construções ou passarelas. Agentes que utilizam radares móveis também não poderão ficar escondidos.
Painel com velocidade: passa a ser obrigatória a instalação de painéis eletrônicos que informem ao motorista a velocidade registrada pelo radar. A exigência vale para radares fixos em vias com duas ou mais faixas no mesmo sentido.
Radares listados na internet: o órgão de trânsito será obrigado a divulgar na internet a localização exata de todos os radares, além da data da última verificação do equipamento pelo Inmetro.
Critério para instalação de radares: será necessário apresentar estudo técnico e justificativa para a instalação de qualquer radar.
O Projeto de Lei 4751/24 recebeu alterações da deputada Rosana Valle (PL-SP), relatora da proposta na comissão.
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➡️ O que diz quem defende a proposta
Segundo a deputada, a medida busca tornar a fiscalização mais transparente e com foco educativo.
“A proposta dá mais segurança jurídica aos motoristas e reforça a educação para o trânsito, evitando práticas voltadas apenas à arrecadação, associadas ao que se convencionou chamar de ‘indústria da multa’”, afirmou a relatora.
O autor do projeto é o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). Ele defende que a melhor sinalização dos radares pode aumentar a conscientização dos motoristas.
“O termo ‘indústria da multa’ é usado com frequência para descrever a ideia de que existe no Brasil um sistema arrecadatório que teria como principais alvos os condutores que cometem infrações de trânsito”, diz Silva.
Proposta de lei pede instalação de painéis eletrônicos para informar motorista sobre velocidade aferida
g1 / Cauê Adamuz
➡️ Como recorrer de uma multa
O motorista sempre tem a oportunidade de recorrer das infrações, e o processo depende do órgão que aplicou a multa, como Detran, Polícia Rodoviária Federal, DER, entre outros.
Veja abaixo um passo a passo.
Em geral, o processo começa com a apresentação da defesa de autuação. O motorista tem prazo de 30 dias para apontar eventuais erros antes mesmo de a multa ser aplicada.
É nesse momento que o motorista pode indicar que havia outro condutor ao volante e, assim, evitar o acúmulo de pontos.
Essa primeira defesa deve ser analisada pelas autoridades em até 30 dias.
Se o recurso for indeferido, há prazo de 30 dias para recorrer em primeira instância à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari). O órgão tem mais um mês para emitir o parecer.
Se essa etapa for rejeitada, é possível recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) em segunda instância. Multas aplicadas pela Polícia Rodoviária Federal têm um processo próprio de recurso, com formulários específicos.
➡️ CNH foi suspensa. E agora?
Dependendo do tipo de infração ou de reincidência, a suspensão da CNH pode chegar a dois anos.
A recomendação é acompanhar quantos pontos constam na CNH para não ultrapassar o limite, considerando o novo critério. Os sites dos Detrans oferecem consulta a essa informação.
Em caso de suspensão, o processo de recurso é semelhante ao das infrações, começando pela Jari e, depois, seguindo para o Cetran de cada estado.