Dez ficam feridos após tornados atingirem Oklahoma nos EUA, diz mídia local

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Tornado atinge norte do Oklahoma nos EUA
Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas após tornados atingirem o norte de Oklahoma na quinta-feira (23), informou a Koco News, afiliada da ABC News.
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Segundo a reportagem, equipes de emergência realizavam operações de busca e resgate depois que um tornado causou danos significativos, afetando a Base Aérea de Vance, localizada em Enid, Oklahoma.
A base aérea confirmou o impacto do tornado em uma publicação no Facebook e disse que estava conduzindo procedimentos de verificação para garantir que todo o pessoal estivesse seguro e devidamente contabilizado.
“A liderança da base está avaliando a instalação para determinar a extensão dos danos e garantir a segurança das instalações e da infraestrutura”, informou a Base Aérea de Vance.
O prefeito de Enid, David Mason, disse que equipes da polícia e do corpo de bombeiros da cidade estavam coordenando os esforços de resposta à emergência e pediu aos moradores que evitassem a área de Grayridge, atingida pelo tornado.
Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas na região, com ferimentos leves, informou a Koco News com base em relatos do departamento de gestão de emergências do condado de Garfield.
Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se há feridos ou mortos em outras regiões de Oklahoma.
Oklahoma registra feridos após tornados atingirem o norte do estado
Koco/ ABC via Reuters

Salão de Pequim: GWM lança o Ora 5, que promete rodar até 1 mil km com um tanque; VÍDEO

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GWM Ora 5 promete 1 mil km com tanque cheio
A GWM lançou nesta sexta-feira (24) o Ora 5, primeiro híbrido da linha, no Salão do Automóvel de Pequim. O modelo foi flagrado em testes no Brasil, e chega para concorrer em uma faixa de SUVs híbridos como o Toyota Corolla Cross e abaixo do Haval H6.
A fabricante não detalhou boa parte das especificações técnicas do modelo. A potência total do sistema híbrido não foi revelada, mas a marca confirmou o uso de um motor elétrico combinado a um motor a combustão 1.5 turbo.
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Uma configuração parecida já é utilizada no Haval H6, em que esse conjunto híbrido entrega 243 cv de potência e 55 kgfm de torque, utilizando exclusivamente gasolina.
No Ora 5, a autonomia divulgada é de até 1.100 km, enquanto o consumo urbano informado é de 22,2 km/l, segundo o sistema de medição chinês. O próprio carro gerencia automaticamente o uso do motor elétrico ou do motor a combustão, além de controlar a recarga da bateria.
GWM Ora 5
divulgação/GWM
(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)
Em termos de tamanho, o Ora 5 segue proporções de SUV. O modelo tem 4,47 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos. Para efeito de comparação, ele é cerca de 7 centímetros mais curto que um Jeep Compass e tem um entre-eixos 8 centímetros maior que o do Toyota Corolla Cross.
Ora 5 quer enfrentar Toyota e a própria GWM
Em 2026, o híbrido mais vendido do Brasil é o Toyota Corolla Cross, com 5.950 unidades emplacadas entre janeiro e março, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O SUV da Toyota registra consumo urbano de até 16,6 km/l com gasolina.
Pelos números divulgados pela GWM, o Ora 5 é 33% mais econômico, mas a medida de contagem do sistema chinês costuma ser mais "generoso" do que o apurado no Brasil.
Ainda assim, o modelo também promete gastar menos combustível que o segundo híbrido mais vendido do período, o Haval H6 (4.478 unidades emplacadas). De acordo com o Inmetro, o Haval H6 tem consumo urbano de 14,7 km/l com gasolina.

Brasil iniciará testes para aumentar mistura de biodiesel no diesel em maio

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José Cruz/Agência Brasil
Pesquisadores brasileiros do Instituto Tecnológico de Mauá iniciarão testes para investigar a viabilidade de aumentar a mistura de biodiesel no diesel para 20% em maio, disse Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, nesta quinta-feira (23).
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O Brasil é uma potência na produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas como soja e cana-de-açúcar, com misturas obrigatórias atuais de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina.
A crise energética global causada pela guerra no Irã tem forçado o Brasil a ampliar esforços para aumentar essas misturas obrigatórias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fontes de energia importadas.
"A ideia é começar em maio", disse Romio à Reuters, em um evento realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) em São Paulo.
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Durante a primeira fase, o instituto testará misturas de biodiesel de 15% e 20% — conhecidas como B15 e B20, respectivamente — e planeja instalar o primeiro motor a ser testado no próximo mês, disse Rômio.
Os combustíveis a serem testados devem chegar na última semana de maio, acrescentou.
Os motores serão testados por 300 horas para avaliar o entupimento do filtro, o comportamento do sistema de injeção e para inspecionar o bico injetor, disse Romio, acrescentando que a segunda fase de testes também analisará as emissões de poluentes em diesel misturado com 7% e 25% de biodiesel.
Os testes planejados são uma boa notícia para o setor, disse o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Amaral, no evento.
"Porque é um conjunto de testes bastante amplo, bastante bem discutido entre todas as entidades que estão relacionadas à questão da produção e do uso de biodiesel e que certamente vai abrir as portas para misturas superiores a B15 até o B20, o que traz um cenário bastante promissor para o setor", disse Amaral.
Trata-se de um conjunto bastante abrangente de testes, amplamente discutido por todas as entidades relacionadas à produção e ao uso do biodiesel", disse Amaral.
"Certamente abrirá caminho para misturas acima de B15 e até B20, o que representa um cenário muito promissor para o setor."

Bolívia e Chile expressam vontade de restabelecer relações diplomáticas após 50 anos

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Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz.
Luis Gandarillas / POOL / AFP
Bolívia e Chile têm vontade de avançar no restabelecimento das relações diplomáticas, rompidas há mais de 50 anos, disse na quinta-feira (23) o chanceler boliviano Fernando Aramayo após se reunir em La Paz com seu homólogo chileno, Francisco Pérez Mackenna.
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Os dois países romperam relações diplomáticas formais em 1975 pela impossibilidade de chegarem a um acordo para restabelecer a saída para o mar que a Bolívia perdeu na Guerra do Pacífico (1879-1884).
Naquele ano, os ditadores de direita, o boliviano Hugo Banzer Suárez e o chileno Augusto Pinochet, negociaram, sem sucesso, para resolver a reivindicação marítima centenária da Bolívia.
Com a chegada ao poder de José Antonio Kast, de ultradireita, no Chile, e de Rodrigo Paz, de centro-direita, na Bolívia, os vínculos bilaterais entre os dois países ganharam um novo impulso.
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A presença na Bolívia do chanceler chileno "evidencia a expressão da vontade que temos no mais alto nível para poder levar adiante um conjunto de ações que sejam propícias ao restabelecimento de nossas relações diplomáticas", disse o ministro boliviano.
Por sua vez, o chanceler chileno indicou que ambos os países projetam "uma agenda positiva com vistas ao futuro", ao término de uma reunião na sede do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia em La Paz.
Aramayo e Pérez Mackenna se reuniram cedo em uma localidade fronteiriça e depois seguiram para a sede do governo da Bolívia para tratar de uma ampla agenda bilateral.
Após a reunião, os dois apareceram na sede do ministério para oferecer uma declaração conjunta, na qual, além da vontade de avançar nas relações diplomáticas, expressaram seu desejo de aproximar os vínculos comerciais e de coordenação em matéria de controle migratório.
O presidente Kast assumiu o poder em 11 de março com a promessa de combater a migração irregular para o Chile. Ordenou aos militares a construção de um fosso na fronteira com a Bolívia.
O governo de Paz, por sua vez, não apresentou objeções a essa iniciativa de seu vizinho.

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Separados pelo ICE é o nome da fotografia tirada por Carol Guzy e vencedora do prêmio Imagem do Ano de 2026 do World Press Photo.
Carol Guzy/ZUMA Press, iWitness para Miami Herald/World Press Photo 2026 via BBC
"Uma mãe e crianças inconsoláveis, desesperadas após a detenção do pai da família".
Assim a fotógrafa Carol Guzy descreve o momento que retrata o que foi reconhecido como a "Imagem do Ano" do World Press Photo 2026, um dos prêmios mais prestigiados do fotojornalismo em nível mundial.
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Guzy recebeu a honraria nesta quinta-feira (23/4), durante uma cerimônia realizada em Amsterdã, na Holanda.
A fotografia, intitulada Separados pelo ICE, foi feita em 26 de agosto do ano passado, em um dos poucos espaços governamentais dos Estados Unidos ao qual os fotógrafos têm acesso: os corredores do infame Edifício Federal Jacob K. Javits.
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Localizado em Manhattan, Nova York, o prédio abriga em seu décimo andar um tribunal de imigração que se tornou nos últimos meses epicentro das deportações em massa do governo do presidente Trump.
Ali estava Luis — um imigrante equatoriano residente no bairro nova-iorquino do Bronx — junto com sua família para uma audiência de rotina.
Após a audiência, ele foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês).
"Por favor, entendam que viemos aqui para ter melhores oportunidades, não apenas para nós, mas também para nossos filhos", implorou sua esposa, Concha, segundo a página do World Press Photo.
Segundo a mulher, Luis não tinha antecedentes criminais e era o único provedor do lar, o que deixou a esposa e os três filhos do casal, de 7, 13 e 15 anos, enfrentando uma situação econômica incerta.
'Registro duro e necessário'
"Esta imagem mostra a dor inconsolável das crianças ao perderem seu pai em um lugar que foi construído para fazer justiça", disse a diretora executiva do World Press Photo, Joumana El Zein Khoury, ao entregar o prêmio.
"É um registro duro e necessário da separação familiar por trás das políticas de imigração dos EUA. Em uma democracia, a presença de câmeras naquele corredor serve como testemunha de uma política que transformou os tribunais em locais que destroem vidas; é um exemplo poderoso da relevância do fotojornalismo independente".
A diretora executiva da World Press Photo, Joumana El Zein Khoury, descreveu a imagem premiada como um 'registro duro e necessário da separação familiar por trás das políticas de imigração dos EUA'.
AFP/Getty Images via BBC
Uma ordem executiva de janeiro de 2025 revogou as medidas que impediam o ICE de realizar prisões em "lugares sensíveis", como escolas, hospitais ou tribunais.
A estratégia, impulsionada com um financiamento de US$ 75 bilhões (cerca de R$ 379 bilhões) para o ICE, resultou em um aumento sem precedentes na detenção de pessoas sem antecedentes.
Imagem de família de imigrantes separada pelo ICE vence 'Foto do Ano' 2026
"É muito forte que tenham escolhido uma imagem que reflete o que está acontecendo agora nos EUA", disse Guzy à NPR, a rádio pública americana, ao saber da premiação.
"Neste momento, é imprescindível que a mídia mostre o rosto daqueles que estão sendo afetados [pelas políticas de imigração do governo Trump], daqueles que estão sendo detidos e as consequências que as famílias estão enfrentando", acrescentou.
"Como imprensa, não nos cabe julgar, mas acredito que todas essas fotografias aumentam a conscientização e responsabilizam as agências [governamentais] e as autoridades judiciais", concluiu Guzy, cujo trabalho também já foi reconhecido com o Prêmio Pulitzer quatro vezes.