EUA aprovam 1ª terapia genética para forma rara de perda auditiva

Cessar-fogo não tem sentido se agressões de Israel continuarem, diz político do Hezbollah
Aparelho auditivo ajuda quem tem deficiência auditiva parcial
Leandro Pereira/Jornal da Paraíba
As autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovaram uma terapia genética inédita para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária. O anúncio foi feita nesta quinta-feira (23).
Entre duas e três de cada 1.000 crianças no país nascem com deficiência auditiva. Especialistas calculam que mais da metade dos casos de perda auditiva precoce são causados por mutações genéticas.
Desenvolvido pela empresa de biotecnologia americana Regeneron, o tratamento – conhecido como Otarmeni – é voltado a um tipo específico e pouco comum de perda auditiva, que atinge cerca de 50 recém-nascidos por ano nos Estados Unidos.
O medicamento estará disponível para crianças e adultos com perda auditiva severa a profunda causada por determinadas mutações no gene OTOF. Esse gene é responsável por produzir uma proteína essencial para a transmissão de sinais sonoros do ouvido interno até o cérebro.
Apesar do custo elevado do tratamento, que pode custar milhões de dólares por paciente nos Estados Unidos, a Regeneron informou que pretende oferecer o tratamento de maneira gratuita a pacientes elegíveis no país.
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Administrado com uma única injeção no ouvido por um cirurgião, o tratamento já tem sido considerado como revolucionário por pais de crianças afetadas.
"É absolutamente incrível", afirmou, emocionada, Sierra Smith, a jovem mãe de Travis, um bebê que recebeu o tratamento.
Segundo ela, após a cirurgia, o filho passou a reagir a sons. “Ele consegue ouvir música, adora dançar e se interessa por instrumentos”, afirmou durante um evento na Casa Branca.
Nos testes clínicos, que envolveram 20 pacientes entre 10 meses e 16 anos, ao menos 80% apresentaram melhora significativa da audição poucos meses após o tratamento.
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Irã vai retomar voos internacionais em aeroporto de Teerã após semanas de suspensão pela guerra

Cessar-fogo não tem sentido se agressões de Israel continuarem, diz político do Hezbollah
Avião
Unsplash/emanuviews
Os voos internacionais serão retomados no sábado (25) no Aeroporto Imã Khomeini de Teerã, um dos dois principais da capital iraniana, informou nesta sexta-feira (24) a agência de notícias ISNA.
O anúncios acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar nesta segunda-feira (20) a extensão por tempo indeterminado do cessar-fogo inicial de 14 dias, com o objetivo de viabilizar novas negociações entre Washington e Teerã.
Também na segunda-feira, a autoridade de aviação civil havia anunciou a reabertura do terminal, assim como a do segundo grande aeroporto de Teerã, Mehrabad, após semanas de fechamento devido à guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã.
"Segundo um anúncio do Aeroporto Imã Khomeini, os voos internacionais para Istambul e Mascate (Omã) serão retomados amanhã (sábado) no aeroporto", indicou a agência ISNA.
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Os voos internacionais foram retomados na segunda-feira no aeroporto de Mashhad, no nordeste do país.
O transporte aéreo de passageiros no Irã havia sido interrompido no início da ofensiva israelense-americana.
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Alemanha elabora estratégia militar inédita de olho em ameaça da Rússia

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Alemanha quer 460 mil soldados e soldadas disponíveis até meados da década de 2030, com 200 mil na reserva.
Hannes P. Albert/dpa/picture alliance via DW
Diante do crescimento das ameaças internacionais, as Forças Armadas da Alemanha adotaram, pela primeira vez, uma estratégia militar. Para o governo, o mundo se tornou mais imprevisível e perigoso desde que a Rússia passou a travar a guerra contra a Ucrânia, colocando em xeque de forma profunda a ordem jurídica internacional.
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"Raramente uma estratégia militar foi tão necessária como nesta fase histórica", declarou o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, ao apresentar o documento em Berlim.
A estratégia militar descreve a Rússia como a "maior e mais imediata ameaça previsível" à segurança alemã e transatlântica. "A Rússia está criando as condições para um ataque militar contra Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)."
Na sequência, o documento analisa como o Exército alemão, criado há 70 anos, deveria reagir a cenários de guerra possíveis —por exemplo, no caso de um ataque russo a um território de um país-membro da Otan. A maior parta das informações são classificadas como sigilosas.
"É evidente que não podemos tornar esses cenários públicos. Caso contrário, poderíamos simplesmente incluir Vladimir Putin na nossa lista de e-mails", disse Pistorius.
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Contingente aumenta a passos lentos
É fato conhecido que as Forças Armadas alemãs conduzem esforços para ampliar significativamente os seus quadros. Ao todo, 460 mil soldados e soldadas deverão estar disponíveis até meados da década de 2030, com 200 mil na reserva.
O objetivo declarado é criar o exército convencional mais forte da Europa em quatro anos, com o crescimento mais rápido possível, a fim de aumentar a prontidão defensiva.
O pano de fundo são as exigências crescentes que a Otan impõe a seus membros no âmbito da defesa coletiva. Recrutar esse contingente de pessoal é o maior desafio, como Pistorius reconheceu em novembro do ano passado.
Graças a campanhas intensivas de recrutamento, as Forças Armadas alemãs vem crescendo, mas de forma lenta. No fim de março, as forças armadas contavam com 185,4 mil militares ativos, 3,3 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior.
Desburocratização e modernização
Forças Armadas da Alemanha têm orçamento recorde em 2026 diante de tensão geopolítica crescente na Europa.
Alexander Welscher/dpa/picture alliance via DW
Pistorius deposita grandes expectativas no novo serviço militar, introduzido no início do ano. Com uma combinação de incentivos e obrigações — entre elas a convocação para exames médicos de todos os jovens do sexo masculino —, as forças armadas pretendem recrutar mais voluntários.
Caso isso não funcione, o serviço militar obrigatório, suspenso em 2011, poderá ser reativado. No entanto, segundo o secretário de Estado do Ministério da Defesa, Nils Hilmer, esse não é um tema no momento. "Estamos no caminho certo", afirmou.
Outra frente de esforços é uma agenda de desburocratização e modernização das forças armadas. Soldados e soldadas precisam lidar hoje com uma grande quantidade de regulamentos detalhados e formulários, o que consome tempo e energia.
O Ministério da Defesa revisou essas regras e quer corrigi-las com 153 medidas e 580 etapas concretas de implementação. "Todas as regras internas passarão a ter um prazo de validade fixo", anunciou Pistorius.
Se, após os prazos, as regras não forem mais consideradas úteis, serão automaticamente eliminadas. Uma carteira digital deverá, ainda, reunir no futuro todos os documentos pessoais importantes de cada integrante das forças armadas.
Estratégias para longo prazo
Todos os planos apresentados têm algo em comum: eles não estabelecem metas rígidas para um número fixo de anos, mas devem funcionar como "documentos vivos", passíveis de ajustes constantes.
O plano também prevê que a Alemanha assuma um papel de liderança mais forte na Otan, transferindo parte do ônus da defesa da aliança dos Estados Unidos. Sob a presidência de Donald Trump — um crítico declarado da Otan que ameaçou frequentemente retirar-se da aliança — Washington instou a Europa a aumentar os gastos com defesa e a assumir maior responsabilidade em relação à Ucrânia.
Com a nova estratégia, o Exército alemão concede a si mesmo mais flexibilidade do que nunca e, de certa forma, também uma nova mentalidade. "Queremos abandonar o antigo pensamento em compartimentos estanques", segundo Pistorius.
Na oposição, Ulrich Thoden, porta-voz para temas de defesa da bancada do partido A Esquerda, afirmou que a estratégia militar é "coerente e necessária diante do nível real de ameaça representado pela política agressiva da Rússia". Ressaltou, porém, que isso não significa que a Alemanha deva buscar se tornar uma grande potência militar.
Enquanto as expressões de interesse em se juntar às Forças Armadas alemãs têm crescido, existem também grupos de jovens que se mobilizam contra o recrutamento pelo governo alemão.

Benjamin Netanyahu revela que teve câncer e que retirou tumor maligno na próstata

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Benjamin Netanyahu contou nas redes sociais que retirou tumor maligno na próstata.
Marc Israel Sellem/AFP
O primeiro-ministro de Israel revelou, em uma publicação nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (24), que retirou um tumor maligno da próstata. De acordo como líder israelense, o câncer não estava em metástase.
"Há um ano e meio, passei por uma cirurgia bem-sucedida para tratar uma próstata aumentada (benigna) e, desde então, sigo em acompanhamento médico de rotina. No último acompanhamento, foi identificado um pequeno ponto, com menos de um centímetro, na próstata. Exames mostraram que se trata de um estágio muito inicial de um tumor maligno, sem qualquer disseminação ou metástase", diz a publicação.
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Em 2024, o primeiro-ministro foi submetido a uma cirurgia para retirar a próstata, confirmou seu gabinete neste sábado (28). A operação deve acontecer já no domingo.
À época, Netanyahu foi diagnosticado com uma infecção urinária causada pelo aumento benigno da próstata, segundo seu gabinete.
Em sua publicação, Netanyahu disse ter pedido que a divulgação das informações sobre sua condição de saúde fosse adiada por conta da guerra contra o Irã, na qual Israel está envolvido ao lado dos Estados Unidos.
"Pedi que a divulgação fosse adiada em dois meses, para que não ocorresse no auge da guerra, a fim de não permitir que o regime de terror no Irã disseminasse mais propaganda falsa contra Israel", escreve. "Tive um pequeno problema médico na próstata, que foi completamente tratado", continua.

Cessar-fogo não tem sentido se agressões de Israel continuarem, diz político do Hezbollah

Cessar-fogo não tem sentido se agressões de Israel continuarem, diz político do Hezbollah
Israel e Hezbollah vão cumprir o cessar-fogo?
Um político do Hezbollah afirmou nesta sexta-feira (24) que o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista libanês "não tem sentido" se os ataques israelenses no Líbano continuarem. Fayyad também disse que o grupo tem o direito de responder ao que chamou de "agressão" israelense.
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Ali Fayyad, parlamentar e fundador do partido Hezbollah, disse também que o grupo tem o direito de responder ao que chamou de "agressão" israelense.
As críticas de Fayyad à extensão do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, anunciada por Donald Trump na quinta-feira, foi uma referência a violações israelenses na trégua denunciadas pelo governo libanês. O Hezbollah, por sua vez, também tem disparado durante o cessar-fogo, segundo Israel.
A trégua no conflito foi estendida por mais três semanas, segundo Trump.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Explosão no subúrbio de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel em 6 de março de 2026
REUTERS/Khalil Ashawi
Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.
Em uma rede social, Trump afirmou que se reuniu nesta quinta-feira, na Casa Branca, com autoridades de alto escalão dos dois países para uma nova rodada de negociações. Além dele, participaram do encontro o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e os embaixadores de Israel e do Líbano no país.
"A reunião foi muito produtiva! Os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudar o país a se proteger do Hezbollah. O cessar-fogo entre Israel e Líbano será estendido por TRÊS SEMANAS", publicou.
Trump disse ainda que espera receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca. Segundo ele, o encontro pode acontecer já nas próximas semanas.
Incertezas
Fotos mostram estragos de bombardeios coordenados feitos por Israel contra o Líbano em 8 de abril de 2026.
Reuters
Apesar da prorrogação, o cessar-fogo ocorre em meio a um cenário ainda instável no sul do Líbano. Mesmo com a trégua, ataques continuaram sendo registrados na região, onde tropas israelenses mantêm uma faixa de segurança de até 10 quilômetros dentro do território libanês.
Na quarta-feira, ao menos cinco pessoas morreram em bombardeios israelenses, no dia mais letal desde o início do cessar-fogo, segundo autoridades locais.
Líbano e Israel permanecem oficialmente em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948. No lado libanês, a ofensiva é liderada pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
O confronto foi retomado no início de março, após ataques de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, quase 2.500 pessoas morreram no Líbano, segundo o governo. Militares israelenses também passaram a ocupar parte do território libanês.
O Hezbollah afirma ter “direito de resistir” à presença de forças israelenses no território libanês e diz ter realizado operações em resposta aos ataques. Já o governo de Israel alega ter o direito de se defender de ações do grupo, que classifica como terroristas.
Oficialmente, o governo libanês defende a extensão do cessar-fogo como condição para discutir a retirada das tropas israelenses e a definição da fronteira terrestre. Já Israel afirma que busca o desmantelamento do Hezbollah e garantias de segurança na fronteira.
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