Papa Leão diz que vai manter bençãos a casais do mesmo sexo, mas descarta formalização

Leão XIV sinaliza que não planeja ir além das bênçãos para casais do mesmo sexo
Papa Leão XVI visita prisão denunciada por abusos na África
O papa Leão XIV indicou nesta quinta-feira (23) que não pretende avançar além das medidas adotadas por Francisco sobre bênçãos a casais do mesmo sexo. Segundo ele, novos passos podem provocar desunião na Igreja Católica.
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Em entrevista a jornalistas enquanto voltava para Roma, o pontífice elogiou a decisão histórica de 2023, mas afirmou que o Vaticano não pretende ampliar esse tipo de bênção.
“Para ir além disso hoje, acho que o assunto pode causar mais desunião do que unidade”, disse.
Francisco, que morreu em 2025 após 12 anos à frente da Igreja, autorizou que padres dessem bênçãos informais a casais do mesmo sexo, fora de rituais e de forma individual.
A medida gerou debate dentro da Igreja. Bispos de alguns países, especialmente na África, se recusaram a permitir a aplicação da orientação.
Ao ser questionado sobre o plano do cardeal alemão Reinhard Marx de formalizar as bênçãos na própria diocese, Leão não citou o religioso diretamente, mas lembrou que o Vaticano já orientou a conferência episcopal alemã a não criar rituais para esse tipo de prática.
“A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais”, afirmou.
O papa também disse que a unidade da Igreja, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis, não deve se concentrar apenas em questões de ética sexual.
“Temos a tendência de pensar que quando a Igreja está falando sobre moralidade, que a única questão de moralidade é sexual”, disse ele.
“Na realidade, acredito que há questões muito maiores e mais importantes, como justiça, igualdade e liberdade de homens e mulheres.”
A Igreja Católica ensina que relações sexuais fora do casamento entre homem e mulher são consideradas pecado e orienta que pessoas com atração pelo mesmo sexo vivam em castidade.
O Papa Leão XIV fala com jornalistas a bordo do voo papal de Malabo para Roma, em 23 de abril de 2026
Andrew Medichini/Pool via REUTERS
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O papa Leão XIV indicou nesta quinta-feira (23) que não pretende avançar além das medidas adotadas por Francisco sobre bênçãos a casais do mesmo sexo. Segundo ele, novos passos podem provocar desunião na Igreja Católica.
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Em entrevista a jornalistas enquanto voltava para Roma, o pontífice elogiou a decisão histórica de 2023, mas afirmou que o Vaticano não pretende ampliar esse tipo de bênção.
“Para ir além disso hoje, acho que o assunto pode causar mais desunião do que unidade”, disse.
Francisco, que morreu em 2025 após 12 anos à frente da Igreja, autorizou que padres dessem bênçãos informais a casais do mesmo sexo, fora de rituais e de forma individual.
A medida gerou debate dentro da Igreja. Bispos de alguns países, especialmente na África, se recusaram a permitir a aplicação da orientação.
Ao ser questionado sobre o plano do cardeal alemão Reinhard Marx de formalizar as bênçãos na própria diocese, Leão não citou o religioso diretamente, mas lembrou que o Vaticano já orientou a conferência episcopal alemã a não criar rituais para esse tipo de prática.
“A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais”, afirmou.
O papa também disse que a unidade da Igreja, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis, não deve se concentrar apenas em questões de ética sexual.
“Temos a tendência de pensar que quando a Igreja está falando sobre moralidade, que a única questão de moralidade é sexual”, disse ele.
“Na realidade, acredito que há questões muito maiores e mais importantes, como justiça, igualdade e liberdade de homens e mulheres.”
A Igreja Católica ensina que relações sexuais fora do casamento entre homem e mulher são consideradas pecado e orienta que pessoas com atração pelo mesmo sexo vivam em castidade.
O Papa Leão XIV fala com jornalistas a bordo do voo papal de Malabo para Roma, em 23 de abril de 2026
Andrew Medichini/Pool via REUTERS
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Papa Leão XIV diz que imigrantes são tratados ‘pior do que pets’

Leão XIV sinaliza que não planeja ir além das bênçãos para casais do mesmo sexo
O Papa Leão XIV fala com jornalistas a bordo do voo papal de Malabo para Roma, em 23 de abril de 2026, após visita pastoral de 11 dias à África
Andrew Medichini/Pool via Reuters
O papa Leão XIV criticou nesta quinta-feira (23) o tratamento dispensado no mundo aos imigrantes, dizendo que muitas vezes migrantes e refugiados que buscam escapar da violência ou da pobreza são considerados "piores do que pets ou animais", em comentários excepcionalmente fortes sobre o assunto.
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Leão, que tem sido um crítico das políticas de imigração linha-dura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu um tratamento humano aos imigrantes durante seu voo de volta a Roma após uma turnê por quatro países na África.
"Eles são seres humanos e temos que tratar os seres humanos de forma humanitária e não pior… do que pets ou animais", disse o papa a jornalistas.
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Primeiro papa norte-americano, Leão não mencionou especificamente um país em seus comentários desta quinta-feira.
O papa já havia questionado se as políticas do governo Trump estariam de acordo com os ensinamentos pró-vida da Igreja Católica, em comentários que atraíram fortes críticas de católicos conservadores dos EUA.
Leão disse também nesta quinta-feira que os países têm o direito de controlar suas fronteiras e pediu às nações mais ricas que ajudem a desenvolver os países dos quais saem os migrantes, para que não sintam a necessidade de partir.
"O que os países mais ricos estão fazendo para mudar a situação dos países mais pobres?", perguntou. "E por que não podemos procurar… mudar a situação nesses países?"
Também durante seu voo de volta a Roma, o pontífice disse que não pretende avançar além das medidas adotadas por Francisco sobre bênçãos a casais do mesmo sexo.

Trump diz que não está ‘ansioso’ para acabar com a guerra contra o Irã: ‘Tenho todo o tempo do mundo’

Leão XIV sinaliza que não planeja ir além das bênçãos para casais do mesmo sexo
Trump afirma que Estados Unidos têm controle total sobre Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não está ansioso para encerrar a guerra contra o Irã. Em uma publicação em rede social nesta quinta-feira (23), ele afirmou que só fará um acordo com Teerã quando considerar apropriado e vantajoso para os norte-americanos e aliados.
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Na terça-feira (21), Trump disse que ampliou por tempo indeterminado o prazo do cessar-fogo entre os dois países. Segundo o presidente, a liderança do Irã está dividida. Enquanto isso, EUA e Irã seguem com negociações travadas, mas ainda trocam mensagens indiretas por meio de mediadores.
Já nesta quinta-feira, o presidente criticou parte da imprensa dos Estados Unidos e disse que é a pessoa “menos pressionada” para encerrar a guerra. Também enviou um recado ao Irã.
“Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não tem — o relógio está correndo!”, escreveu.
Trump voltou a afirmar que Estados Unidos e Israel destruíram a Marinha e a Força Aérea do Irã, além de sistemas de defesa antiaérea. Disse ainda que vai manter o bloqueio naval a embarcações que tentem chegar ou sair de portos iranianos.
“Um acordo só será feito quando for apropriado e bom para os Estados Unidos da América, para os aliados e, na verdade, para o resto do mundo.”
'Atirar e matar'
O presidente Donald Trump se retira após discursar em um evento para campeões nacionais da NCAA no Salão de Jantar de Estado da Casa Branca, na terça-feira, 21 de abril de 2026, em Washington
AP/Alex Brandon
Mais cedo, Trump disse que deu uma ordem de “atirar e matar” à Marinha dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. Segundo o presidente, forças americanas vão atacar qualquer embarcação que esteja colocando minas na via marítima.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que o jornal The Washington Post publicou reportagem afirmando que o Pentágono avalia que a retirada de minas no Estreito de Ormuz pode levar até seis meses.
A questão das minas navais posicionadas pelo Irã no estreito ganhou destaque nas últimas semanas, em meio às negociações entre Washington e Teerã para reabrir a passagem. Navios comerciais foram impedidos de atravessar a rota, fechada pelos iranianos no início da guerra, e há receio de navegação por causa dos explosivos.
Em outra publicação nesta quinta, Trump disse que o Irã “está tendo muita dificuldade para decidir quem é o líder” e que o Estreito de Ormuz está “sob controle total” dos Estados Unidos.
“Nenhum navio pode entrar ou sair sem aprovação da Marinha dos Estados Unidos. Está ‘completamente selado’, até que o Irã seja capaz de fazer um ACORDO!!!”, afirmou.
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Leão XIV sinaliza que não planeja ir além das bênçãos para casais do mesmo sexo

Por Joshua McElwee
A BORDO DO AVIÃO PAPAL, 23 Abr (Reuters) – O papa Leão 14 sinalizou nesta quinta-feira que não planeja ir além dos esforços feitos por seu antecessor Francisco para oferecer bênçãos da Igreja para casais do mesmo sexo, dizendo que tomar novas medidas poderia causar desunião no catolicismo.
O primeiro papa dos Estados Unidos elogiou a decisão histórica de Francisco de 2023, mas disse em comentários a bordo de seu voo de volta a Roma após uma viagem por quatro países da África que o Vaticano não quer que essas bênçãos sejam formalizadas ainda mais.
"Para ir além disso hoje, acho que o assunto pode causar mais desunião do que unidade", disse Leão 14 em uma coletiva de imprensa.
Francisco, que morreu em 2025 após 12 anos liderando a Igreja Católica, permitiu que os padres dessem bênçãos a casais do mesmo sexo informalmente, fora de um serviço ritual, e caso a caso.
A decisão provocou um amplo debate na Igreja, com bispos em alguns países, especialmente na África, recusando-se a permitir que seus padres a implementassem.
Questionado sobre o plano do cardeal alemão Reinhard Marx de formalizar as bênçãos em sua diocese, Leão 14 não o criticou especificamente, mas se referiu às instruções anteriores do Vaticano à conferência episcopal alemã para não desenvolver rituais formalizados para bênçãos para casais do mesmo sexo.
"A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais", disse o papa.
Leão 14 também disse que a unidade na Igreja de 1,4 bilhão de membros não deve girar apenas em torno da ética sexual.
"Temos a tendência de pensar que quando a Igreja está falando sobre moralidade, que a única questão de moralidade é sexual", disse ele. "Na realidade, acredito que há questões muito maiores e mais importantes, como justiça, igualdade (e) liberdade de homens e mulheres."
A Igreja Católica ensina que as relações sexuais fora do casamento heterossexual são pecaminosas. Ela diz que as pessoas com atração por pessoas do mesmo sexo devem tentar ser castas.
(Reportagem de Joshua McElwee)