‘Epstein abusou de mim enquanto estava em prisão domiciliar’

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’
Roza (à direita) foi apresentada a Epstein por Jean-Luc Brunel, ex-agente de modelos francês.
Getty Images via BBC
Uma mulher afirmou ter sido violentada por Jeffrey Epstein enquanto ele cumpria prisão domiciliar após ser condenado por aliciar uma menor de idade para prostituição.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Roza, recrutada ainda jovem no Uzbequistão pelo associado de Epstein e ex-agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, falou publicamente pela primeira vez ao lado de outras vítimas em uma audiência organizada por democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em West Palm Beach, na Flórida.
Ela afirmou na audiência ter sido apresentada a Epstein por Brunel em julho de 2009, depois de receber uma oferta de trabalho de Epstein "para me ajudar com as minhas dificuldades financeiras". Roza disse ainda que foi estuprada repetidamente por ele ao longo de três anos.
Vítimas de Epstein processam governo dos EUA e Google por divulgação de identidades
O congressista democrata Robert Garcia afirmou que a audiência não oficial foi realizada em West Palm Beach porque foi ali que os "crimes" de Epstein "vieram à tona pela primeira vez".
Segundo Garcia, a sessão também ocorreu perto da residência do presidente americano, Donald Trump, em Mar-a-Lago.
A audiência foi organizada por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e por parlamentares democratas locais.
O comitê, de maioria republicana, investiga atualmente os crimes de Epstein. Integrantes democratas do grupo têm concentrado esforços em questionar a condução do governo Trump em relação aos arquivos do caso.
A audiência não tem poder legal, mas foi organizada para manter o caso Epstein em evidência.
Os congressistas democratas ouviram relatos sobre como Epstein e seus cúmplices escaparam da responsabilização por anos e sobre como as vítimas foram repetidamente abandonadas pelo sistema de Justiça.
Roza, identificada na audiência apenas pelo primeiro nome, afirmou que tinha 18 anos quando conheceu Brunel, em 2008, que "a prometeu uma carreira de modelo além dos meus sonhos".
"Por vir de uma situação financeira instável, eu era um alvo perfeito para a coerção", acrescentou Roza, em seu depoimento emocionado.
Roza afirmou que estava em Nova York com um visto em maio de 2009 e que, dois meses depois, conheceu Epstein na casa dele em West Palm Beach, enquanto ele cumpria prisão domiciliar.
Segundo Roza, Epstein então lhe ofereceu um cargo em sua Fundação de Ciência da Flórida. Pelo acordo firmado após sua condenação em 2008, ele tinha permissão para deixar a custódia por até 16 horas por dia, seis dias por semana, a fim de trabalhar na instituição.
"Um dia, a massagista dele me chamou para o quarto, onde Jeffrey [Epstein] me molestou pela primeira vez", afirmou Roza na audiência. "Nos três anos seguintes, fui vítima de estupros contínuos."
Epstein morreu em uma cela em Nova York em 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
Ele, que atuava também como financista, havia sido condenado em 2008 por aliciar uma menor de idade para prostituição e, desde então, era registrado como agressor sexual.
Um relatório publicado na terça-feira (12) por integrantes democratas do comitê de supervisão concluiu que um controverso acordo judicial negociado pelo advogado de Epstein em 2008 permitiu que ele "continuasse suas atividades de abuso e tráfico sexual por quase mais uma década".
Roza afirmou que os abusos cometidos por Epstein durante o período em que ele cumpria prisão domiciliar "faziam a Justiça parecer impossível", mas que ela "acabou encontrando coragem para pedir ajuda".
No entanto, Roza afirmou ter revivido o trauma depois que seu nome foi publicado acidentalmente nos arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, "enquanto os ricos e poderosos permaneceram protegidos por tarjas".
"Agora, repórteres do mundo inteiro entram em contato comigo. Não consigo viver sem olhar por cima do ombro. Só consigo imaginar o impacto de longo prazo que esse 'erro' terá na minha vida."
O Departamento de Justiça dos EUA já afirmou anteriormente que "leva a proteção das vítimas muito a sério" e informou ter retirado de seu site diversos arquivos relacionados a Epstein depois que as vítimas disseram que suas identidades haviam sido expostas por falhas nas tarjas aplicadas ao material. Segundo o departamento, os erros ocorreram por "falha técnica ou humana".
Maria Farmer, outra sobrevivente de Epstein, também prestou depoimento aos parlamentares em uma mensagem gravada. Ela afirmou ter denunciado os abusos do financista pela primeira vez em 1996 e acusou agências de segurança pública de deixarem de agir repetidamente.
"O governo precisa começar a dizer a verdade", afirmou.
LEIA TAMBÉM:
Grupo expõe arquivos Epstein e disponibiliza mais de 3 milhões de páginas para leitura
Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein; veja
OVNIs x Epstein: Posts do governo Trump sobre ETs são inundados por acusações de 'cortina de fumaça'

Casa Branca diz que reunião Trump-Xi foi ‘boa’, mas não menciona Taiwan

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’
Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim
A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira (14) em comunicado que a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, foi "boa" e que eles discutiram questões econômicas e geopolíticas. Algo notório é que um documento não mencionou a questão de Taiwan.
“O presidente Trump teve uma boa reunião com o presidente Xi, da China. Os dois lados discutiram formas de ampliar a cooperação econômica”, disse a Casa Branca em comunicado que descreveu como foi o encontro entre Trump e Xi, que durou pouco mais de 2h.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
AO VIVO: Acompanhe as últimas novidades sobre a visita de Trump à China
Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de 'portas abertas'
O texto, no entanto, não mencionou discussões sobre Taiwan, o que contrasta a versão do governo chinês sobre a reunião. Segundo a agência chinesa Xingua, Xi alertou a Trump para o risco de um "conflito" entre EUA e China caso a questão da ilha asiática não seja conduzida de forma adequada pelos dois países.
O fato de não haver qualquer referência a Taiwan no comunicado oficial dos EUA é notório porque Washington e Pequim travam uma disputa silenciosa e de palavras no âmbito diplomático sobre a ilha asiática. Nessa disputa, os termos utilizados e a menção ou não da questão em documentos oficiais pode ter uma repercussão futura em ações de ambos os países.
Taiwan, uma ilha no mar da China a cerca de 180 km do território chinês, tem um governo próprio e reivindica ser um país independente. No entanto, Pequim quer anexar a ilha e pressiona países do mundo a não reconhecê-la como uma nação. Por conta disso, Taiwan é uma das questões mais sensíveis para o governo Xi.
Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
O comunicado da Casa Branca disse também que Trump e Xi concordaram que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear e que o Estreito de Ormuz —canal que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo, fechado pelo Irã desde o final de fevereiro por conta da guerra— "precisa continuar aberto". A China é um dos principais aliados do regime iraniano.
Ainda segundo a Casa Branca, Trump e Xi discutiram caminhos para aumentar a cooperação econômica entre os dois países e reduzir a entrada nos EUA de matéria-prima precursora para produção do fentanil.
Encontro entre Trump e Xi na China
A reunião entre os dois líderes começou por volta das 23h, no horário de Brasília, de quarta-feira —final da manhã no horário local de Pequim. O encontro deixou as delegações dos dois países frente a frente e durou cerca de 2 horas e 15 minutos, segundo a Casa Branca.
Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026
Reuters
Trump foi elogioso durante o encontro com Xi: disse que os EUA têm um "futuro fantástico" com a China por conta de sua relação com o presidente chinês, a quem chamou de "amigo e grande líder".
O Xi, por sua vez, disse que a China e os EUA não devem ser rivais, e sim parceiros, e que a relação entre os dois países será decisiva em um momento de incerteza e de “encruzilhada” global.
Segundo o líder chinês, Xi disse que os interesses comuns de ambos os países superam as diferenças e, por isso, é necessário se esforçar para superar o que ele chamou de "armadilha de Tucídides" e forjar um novo modelo de parceria entre as duas maiores potências do mundo.
Leia mais sobre o encontro entre Trump e Xi aqui.

‘Crise de proporções ainda incalculáveis’: como a imprensa internacional noticiou conversa de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’
Flavio Bolsonaro
REUTERS via BBC
A imprensa internacional destacou a notícia sobre a conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na quarta-feira (13), o senador admitiu ter pedido a Vorcaro dinheiro para custear as gravações de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O que Flávio Bolsonaro disse sobre o caso Master antes de mensagens revelarem pedidos de dinheiro a Vorcaro
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Segundo reportagem do portal The Intercept Brasil, o valor negociado teria chegado a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025.
Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio enviou mensagens a Vorcaro cobrando a liberação dos recursos. Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada.
O jornal argentino La Nacion destacou a crise em uma reportagem intitulada "Revelado que Flávio Bolsonaro recebeu milhões de um banqueiro preso por fraude para produzir um filme sobre seu pai".
"Uma crise de proporções ainda incalculáveis abala a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, principal candidato da oposição à Presidência do Brasil, e ameaça reconfigurar o cenário político a menos de cinco meses das eleições", afirma a reportagem do jornal argentino.
O La Nacion afirma que o episódio "não só coloca o parlamentar potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência justamente quando as pesquisas refletem empate com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa das eleições presidenciais".
"A crise para o bolsonarismo está se aprofundando porque o escândalo parece ser apenas a ponta de um iceberg muito maior", disse o jornal, citando a investigação noticiada na semana passada sobre o senador Ciro Nogueira, aliado dos Bolsonaros.
Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
O jornal analisa também o potencial impacto da notícia sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
"Diante desse cenário, os apoiadores de Bolsonaro podem considerar um candidato alternativo, embora a sucessão presidencial seja complexa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que era o favorito dos mercados financeiros, está descartado da corrida presidencial de 2026, pois o prazo legal para deixar o cargo e concorrer à Presidência já expirou", diz o jornal.
"Isso deixa a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como o Plano B mais visível em termos de intenções de voto, apesar de seu relacionamento com os filhos de Jair Bolsonaro ser descrito como 'péssimo'."
O jornal The Washington Post destacou uma reportagem da agência de notícias Associated Press que diz que Flávio Bolsonaro "nega ter cometido qualquer irregularidade após pedir milhões a banqueiro".
"Horas antes de suas mensagens para o banqueiro se tornarem públicas, o senador Bolsonaro disse a jornalistas em Brasília que não tinha nenhuma ligação com Vorcaro. Ele havia feito o mesmo em março, depois que a imprensa brasileira noticiou que seu número havia sido encontrado em um dos celulares de Vorcaro apreendidos pela Polícia Federal", diz a reportagem.
A agência de notícias Reuters destacou a queda nos mercados financeiros no Brasil com a notícia do áudio de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. Segundo a agência, a notícia leva pessoas no mercado "a especular que isso poderia influenciar o resultado de uma acirrada disputa presidencial".
"A moeda brasileira caiu mais de 2%, fechando acima de R$ 5 por dólar pela primeira vez neste mês, enquanto o índice de referência da bolsa de valores, o Ibovespa, fechou em queda de 1,8%", diz a Reuters.
"Os supostos vínculos entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro poderiam prejudicar as ambições presidenciais do senador, que, segundo as pesquisas, está praticamente empatado com o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário simulado de segundo turno."
A agência de notícias Bloomberg também destacou a queda dos mercados no Brasil: "Real brasileiro desaba após reportagem ligando [Flávio] Bolsonaro a escândalo bancário".

Xi faz alerta sobre risco de conflito com os EUA durante encontro com Trump

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’
Xi faz alerta sobre risco de conflito com os EUA durante encontro com Trump Presidente chinês disse que, caso questão de Taiwan seja mal conduzida, relação entre os dois países entrará em uma situação 'muito perigosa'. Trump afirmou que reunião foi 'ótima'. O encontro ocorre em meio a tensões entre as duas principais potências econômicas mundiais, incluindo acusações de testes nucleares.. Durante a reunião, Xi alertou Trump sobre o risco de conflito entre os dois países por causa de Taiwan.. O presidente norte-americano chamou o líder chinês de "amigo" e afirmou ver um "futuro fantástico" nas relações entre China e EUA.. Xi também se reuniu com empresários norte-americanos.

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’

Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de ‘portas abertas’
Trump é recebido por Xi Jinping na China para reunião
Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, ficaram reunidos por mais de duas horas nesta quinta-feira (14), em um encontro histórico em Pequim. A reunião teve alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo. Trump foi recebido com um desfile militar e uma apresentação de crianças chinesas que carregavam bandeiras dos dois países, além de flores.
Logo no início, Xi falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças.
“Devemos ser parceiros, não rivais. Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, afirmou Xi.
Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um “futuro fantástico”.
No entanto, o tom mudou após a reunião entre as duas delegações passar a portas fechadas. Xi alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”.
Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências.
A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim.
Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas.
Enquanto o encontro acontecia, um porta-voz do governo de Taiwan afirmou que a ilha é “muito grata” ao apoio dos Estados Unidos.
Após o fim da reunião, Trump disse apenas que o encontro tinha sido “ótimo”, sem dar mais detalhes. O presidente retornou ao hotel onde está hospedado sem fazer declarações à imprensa.
'Armadilha'
Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026
Reuters
Ainda durante o encontro, Xi citou a chamada “armadilha de Tucídides” ao questionar se China e Estados Unidos conseguirão evitar um confronto entre grandes potências.
Segundo o presidente chinês, o mundo inteiro acompanha a reunião entre os dois líderes em um momento de mudanças profundas no cenário internacional. Em seguida, ele fez uma série de questionamentos a Trump.
“China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, afirmou.
🔎 A expressão “armadilha de Tucídides” é usada para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente desafia uma potência dominante.
O conceito foi inspirado nos escritos do historiador grego Tucídides, que analisou a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C.
Segundo essa interpretação, o crescimento do poder de Atenas gerou medo em Esparta, tornando o conflito praticamente inevitável.
O termo se popularizou com o cientista político norte-americano Graham T. Allison, ao ser aplicado à rivalidade entre Estados Unidos e China.
Trump chama Xi de amigo
Crianças recebem Donald Trump durante visita à China em 13 de maio de 2026
REUTERS/Maxim Shemetov/Pool
Ainda no início da reunião, Trump disse ter uma “relação fantástica” com Xi e afirmou que os laços entre os dois países “vão ser melhores do que nunca”.
“Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, afirmou Trump, dirigindo-se a Xi.
“Você é um grande líder. Digo isso a todo mundo. Às vezes as pessoas não gostam que eu diga isso, mas digo mesmo assim porque é verdade. Eu só digo a verdade.”
O presidente americano classificou o encontro como “uma honra como poucas” já vividas e disse acreditar em um futuro positivo para a cooperação entre as duas potências.
'Portas abertas'
Trump ao lado de Xi Jinping na China, em 13 de maio de 2026
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
Apesar de momentos de tensão no encontro, Xi Jinping também sinalizou interesse em ampliar a cooperação entre China e Estados Unidos em diferentes áreas.
Segundo a emissora estatal CCTV, o líder chinês afirmou que os dois países vão buscar uma relação “construtiva, estratégica e estável” como nova base para os laços bilaterais. De acordo com Xi, esse direcionamento deve orientar a relação entre as duas potências nos próximos três anos e além.
O presidente chinês disse ainda que China e Estados Unidos pretendem ampliar a cooperação em áreas como comércio, agricultura, saúde, turismo e aplicação da lei.
Em outra frente, Xi afirmou que a China abrirá ainda mais suas portas e que as empresas americanas estarão profundamente envolvidas na reforma e abertura econômica do país.
Segundo a agência estatal Xinhua, o líder chinês disse que empresas dos Estados Unidos terão perspectivas mais amplas no mercado chinês e que o país vê com bons olhos o fortalecimento da cooperação com investidores americanos.
Na área comercial, Xi afirmou que as equipes de negociação dos dois países alcançaram resultados equilibrados e positivos nas discussões recentes.
“Não há vencedores em uma guerra comercial”, afirmou.
VÍDEOS: mais assistidos do g1