‘Look Maduro’: Marco Rubio posa no Air Force One com moletom igual ao usado pelo venezuelano

Promotoria pede prisão de candidato da esquerda no Peru no dia em que ele avança ao 2º turno
Marco Rubio
X / Reprodução
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deu o que falar nas redes sociais depois que uma foto sua com um conjunto de moletom igualzinho ao usado pelo presidente deposto de Venezuela, Nicolás Maduro, foi postada pelo diretor de comunicações da Casa Branca.
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Steven Cheung, que é assistente do presidente Donald Trump, colocou a foto na rede social X nesta terça-feira (12) e brincou na legenda:
"O secretário Rubio arrasando com o Nike Tech 'Venezuela' no Força Aérea Um".
Nicolás Maduro e Marco Rubio, com o mesmo conjunto de moletom
Truth Social / X / Reprodução
Maduro estava usando o mesmo conjunto, da marca esportiva americana Nike, ao ser capturado no dia 3 de janeiro.
Na época, a roupa deu o que falar. A imprensa dos Estados Unidos afirmou que Maduro e sua esposa foram "arrastados do quarto" durante o ataque dos EUA e que o venezuelano foi surpreendido ou estava dormindo, o que explicaria o moletom usado por ele.
Os detalhes da primeira foto de Maduro capturado pelos EUA
Arte/g1

Israel diz que se reuniu secretamente com os Emirados Árabes Unidos durante guerra contra o Irã; EAU nega

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou os Emirados Árabes Unidos e se reuniu com o presidente do país, Mohammed bin Zayed, durante a guerra contra o Irã, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete nesta quarta-feira (13).
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O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos negou nesta quarta-feira (13) que Netanyahu tenha ido ao país e chamou de "infundadas" que quaisquer alegações sobre visitas não anunciadas.
Apesar disso, uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters afirma que o encontro ocorreu em Al-Ain, uma cidade oásis na fronteira com Omã, no dia 26 de março, e durou várias horas.
De acordo com a nota oficial do governo israelense, que não confirma esses detalhes, a reunião resultou em um “avanço histórico” nas relações entre os dois países – os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos estados árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel, oficializadas durante os Acordos de Abraão de 2020.
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O comunicado do governo israelense foi divulgado dois dias após uma reportagem, publicada pelo jornal americano "The Wall Street Journal" dizer que os Emirados Árabes estariam atacando secretamente o Irã durante a guerra no Oriente Médio. O país não reconhece publicamente os ataques.
Nesta terça-feira (12), o embaixador de Israel nos EUA, Mike Huckabee, afirmou que o país enviou baterias e pessoal do sistema de defesa aérea Domo de Ferro para o país. A informação foi confirmada por fontes à CBS News.
Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou, também nesta quarta, que o país permanece comprometido com soluções políticas e diplomacia em meio às tensões regionais.
Disse que os Emirados não buscaram o conflito e que trabalharam para evitá-lo, mas enfatizou o direito do país de defender sua soberania.
Ataques secretos do EAU contra o Irã
De acordo com a reportagem do Journal, um dos bombardeios secretos dos Emirados Árabes Unidos durante a guerra atingiu uma refinaria de petróleo iraniana, na ilha de Lavan, no Golfo Pérsico, no início de abril.
À época, Teerã disse que a refinaria havia sido atingida por um “ataque inimigo” e, como resposta, forças iranianas dispararam mísseis e drones contra os Emirados Árabes e o Kuwait.
Segundo o jornal, os Estados Unidos não se importaram com o ataque, já que o cessar-fogo ainda não tinha começado, e avaliaram de forma positiva o apoio do país na ofensiva.
Os Emirados Árabes estiveram entre os principais alvos do Irã durante a guerra, que segundo o WSJ, teve mais de 2,8 mil mísseis e drones lançados contra o país. O número é maior do que o de ataques contra Israel.
Suspeitas sobre a participação dos Emirados Árabes na ofensiva foram levantadas ainda em março, segundo o jornal, quando um caça que não pertencia aos Estados Unidos nem a Israel foi visto sobrevoando o Irã.

Obras para a Copa do Mundo atrapalham vida de trabalhadoras sexuais no México: ‘Querem nos expulsar’

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Uma profissional do sexo que se identificou como Pamela, de 40 anos, fala durante uma entrevista à AFP na Avenida Tlalpan — que leva ao Estádio Banorte, local da cerimônia de abertura da próxima Copa do Mundo — enquanto espera por clientes na Cidade do México, em 5 de maio de 2026.
Yuri Cortez / AFP
Uma ciclovia se interpõe entre uma avenida no México e a calçada onde Flor passeia com os seios à mostra à espera de clientes. "Nem assim consigo", lamenta essa trabalhadora sexual, temerosa de voltar novamente para casa sem dinheiro.
A via faz parte das obras da Copa do Mundo, que o país organiza em conjunto com Estados Unidos e Canadá.
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O aeroporto está um caos por causa das obras de remodelação, que avançam às pressas antes do pontapé inicial em 11 de junho. O mesmo acontece no metrô, com estações do turístico centro histórico em obras.
O governo acredita que tudo estará pronto a tempo para a primeira Copa do Mundo realizada em três países.
O trânsito em Tlalpan está parado. Essa avenida conecta o centro ao sul da Cidade do México, onde fica o estádio Azteca, palco do jogo de abertura entre as seleções do México e da África do Sul.
Mulheres de saias curtas e sapatos de salto alto passeiam pela calçada cercada por hotéis de curta estadia. Um ciclista passa em alta velocidade pela nova via e toca um apito para evitar acidentes com as trabalhadoras sexuais, que de vez em quando entram na ciclovia para tentar chamar a atenção dos carros.
"O governo não quer as trabalhadoras sexuais" e busca "nos expulsar" dessa avenida por onde passarão milhares de torcedores, denuncia Flor, de 55 anos. "A Copa do Mundo não me beneficia em nada, pois estou mais pobre do que ninguém."
Cerca de 15 mil trabalhadores sexuais atuam na capital mexicana, de um universo de 800 mil em todo o país, segundo a ONG Brigada Callejera de Apoyo a la Mujer.
'Limpeza social'
Uma profissional do sexo que se identificou como Montserrat espera por clientes na Avenida Tlalpan — que leva ao Estádio Banorte, local da cerimônia de abertura da próxima Copa do Mundo — na Cidade do México, em 5 de maio de 2026.
Yuri Cortez / AFP
Elvira Madrid, que fundou a brigada e coordena a Rede Mexicana de Trabalho Sexual, denuncia uma "limpeza social" para "mostrar um México de primeiro mundo".
Sua organização liderou um protesto na própria Tlalpan, onde a prefeitura inaugurou a ciclovia com pompa.
"A construção de ciclovias não é fácil", disse a prefeita Clara Brugada ao inaugurar a obra em 19 de abril. "Provocou muitas resistências, mas essa é a luta e essa é a transformação de mentalidade que queremos."
"Dizemos que a avenida Tlalpan é de todas e de todos", afirmou a política de esquerda.
A prefeitura afirmou que negocia com as trabalhadoras sexuais, embora os detalhes não sejam conhecidos.
Em 2025, César Cravioto, secretário de Governo, disse ao jornal mexicano 24 Horas que trabalhavam "em uma proposta" para "gerar direitos para as pessoas que se dedicam ao trabalho sexual", em meio a pressões por reconhecimento legal e seguridade social. Ele ainda não respondeu a um pedido de comentários da AFP
Cravioto falou em "estabelecer códigos de conduta, de vestimenta, horários, para que não afetem moradores da região". A proposta ficou nisso e, com o tempo, foi alimentada por rumores, como o de que as trabalhadoras sexuais usariam a camisa da seleção mexicana.
"Eu vou vir assim, normal, como sempre", responde Flor.
'Por que vamos fugir?'
Uma profissional do sexo que se identificou como Flor, de 55 anos, caminha pela Avenida Tlalpan — que leva ao Estádio Banorte, local da cerimônia de abertura da próxima Copa do Mundo — enquanto espera por clientes na Cidade do México, em 5 de maio de 2026.
Yuri Cortez / AFP
No cruzamento onde trabalha Monserrat Fuentes, surge de repente um caminhão disparado em direção a Tlalpan, sem parar na ciclovia. Em seguida vem outro carro, mais devagar, mas que igualmente para na pista à espera de passagem para a grande avenida.
Ela aponta com o dedo para ilustrar que sua reclamação não se limita ao trabalho. "Pode acontecer um acidente", sustenta essa mulher de 43 anos, 20 deles como trabalhadora em Tlalpan. Ela troca com habilidade, em plena calçada, os tênis e um vestido longo pelos saltos e a minissaia para trabalhar.
"Ao governo não importa o que digamos", assegura Monserrat.
Ela explica que, se antes atendia cinco clientes, agora tem que se contentar com um ou dois. Outra mulher relata, por exemplo, que no passado chegava a ganhar pouco mais de 160 dólares (R$ 780) em uma noite e agora não chega a 40 (R$ 196).
Monserrat já pensou em se mudar para outra área, embora rapidamente recue. "Por que vamos fugir?", questiona.
A noite avança e Flor precisa tomar uma decisão: ir embora enquanto o metrô ainda está funcionando ou esperar que haja tanto trabalho que sobre dinheiro suficiente para pagar um táxi.
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Copa do Mundo: como estão os preparativos para os EUA receberem a seleção do Irã?

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Irã enfrenta Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025.
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
Diante do conflito no Oriente Médio, a seleção de futebol do Irã não sabe se disputar a Copa do Mundo, que começa em menos de um mês, mas seus anfitriões nos Estados Unidos avançam a todo vapor nos preparativos para a recepção da equipe.
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No complexo esportivo que deve receber o 'Team Melli' na quente Tucson, no Arizona, os funcionários irrigam e cortam a grama metodicamente como estipulado pelas regras da Fifa.
O gramado é mantido "nas mesmas condições em que vão jogar, tanto em Los Angeles quanto em Seattle", disse à AFP Sarah Hanna, diretora do Complexo Esportivo Kino, onde joga o clube local FC Tucson.
"Estamos felizes em recebê-los e vamos proporcionar a eles uma experiência positiva. Para nós, está 100% confirmado e nunca foi colocado em dúvida (…) até que escutemos algo diferente da Fifa", acrescentou.
Entre 12 e 20 reuniões semanais são realizadas no complexo para coordenar os arranjos logísticos de hospedagem, alimentação e segurança da Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho.
O trabalho não foi paralisado apesar da incerteza em que se encontra a seleção iraniana desde fevereiro, quando EUA e Israel entraram em guerra com o Irã.
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Kino Sports Complex, local onde a seleção iraniana ficará durante a Copa do Mundo.
REBECCA NOBLE / AFP
O "ambiente seguro" para os iranianos
A Fifa insiste que a seleção estará na Copa do Mundo. Mas, na última sexta-feira (8), o presidente da Federação Iraniana citou 10 condições para participar, incluindo a questão dos vistos e o respeito à comissão técnica.
Washington poderia vetar a entrada de membros da delegação ligados à Guarda Revolucionária, o exército ideológico de Teerã, considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Teerã também exigiu segurança para sua equipe, ponto em que o presidente Donald Trump jogou mais lenha na fogueira. O republicano disse, em março, que a seleção seria bem-vinda, mas acrescentou em seguida que não via como "apropriada" a sua participação no torneio "por sua própria vida e segurança".
Em Tucson, cidade de maioria democrata, Hanna afirmou que as autoridades elaboraram "um plano de segurança adaptado", que prevê a maior parte dos treinos fechados ao público.
Jon Pearlman, presidente do clube local, busca acalmar as tensões. "Não acredito que o presidente Trump ou alguém em nosso governo queira fazê-los se sentirem indesejados ou em perigo. Eles vão criar um ambiente seguro porque queremos que nosso país continue sendo um anfitrião", afirmou Pearlman, que já vislumbra a Copa do Mundo Feminina de 2031.
Kino Sports Complex, local onde a seleção iraniana ficará durante a Copa do Mundo.
REBECCA NOBLE / AFP
Cidade de braços abertos
No Complexo Esportivo Kino, está previsto que os jogadores iranianos tenham uma academia equipada com aparelhos de musculação, banheiras de gelo e macas para massagem.
"Nós os recebemos de braços abertos. Somos parte da comunidade mundial do futebol (…) o jogo une as nações, não as separa", declarou Pearlman.
Um sentimento compartilhado na cidade de cerca de 540.000 habitantes, em ambos os lados do espectro político.
"Espero que eles se sintam bem-vindos aqui apesar do que estamos fazendo", disse Rob McLane, um crítico da guerra contra o Irã.
Por outro lado, os eleitores republicanos separam a política do esporte.
"Fico feliz que venham e não tenho más intenções nem reservas", comentou Michael Holley, um veterano que aprova a guerra por considerá-la necessária para impedir que o Irã desenvolva uma bomba atômica.
Para Holley, as palavras de Trump não deveriam ser lidas como uma ameaça. Ele "temia que os atletas fossem punidos por seu próprio governo se tivessem voz própria", comentou.
Já a comunidade iraniana que reside em Tucson está dividida. Para alguns, como Ali Rezaei, a seleção é um instrumento de propaganda do regime dos mulás.
"É impossível para mim apoiá-los. Se houver um protesto contra eles, talvez eu participe", afirmou.

Promotoria pede prisão de candidato da esquerda no Peru no dia em que ele avança ao 2º turno

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O candidato à Presidência do Peru Roberto Sánchez durante entrevista à agência de notícias Reuters no dia 10 de abril de 2026
Angela Ponce/Reuters
O Ministério Público do Peru pediu mais de cinco anos de prisão para o candidato presidencial Roberto Sánchez pelo suposto crime de declarar informações falsas ao órgão eleitoral sobre contribuições para sua campanha entre 2018 e 2020, informou nesta quarta-feira (13) o órgão.
No mesmo dia, foi confirmado que Sánchez vai disputar o segundo turno da eleição presidencial no Peru em junho contra a direitista Keiko Fujimori. Sánchez disputava uma vaga no segundo turdo com o candidato de extrema direita Rafael López Aliaga.
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Eleição no Peru tem investigados por corrupção e propostas radicais
A acusação contra Sánchez encontrou inconsistências nos relatórios financeiros do partido do líder esquerdista, Juntos pelo Peru, em campanhas para eleições regionais e municipais das quais participou, segundo um documento divulgado na imprensa local e cuja autenticidade foi confirmada nesta quarta-feira à AFP pela promotoria.
"A Roberto Sánchez é atribuída a autoria dos crimes de falsa declaração em procedimento administrativo e falsificação de informações sobre contribuições e receitas de organizações políticas", afirma a acusação.
O Ministério Público do Peru solicitou cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato.
O caso foi apresentado pela primeira vez aos tribunais em janeiro de 2026, mas a Justiça o rejeitou parcialmente e pediu aos promotores que o reformulassem.
O Poder Judiciário marcou para 27 de maio uma audiência para determinar se o caso seguirá para julgamento oral ou será arquivado.
Segundo a acusação, Sánchez teria recebido mais de 57 mil dólares em contribuições de integrantes do Juntos pelo Peru para atividades partidárias, que não foram declaradas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
"Durante anos tentaram sustentar uma mentira para me desacreditar politicamente. A Justiça já arquivou as acusações sobre um suposto uso pessoal de recursos econômicos do partido, porque jamais existiu fraude nem apropriação indevida", afirmou Sánchez em suas redes sociais.
Sánchez, com 12%, e López Aliaga, com 11,9%, disputam voto a voto a passagem para o segundo turno em uma apuração que avança com atraso devido a denúncias de irregularidades na votação de 12 de abril.
Com 99,94% dos votos apurados, Keiko Fujimori lidera os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.