Cidade nos EUA prepara força policial multilíngue para receber Copa do Mundo

Papa Leão XIV ameaça de excomunhão grupo católico ultratradicionalista que defende missas em latim
Elizabeth Gonzalez, da prefeitura de Houston, no Texas, responde perguntas de jornalistas durante coletiva sobre a Copa do Mundo em 11 de maio de 2026.
Maria Lysaker/Imagn Images via Reuters
A cidade de Houston, no Texas, preparou sua força policial para responder fãs da Copa do Mundo em 50 idiomas diferentes.
Segundo a prefeitura de Houston, os policiais utilizarão em seus uniformes um dispositivo capaz de realizar traduções simultâneas em 50 idiomas para auxiliar os turistas.
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O dispositivo, que ficará instalado na altura do peito, detecta o idioma original de quem fala e o traduz para o inglês para o policial, que por sua vez responde em inglês, e o dispositivo traduz a resposta de volta para o idioma original, o do ouvinte.
"Já o testamos em alemão, holandês, chinês e espanhol também. E, é claro, ele funciona", disse à agência de notícias AFP Ban Tien, chefe da Polícia de Trânsito Metropolitano do Condado de Harris, onde Houston está localizada.
A quarta maior cidade dos Estados Unidos, onde vivem 2,3 milhões de habitantes, vai sediar cinco partidas da fase de grupos, com seleções como Portugal de Cristiano Ronaldo, a Alemanha de Florian Wirtz e a Holanda de Virgil van Dijk. Houston também servirá de palco para uma partida da fase de 16-avos e outra das oitavas de final da Copa, que começa dia 11 de junho.
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Transporte público
A prefeitura de Houston afirmou também que congelará os preços das passagens de transporte público para o NRG Stadium, onde os jogos ocorrerão, em resposta ao temor de fãs em meio ao aumento de preços em outras cidades-sede do torneio.
As passagens permanecerão a US$ 1,25 (R$ 6,14) para os serviços locais de ônibus e metrô, e a US$ 4,50 (R$ 22,10) para o ônibus que faz o trajeto do aeroporto até o centro da cidade.
"Nossos preços permanecem os mesmos. Isso não vai mudar. Oferecemos transporte acessível para todos. É isso que faz de Houston um lugar tão acolhedor", explicou Anna Carpenter, da Metro, a agência de transporte público da cidade.
Assim como Houston, a cidade da Filadélfia também afirmou anteriormente que seus preços não serão alterados por conta da Copa.
A medida contrasta com a decisão de Nova Jersey, que aumentou em oito vezes as tarifas de trem para quem viaja rumo ao MetLife Stadium, nos arredores da cidade de Nova York, que chegarão a US$ 105 (R$ 515,6 na cotação atual).

Nobel da Paz presa no Irã, Narges Mohammadi sofre danos no cérebro e piora no quadro cardíaco, diz fundação

Papa Leão XIV ameaça de excomunhão grupo católico ultratradicionalista que defende missas em latim
Foto de Narges Mohammadi divulgada neste domingo (10) pela fundação que leva o nome da ativista. Não há confirmação sobre a data em que a foto foi tirada.
Narges Foundation Archive via AP
A ativista iraniana Narges Mohammadi, Nobel da Paz mantida presa pelo regime dos aiatolás no Irã, sofreu uma piora em seu estado de saúde, segundo informou seu instituto nesta quarta-feira (13). A fundação que leva seu nome afirmou que a ativista teve uma deterioração grave da condição cardíaca e do sistema nervoso.
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➡️ Mohammadi, de 53 anos, sofre de problemas cardíacos, que desenvolveu durante os mais de 20 anos que já passou na prisão (leia mais abaixo). Ativista pelo fim da pena de morte no Irã, ela se tornou o rosto dos protestos históricos pelos direitos das mulheres no país em 2023.
Sua fundação afirma que ela teve de ser submetida a um exame de avaliação angiográfica com urgência, que apontou "deterioração" da doença vascular e danos no cérebro.
"Os achados dessa avaliação angiográfica (…) indicam deterioração significativa e progressão da doença vascular. (…) Sua equipe médica anunciou hoje que uma parte do sistema nervoso central no cérebro, responsável pelo controle autônomo e pela regulação precisa da pressão arterial, sofreu comprometimento funcional", disse o instituto, em nota.
Nas últimas semanas, o estado de saúde da ativista se tornou crítico, segundo parentes, e, após apelos e pressão até do Instituto do Prêmio Nobel, o regime iraniano autorizou a liberdade condicional sob fiança de Mohammadi para que ela fosse levada a um hospital.
Iraniana Prêmio Nobel da Paz em 2023, Narges Mohammadi, está "entre a vida e a morte"
Mohammadi estava presa desde dezembro na prisão da cidade de Zanjan. Na prisão, ela sofreu um infarto e perdeu a consciência duas vezes, segundo seu instituto, além de desenvolver um coágulo sanguíneo no pulmão. Parentes afirmam também que ela foi espancada no presídio.
Desde que foi hospitalizada, a pressão arterial de Mohammadi tem oscilado entre extremamente baixa e extremamente alta, e ela está recebendo oxigênio para respirar e não consegue falar, segundo seu irmão.
A iraniana ainda tem 18 anos de prisão restantes.
“Devemos garantir que ela nunca retorne à prisão para cumprir os 18 anos restantes de sua sentença. Agora é a hora de exigir sua liberdade incondicional e a retirada de todas as acusações", disse a fundação à agência de notícias Associated Press.
A recomendação para que ela deixe a prisão partiu, inclusive, de uma comissão médica indicada pelo próprio regime iraniano. Após uma inspeção, os médicos declararam que, "devido às suas múltiplas doenças, ela precisa continuar o tratamento fora da prisão e sob a supervisão de sua própria equipe médica".
O Comitê do Nobel também chegou a pedir às autoridades iranianas que transferissem imediatamente Mohammadi para sua equipe médica dedicada em Teerã, afirmando que, “sem esse tratamento, sua vida continua em risco”.
Prêmio Nobel
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Narges Mohammadi, uma mãe de gêmeos e engenheira, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 enquanto estava na prisão
Há duas décadas, a ativista é uma das principais defensoras dos direitos das mulheres e da abolição da pena de morte no Irã, um dos países que mais utilizam esse método de punição no mundo. Ela já foi presa seis vezes, a primeira delas há 22 anos.
Desde janeiro de 2022, cumpre pena de 10 anos e 9 meses de prisão por espalhar propaganda contra o governo no presídio de Evin, em Teerã, conhecido por abrigar críticos do regime.
"Narges é uma defensora dos direitos humanos e uma pessoa que luta pela liberdade. Nós queremos apoiar sua luta corajosa e reconhecer milhares de pessoas que se manifestaram contra o regime teocrático de repressão e discriminação que tem como alvo as mulheres no Irã", declarou a presidente do Comitê do Nobel, Berit Reiss-Andersen, em 2023.
Mesmo atrás das grades, Mohammadi é atualmente vice-diretora do Centro de Defensores dos Direitos Humanos do Irã, organização não governamental liderada por Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2003.
👉 E se tornou um dos principais nomes da chamada revolução feminina, a onda de protestos de mulheres no Irã que começou com a morte de Mahsa Amini.
Amini era uma jovem de 22 anos que em setembro de 2022 viajava de férias com a família pelo Irã quando foi abordada pela chamada polícia da moralidade, que fiscaliza o cumprimento das normas de vestimentas impostas a mulheres iranianas.
A jovem foi presa por "uso incorreto" do véu, segundo a polícia iraniana, segundo quem ela usava o acessório mostrando um pouco do cabelo. Dois dias depois, ainda sob custódia policial, foi internada em estado grave, com lesões na cabeça. O caso começou a chamar a atenção no país, e a jovem morreu no hospital.
Instantaneamente, a morte de Mahsa Amini desencadeou um dos maiores movimentos contra o regime do Irã.
SAIBA MAIS
Vida de ativista vencedora do Nobel da Paz está nas mãos do governo iraniano, diz comitê do prêmio
A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz 2023, em foto de arquivo
Reuters

Estudantes fazem coreografia com bandeiras para receber Trump na China

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Jovens acenam bandeiras dos Estados Unidos e da China no desembarque do presidente dos EUA, Donald Trump, em Pequim, na China, em 13 de maio de 2026.
Evan Vucci/ Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,chegou a Pequim nesta quarta-feira (13) para uma visita de Estado ao presidente da China, Xi Jinping.
Ele foi recebido em uma cerimônia com tapete vermelho e jovens com bandeiras dos dois países que fizeram uma coreografia sincronizada com as bandeiras para recebê-lo.
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AO VIVO: Acompanhe detalhes da visita de Trump à China
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O Air Force One que transportava Trump e sua comitiva chegou nesta manhã à capital chinesa (início da noite pelo horário local). Com o presidente norte-americano, viajou também um grupo de empresários que tentarão costurar parcerias — o principal objetivo da visita, segundo o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado a empresas norte-americanas.
Entre eles, estava o bilionário Elon Musk, dono da Tesla.
Após a recepção, o presidente norte-americano seguiu para um hotel da capital chinesa, onde permanecerá no resto do dia (noite em Pequim).
No fim da noite, pelo horário de Brasília, ele será recepcionado por Xi Jinping na sede do governo chinês e visitará o Templo dos Céus, um dos principais complexos religiosos da China. Na sequência, os dois líderes farão uma reunião bilateral, e, depois, Trump voltará a Washington.
Posição estratégica, venda de armas e até chips: por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China
👉 Esta é a primeira vez que Trump e Xi se encontrarão desde o início da guerra dos EUA contra o Irã, tradicional aliado estratégico e econômico da China. Pequim não tem se posicionado sobre o conflito.
A reunião ocorre também em meio a um novo impasse nas negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra. Apesar disso, Trump afirmou na terça-feira (12) que não tratará da guerra no Oriente Médio com Xi Jinping e que não precisa da ajuda do líder chinês para dar um fim ao conflito.
"Eu não acho que precisamos de qualquer ajuda do Xi (Jinping) com o Irã. Eles [Irã] farão a coisa certa ou nós terminaremos o trabalho", declarou Trump ao deixar a Casa Branca para embarcar no Air Force One a caminho de Pequim.
Além da pauta econômica, os dois líderes também devem tratar de temas como:
Taiwan, o território que Pequim reivindica como seu, mas com quem EUA mantêm boas relações;
Inteligência Artificial: assessores do governo Trump têm demonstrado preocupação com o avanço de modelos desenvolvidos na China. A avaliação é que os países precisam criar um canal de comunicação para evitar conflitos;
Acordo comercial: os dois países ainda vivem uma trégua firmada em outubro de 2025, após uma guerra tarifária. O acordo foi alcançado no último encontro entre Trump e Xi Jinping. Desta vez, é esperado que Trump e Xi anunciem a criação de fóruns para facilitar o comércio e investimentos entre os dois países.
Trump é recebido por estudantes com coreografia de bandeiras na China
Reprodução/X

Secretário do governo Trump posa com mesmo conjunto de moletom usado por Maduro ao ser preso

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Marco Rubio
X / Reprodução
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deu o que falar nas redes sociais depois que uma foto sua com um conjunto de moletom igualzinho ao usado pelo presidente deposto de Venezuela, Nicolás Maduro, foi postada pelo diretor de comunicações da Casa Branca.
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Steven Cheung, que é assistente do presidente Donald Trump, colocou a foto na rede social X nesta terça-feira (12) e brincou na legenda:
"O secretário Rubio arrasando com o Nike Tech 'Venezuela' no Força Aérea Um".
Nicolás Maduro e Marco Rubio, com o mesmo conjunto de moletom
Truth Social / X / Reprodução
Maduro estava usando o mesmo conjunto, da marca esportiva americana Nike, ao ser capturado no dia 3 de janeiro.
Na época, a roupa deu o que falar. A imprensa dos Estados Unidos afirmou que Maduro e sua esposa foram "arrastados do quarto" durante o ataque dos EUA e que o venezuelano foi surpreendido ou estava dormindo, o que explicaria o moletom usado por ele.
Os detalhes da primeira foto de Maduro capturado pelos EUA
Arte/g1

Papa Leão XIV ameaça de excomunhão grupo católico ultratradicionalista que defende missas em latim

Papa Leão XIV ameaça de excomunhão grupo católico ultratradicionalista que defende missas em latim
O Papa Leão 14 durante seu primeiro Angelus em Castel Gandolfo
Getty Images
O Vaticano alertou nesta quarta-feira (13) que um grupo católico dissidente ligado à missa tradicional em latim corre risco de excomunhão caso siga adiante com planos de ordenar novos bispos sem autorização do papa Papa Leão XIV.
Na primeira ameaça conhecida da punição mais severa da Igreja Católica durante o papado de Leão XIV, o escritório doutrinário do Vaticano afirmou à Fraternidade São Pio X, sediada na Suíça, que qualquer ordenação de bispos sem consentimento papal configuraria um “cisma”, ou seja, uma ruptura formal com o papa.
A cerimônia planejada representaria “uma grave ofensa contra Deus e acarretaria a excomunhão prevista pela Igreja”, afirmou em comunicado o cardeal Victor Fernandez, chefe do escritório.
A Fraternidade São Pio X é um grupo ultratradicionalista que rejeita ensinamentos centrais do Concílio Vaticano II, encontro histórico de bispos realizado nos anos 1960 que promoveu diversas reformas na Igreja Católica.
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O concílio também permitiu que a missa, celebrada até então apenas em latim, passasse a ser realizada em idiomas locais. A Fraternidade rejeitou a mudança, alegando preferência pelo caráter mais formal e misterioso do rito em latim.
➡️ Pessoas excomungadas são consideradas totalmente separadas da Igreja. Elas ficam impedidas de receber sacramentos ou ocupar cargos religiosos até demonstrarem arrependimento. Caso morram excomungadas, também não podem receber funeral católico.
A Fraternidade São Pio X, que afirma ter 733 padres no mundo, mantém relações tensas com o Vaticano há décadas.
O fundador do grupo, o arcebispo Marcel Lefebvre, foi excomungado em 1988 após ordenar quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II.
O sucessor de João Paulo II, Bento XVI, tentou retomar o diálogo com o grupo e revogou as quatro excomunhões restantes.
A atual liderança da fraternidade anunciou em fevereiro que pretende ordenar novos bispos em julho, sem aprovação do Vaticano, alegando necessidade de ampliar o número de líderes religiosos do grupo.
A Igreja Católica considera um princípio rígido que apenas o papa pode autorizar a consagração de novos bispos, como forma de manter a ligação da Igreja com os 12 apóstolos de Jesus, considerados os primeiros padres e bispos.
A consagração sem consentimento papal gera excomunhão automática tanto para o bispo responsável pela cerimônia quanto para a pessoa ordenada.