Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por anos

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O que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China
A segurança na histórica Praça Tiananmen, em Pequim, foi reforçada nos últimos dias, com rumores nas redes sociais sobre um desfile especial ou algum grande evento.
Os preparativos para este grande evento começaram em tom discreto, mas a China parece estar pronta para realizar um espetáculo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A visita de Estado na quinta e sexta-feira (14 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu, um complexo de templos imperiais onde os imperadores rezavam por boas colheitas.
E tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping esperam que a visita dê frutos. Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos.
Por meses, as relações entre EUA e China foram uma prioridade menor para Trump. Seu foco tem sido a guerra em curso com o Irã, as operações militares no Hemisfério Ocidental e as preocupações domésticas.
Mas tudo isso muda nesta semana. O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo.
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Do ponto de vista econômico, a guerra comercial em curso com os EUA e o conflito no Irã podem ser más notícias para Xi, mas ideologicamente e politicamente são um presente, e ele sentirá que está em uma posição de vantagem.
Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos.
Um interlocutor do Irã?
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein
A China está tentando discretamente agir como pacificadora na guerra, que já está em seu terceiro mês. Pequim se juntou ao Paquistão como mediadora na guerra EUA-Israel contra o Irã.
Autoridades em Pequim e Islamabad apresentaram em março um plano de cinco pontos com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. E nos bastidores, as autoridades chinesas estão sutilmente incentivando que os iranianos venham para a mesa de negociações.
Não há dúvida, apesar de sua constante demonstração de força, de que a China está ansiosa pelo fim dessa guerra.
A economia chinesa já está enfrentando crescimento mais lento e desemprego maior. O aumento dos preços do petróleo fez subir o custo de itens feitos com petroquímicos, desde têxteis até plásticos. Para alguns produtores na China, os custos aumentaram em 20%.
A China tem reservas de petróleo invejáveis, e a liderança que assumiu em energias renováveis e carros elétricos isolou o país dos piores efeitos da crise de combustível. Mas a guerra está causando mais dor a uma economia desacelerada que depende fortemente de exportações. No entanto, se a China intervier para ajudar os EUA, ainda vai querer algo em troca.
A visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a Pequim na semana passada parecia destinada a mostrar o tipo de influência que a China tem no Oriente Médio.
Os EUA estavam observando de perto. “Espero que os chineses digam a ele o que precisa ser dito”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Que o que você está fazendo no Estreito está fazendo com que você fique globalmente isolado. Você é o vilão aqui.”
Os EUA também tentaram convencer a China a não bloquear uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando os ataques do Irã a navios que tentam transitar por Ormuz, depois que chineses e russos vetaram uma proposta anterior.
“Acho que se vamos trazer o Irã de volta à mesa de negociações de forma duradoura, acho que os EUA reconhecem que a China desempenhará algum papel”, diz Ali Wyne, consultora para relações EUA-China do International Crisis Group.
Trump, por sua vez, parece não se preocupar com a estreita relação da China com Teerã. Embora os EUA tenham recentemente sancionado uma refinaria com sede na China para transportar petróleo iraniano, o presidente minimizou na semana passada qualquer apoio chinês ao Irã durante o conflito.
“É o que é, certo?” ele disse a um jornalista americano. “Também fazemos coisas contra eles.”
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O futuro de Taiwan
Bandeiras dos EUA e de Taiwan são vistas em São Francisco
REUTERS/Stephen Nellis
O governo Trump tem enviado sinais contraditórios quando se trata de Taiwan.
Em dezembro passado, os EUA anunciaram um acordo de armas de US$ 11 bilhões com Taiwan, enfurecendo o governo chinês no processo. Trump, no entanto, minimizou a disposição dos EUA em defender Taiwan, que a China reivindica como seu próprio território.
“Ele considera que é parte da China”, disse Trump sobre Xi, “e isso depende dele, o que ele vai fazer”.
Ele também disse que Taiwan não reembolsa adequadamente os EUA por suas garantias de segurança, acrescentando que “não nos dá nada”. No ano passado, ele impôs uma tarifa de 15% sobre Taiwan e a acusou de ter tirado dos EUA a produção de semicondutores.
Na semana passada, Rubio disse que Taiwan será um tema da visita, embora o objetivo seja garantir que o assunto não se torne uma fonte de nova tensão entre as duas superpotências.
“Não precisamos que nenhum evento desestabilizador ocorra em relação a Taiwan ou a qualquer lugar do Indo-Pacífico”, disse ele. “E eu acho que isso é para o benefício mútuo dos EUA e dos chineses.”
Por sua vez, a China sinalizou que Taiwan é uma prioridade nessas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse na semana passada que esperava que os EUA fizessem as “escolhas certas” durante uma ligação com Rubio.
Pequim vem aumentando sua pressão militar enviando aviões de guerra e embarcações navais por Taiwan quase diariamente.
Alguns analistas acreditam que as autoridades chinesas podem estar pressionando por uma mudança de linguagem no texto sobre Taiwan, que foi cuidadosamente redigido em 1982. A política mais recente de Washington é que o país não apoia a independência de Taiwan. Pequim poderia pressionar por palavras mais fortes, como “os EUA se opõem à independência de Taiwan”?
“Eu simplesmente não acho que o presidente Xi aceite isso”, diz John Delury, membro do Centro de Relações EUA-China da Asia Society. “Mesmo que Trump diga algo meio fora do script que pareça alguma capitulação em relação a Taiwan, porque ele não é tão cuidadoso com o uso da linguagem, os chineses sabem que é melhor não dar muito peso a isso, porque ele pode reverter com uma postagem no Truth Social uma semana depois.”
Negociações comerciais críticas
Trump sofreu derrota após tribunal bloquear tarifaço anunciado no começo de abril
Carlos Barria/Reuters
Durante grande parte de 2025, os EUA e a China pareciam estar à beira de uma nova guerra comercial, que poderia abalar as bases da economia global.
Trump repetidamente aumentou e reduziu as tarifas sobre o maior parceiro comercial da América, às vezes atingindo taxas de mais de 100%.
A China respondeu reduzindo as exportações de minerais de terras raras para os EUA e a compra de exportações agrícolas americanas, atingindo agricultores em Estados-chave que votaram em Trump.
A temperatura esfriou consideravelmente desde que Trump e Xi se encontraram cara a cara na Coreia do Sul em outubro passado. A decisão da Suprema Corte de fevereiro que limitou o poder unilateral do presidente sobre tarifas também ajudou a reprimir os instintos comerciais mais voláteis de Trump.
No entanto, Trump e Xi ainda terão muito o que falar durante a cúpula de Pequim. O líder americano pressionará para aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA.
A China certamente pressionará os EUA a desistirem de uma investigação comercial anunciada recentemente sobre práticas comerciais injustas que poderiam dar a Trump a capacidade de reimpor tarifas mais altas sobre produtos chineses.
Isso será complicado para o lado americano.
“Pode ser difícil para os EUA desistirem das investigações de todas as práticas comerciais chinesas desleais, considerando o quão disseminadas e distorcidas elas ainda são”, diz Michael O'Hanlan, do Instituto Brookings, um think tank com sede em Washington.
O governo Trump também está convidando os CEOs da Nvidia, Apple, Exxon, Boeing e outras grandes empresas para acompanhá-lo nesta visita, de acordo com a Reuters.
Embora a China não dependa mais tanto dos EUA para o comércio quanto durante o primeiro mandato de Trump como presidente, Xi vai querer que este encontro corra bem, já que a China precisa de estabilidade na economia global.
Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de mais de 120 países, mas Xi sabe que não pode parecer confiante demais durante a visita de Trump.
“Desde que a visita prossiga sem problemas e Trump conclua que foi tratado com respeito, a calma instável no relacionamento bilateral perdurará. Se, por outro lado, Trump sair se sentindo desrespeitado ou menosprezado, ele poderá mudar de ideia”, diz Ryan Hass, do Instituto Brookings.
O futuro da IA
China anunciou uma série de tarifas sobre produtos dos EUA em retaliação ás tarifas de Trump.
Reuters
A China está em uma corrida para dominar o futuro. Ela está investindo pesadamente em IA e robôs humanoides. Isso faz parte do que Xi descreve como “novas forças produtivas” que ele espera impulsionem a economia da China.
Muitos formuladores de políticas dos EUA, no entanto, acreditam que a política oficial chinesa é cooptar ou roubar completamente a tecnologia dos EUA para promover suas indústrias domésticas. Isso levou a restrições à exportação dos microprocessadores mais recentes, por exemplo, apesar das objeções dos fabricantes americanos.
A resolução bem-sucedida para a espinhosa questão da propriedade e operação chinesas do popular aplicativo de mídia social TikTok foi um raro final feliz para as interações entre EUA e China sobre tecnologia, que frequentemente são assoladas por acusações e suspeitas.
Essa dinâmica está se manifestando na corrida para desenvolver sistemas de IA, talvez o principal novo desenvolvimento tecnológico dos tempos modernos. A questão é complicada por acusações dos EUA de que empresas chinesas como a DeepSeek estão roubando a inteligência artificial americana.
“Um capítulo inicial de uma guerra fria da IA está surgindo”, diz Yingyi Ma, do Brookings Institute.
“A Casa Branca acusou a China de roubo em 'escala industrial' de modelos americanos de IA, enquanto Pequim teria agido para impedir que a Meta adquirisse a Manus, uma startup de IA fundada na China agora com sede em Singapura. A disputa mais profunda não é sobre quem copia qual modelo, mas sobre o talento capaz de construir a próxima geração de IA de ponta.”
Os robôs da China são capazes de dar um espetáculo, fazendo movimentos de Kung Fu e correndo mais rápido do que humanos durante uma maratona em Pequim.
Mas, embora as empresas chinesas pareçam ser hábeis em construir os corpos desses robôs, muitas ainda estão trabalhando na programação do cérebro de suas novas criações. Para construir o que há de melhor, as empresas chinesas precisam de chips de computador de última geração, e eles são fabricados nos EUA.
É aqui que Pequim poderia usar sua influência sobre terras raras, um setor crítico que Trump cobiça abertamente. A China processa cerca de 90% dos minerais de terras raras do mundo, que são essenciais para toda a tecnologia moderna, de smartphones a parques eólicos, passando por motores a jato.
Assim, pode haver um acordo a ser feito. Os EUA podem ter terras raras chinesas em troca de chips de ponta. Isso é uma espécie de "Estreito de Ormuz da China" — ela pode interromper o fornecimento a qualquer momento.
Apesar de todo o terreno de políticas a ser coberto pelas duas partes, a visita de Trump será uma passagem rápida, com reuniões e eventos programados para quinta e sexta-feira.
Pode não haver muito tempo para os dois líderes chegarem a acordos profundos, mas mesmo um encontro tão breve pode definir a trajetória das negociações — e das relações — entre as duas superpotências por muitos anos.
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Como é míssil russo chamado de ‘Satanás’ pelo Otan, que passou por teste final?

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Rússia faz teste final de míssil com alcance de 35.000 km chamado de 'Satanás' pela Otan
A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) que fez o teste final de seu míssil balístico intercontinental Sarmat, que tem capacidade nuclear, alcance de até 35 mil quilômetros e pode viajar pelos dois polos e chegar à Europa em menos de dez minutos, segundo Moscou.
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O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, anunciou que o teste, a etapa final antes da utilização do míssil, foi concluído com sucesso.
👉 O RS-28 Sarmat faz parte de uma série de outros mísseis apresentados em 2018 como "invisíveis" por Vladimir Putin. Segundo Putin, o Sarmat é capaz de "derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos".
O Sarmat foi apelidado pela Otan de "Satanás" por conta de seu alcance e velocidade, além da capacidade de desviar dos radares.
Momento em que o Sarmat, míssil balístico intercontinental russo com capacidade nuclear e de atravessar os dois polos é lançado em teste final, em 12 de maio de 2026.
Ministério da Defesa da Rússia via Reuters
Como é o míssil russo chamado de 'Satanás'?
Com capacidade para transportar dez ou mais ogivas nucleares, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o RS-28 intercontinental foi desenvolvido para substituir os antigos R-36M soviéticos, criados ainda durante a Guerra Fria.
De acordo com o CSIS, o diferencial do Sarmat está na capacidade de percorrer rotas incomuns, inclusive passando pelos polos Norte e Sul, o que dificultaria sua detecção por sistemas tradicionais de defesa antimísseis.
O míssil também teria capacidade de carregar veículos hipersônicos Avangard, ogivas capazes de mudar de trajetória e velocidade durante o voo para escapar de interceptações.
O apelido “Satanás” vem da Otan e faz referência ao enorme potencial destrutivo do armamento. Autoridades russas afirmam que o sistema foi projetado para superar escudos antimísseis modernos dos Estados Unidos e da Europa.
RS-28, míssil russo chamado de 'Satanás' pela Otan.
Elaboração G1
Segundo o governo russo, o Sarmat é o míssil mais poderoso com a maior distância do mundo para atingir alvos, o que aumenta significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas do país.
“O Sarmat é o míssil mais poderoso com o maior alcance de destruição de alvos do mundo, o que aumentará significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas de nosso país”, afirmou o Ministério da Defesa.
Momento do lançamento do míssil russo balístico intercontinental Sarmat, durante teste final, em 12 de maio de 2026.
Reprodução/ g1
Este foi o segundo teste do RS-28 Sarmat, e também o final, segundo a Rússia. Um primeiro teste foi feito em 2018, e um segundo, em 2022.
Veja, abaixo, imagens do lançamento do Sarmat em teste em 2022:
Rússia testa míssil intercontinental
Imagem do Ministério da Defesa da Rússia mostra lançamento de míssil intercontinental balístico Sarmat em exercício na base de Plesetsk, em 2022
Ministério da Defesa da Rússia/AP Photo
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Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado dos EUA

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Trump posta mapa com a Venezuela sendo o 51º estado dos EUA
Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem que mostra a Venezuela como o 51º estado norte-americano. A postagem foi feita na rede social Truth Social.
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O conteúdo foi divulgado um dia depois de Trump sugerir que o país latino-americano poderia se tornar parte dos EUA. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, o presidente estaria “considerando seriamente” a possibilidade.
“A Venezuela ama Trump”, teria dito ele.
Ainda de acordo com a Fox News, o republicano citou as reservas de petróleo venezuelanas — avaliadas em US$ 40 trilhões — como principal motivo por trás da ideia.
Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro, integrantes da Casa Branca têm viajado com frequência entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração.
Ao mesmo tempo, os norte-americanos tentam estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez.
“A Venezuela é um país muito feliz neste momento”, afirmou Trump à jornalista Sharyl Attkisson, do programa Full Measure, em entrevista exibida em 10 de maio.
“Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado”, afirmou. “A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu.”
Após as falas de Trump, a presidente Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela nunca considerou se tornar o 51º estado dos EUA.
“E continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é uma história gloriosa de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre”, disse.
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Os 'novos' 51º estados de Donald Trump
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Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem feito declarações expansionistas envolvendo territórios estrangeiros.
O Canadá foi um dos primeiros alvos. Em maio do ano passado, o republicano afirmou que o país poderia ter acesso gratuito ao sistema antimíssil “Domo de Ouro”, sob uma condição: tornar-se o 51º estado norte-americano.
Segundo Trump, caso permanecesse independente, o Canadá teria de pagar US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema.
“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte do nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, publicou Trump em sua rede social, a Truth Social.
“Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido 51º estado. Estão considerando a oferta!”, acrescentou.
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra reunião com líderes europeus e mapa com Groenlândia, Canadá e Venezuela com bandeira dos EUA.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Ainda nesse contexto, Trump também pressionou a Otan a apoiar planos de anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em uma publicação, afirmou que a ilha é “vital” para o escudo antimíssil.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, Rússia ou China o farão — e isso não vai acontecer!”, escreveu.
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra ele fincando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Outro país citado por Trump foi Cuba. Em março, o presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”. A declaração ocorreu em meio à pressão dos EUA sobre a ilha, que enfrentava uma crise energética.
Diante desse cenário, o governo cubano iniciou negociações com Washington.
Cuba já estava na mira de Trump desde o primeiro mandato dele, entre 2017 e 2021. Na época, ele reverteu a política de abertura de Barack Obama e endureceu sanções contra o país.
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Faça ‘gols’ com segurança: Canadá oferece preservativos temáticos da Copa do Mundo

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Camisinhas comemorativas da Copa do Mundo no Canadá
Toronto Public Health
Enquanto Toronto, no Canadá, se prepara para a Copa do Mundo, a cidade quer ajudar as pessoas a marcarem "gols" com segurança entre quatro paredes. O governo local anunciou que vai oferecer preservativos gratuitos inspirados no futebol.
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Com mais de 300 mil visitantes esperados para o torneio, a Saúde Pública de Toronto (TPH, na sigla em inglês) distribuirá preservativos de edição limitada com seis designs que "celebram a energia dos jogos e promovem a saúde sexual."
A linha inclui "Block those shots!" (Bloqueie esses chutes!), "What a finish!" (Que finalização!) e "Peaches & Cream" (Pêssegos e creme), com a imagem de um pêssego e uma berinjela em frente a um gol.
Vídeos em alta no g1
Os preservativos e outros suprimentos para sexo seguro serão oferecidos em quatro clínicas de saúde sexual operadas pela TPH como parte da iniciativa CondomTO. A ação promove o sexo seguro e tem como objetivo conectar as pessoas aos serviços de saúde sexual.
“Estudos mostram que o uso de preservativo sempre que se faz sexo oral, anal ou vaginal diminui o risco de infecções sexualmente transmissíveis e transmitidas pelo sangue, HIV e/ou gravidez não planejada”, disse a unidade em seu site.
O Canadá é co-anfitrião da Copa do Mundo ao lado dos EUA e do México.
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Camisinhas comemorativas da Copa do Mundo
Reprodução/THP
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Em quarentena, passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus relatam experiência: ‘Parecia um filme’

Em quarentena, passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus relatam experiência: ‘Parecia um filme’
Jake Rosmarin em quarentena após ser evacuado de navio com surto de hantavírus
Reprodução/Tiktok
Alguns dos passageiros evacuados do cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, relataram nas redes sociais nesta segunda-feira (11) como foi o retorno para casa após dias de incerteza em alto-mar.
Depois de 41 dias de viagem e nove dias após o primeiro teste positivo para a doença, os passageiros começaram a ser repatriados e colocados em quarentena sob orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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VÍDEO: Passageiro mostra interior de cruzeiro antes de mortes por possível surto de hantavírus
Repatriação de passageiros de navio com hantavírus termina nesta segunda (11)
“Passando aqui rapidinho para avisar a todos que estou bem”, disse o criador de conteúdo norte-americano Jake Rosmarin em uma publicação no TikTok. Ele apareceu em uma foto na Unidade Nacional de Quarentena de Omaha, em Nebraska, nos Estados Unidos (veja acima).
“O voo de repatriação ocorreu sem problemas, e cheguei em segurança. Foram dias muito longos, mas espero poder voltar a dar mais atualizações em breve”, afirmou.
O MV Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions, começou a evacuar os passageiros em Tenerife, nas Ilhas Canárias, neste domingo (10), após dias de impasse sobre onde seria autorizado o desembarque.
A operação foi cercada por medidas sanitárias rigorosas. O navio sequer atracou no porto: passageiros foram retirados em botes infláveis e levados diretamente para aeronaves enviadas por seus países de origem. Passageiros espanhóis foram transportados em um avião militar para um hospital em Madri.
Emin Yogurtcuoglu e Melike Güner a bordo do Emin Yogurtcuoglu e Melike Güner.
Redes sociais
Entre os passageiros estavam os exploradores da vida marinha e documentaristas turcos Emin Yogurtcuoglu e Melike Güner, que compartilharam nas redes sociais relatos emocionados sobre a experiência.
“Graças a Deus, voltamos ao nosso país”, escreveu Güner após desembarcar na Turquia. Segundo ela, os dois permanecerão 42 dias em quarentena sob supervisão do Ministério da Saúde turco.
No mesmo dia, o casal anunciou que seus testes para hantavírus deram negativo.
“Ainda assim, continuaremos em quarentena durante todo o processo, por precaução”, disse Yogurtcuoglu. “Espero que nada aconteça durante a quarentena também e que, em breve, possamos voltar a saltar como golfinhos.”
Ao falar sobre os dias no navio, Yogurtcuoglu descreveu a situação como algo “que parecia um filme” e disse que pretende transformar a experiência em um livro.
O desembarque coincidiu com o aniversário de Güner. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, ele relembrou como os dois enfrentaram juntos os momentos mais tensos da viagem.
"Mais importante ainda: durante a crise do vírus mortal, nós protegemos e cuidamos um do outro. Enquanto o medo se espalhava ao nosso redor, tentamos espalhar confiança, união e companheirismo"
“Melike se tornou uma das pessoas mais especiais ao meu lado durante essa jornada. Nos meus momentos mais difíceis, ela sempre me manteve forte.”
Passageiros do navio ligado ao surto de hantavírus: Jake Rosmarin (à esquerda) e Emin Yogurtcuoglu e Melike Güner (à direita).
Reprodução/Redes sociais
Evacuação de passageiros
O navio de cruzeiro MV Hondius deixou nesta segunda-feira (11) Tenerife, nas Ilhas Canárias, após evacuar mais de 100 de seus passageiros em uma complexa operação iniciada no domingo, e navega rumo à Holanda com uma tripulação reduzida e o corpo de uma vítima fatal.
"Missão cumprida; acabamos de concluir a operação e o navio já zarpou", disse a ministra da Saúde espanhola, Monica Garcia.
Três pessoas morreram durante o surto: um casal holandês e um cidadão alemão. O hantavírus é geralmente transmitido por roedores selvagens, mas, em casos raros, pode haver transmissão entre pessoas após contato próximo.
A Organização Mundial da Saúde informou nesta segunda-feira (11) que há sete casos confirmados da cepa andina do hantavírus e outros dois casos suspeitos.
Entre os infectados está uma passageira francesa que testou positivo após o desembarque nas Ilhas Canárias. Segundo a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist, o estado de saúde dela estava piorando.
Mapa mostra trajetória e cronologia de surto de hantavírus em navio de cruzeiro, em abril de 2026.
arte/g1