Google e SpaceX discutem parceria para levar data centers ao espaço, diz jornal

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica
O Google, controlado pela Alphabet, está em negociações com a SpaceX, de Elon Musk, para um possível acordo de lançamentos de foguetes.
O objetivo é colocar em órbita centros de processamento de dados voltados à inteligência artificial, informou o "Wall Street Journal" nesta terça-feira (12).
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Segundo a reportagem, o Google também conversa com outras empresas do setor espacial para viabilizar o projeto.
Nem a SpaceX nem o Google comentaram imediatamente o assunto à Reuters.
Vídeos em alta no g1
Se o acordo for fechado, será mais um exemplo de aproximação entre Musk e empresas com as quais já teve divergências públicas no setor de inteligência artificial.
O empresário ajudou a fundar a OpenAI em 2015, em parte como uma resposta ao avanço do Google nessa área. Anos depois, porém, a SpaceX e o Google passaram a perseguir um objetivo semelhante: levar para o espaço a infraestrutura necessária para processar grandes volumes de dados usados em sistemas de IA.
A ideia consiste em instalar, em órbita, estruturas capazes de armazenar informações e realizar cálculos complexos. Esses centros de dados funcionariam de forma semelhante aos data centers em terra, mas seriam alimentados por energia solar captada diretamente no espaço.
O desenvolvimento dessa tecnologia é apontado como um dos principais projetos estratégicos da SpaceX e pode demandar investimentos elevados, além de superar desafios técnicos significativos.
Na semana passada, a Anthropic concordou em utilizar toda a capacidade computacional das instalações Colossus 1 da SpaceX, em Memphis, e manifestou interesse em colaborar no desenvolvimento de vários gigawatts de centros de dados orbitais.
No Google, a iniciativa é conduzida pelo Projeto Suncatcher, programa de pesquisa que busca conectar satélites movidos a energia solar equipados com as Unidades de Processamento Tensorial (TPUs), chips desenvolvidos pela empresa para acelerar tarefas de inteligência artificial.
A companhia pretende lançar um primeiro protótipo por volta de 2027, em parceria com a Planet Labs.
Cápsula da nave Starship em foto divulgada pela SpaceX em 11 de outubro de 2025
Divulgação/SpaceX

Não preciso da ajuda de Xi Jinping com o Irã, diz Trump antes de embarcar para encontro com o líder chinês

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica
Donald Trump na Casa Branca antes de embarcar para viagem a China, em 12 de maio de 2026.
Reuters/Evelyn Hockstein
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) que não precisa da ajuda do presidente da China, Xi Jinping, para encerrar a guerra que os EUA trava contra o Irã no Oriente Médio.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
"Eu não acho que precisamos de qualquer ajuda do Xi (Jinping) com o Irã. Eles [Irã] farão a coisa certa ou nós terminaremos o trabalho", declarou Trump ao deixar a Casa Branca para embarcar no Air Force One a caminho de Pequim.
➡️ Trump e Xi se encontrarão na quarta-feira (13) em Pequim, na China, para onde o norte-americano embarcou nesta tarde. A reunião ocorre em meio a um novo impasse nas negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra. A China, forte parceira estratégica e econômica do Irã, não tem se posicionado no conflito.
O presidente dos EUA minimizou as divergências com Xi sobre o Irã e as consequências do conflito sobre o mercado global de petróleo. "Nós vamos ter uma longa conversa dobre isso. Acho que ele tem sido relativamente bom, para ser sincero com você", afirmou.
No entanto, minutos depois, Trump acrescentou: "Temos muitas coisas para conversar, e o Irã não deve ser uma delas, para ser sincero com você, porque temos o Irã sob controle".
Trump afirmou ainda que Xi Jinping também irá aos Estados Unidos antes do fim deste ano.
Encontro entre Trump e Xi
O que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping?
O encontro dos líderes das duas principais potências econômicas mundiais será o segundo em menos de um ano. Em outubro de 2025, os dois fizeram uma reunião focada na guerra tarifária que travavam na ocasião e anunciaram acordos e uma pausa na batalha comercial.
Os dois líderes devem tratar de temas como:
Taiwan, o território que Pequim reivincida como seu, mas com quem EUA mantêm boas relações;
Inteligência Artificial: assessores do governo Trump têm demonstrado preocupação com o avanço de modelos desenvolvidos na China. A avaliação é que os países precisam criar um canal de comunicação para evitar conflitos;
Acordo comercial: os dois países ainda vivem uma trégua firmada em outubro de 2025, após uma guerra tarifária. O acordo foi alcançado no último encontro entre Trump e Xi Jinping. Desta vez, é esperado que Trump e Xi anunciem a criação de fóruns para facilitar o comércio e investimentos entre os dois países.
Trump e Xi Jinping no último encontro que tiveram, em Busan, na Coreia do Sul, em 2025.
Reuters/Evelyn Hockstein

Consumo de vinho no Brasil bate recorde em 2025 e avança na contramão do mercado global

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica
O Brasil foi um dos poucos destaques positivos no mercado mundial de vinhos em 2025. Enquanto o consumo global recuou 2,7%, o país registrou o maior volume de consumo de sua história, segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (12) pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Segundo maior mercado da América do Sul, o Brasil consumiu 4,4 milhões de hectolitros no ano passado. Um hectolitro equivale a 100 litros. O resultado representa um aumento de 41,9% em relação a 2024, quando o consumo havia sido excepcionalmente baixo.
No mundo, o consumo de vinho somou 208 milhões de hectolitros em 2025. De acordo com a OIV, as compras globais vêm encolhendo de forma contínua e já acumulam queda de 14% desde 2018.
Entre os principais mercados, a tendência foi predominantemente de retração. Na Argentina, o consumo caiu pelo quinto ano seguido, recuando 2,6% em relação a 2024, para 7,5 milhões de hectolitros.
Vídeos em alta no g1
Entre os dez maiores consumidores do mundo, apenas Portugal apresentou crescimento no ano passado, impulsionado pela demanda interna.
Segundo a OIV, a redução do consumo reflete mudanças nos hábitos dos consumidores e, desde a pandemia de covid-19, também a perda de poder de compra das famílias e o aumento dos custos e dos preços.
Três países tiveram papel importante nesse movimento: Estados Unidos, França e China.
Os Estados Unidos, que durante muitos anos lideraram o mercado mundial de vinhos, reduziram o consumo em 4,3% em 2025, para 31,9 milhões de hectolitros.
Na França, principal mercado da União Europeia, a queda foi de 3,2%, para 22 milhões de hectolitros, mantendo uma trajetória de redução observada há várias décadas.
Na União Europeia, responsável por 48% do consumo global, a Itália também registrou retração, de 9,4%, para 20,2 milhões de hectolitros. Alemanha e Espanha seguiram a mesma tendência.
Ao lado do Brasil, o Japão esteve entre os poucos países que apresentaram aumento no consumo de vinho em 2025.
A China, por sua vez, perdeu posições no ranking mundial. Atualmente, é o 11º maior consumidor de vinho, depois de ocupar a sexta colocação em 2020. Desde 2018, o país vem reduzindo suas compras de forma contínua.
Brasil também amplia área de vinhedos
O avanço brasileiro não se limitou ao consumo. O país também ampliou a área dedicada ao cultivo de uvas para vinho, em contraste com a tendência de retração observada em diversos produtores internacionais.
A Espanha, que possui a maior área de vinhedos do mundo, somava 919 mil hectares em 2025, uma redução de 1,3% em relação ao ano anterior.
Na América do Sul, a Argentina manteve a trajetória de queda iniciada em 2015 e encerrou 2025 com 196 mil hectares, 1,9% abaixo do registrado em 2024.
O Chile também continuou encolhendo sua área cultivada. Em 2025, os vinhedos do país ocuparam 154 mil hectares, uma queda de 3,7% no ano. Desde 2019, a área total recuou 27%.
Na direção oposta, o Brasil expandiu sua área de vinhedos pelo quinto ano consecutivo, alcançando 91 mil hectares em 2025, um crescimento de 9,6% na comparação com o ano anterior.
Garrafeira dos Sócios, um vinho tinto português especial.
Divulgação.

Trump chama jornalista de ‘burra’ ao responder pergunta sobre custo de obra na Casa Branca

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica
Trump chama repórter de burra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou uma jornalista de “burra” nesta terça-feira (12), ao responder perguntas antes de embarcar para a China. A declaração foi feita na Casa Branca, pouco antes de Trump seguir para a base aérea de Andrews.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Durante a conversa, o presidente foi questionado sobre a construção de um novo salão de baile no complexo presidencial. Ele disse que resolveu dobrar o tamanho da obra.
"O que aconteceu é que temos um salão de baile abaixo do orçamento. Ele está sendo construído bem aqui. Eu dobrei o tamanho, porque obviamente precisamos disso. E agora estamos dentro do orçamento, abaixo do custo e adiantados no cronograma", disse.
Na sequência, uma jornalista afirmou que o preço da obra havia dobrado, e Trump se irritou.
"Eu dobrei o tamanho, sua pessoa burra. Dá pra dobrar o tamanho. Você não é uma pessoa inteligente."
A Casa Branca compartilhou o momento em uma rede social.
O presidente disse ainda que espera concluir reformas na Casa Branca a tempo de uma visita do presidente da China, Xi Jinping, aos Estados Unidos. A viagem está prevista para o fim do ano.
“Xi virá para cá no final do ano. Isso vai ser empolgante. Só queria que o salão de baile já estivesse pronto”, afirmou.
Trump também citou obras no espelho d’água em frente ao Lincoln Memorial, em Washington.
LEIA TAMBÉM
Não preciso da ajuda de Xi Jinping com o Irã, diz Trump antes de embarcar para encontro com o líder chinês
Prefeita de cidade na Califórnia renuncia após admitir ser agente da China
Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 12 de maio de 2026
REUTERS/Evelyn Hockstein
VÍDEOS: mais assistidos do g1

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica

Itália reconhece três pais para criança em decisão judicial histórica
Bandeira da Itália em Roma
Wesley Bischoff/g1
Uma decisão judicial na Itália reconheceu legalmente três pais para uma criança de 4 anos, em um caso inédito que provocou reação de grupos conservadores. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) por veículos italianos e confirmada por Pasqua Manfredi, advogada de um dos pais.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A criança nasceu na Alemanha, onde vive com dois homens casados. Um deles é o pai biológico. A gestação ocorreu com a ajuda de uma mulher amiga do casal.
O outro pai, ítalo-alemão, adotou a criança conforme a lei alemã e pediu o reconhecimento da adoção também na Itália. O pedido foi negado por uma autoridade local, que levantou suspeita de barriga de aluguel no exterior — prática criminalizada pelo governo italiano.
Um tribunal de apelação em Bari, no sul do país, reverteu a decisão de forma definitiva. Os juízes entenderam que não houve acordo de barriga de aluguel.
Vídeos em alta no g1
Com isso, a decisão estabelece que a criança pode ter dois pais e uma mãe legalmente reconhecidos na Itália, assim como já ocorre na Alemanha.
“Não houve nenhum acordo secreto de barriga de aluguel. Este é um caso de três pessoas que querem ser pais da criança, e o tribunal reconheceu isso”, afirmou Manfredi à Reuters.
A decisão foi tomada em janeiro, mas veio a público no momento em que a Itália marca os 10 anos da aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
O grupo Pro Vita & Famiglia, que defende o que chama de valores familiares tradicionais, criticou a decisão. Em nota, afirmou que o reconhecimento legal dessas uniões “derrubou a lei da família” e expôs menores a “experimentos sociais e ideológicos”.
VÍDEOS: mais assistidos do g1