Relatório israelense acusa o Hamas de violência sexual em larga escala no ataque de 7 de outubro

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Mulher cola um adesivo com a inscrição "Casa" na foto de um refém libertado pelo Hamas, durante uma cerimônia no Festival de Música Nova, em Berlim, Alemanha, em 14 de outubro de 2025.
REUTERS/Lisi Niesner
Um relatório de uma comissão israelense publicado nesta terça-feira (12) acusa o Hamas e outros grupos palestinos de "violência sexual sistemática" e "em larga escala" durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, assim como durante o cativeiro dos reféns.
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O relatório de 300 páginas do órgão, criado em novembro de 2023 por uma jurista israelense, complementa outras investigações, em particular da ONU, e os depoimentos dos sobreviventes para documentar a magnitude da violência sexual cometida durante o ataque sem precedentes do grupo terrorista em território israelense.
A investigação envolve o dia do ataque e o período de cativeiro dos reféns capturados e levados para Gaza.
Após dois anos de investigação, este comitê criado especificamente para documentar os crimes sexuais atribuídos ao Hamas concluiu que "a violência sexual e de gênero foi sistemática, em larga escala e constituiu parte dos ataques de 7 de outubro e suas consequências".
"Em múltiplos locais e em diferentes fases do ataque, incluindo durante o sequestro, o transporte e o cativeiro (dos reféns), o Hamas e seus (aliados) recorreram repetidamente a táticas de violência sexual e tortura contra as vítimas", destaca o relatório.
"Os crimes foram caracterizados por uma crueldade extrema e um profundo sofrimento humano, muitas vezes infligidos com o objetivo de intensificar o terror e a humilhação", acrescenta o texto.
O relatório afirma que é baseado em "uma ampla documentação factual, que inclui depoimentos filmados originais de sobreviventes e testemunhas, entrevistas, fotografias, vídeos, processos oficiais e outras fontes primárias procedentes dos locais dos ataques".
Um dos testemunhos citados é o de Raz Cohen, um sobrevivente do festival de música Nova que afirmou: "Eu os vi a estuprando (…) e depois a mataram. E depois a estupraram de novo, mesmo quando ela já não se mexia", declarou.
O documento foi divulgado ao mesmo tempo em que o jornal "The New York Times" publicou uma investigação que afirma que guardas prisionais, soldados, colonos e interrogadores israelenses exercem violência sexual "generalizada" contra detidos palestinos, acusações que Israel rejeitou energicamente.
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Crimes contra a humanidade
Os autores do relatório afirmam que examinaram "mais de 10 mil fotografias e sequências de vídeo do ataque, o que representa um total de mais de 1.800 horas acumuladas de análise de material visual", e que organizaram "mais de 430 entrevistas, audiências ou reuniões (…) com sobreviventes, testemunhas, ex-reféns, especialistas e parentes" das vítimas.
A investigação conclui "inequivocamente" que "a violência sexual e de gênero constituiu um elemento central do ataque de 7 de outubro e do cativeiro dos reféns".
"Estes delitos constituem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de genocídio à luz do direito internacional", acrescenta a comissão civil.
O Hamas nega as acusações desde que foram apresentadas pela primeira vez, em 2023.
Durante o ataque surpresa dos islamistas, que romperam a barreira de fronteira entre Gaza e Israel e avançaram contra comunidades rurais, delegacias e postos militares, assim como contra o festival de música eletrônica Nova, celebrado a poucos quilômetros da Faixa de Gaza, 1.221 pessoas morreram do lado israelense, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.
Os milicianos sequestraram 251 pessoas em 7 de outubro de 2023, incluindo 44 que morreram no dia do ataque.
Dos 207 reféns vivos levados pelo Hamas, 41 morreram em cativeiro.
Os últimos reféns com vida, 20 homens, foram libertados em outubro de 2025, durante um cessar-fogo anunciado alguns dias antes por pressão dos Estados Unidos.
A prolongada campanha de retaliação de Israel devastou a Faixa de Gaza, onde sobrevivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que opera sob a autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Diante da magnitude das represálias israelenses, a África do Sul iniciou um processo na Corte Internacional de Justiça (CIJ), o principal órgão judicial da ONU, no qual acusa Israel de cometer um "genocídio" em Gaza.
Em uma decisão relevante em janeiro de 2024, sem se pronunciar sobre o mérito da questão, a CIJ pediu a Israel que evitasse qualquer ato de genocídio, advertindo para um "risco real e iminente de dano irreparável" para os palestinos.
A ONU estima que cerca 80% dos prédios em Gaza foram destruídos ou danificados
REUTERS

Reino Unido enviará drones, jatos e navios de guerra para missão no Estreito de Ormuz

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Reino Unido anuncia envio de navio de guerra para o Oriente Médio
O Reino Unido disse nesta terça-feira (12) que vai contribuir com equipamentos autônomos de caça a minas, caças Typhoon e o navio de guerra HMS Dragon para uma missão multinacional de defesa com o objetivo de assegurar a navegação no Estreito de Ormuz.
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O ministro da Defesa, John Healey, anunciou o compromisso durante uma cúpula virtual com mais de 40 ministros de outras nações envolvidas na missão. Segundo ele, a ação deve se tornar operacional quando as condições permitirem.
"Com nossos aliados, essa missão multinacional será defensiva, independente e confiável", disse ele em um comunicado.
A guerra do Irã reduziu drasticamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, interrompendo exportações de petróleo e elevando os preços da energia. Cerca de um quinto do petróleo do mundo passa pelo estreito.
A contribuição do Reino Unido inclui US$ 155 milhões (R$ 761 milhões) em novos financiamentos para drones de caça a minas e outros sistemas. A medida faz parte de um esforço de Londres para tranquilizar a navegação comercial e reforçar o compromisso com a liberdade de navegação.
O pacote deve incluir sistemas autônomos para detectar e remover minas navais, barcos drones de alta velocidade, jatos Typhoon para patrulhas aéreas e o HMS Dragon, um destróier de defesa aérea que já está a caminho do Oriente Médio.
O Reino Unido já tem mais de 1.000 militares na região como parte das operações de defesa existentes, incluindo equipes de combate a drones e esquadrões de jatos rápidos.
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Navio HMS Dragon, do Reino Unido, será enviado para o Estreito de Ormuz
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Jogador da NBA Brandon Clarke, de 29 anos, é encontrado morto; polícia investiga overdose

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Brandon Clarke, jogador do Memphis Grizzlies
Divulgação/NBA
O jogador da NBA Brandon Clarke, ala do Memphis Grizzlies, morreu aos 29 anos nesta terça-feira (12). A causa da morte ainda está sendo investigada, mas autoridades dos Estados Unidos tratam o caso como uma possível overdose, segundo o site TMZ.
Equipes de emergência foram acionadas por volta das 17h no horário de Los Angeles para uma casa onde o atleta estava hospedado. Quando os paramédicos chegaram ao local, Clarke já estava morto. Ainda segundo o TMZ, os agentes encontraram utensílios para uso de drogas no local.
Em comunicado, o Memphis Grizzlies lamentou a morte do jogador. “Estamos devastados pela trágica perda de Brandon Clarke. Brandon foi um companheiro de equipe extraordinário e uma pessoa ainda melhor, cujo impacto na organização e na comunidade de Memphis jamais será esquecido”, afirmou a franquia.
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A National Basketball Association (NBA) também se manifestou sobre a morte do atleta em nota assinada pelo comissário Adam Silver. “Estamos devastados com a notícia do falecimento de Brandon Clarke. Como um dos membros mais antigos do Grizzlies, Brandon era um companheiro de equipe querido e um líder que jogava com enorme paixão e garra”, disse.
A agência Priority Sports, responsável pela carreira do jogador, publicou uma homenagem afirmando que Clarke era “uma alma extremamente gentil” e alguém que “sempre estava ao lado dos amigos e familiares”.
Envolvimento com drogas
No início de abril, Clarke havia sido preso no estado do Arkansas, nos Estados Unidos, sob acusações de tráfico de substância controlada, posse de substância controlada, ultrapassagem indevida e excesso de velocidade. Antes disso, o jogador enfrentava uma sequência de problemas físicos, incluindo uma cirurgia no joelho.
A última partida de Clarke na NBA aconteceu em 20 de dezembro do ano passado, na derrota do Grizzlies para o Washington Wizards por 130 a 122.

Petrobras mira autossuficiência em diesel e gasolina até 2031

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Refinaria Alberto Pasqualini da Petrobras em Canoas
Diego Vara/Reuters
A Petrobras pode incluir, em seu próximo plano de negócios para o período de 2027 a 2031, iniciativas para produzir 100% da demanda de diesel e gasolina do Brasil, afirmou nesta terça-feira a presidente da estatal, Magda Chambriard.
Durante uma videoconferência para comentar os resultados trimestrais, Magda Chambriard disse que a empresa está avaliando projetos capazes de ir além da meta atual, que prevê a produção de 85% da demanda brasileira de diesel até 2030.
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"Com a guerra, com os resultados alcançados pela companhia e pela confiança que o mercado brasileiro tem na Petrobras, estamos tratando de forma segura e rentável analisar a oportunidade que muito provavelmente virá no nosso próximo plano de negócio de atingir a autossuficiência brasileira em diesel (e gasolina)", disse a executiva.
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Ela acrescentou que o governo brasileiro tem reconhecido o papel da Petrobras em fornecer combustíveis a preços acessíveis ao mercado interno.
"Essa parceria da Petrobras com o governo brasileiro tem sido, eu posso afirmar aos senhores, proveitosa para a Petrobras e proveitosa para a sociedade brasileira", disse.

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Presidente da Petrobras, Magda Chambriard na refinaria da Petrobras Gabriel Passos (REGAP)
Washington Alves/Reuters
A Petrobras avalia elevar "já, já" o preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas quer ter segurança de que o reajuste não comprometerá sua participação no mercado diante da concorrência com o etanol, afirmou nesta terça-feira (12) a presidente da estatal, Magda Chambriard.
"Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol", disse a executiva, em videoconferência com analistas de mercado.
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Isso porque a preocupação da empresa é evitar que um aumento mais forte da gasolina torne o etanol competitivo para o consumidor, reduzindo as vendas do combustível fóssil nos postos.
"Nós estamos tratando disso, vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas nós temos que ter certeza que esse mercado almejado continua nosso."
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Segundo Chambriard, essa análise se tornou ainda mais importante porque o preço do etanol recuou nos últimos 15 duas, impulsionado pelo avanço da produção e pelo início da safra de cana-de-açúcar.
Com o biocombustível mais barato, muitos motoristas podem optar por abastecer com etanol em vez de gasolina, dependendo da diferença de preços entre os dois combustíveis.
Reavaliar os preços é 'tarefa' da Petrobras
Na véspera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que, diante da disparada do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, há uma necessidade da Petrobras reavaliar continuamente os preços dos combustíveis no Brasil.
A declaração foi dada após encontro em Brasília com a presidente da empresa, Magda Chambriard. O governo é o controlador da Petrobras, que também tem ações negociadas na Bolsa de Valores.
Questionado se seria possível a estatal segurar por mais tempo a defasagem de 30% no diesel e de 65% na gasolina em relação aos preços internacionais dos produtos, conforme cálculo da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), Durigan afirmou que esse é um "tema da Petrobras".
"Eu não discuto isso com a Petrobras. O que eu tenho sentido é que há uma necessidade da Petrobras ir reavaliando esses preços. […] E o que Estado tem que fazer é, na medida em que a gente vê a guerra aumentando o custo no país, aumentando os preços, tem que se preparar, porque o Brasil não quer ser sócio da guerra", declarou o ministro da Fazenda.
*Com informações da agência de notícias Reuters