Cuba está pedindo ajuda, e EUA vão conversar com Havana, diz Trump

Rússia testa míssil balístico intercontinental que atinge 35.000 km e diz que vai lançá-lo até o fim do ano
O presidente Donald Trump em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11)
Foto AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12) que Cuba está "pedindo ajuda" e que seu governo "vai conversar" com a ilha caribenha. Trump também chamou o país de "fracassado".
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"Nenhum [político] republicano jamais falou comigo sobre Cuba, que é um país fracassado e só está indo em uma direção — para baixo! Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
O presidente norte-americano não deu mais detalhes sobre quando essas conversas ocorreriam com Havana, ou qual seria o teor delas. O governo cubano não havia confirmado a versão de Trump até a última atualização desta reportagem.
A fala de Trump ocorre em meio a uma campanha de pressão contra Cuba, que inclui um bloqueio marítimo —que causou uma crise energética e humanitária na ilha— e ameaças de derrubar o governo com uma intervenção militar.
A campanha de pressão tem alternado entre falas mais inflamatórias e moderadas nos últimos dias. Inclusive, a publicação de Trump dialoga com um anúncio na semana passada do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, de que os EUA enviariam ajuda humanitária a Cuba.
Segundo Rubio, Washington forneceu US$ 6 milhões (cerca de R$ 29,5 milhões) em ajuda humanitária a cubanos por meio da Igreja Católica, e outros US$ 100 milhões (R$ 490,5 milhões) ao governo cubano.
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Irã ofusca encontro entre Trump e Xi Jinping

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Em seu terceiro mês, a guerra dos Estados Unidos contra o Irã, com foco na turbulência no Estreito de Ormuz, deve impactar a reunião de cúpula entre os líderes das duas superpotências, que controlam 40% da atividade econômica mundial.
O presidente americano, Donald Trump, que chega nesta quarta-feira (13) a Pequim, recorrerá ao presidente da China, Xi Jinping, para pressionar o regime teocrático a um acordo que ponha fim ao conflito.
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Os dois países têm este interesse em comum, mas a China está numa posição melhor, pela influência que exerce sobre a República Islâmica. No ano passado, cerca de 80% do petróleo iraniano foram comprados, a baixo custo, por Pequim.
O fechamento do Estreito de Ormuz prejudica, sem dúvidas, as exportações chinesas e ameaça abalar a economia do país, que enfrenta crescimento lento, desemprego alto e aumento de preços de energia.
Ainda assim, na primeira visita em nove anos de um presidente dos EUA à China — o último foi o próprio Trump — Xi se encontra em vantagem sobre ele em relação ao conflito no Irã.
A crise no Oriente Médio, intensificada por declarações erráticas do governante americano, empurrou os líderes ocidentais na direção de Pequim e fortaleceu Xi no papel de mediador discreto.
O presidente Donald Trump, à esquerda, e o presidente chinês Xi Jinping posam antes da reunião de cúpula no Aeroporto Internacional de Gimhae, em Busan, Coreia do Su
Foto AP/Mark Schiefelbein
O presidente americano desembarca na capital chinesa enfraquecido pelo vaivém de negociações infrutíferas e a perspectiva de prolongar um conflito militar do qual ele precisa sair e virar a página, a tempo das eleições de novembro.
A última proposta enviada no domingo pelo Irã foi considerada totalmente inaceitável por ele, que classificou o atual cessar-fogo em estado gravíssimo, “respirando por aparelhos”.
“Os EUA estão lutando sem vencer, e a China está vencendo sem lutar. Os chineses estão sendo impactados negativamente por causa do custo de energia, mas ao mesmo tempo, a China está ganhando muito com essa situação.”, avaliou à CNN Joerg Wuttke, ex-presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China, que morou no país por quase três décadas.
A agenda deste G2, como Trump gosta de chamar suas reuniões com Xi, prevê debates sobre terras raras, inteligência artificial e a trégua tarifária acertada na última cúpula em Seul, em outubro passado, que reduziu as tensões entre os dois países.
A expectativa por um megapacote de acordos comerciais nesta visita é limitada. Em busca de um reequilíbrio na relação com a China, o presidente americano espera retornar a Washington, na sexta-feira (15), com escassas vitórias, como a venda de aviões da Boeing e de produtos agrícolas.
Mas a ansiedade pelo fim da guerra no Irã e por um acordo que reabra, com segurança, a via marítima controlada pelo regime no Golfo Pérsico, deve ofuscar os outros temas sensíveis agendados para este encontro.

Guerra no Irã já custou R$ 142 bilhões, diz Pentágono

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Guerra no Oriente Médio: EUA rejeitaram contraproposta do Irã
A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já custou US$ 29 bilhões – o equivalente a cerca de R$ 142 bilhões – aos cofres norte-americanos, afirmou nesta terça-feira (12) um alto funcionário do Pentágono.
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Jules Hurst, que está exercendo as funções de controlador do orçamento gasto no confronto, falou a legisladores dos EUA e afirmou que esse valor inclui reparos e substituição de equipamentos atualizados, além de custos operacionais.
A soma é US$ 4 bilhões acima da declarada, há pouco menos de duas semanas, pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, durante uma sabatina no Congresso, na primeira vez que o governo dos EUA falou publicamente sobre os custos da guerra.
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e chefe das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, comparecem em audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados norte-americana no Capitólio, em Washington, D.C., em 29 de abril de 2026.
REUTERS/Kylie Cooper
No dia 29 de abril, Hegseth foi questionado sobre a proposta de Orçamento de 2027 das Forças Armadas, que o governo Trump propõe elevar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhões). Ele confirmou que o presidente pretende levar a proposta adiante e argumentou que os EUA precisam "construir um Exército que nossos adversários temam".
O secretário e o chefe das Forças Armadas também defenderam necessidade de mais drones, de sistemas de defesa antimísseis e de navios de guerra. E Hegseth negou que o conflito seja um "atoleiro", diante de críticas tanto de democratas quanto de republicanos de que a guerra esteja durando mais que o previsto.
"A guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã", declarou.
Congressistas acusam o governo Trump de não consultar o Legislativo antes de iniciar o conflito, que atualmente está em um período de cessar-fogo. Deputados chegaram a tentar aprovar resoluções para limitar os poderes do presidente dos EUA na guerra, mas as medidas não passaram.
EUA e Irã estão atualmente em um impasse nas negociações para finalizar a guerra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira (11) como “estúpida” e "lixo" a mais recente proposta apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e afirmou que o cessar-fogo entre os dois países, em vigor há mais de um mês, está “por um fio”.
Nesta terça-feira, um porta-voz do Parlamento iraniano afirmou que o regime vai avaliar a possibilidade de enriquecer urânio a 90% de pureza, suficiente para construir uma ogiva nuclear, caso os Estados Unidos retomem os ataques na guerra.
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Grupo expõe arquivos Epstein em Nova York e disponibiliza mais de 3 milhões de páginas para leitura

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Imagem disponibilizada pelo Institute of Primary Facts.
Institute of Primary Facts/Divulgação
Uma organização de defesa da transparência nos Estados Unidos abriu uma exposição temporária em Nova York com as mais de 3,5 milhões de páginas de documentos ligados ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Batizada de “Sala Memorial de Leitura Donald J. Trump e Jeffrey Epstein”, a mostra reúne todos os arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sob a chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.
"A Sala de Leitura foi criada para manter a atenção pública sobre os crimes de Epstein e da classe de Epstein, para desafiar as tentativas desesperadas do governo Trump de abafá-los e para apoiar os sobreviventes em sua busca por justiça. Somos apenas uma parte de um movimento muito maior", diz uma mensagem no site do Institute of Primary Facts, grupo sem fins lucrativos responsável pela iniciativa.
Segundo os organizadores, os documentos foram encadernados em 3.437 volumes, organizados em estantes em um espaço no bairro de Tribeca, em Manhattan. “A verdade é difícil de negar quando está impressa e encadernada para você ver”, afirma o instituto.
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A exposição também inclui uma linha do tempo sobre a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.
Trump e Epstein foram próximos por décadas, antes de um suposto rompimento em 2004, segundo relatos da imprensa americana. O presidente nega qualquer irregularidade, apesar de seu nome aparecer diversas vezes nos chamados “Arquivos Epstein”.
O acesso aos documentos exige registro prévio pela internet. No entanto, o público geral não pode consultar diretamente os arquivos devido a falhas do Departamento de Justiça ao ocultar nomes de algumas vítimas presentes nos documentos.
As fotos de Trump do acervo de Epstein
Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA / Divulgação
Jornalistas, advogados e outros profissionais específicos podem receber autorização para acessar o material.
Um dos criadores do projeto, David Garrett, afirmou à agência France-Presse que o objetivo da exposição é provocar debate público sobre a divulgação dos documentos.
“Somos uma organização pró-democracia, com o objetivo de educar o público usando esse tipo de museu temporário e outras experiências presenciais para ajudar as pessoas a entender a corrupção nos Estados Unidos e os perigos para a democracia”, disse.
Garrett também criticou a forma como o governo Trump conduziu a divulgação dos arquivos.
“Precisamos de uma verdadeira indignação pública”, afirmou. “O que tentamos fazer aqui foi criar, ou ajudar a criar, indignação pública para que haja responsabilização real.”
* Com informações da Agência France-Presse

Rússia testa míssil balístico intercontinental que atinge 35.000 km e diz que vai lançá-lo até o fim do ano

A Rússia anunciou ensta terça-feira (12) que fez o teste final de seu míssil balístico intercontinental Sarmat, com capacidade nuclear e de alcançar alvos a até 35 mil quilômetros de distância.
O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, anunciou que o teste foi concluído com sucesso. Após a informação, o presidente russo, Vladimir Putin, disse queplaneja colocar o Sarmat em operação até o final deste ano.
Este foi o segundo teste do Sarmat, e também o final, segundo a Rússia. Veja, abaixo, imagens do lançamento do primeiro teste do Sarmat, em 2022:
Rússia testa míssil intercontinental
Esta reportagem está em atualização.