UE avalia proibição de redes sociais para menores e regulação de modelo de negócios de plataformas

Confrontos entre o Hezbollah e Israel continuam apesar do cessar-fogo; SIGA
A União Europeia está desenvolvendo uma legislação para regular os modelos de negócios das plataformas de mídia social, com o objetivo de proteger os menores, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (12). Uma proposta legislativa comum para proibir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais também será apresentada pelo bloco nos próximos meses.
Um painel de especialistas europeus em proteção infantil online deve apresentar suas recomendações à Comissão sobre uma possível proibição do uso de redes sociais por menores até agosto. "Sem querer antecipar as conclusões deste grupo de especialistas, acho que precisamos considerar a introdução de um adiamento no acesso às redes sociais", disse von der Leyen. "Dependendo dos resultados, poderemos apresentar uma proposta legislativa" nos próximos meses, afirmou, em discurso durante uma cúpula sobre inteligência artificial (IA) e crianças, em Copenhague.
Von der Leyen não especificou o conteúdo ou os detalhes da proposta. Ela já havia declarado que apoiava a proibição do uso de redes sociais por crianças, sem chegar a defendê-la no âmbito da UE. A criação do painel de especialistas para estudar o tema foi anunciada em setembro passado pela presidente da Comissão.
Pouco tempo depois, uma comissão do Parlamento Europeu propôs restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais e aos assistentes de inteligência artificial sem autorização dos responsáveis.
Atualmente, a legislação europeia permite que os Estados-membros do bloco escolham a idade mínima exigida para que usuários possam acessar as redes sociais. Vários países da UE seguiram o exemplo da Austrália e estão trabalhando para estabelecer uma maioridade digital para o uso de redes sociais, como a Espanha, a Dinamarca e a França, que defende elevar essa idade para 15 anos, tanto no território francês quanto em nível europeu.
"Privação de sono, depressão, ansiedade, automutilação, comportamentos viciantes, cyberbullying, manipulação sexual, exploração, suicídio: os riscos estão se multiplicando rapidamente", enfatizou a presidente da Comissão Europeia. Os inúmeros danos causados aos menores pela exposição às mídias sociais não são acidentais, "mas o resultado de modelos de negócios que tratam a atenção de nossas crianças como uma mercadoria", afirmou.
Reforço das leis existentes A Comissão Europeia vai focar especificamente em "práticas de design viciantes e prejudiciais" de plataformas como TikTok, X, Instagram e Facebook, no âmbito da Lei de Equidade Digital (DFA, na sigla em inglês), cuja proposta é esperada até o final do ano.
“Estamos tomando medidas contra o TikTok e o seu design viciante, a rolagem infinita, a reprodução automática e as notificações push. O mesmo se aplica ao Meta, uma vez que acreditamos que o Instagram e o Facebook não estão respeitando a sua própria idade mínima de 13 anos”, explicou Ursula von der Leyen.
A DFA também pretende impor limites rigorosos ao uso de inteligência artificial nas mídias sociais, explicou, ao mesmo tempo em que defendeu uma idade mínima para o acesso às plataformas. "A questão não é se os jovens devem ter acesso às mídias sociais, mas se as mídias sociais devem ter acesso aos jovens".
Segundo a presidente da Comissão, esse futuro regulamento visa reforçar a Lei de Serviços Digitais (DSA), que já exige que as principais plataformas intensifiquem seus esforços contra conteúdos ilegais e prejudiciais.
A Comissão também abriu um processo contra o X e sua ferramenta de inteligência artificial, o Grok, que pode ser usada para criar imagens sexualmente explícitas de mulheres e crianças.
*Com AFP e Reuters
Meta, dona do Instagram e do Facebook, anuncia fim do sistema de checagem de fatos nos EUA
Reprodução/TV Globo

A história dos golfinhos suicidas treinados na União Soviética que o Irã comprou da Ucrânia

Confrontos entre o Hezbollah e Israel continuam apesar do cessar-fogo; SIGA
Crescem as suspeitas de que o Irã poderá usar golfinhos adestrados para atacar navios dos Estados Unidos no Golfo Pérsico
Getty Images via BBC
Uma pergunta curiosa surgiu na entrevista coletiva do Pentágono no último dia 5 de maio, em meio às questões habituais sobre a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã:
"O Irã está usando golfinhos suicidas?"
Um repórter do jornal americano The Daily Wire pediu ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que explicasse os "relatos sobre o uso de golfinhos kamikazes" no conflito.
"Não posso confirmar nem desmentir a existência dos nossos próprios golfinhos suicidas, mas posso confirmar que eles não têm nenhum", declarou Hegseth.
O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, também se pronunciou a este respeito.
"Parece a história dos tubarões equipados com raios laser, não?", respondeu ele.
Os comentários faziam referência a uma reportagem publicada cinco dias antes pelo jornal americano The Wall Street Journal, com o título "Irã busca desesperadamente uma solução para o bloqueio americano que não consegue romper".
A publicação destaca que o bloqueio naval americano ao estreito de Ormuz deixou claras as deficiências da estratégia iraniana para controlar aquela importante rota marítima e que o Irã buscava uma forma de superá-las.
"Autoridades iranianas afirmaram que Teerã poderia utilizar armas nunca antes empregadas, de submarinos até golfinhos equipados com minas para atacar os navios de guerra americanos", segundo a reportagem.
"A Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou intensificar as tensões, cortando os cabos de fibra óptica no estreito de Ormuz, o que interromperia o tráfego global de internet."
Entenda como os EUA usam golfinhos em guerras
Longo histórico
O uso militar dos golfinhos pode parecer absurdo, mas é uma prática que existe há décadas.
A BBC noticiou, 26 anos atrás, que o Irã havia comprado golfinhos suicidas da Ucrânia.
A reportagem informava que Teerã havia adquirido animais treinados por membros da extinta marinha soviética. Mas, naquele no momento, não se sabia ao certo o que eles fariam no Golfo Pérsico.
Especialistas russos haviam adestrado os golfinhos e outros mamíferos aquáticos para atacar barcos e mergulhadores inimigos. Mas, devido aos cortes orçamentários verificados após o colapso da União Soviética (1922-1991), muitos deles foram transferidos para uma coleção particular, a fim de realizar espetáculos para os turistas.
Seu principal instrutor, tanto militar quanto civil, se chamava Boris Zhurid. Ele começou sua carreira como oficial de submarinos e se formou posteriormente em uma escola de medicina.
Naquela época, afirmava-se que ele teria vendido todos os animais aquáticos para o Irã porque não poderia custear sua alimentação e manutenção.
"Se eu fosse uma pessoa cruel, poderia ficar em Sebastopol [na península da Crimeia, sob controle da Ucrânia até 2014], mas não consigo ver meus animais passarem fome", declarou Zhurid, na época, ao jornal russo Komsomolskaya Pravda.
"Seus remédios custam milhares de dólares e já se esgotaram", explicou ele. "E não temos mais peixes, nem suplementos alimentares."
Uma reportagem daquela época, publicada pela BBC, afirmava que um total de 27 animais foram transportados de Sebastopol para o Golfo Pérsico em um avião de transporte. Eles incluíam botos, leões-marinhos, focas e uma baleia beluga, além de golfinhos.
Zhurid treinou quatro golfinhos e uma beluga em uma base naval no oceano Pacífico, até que eles foram transportados para a Crimeia, em 1991. Os animais foram treinados para atacar mergulhadores inimigos com arpões presos ao lombo ou arrastá-los até a superfície para que fossem capturados.
Os golfinhos também podiam atacar navios inimigos com ataques suicidas, carregando minas que explodiam com o impacto contra o casco. Conta-se que esses golfinhos sabiam diferenciar os submarinos soviéticos dos estrangeiros, pelo som das suas respectivas hélices.
O Komsomolskaya Pravda noticiou, na época, que a pesquisa de Zhurid era essencialmente de caráter militar e descreveu os golfinhos como "mercenários".
"Na verdade, o Irã comprou nossa antiga arma secreta da Ucrânia a preço de liquidação", declarou o jornal.
Afirma-se há décadas que os exércitos dos Estados Unidos, da Rússia e de outros países mantêm programas de treinamento de golfinhos para usos militares
Getty Images via BBC
A publicação também registrou que, no passado, os Estados Unidos haviam se oposto a vendas militares russas para o Irã.
Zhurdi declarou, na época, que desconhecia a missão a ser desempenhada pelos seus golfinhos, mas afirmou que "seguiria Deus ou até mesmo o diabo, desde que meus animais ficassem bem".
Além da Rússia, o único outro país conhecido por treinar golfinhos com fins militares são os Estados Unidos, que administram um programa de mamíferos marinhos em San Diego, no Estado da Califórnia.
Mas, nos últimos anos, foram relatados extraoficialmente programas parecidos em alguns países, como a Coreia do Norte.
Imagens de satélite mostram a existência de aquários para golfinhos no país, o que gerou especulações sobre a possibilidade de que Pyongyang esteja realizando um programa similar.
Mas a Rússia e os Estados Unidos continuam contando com os programas mais antigos e avançados de uso militar de mamíferos marinhos.
Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia aumentou o uso de golfinhos militares no porto de Sebastopol, para combater os mergulhadores inimigos e proteger sua frota naval no mar Negro.
'Obedecem ordens, a não ser quando o assunto é música'
O ex-presidente do Irã Akbar Hashemi Rafsanjani (1934-2019) governou o país entre 1989 e 1997.
Em suas memórias, Reformas em Tempos de Crise, ele descreveu uma visita realizada em 1990 ao local para onde foram levados os animais trazidos da extinta União Soviética.
"Visitamos o parque hoteleiro do senhor Hossein Sabet, no sudeste da ilha [de Kish]", conta Rafsanjani. "As obras de acondicionamento das suas zonas verdes avançam satisfatoriamente."
"Também estão em fase de acabamento os tanques dos animais marinhos; vários tanques já estão em operação e foram importados da Ucrânia diversos elefantes e leões-marinhos, além de golfinhos."
"Um grupo de ucranianos que costumavam cuidar daqueles animais os acompanham, para preparar e treinar os iranianos. Durante a visita às piscinas, o cuidador de cada animal nos mostrou as habilidades que eles haviam aprendido; foi muito interessante", relata o ex-presidente.
Rafsanjani negou nas suas memórias as acusações de uso militar dos mamíferos marinhos.
"Um general deu boas explicações", prosseguiu ele no livro. "Ele negou as notícias publicadas pela imprensa ocidental, afirmando que aqueles animais haviam recebido treinamento militar para colocar ou desativar minas marinhas, e que o Irã os teria comprado com este fim."
Golfinhos e outros animais marinhos são treinados há décadas como espiões ou para destruir navios e minas submarinas.
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"Ele acrescentou que havíamos apresentado uma denúncia na Justiça, que tomaria medidas em breve. E explicou que a maioria costuma viver cerca de 40 anos e que eles têm várias crias ao longo da vida. Sua dieta consiste de peixes, camarões e outros animais marinhos."
Rafsanjani destacou que "os elefantes-marinhos pesam até duas toneladas, os leões-marinhos até uma tonelada e as baleias, até três toneladas. E eles são inofensivos para os seres humanos."
"Os animais podem permanecer submersos por dois a sete minutos, mas as focas podem aguentar até 45 minutos."
"A maioria foi trazida das frias águas do oceano Ártico e é preciso esfriar a água das piscinas no verão", prossegue o ex-presidente. "O peixe-gato raspava constantemente o corpo com suas barbatanas."
Nos seus últimos anos de vida, Rafsanjani ocupou diversos cargos, como a presidência da Assembleia de Peritos, que é a instância responsável pela eleição do líder supremo do país.
"Todos são inteligentes, recebem bem as ordens dos seus cuidadores e as cumprem. Mas, quando se tratava de colocar música, os golfinhos não obedeciam. Provavelmente, irão se transformar em uma atração popular", concluiu ele.

Waymo, empresa ligada ao Google, recolhe 3,8 mil robotáxis após falha em vias alagadas

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A Waymo, subsidiária da Alphabet, grupo responsável pelo Google, informou nesta terça-feira (12) que está realizando o recall de cerca de 3,8 mil robotáxis nos Estados Unidos após identificar o risco de que os veículos entrem em vias alagadas com limites de velocidade mais altos, o que levantou preocupações de segurança.
A unidade da Alphabet afirmou que o recall foi motivado por um incidente ocorrido em 20 de abril, quando um veículo da Waymo entrou em uma faixa alagada em San Antonio, durante condições climáticas extremas. Segundo a empresa, o carro estava sem passageiros e ninguém ficou ferido, mas o episódio levou a companhia a revisar situações semelhantes envolvendo velocidades elevadas e vias inundadas e intransitáveis.
“Estamos trabalhando para implementar salvaguardas adicionais no software e já adotamos medidas de mitigação, incluindo o aprimoramento de nossas operações em condições climáticas extremas durante períodos de chuva intensa, limitando o acesso a áreas onde podem ocorrer enchentes repentinas”, informou a Waymo.
A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) informou que a Waymo reduziu temporariamente o escopo de operação de seus veículos para impor restrições mais rígidas relacionadas ao clima e atualizou seus mapas enquanto desenvolve uma solução definitiva.
Separadamente, a Waymo também é alvo de uma investigação da NHTSA após um de seus veículos autônomos atropelar uma criança perto de uma escola primária em Santa Monica, na Califórnia, em janeiro, causando ferimentos leves.
Em março, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) informou que está investigando um incidente ocorrido em janeiro no qual veículos autônomos da Waymo ultrapassaram um ônibus escolar parado com as luzes de advertência acionadas, em violação à legislação do estado do Texas.
Veículo da Waymo funciona como táxi autônomo
Caitlin O’Hara/Reuters

OMS confirma 11 casos ligados a surto de hantavírus em navio e diz que não há sinais de disseminação maior

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O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus
REUTERS/Violeta Santos Moura
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (12) que já confirmou 11 casos de hantavírus ligados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius, incluindo três mortes. Apesar do aumento no número de infectados, a entidade disse que não há sinais de uma disseminação maior da doença neste momento.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva em Madri.
“Não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior”, afirmou Tedros. Ele ponderou, porém, que a situação “pode mudar” nas próximas semanas por causa do longo período de incubação do vírus.
Espanhola sintomática é 11º caso
A atualização ocorre no mesmo dia em que a Espanha confirmou um novo caso ligado ao navio: uma passageira espanhola evacuada do cruzeiro testou positivo para o hantavírus após entrar em quarentena em um hospital militar em Madri.
Segundo o Ministério da Saúde espanhol, a paciente desenvolveu febre e dificuldade para respirar, mas segue estável e “sem deterioração clínica evidente”.
Ela está entre 14 espanhóis retirados do navio no domingo. Os outros passageiros testaram negativo até agora.
OMS diz que risco global segue baixo
De acordo com a OMS, nove dos 11 casos já confirmados são da cepa Andes do hantavírus — uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo.
O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados.
A doença costuma provocar sintomas como febre, calafrios e dores musculares, mas pode evoluir para insuficiência respiratória grave. Segundo a OMS, os sintomas podem aparecer entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.
Tedros recomendou que passageiros evacuados permaneçam em quarentena por 42 dias.
Últimos passageiros deixam navio com casos de hantavírus
Funcionários de hospital entram em quarentena
Na Holanda, 12 funcionários de um hospital universitário foram colocados em quarentena preventiva após manipularem fluidos corporais de um paciente infectado sem seguir protocolos reforçados de segurança.
O hospital Radboud University Medical Center afirmou que o risco de transmissão é baixo, mas classificou a medida como uma precaução.
Entenda o caso
O surto começou durante uma expedição do navio MV Hondius, que fazia um roteiro entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul.
Segundo autoridades sanitárias, trata-se do primeiro surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro.
Nos últimos dias, países organizaram operações de evacuação e repatriação de passageiros. Ao todo, 87 passageiros e 35 tripulantes deixaram o navio em Tenerife, na Espanha, usando equipamentos de proteção completos.
Três pessoas morreram desde o início do surto: um casal holandês e um cidadão alemão.
O MV Hondius agora segue para Rotterdam, na Holanda, onde passará por limpeza e desinfecção.

Confrontos entre o Hezbollah e Israel continuam apesar do cessar-fogo; SIGA

Confrontos entre o Hezbollah e Israel continuam apesar do cessar-fogo; SIGA
Confrontos entre o Hezbollah e Israel continuam apesar do cessar-fogo; SIGA Escalada acontece em meio a frágil cessar-fogo e enquanto os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre a última proposta para encerrar a guerra. Resposta do Irã aos EUA pede fim da guerra e garantias contra novo ataque; Trump reage: 'Totalmente inaceitável'. Israel segue com ataques no Sul do Líbano e pede para que população evacue região; grupo armado Hezbollah ataca militares israelenses com drones suicidas. Netanyahu diz à TV americana que Israel não previa crise em Ormuz; leia mais sobre entrevista. Uma autoridade iraniana afirmou que o bloqueio naval será respondido com ação militar.. Irã diz que petroleiro iraquiano atravessou Estreito de Ormuz em direção ao Vietnã neste domingo (10)