Crianças-soldado do Sudão viralizam no TikTok; recrutar menores para conflito é crime de guerra

Venezuela deporta aos EUA empresário acusado de ser laranja de Maduro
Crianças-soldado do Sudão viralizam em vídeos no TikTok
Um menino de 12 anos, com um fuzil na mão. Tiros ao fundo e corpos atrás dele. Isso tudo aparece num vídeo gravado no Sudão. (veja acima)
Os registros viralizaram no TikTok depois que o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido capturou uma cidade sudanesa.
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A rede de jornalismo investigativo Bellingcat confirmou que as imagens são autênticas e foram gravadas no local. Vídeos como esse somam milhões de visualizações e, em muitos casos, são filmados pelas próprias crianças.
A Bellingcat afirma que usar crianças-soldado como ferramenta de propaganda na guerra no Sudão é uma nova tendência assustadora.
Recrutar crianças para o conflito é um crime de guerra, mas, na internet, elas são rotuladas de "filhotes de leão".
Por trás da propaganda, reside um trauma profundo: estima-se que metade das crianças sudanesas apresente sinais de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, e sem ajuda urgente, as cicatrizes podem durar a vida toda.
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Crianças-soldado do Sudão viralizam no TikTok; recrutar menores para conflito é crime de guerra
DW

Ataque de drones da Ucrânia deixa 4 mortos na Rússia, incluindo região de Moscou

Venezuela deporta aos EUA empresário acusado de ser laranja de Maduro
Casa pega fogo na região de Moscou após ataque ucraniano
Governo de Moscou via Reuters
Quatro pessoas morreram em um grande ataque de drones da Ucrânia contra regiões da Rússia, incluindo Moscou, que enfrentou a maior ofensiva aérea em mais de um ano neste domingo (17).
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Três pessoas morreram na região de Moscou e uma na região de Belgorod, informaram autoridades russas.
O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, disse que uma mulher morreu depois que uma casa foi atingida em Khimki, ao norte da capital. Segundo ele, equipes de resgate procuravam outra pessoa sob os escombros.
Dois homens morreram no vilarejo de Pogorelki, no distrito de Mytishchi. Vorobyov afirmou ainda que vários prédios residenciais e instalações de infraestrutura foram danificados.
As defesas aéreas russas destruíram 81 drones que seguiam em direção a Moscou desde a meia-noite, informou a agência estatal TASS, citando o prefeito Sergei Sobyanin. Segundo as autoridades, foi o maior ataque contra a capital russa em mais de um ano.
Sobyanin disse que 12 pessoas ficaram feridas, a maioria perto da entrada da refinaria de petróleo de Moscou. Três casas também foram danificadas.
O prefeito afirmou que a “tecnologia” da refinaria não foi afetada.
O Ministério da Defesa da Rússia disse ter derrubado 556 drones no país entre a madrugada e a manhã deste domingo.
O aeroporto de Sheremetyevo, o maior da Rússia e localizado em Moscou, informou que destroços de drones caíram na região, mas sem causar danos.
Zelensky havia prometido resposta
Chega a 24 o número de mortos em ataque russo na Ucrânia
Na sexta-feira (15), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu retaliar a Rússia após um ataque matar 24 pessoas, incluindo três crianças, em Kiev.
A ofensiva aconteceu horas depois do fim de um cessar-fogo de três dias entre os dois países mediado pelos EUA e foi o mais pesado do ano.
“A Ucrânia não deixará impune nenhum ataque do agressor que tire a vida do nosso povo”, afirmou Zelensky após uma reunião com autoridades militares e de inteligência para discutir ataques retaliatórios de longo alcance.
Mais tarde, no pronunciamento diário em vídeo, Zelensky disse que as ações de resposta já haviam sido autorizadas. Ele citou um ataque durante a madrugada contra uma refinaria de petróleo na cidade russa de Ryazan, no centro do país, que provocou um grande incêndio, segundo militares ucranianos.
A Rússia, que iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, lançou mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra alvos ucranianos ao longo de dois dias consecutivos, segundo autoridades da Ucrânia. Outras seis pessoas morreram no oeste do país, longe da linha de frente.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as forças russas realizaram ataques “massivos” contra a Ucrânia entre os dias 12 e 15 de maio, segundo a agência estatal RIA.
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OMS declara surto de ebola na África como emergência de saúde pública internacional

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Um homem é retirado de uma ambulância ao chegar ao Hospital Geral de Referência de Bunia, após a confirmação de um surto de Ebola envolvendo a cepa Bundibugyo em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, em 16 de maio de 2026
REUTERS/Victoire Mukenge
O gabinete do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu na noite de sábado (16) uma declaração de "emergência de saúde pública de importância internacional" devido ao novo surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo que afeta a República Democrática do Congo e Uganda.
A declaração, dada após consultas aos Estados afetados, inclui um anúncio de "emergência pandêmica", embora o comunicado ressalte que o surto ainda "não cumpre os critérios de emergência pandêmica", tal como são definidos no Regulamento Sanitário Internacional (RSI) de 2005.
Entre as condições que levaram o organismo internacional a qualificar a situação como emergência estão os oito casos de contágio confirmados na sexta-feira por laboratórios, 246 casos suspeitos e 80 supostas mortes na província de Ituri, na República Democrática do Congo.
Adicionalmente, dois laboratórios confirmaram casos, incluindo um óbito, sem vínculo aparente entre eles, em um período de 24 horas, em Kampala, em Uganda, entre sexta-feira e sábado.
Possível propagação internacional
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Estes eventos constituem uma preocupação maior devido à possibilidade de "propagação internacional da doença", da qual já foram documentados em Uganda dois casos confirmados de pessoas que viajaram da República Democrática do Congo.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África) demonstraram preocupação com a possibilidade de transmissão devido à intensa mobilidade populacional e convocaram uma reunião urgente de coordenação de alto nível com entidades regionais e internacionais, como a OMS e os CDC dos Estados Unidos, da China e da Europa.
Na declaração, a entidade sanitária afirma que se "requer coordenação e cooperação em nível internacional para compreender o alcance do surto, coordenar as medidas de vigilância, prevenção e resposta, ampliar e reforçar as operações e garantir a capacidade para aplicar medidas de controle".
No mesmo documento, a OMS recomendou "ativar os mecanismos nacionais de gestão de desastres e emergências e estabelecer um centro de operações de emergência e envolver a comunidade – por meio de líderes locais, religiosos e tradicionais, bem como de curandeiros –, de modo que ajudem na identificação de casos, no rastreamento de contatos e na educação sobre os riscos".
O último surto na RD Congo ocorreu no final de 2025 na província de Kasai (centro). Tratou-se do décimo sexto no país desde a descoberta do vírus em 1976.
Segundo a OMS, o ebola apresenta uma taxa de mortalidade entre 60% e 80%, é transmitido por fluidos corporais e causa febre alta, fraqueza intensa e hemorragias graves.
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Ameaças, drones de vigilância e visita da CIA: 5 sinais de que Cuba entrou de vez no radar dos EUA

Venezuela deporta aos EUA empresário acusado de ser laranja de Maduro
Donald Trump, presidente dos EUA, e Raúl Castro, ex-presidente de Cuba.
Reuters/Yves Herman e Norlys Perez / Reuters
Cuba enfrenta uma grave crise energética desde o fim de janeiro, quando os Estados Unidos passaram a ameaçar com represálias qualquer país que forneça petróleo à ilha.
Desde então, a escassez de energia fez com que os apagões no país se intensificassem. Em Havana, os cortes de energia já passam de 19 horas por dia, enquanto em algumas províncias a falta de luz dura dias inteiros.
Nesta quarta-feira (14), o governo cubano chegou a anunciar que as reservas de combustível da ilha "se esgotaram", o que gerou protestos em Havana.
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Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado dos EUA
Imagens de satélite mostram apagão em Cuba após colapso no fornecimento de energia; FOTO
A tensão entre Cuba e Estados Unidos aumentou ainda mais nas últimas semanas. O governo Trump vem dando sinais de que Havana voltou ao centro de suas atenções. Ao mesmo tempo, autoridades dos dois países alternam declarações de aproximação e de confronto.
Veja abaixo quais foram esses movimentos.
➡️​Ameaças do governo Trump
Em meio à crescente tensão entre Cuba e EUA, autoridades norte-americanas passaram a fazer declarações sobre uma possível operação militar para "assumir" o controle da ilha caribenha.
Em março, Trump afirmou a jornalistas na Casa Branca que seria uma “honra” tomar Cuba.
"Eu realmente acho que seria uma honra para mim tomar Cuba. Seria ótimo. Uma grande honra. Eu posso libertá-la ou conquistá-la, acho que posso fazer o que quiser com ela", declarou no Salão Oval.
No início de maio, o presidente voltou a dizer que os EUA poderiam “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra contra o Irã.
Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez disse que "nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba".
Poucos dias depois, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o atual cenário em Cuba era “inaceitável” e afirmou que Washington iria “resolver o problema”, sem dar detalhes.
No dia seguinte, o governo cubano classificou as declarações americanas como “perigosas” e como um “crime internacional”.
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➡️ Aumento dos voos de 'reconhecimento'
Agências militares e de inteligência dos EUA aumentaram nos últimos meses os voos de “vigilância” em áreas próximas a Cuba, segundo funcionários americanos ouvidos pelo jornal “The New York Times”. A movimentação inclui aeronaves e drones.
Especialistas afirmam que os voos funcionam como uma estratégia de intimidação contra o governo cubano, uma forma de demonstrar força e aumentar a pressão psicológica sobre Havana.
Segundo um funcionário militar americano ouvido pelo jornal, o objetivo é ampliar a pressão política e econômica sobre Cuba, e não preparar uma operação militar imediata.
➡️Diretor da CIA visita Cuba
O diretor da CIA, John Ratcliffe (à esquerda), em uma reunião em Havana, Cuba.
Divulgação/CIA
O diretor da CIA, John Ratcliffe, se reuniu nesta quinta-feira (14), em Havana, com autoridades do Ministério do Interior cubano.
A CIA disse ter transmitido uma mensagem de Trump de que os Estados Unidos estão dispostos a discutir temas econômicos e de segurança caso Cuba faça “mudanças fundamentais”.
Segundo a mídia estatal Cubadebate, os dois lados demonstraram interesse em ampliar a cooperação entre as agências de segurança e de aplicação da lei.
Além disso, o governo cubano afirmou que a reunião buscou melhorar o diálogo bilateral e reiterou que Cuba “não representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”.
O encontro ocorreu no mesmo dia em que um avião do governo americano foi visto no aeroporto internacional de Havana (veja na imagem abaixo).
Avião do governo dos EUA avistado no Aeroporto Internacional de Havana nesta quinta-feira (14)
REUTERS/Norlys Perez
➡️Oferta de ajuda
O Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta quarta-feira (13) que está pronto para oferecer US$ 100 milhões em ajuda direta ao povo cubano, caso Havana autorize.
Segundo o governo americano, os recursos seriam distribuídos com apoio da Igreja Católica e de organizações humanitárias independentes.
Um dia antes, Trump afirmou que Cuba estava “pedindo ajuda” e disse que o governo americano iria “conversar” com a ilha. Ele também chamou o país de “fracassado”.
De acordo com Washington, os EUA fizeram propostas privadas de assistência, incluindo internet via satélite gratuita e ajuda humanitária.
Nesta quinta-feira (14), presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu à oferta de US$ 100 milhões dizendo que a maneira mais fácil de ajudar Cuba seria suspender o embargo econômico.
"Os danos poderiam ser aliviados de uma maneira mais fácil e rápida com o levantamento ou o afrouxamento do bloqueio, pois se sabe que a situação humanitária é friamente calculada e induzida" por Washington, escreveu Díaz-Canel no X.
Mais cedo no mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, disse que estava considerando aceitar a ajuda de 100 milhões de dólares desde que ela seja distribuída através da Igreja católica.
➡️EUA planejam indiciar Raúl Castro
Raúl Castro em 1º de maio de 2025 em Havana, Cuba
Norlys Perez / Reuters
Os EUA planejam indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro, afirmou um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira (14). A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
Segundo a fonte, procuradores federais pretendem anunciar a acusação em Miami na quarta-feira (20).
A data coincide, de acordo com a Reuters, com uma homenagem organizada pela Procuradoria de Miami às vítimas do caso que motiva as acusações contra Castro.
O ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, de 94 anos, deve ser acusado por um incidente envolvendo a queda de aeronaves ocorrido há trinta anos, em 1996. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa.
O incidente envolveu o abatimento fatal de aviões operados por um grupo de exilados cubanos chamado "Irmãos ao Resgate". Na época, o governo cubano argumentou que o ataque foi uma resposta legítima à intrusão de aviões no espaço aéreo cubano.
Os Estados Unidos condenaram o ataque e impuseram sanções contra Cuba, mas nunca haviam acusado criminalmente Raúl Castro ou seu irmão, Fidel Castro.

Venezuela deporta aos EUA empresário acusado de ser laranja de Maduro

Venezuela deporta aos EUA empresário acusado de ser laranja de Maduro
Alex Saab ao lado de Nicolás Maduro em janeiro de 2024
Federico Parra/AFP
A Venezuela deportou para os Estados Unidos o empresário colombiano Alex Saab, acusado de ser testa de ferro do ditador deposto Nicolás Maduro. As informações foram dadas pelo serviço de migração venezuelano em comunicado publicado neste sábado (16).
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Saab já esteve preso em território americano em 2021 por acusações de lavagem de dinheiro e corrupção. A Venezuela negociou a libertação dele em 2023 e o nomeou ministro da Indústria um ano depois.
Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina após a derrubada de Maduro em uma operação americana em janeiro, o destituiu de todas as funções em fevereiro. Depois, começaram a circular rumores sobre a prisão dele, que nunca foi formalmente confirmada pelas autoridades.
"A medida de deportação foi adotada levando em consideração que o referido cidadão colombiano se encontra incurso na prática de diversos delitos nos Estados Unidos da América, tal como é público, notório e comunicacional", detalha o texto divulgado neste sábado.
A transferência de uma pessoa para outro país que a acusa de um delito configura extradição, medida proibida pela Constituição venezuelana. A autoridade migratória, porém, afirma que o caso se trata de uma "deportação".
Saab se vinculou ao governo venezuelano nos últimos anos da gestão de Hugo Chávez (1999?2013), aproximou a indústria petrolífera local do Irã e chegou a administrar uma gigantesca rede de importações para o governo de Maduro.
Ele foi responsável pelo transporte de alimentos do programa governamental conhecido como CLAP, manchado por denúncias de corrupção. Foi detido em 2020 em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2021.
A Justiça americana o acusava de lavar recursos obtidos ilegalmente na Venezuela por meio dos Estados Unidos.
Até então, a Venezuela classificava o caso como "sequestro" enquanto o defendia como um "herói" que alimentou o país em meio às sanções internacionais.
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