VÍDEO mostra senador das Filipinas com ordem de prisão decretada fugindo de policiais

Turista ganha indenização após perder ‘corrida por espreguiçadeiras’ em hotel na Grécia
Um senador das Filipinas que teve a prisão ordenada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) protagonizou uma cena digna de filme nesta segunda-feira (11) durante uma fuga desesperada dentro do Senado do país.
Imagens de câmeras de segurança registraram quando Ronald dela Rosa, perseguido por policiais, correu por corredores e escadas do prédio.
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Acusado pelo TPI de crimes contra a humanidade por supervisionar a guerra às drogas do ex-presidente filipino Rodrigo Duterte , ele foi colocado sob custódia protetiva do Senado após um breve confronto com os agentes.
No mês passado, os juízes do TPI decidiram que Duterte deve ser julgado e confirmaram as acusações de assassinato contra ele. Dela Rosa foi o principal executor de sua sangrenta "guerra às drogas".
A sessão do Senado desta segunda foi a primeira a que o senador compareceu desde novembro, última vez que havia sido visto em público.
Ele nega qualquer envolvimento em homicídios ilegais.
Perseguição policial dentro do Senado das Filipinas
Senado das Filipinas / Divulgação via REUTERS
As acusações contra Rodrigo Duterte
O Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmou que Rodrigo Duterte será julgado por crimes contra a humanidade no dia 23 de abril.
A decisão ocorreu após um painel de três juízes do TPI terem concluído que há "fundamentação suficiente" para acreditar que Duterte desempenhou um papel central nos assassinatos de 76 pessoas e na tentativa de assassinato de outras duas como parte de sua chamada "guerra às drogas" que, segundo promotores, matou milhares de civis nas Filipinas.
“O material probatório disponível demonstra a existência de um plano comum entre o senhor Duterte e seus coautores para matar supostos criminosos nas Filipinas, incluindo aqueles percebidos ou acusados de envolvimento com uso, venda ou produção de drogas, por meio de crimes violentos, incluindo homicídio”, afirmou o tribunal.
Rodrigo Duterte, ex-presidente das Filipinas, comparece à 1ª audiência no Tribunal em Haia
Duterte, de 81 anos, está preso em Haia, na Holanda, desde março de 2025 e enfrenta acusações de homicídio. Com a conclusão dos juízes do tribunal nesta quinta, o ex-presidente filipino será encaminhado para o julgamento.
Promotores disseram que Duterte criou, financiou e armou esquadrões da morte para identificar e matar supostos traficantes e usuários de drogas enquanto esteve no poder entre 2016 e 2022. Leia mais abaixo.
Duterte sempre afirmou que instruiu a polícia a matar apenas em legítima defesa e tem defendido consistentemente a repressão.
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Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, conversa com jornalistas na segunda-feira (30)
King Rodriguez/ Malacanang Presidential Photographers Division/ AP
Segundo a polícia, 6.200 pessoas foram mortas durante operações antidrogas que teriam terminado em tiroteios durante o governo Duterte.
No entanto, ativistas dizem que o verdadeiro número de mortos foi muito maior, incluindo milhares de usuários de drogas em comunidades carentes — muitos deles marcados em "listas de observação" locais e mortos em circunstâncias misteriosas.
O TPI afirma que até 30.000 pessoas podem ter sido assassinadas pela polícia ou por indivíduos não identificados.
A polícia nega as acusações de execuções sistemáticas e acobertamentos feitas por grupos de direitos humanos.
A prisão de Duterte ocorreu após anos de provocações ao TPI, desde que ele retirou unilateralmente as Filipinas do tratado fundador do tribunal em 2019. A Corte investiga supostos crimes contra a humanidade e alega ter jurisdição sobre crimes ocorridos enquanto o país ainda era membro.
O governo filipino se recusava a cooperar, mas a atual administração mudou de postura em novembro de 2024, sinalizando que cumpriria um eventual mandado de prisão.

Qual será o destino do urânio enriquecido do Irã no pós-guerra?

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Trump fala em tomar posse de material nuclear irianiano. Putin também diz ser capaz de armazenar estoque.
Maxar Technologies/AFP via DW
O programa nuclear do Irã é fonte de conflito há décadas, e duas gerações de iranianos já o associa à guerra. A insistência do regime no enriquecimento de urânio expôs o país a pesadas sanções, e algumas estimativas calculam o prejuízo econômico direto em cerca de 3,5 trilhões de dólares (R$ 17 trilhões).
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Ao longo dos recentes conflitos militares e dos frágeis cessar-fogos entre Teerã e Washington, o programa voltou a ocupar o centro das atenções. Acredita-se que Teerã tenha mais de 440 quilos de urânio já enriquecido a 60%, muito acima do necessário para fins civis. Teoricamente, esse material poderia chegar a 90% em um período relativamente curto, tornando-se adequado para uso em armas nucleares.
EUA querem tomar posse de material nuclear do Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, costuma se referir ao material como "poeira nuclear", em referência a um bombardeio americano de junho de 2025 às instalações de Fordo, Natanz e Isfahan, no qual ele afirma ter "obliterado" o programa nuclear do Irã.
No entanto, Trump declara repetidamente que pretende tomar posse desse estoque nuclear, mas apresenta versões contraditórias sobre como isso ocorreria. Em uma das afirmações, disse que usaria escavadeiras, com auxílio de Teerã, para desenterrá-lo debaixo dos escombros, presumivelmente após um acordo de paz.
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Já na semana passada, pareceu indicar que os EUA "sofrerão um impacto" porque terão que "fazer uma jornada até o Irã para pegar a arma nuclear". Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro israelense afirmou que ouviu de Trump o interesse de entrar no Irã e retirar o material enriquecido do país.
O Irã ainda não confirmou nenhum acordo envolvendo a transferência de seu estoque. Em entrevista à emissora americana CBS, em março, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse que o material permanece sob os escombros após o ataque do ano passado e que não há qualquer programa ou plano para recuperá-lo.
Localização do estoque nuclear do Irã é incerta
No entanto, Araghchi também não exclui a possibilidade de diluir o urânio altamente enriquecido como parte de um acordo futuro com os EUA.
Reportagens recentes indicam que o país avalia diluir parte de seu estoque enquanto transfere o restante para um terceiro país. Neste fim de semana, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que Moscou está pronta para armazenar o urânio enriquecido do Irã.
Ainda assim, não está claro onde o material se encontra nem quais desafios técnicos precisariam ser superados para acessá-lo. As três principais instalações nucleares do Irã — Fordo, Natanz e Isfahan — sofreram danos severos durante a operação americana no ano passado.
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse no fim de abril de 2026 que a maior parte desse urânio altamente enriquecido provavelmente segue localizada no complexo nuclear de Isfahan.
Segundo ele, 18 contêineres azuis, que se acredita transportarem cerca de 200 quilos de urânio enriquecido, entraram em um túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan em 9 de junho de 2025, apenas quatro dias antes do início da guerra daquele ano, que durou 12 dias.
Outros, no entanto, oferecem uma perspectiva diferente, incluindo especulações de que o material esteja agora armazenado em Fordo ou na usina nuclear iraniana de Bushehr.
O Irã indicou que só recuperaria o material sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
"Remover esse material do Irã não é tecnicamente impossível, mas também depende de muitos outros fatores. Sob rigorosa supervisão da AIEA, o material poderia ser transportado e retirado do país. Medidas especiais de segurança teriam de ser observadas. Como o Irã armazena urânio enriquecido no subsolo, em Fordo, o acesso físico é difícil", afirmou Roland Wolff, especialista em física médica e proteção radiológica.
Líbia como modelo?
Os desafios técnicos envolvidos na remoção de mais de 440 quilos de urânio enriquecido são apenas um lado da equação, sendo provável que as questões de segurança tenham prioridade.
John Bolton, ex-embaixador dos EUA na ONU e conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato de Trump, apontou para o desmantelamento do programa de armas nucleares da Líbia no início dos anos 2000, observando que o processo ocorreu em um "ambiente permissivo", e não em meio a um conflito.
"No caso do programa de armas nucleares da Líbia, por exemplo, que era muito menor e estava em um estágio muito mais inicial do que o do Irã, é verdade, em 2003 e 2004, autoridades dos EUA e do Reino Unido entraram e literalmente empacotaram tudo e levaram para Oak Ridge, no Tennessee, onde está até hoje", disse Bolton à DW.
"Acho que poderíamos fazer algo semelhante com o programa do Irã em um ambiente permissivo, mas levaria muito mais tempo porque ele está muito mais avançado", continuou.
Regime se mantém apesar de queda de líderes
Bolton também disse à DW que "a única maneira de ter certeza de que o Irã não terá capacidade de produzir armas nucleares é remover o regime dos aiatolás e a Guarda Revolucionária".
O regime sofreu um baque após o assassinato de Ali Khamenei em 28 de fevereiro, mas, desde então, Trump não indicou se tentará uma mudança real de regime no país.
"Eles podem fazer concessões temporárias. Eu não confiaria que cumpririam seus compromissos no longo prazo, mas parece que estamos caminhando nessa direção, em que pode haver restrições, inibições ou outras medidas tomadas contra o programa nuclear, mas a realidade fundamental [de que o Irã ainda teria a capacidade de desenvolver de armas nucleares] permaneceria."

Crise no Reino Unido: Starmer disse a ministros que não vai renunciar, diz mídia britânica

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Keir Starmer
REUTERS/Jaimi Joy
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta terça-feira (12) a ministros da alta cúpula de seu governo que não vai renunciar, segundo a emissora britânica BBC.
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A fala ocorreu em uma reunião de gabinete de emergência em meio a uma crise em seu governo. Starmer vem sofrendo diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, incluindo de parlamentares e de seus ministros.
Segundo a BBC, durante o encontro, Starmer defendeu sua permanência como primeiro-ministro, e disse que o partido deveria se concentrar em reerguer o governo e que sua renúncia neste momento apenas traria mais caos ao país.
"Eu assumo a responsabilidade por esses resultados eleitorais, e assumo a responsabilidade por entregar a mudança que prometemos. (…) O Partido Trabalhista tem um processo para desafiar um líder e esse processo não foi acionado. O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e o que devemos fazer como gabinete", afirmou Starmer, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.
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Além disso, segundo a BBC, o premiê disse também que o mecanismo dentro do Partido Trabalhista para provocar sua sucessão não foi ativado e desafiou seus ministros a encontrarem um possível sucessor para rivalizar com ele pelo cargo.
O "Telegraph", citando fontes de dentro do gabinete de Starmer, disse que os seis ministros que pediriam sua renúncia são:
A ministra do Interior, Shabana Mahmood;
O ministro da Defesa, John Healey
O ministro da Energia, Ed Miliband;
A ministra da Cultura, Lisa Nandy;
A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper;
e o ministro da Saúde, Wes Streeting.
A reunião de gabinete com Starmer e seus principais ministros ocorre em meio a uma crise sem precedentes do governo atual do Reino Unido. O premiê vem enfrentando diversos pedidos de renúncia nos últimos dias, e segundo a BBC, ao menos 78 dos 403 parlamentares trabalhistas já pediram publicamente que ele renuncie imediatamente ou apresente um prazo para deixar o governo. Entenda a crise aqui.
Um dos pedidos públicos mais recente para que Starmer entregue o cargo foi feito por Miatta Fahnbulleh, ministra júnior do departamento de Habitação, que renunciou ao cargo nesta terça e pediu para que o premiê faça o mesmo. Miatta disse que nem ela nem o público acreditam que ele seja capaz de guiar o país em meio aos desafios atuais.
O secretário da Habitação, Steve Reed, estava dentro da reunião e publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio a Starmer ainda durante o encontro. "Essa instabilidade traz consequências para a vida das pessoas. Aqueles que mais serão prejudicados são os que nos elegeram há menos de dois anos. Devemos nos unir em torno do primeiro-ministro", afirmou.
Em meio à crise, o rei Charles III fará na quarta-feira (13) um discurso do Estado da União no Parlamento, evento em que o governo britânico se alinha para as pautas que serão prioridade do legislativo para o próximo ano.
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Irã ameaça enriquecer urânio a 90% se sofrer novos ataques dos EUA

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Centrífugas de enriquecimento de urânio na usina de Natanz, no Irã.
IRIB via AP, File
O regime do Irã vai avaliar a possibilidade de enriquecer urânio a 90% de pureza, suficiente para construir uma ogiva nuclear, caso os Estados Unidos retomem os ataques na guerra, afirmou nesta terça-feira (12) um porta-voz do Parlamento iraniano.
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"Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento", afirmou Ebrahim Rezaei em publicação na rede social X.
Porta-voz do parlamento iraniano publicou em sua rede social uma ameaça relacionada a produção de armamentos nucleares.
Reprodução / X
🔎 O urânio em 90% de pureza apresenta um nível considerado adequado para armas nucleares. O Irã possui cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, e levaria apenas algumas semanas para elevar para esse patamar, segundo especialistas. Ambos os níveis de pureza estão acima dos permitidos pelo Tratado de Proliferação Nuclear (TNP), que é de 20%, o suficiente para fins civis.
A tensão voltou a crescer na região diante dos novos impasses nas negociações de paz no Oriente Médio.
Segundo uma reportagem publicada nesta segunda-feira (11) no site de notícias Axios com base em fontes do governo dos EUA, Trump convocou a cúpula de seu governo para uma reunião de emergência ainda nesta segunda para discutir os próximos passos na guerra contra o Irã.
Na segunda-feira, as negociações para o fim da guerra chegaram a um novo impasse, após o Irã voltar a defender a proposta que apresentou aos EUA no fim de semana. No domingo, Trump chamou de "inaceitáveis" as condições impostas pelo Irã. Mas, nesta manhã, Teerã voltou a defender sua proposta e disse que não recuará (leia mais abaixo).
O Axios afirma que Donald Trump colocará sobre a mesa propostas diante da estagnação. Fontes ouvidas pelo site afirmam que o presidente dos EUA considera retomar ataques ao território iraniano, em pausa por um cessar-fogo que o Trump disse mais cedo estar "por um fio".
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Impasse
Após críticas de Donald Trump, o Irã defendeu nesta segunda sua proposta para dar um fim à guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio. A defesa, feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, coloca as negociações pelo fim da guerra de volta a um novo impasse.
Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o texto elaborado por Teerã é "legítimo e generoso". "Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana", disse o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei.
“Passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou Baghaei.
O porta-voz afirmou ainda que os EUA mantêm exigências consideradas "irracionais e unilaterais".
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã
Reprodução/Redes Sociais
Veja, abaixo, os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito, segundo a imprensa norte-americana:
Fim da guerra e segurança
O Irã defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques.
Soberania territorial: O documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Economia e sanções
Suspensão de sanções: A proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e o término do bloqueio naval contra o país.
Compensações financeiras: O Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra.
Questão nuclear
Destino do urânio: O plano sugere diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, segundo reportagem do jornal "The Wall Street Journal".
Cláusula de devolução: O Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente.
Instalações e enriquecimento: O país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares.
Saiba os pontos pedidos pelos EUA:
Programa nuclear
Os Estados Unidos exigiam, originalmente, que o Irã cancelasse totalmente seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser utilizado para construir bombas atômicas. Teerã alega que o programa gera energia nuclear apenas para fins civis.
Depois da guerra e da resistência do governo iraniano, a imprensa norte-americana reportou que Washington flexibilizou essa exigência e passou a pedir a suspensão do programa nuclear iraniano por 20 anos, o que o regime dos aiatolás também não aceita.
Os EUA também pediram a desativação total das principais usinas nucleares do território iraniano.
Estreito de Ormuz
Com o impasse no Estreito de Ormuz, o governo de Donald Trump, ainda de acordo com jornais e sites de notícia dos EUA, também passou a exigir garantias de que o Irã não voltará a fechar o canal, que entraria em supervisão internacional.
A recompensa, para isso, seria a suspensão de uma série de sanções dos EUA ao Irã, o que aliviaria a economia do país do Oriente Médio, mergulhada em uma profunda crise atualmente.
Produção de mísseis e armamentos
Segundo a imprensa dos EUA, Washington também queria impor, na proposta original, limitações à quantidade e aos tipos de mísseis produzidos pelo Irã.
Teerã rejeitou esse ponto.
Grupos armados financiados pelo Irã
A proposta original dos EUA também pede que o Irã deixe de financiar grupos terroristas na região, como o Hamas e o Hezbollah.
Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio.
Elizabeth Frantz / Reuters
Trump classificou propostas como 'inaceitáveis'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo (10) como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
"Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim.
Além disso, segundo autoridades ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Irã colocou suas próprias condições sobre a questão nuclear.
➡️ O novo impasse deixa as negociações indefinidas mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo entre EUA e Irã, em 8 de abril. A trégua tinha por objetivo fazer uma pausa nos ataques enquanto as duas partes negociassem um fim definitivo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.
A incerteza e o novo impasse fizeram o petróleo subir novamente nesta segunda.

Turista ganha indenização após perder ‘corrida por espreguiçadeiras’ em hotel na Grécia

Turista ganha indenização após perder ‘corrida por espreguiçadeiras’ em hotel na Grécia
O homem tinha ido de férias com a esposa e os dois filhos para Kos, na Grécia
Getty Images via BBC
Um turista alemão ganhou uma indenização de mais de 900 euros (cerca de R$ 5,1 mil) depois de não conseguir garantir uma espreguiçadeira devido a outros hóspedes que as reservavam com toalhas.
O homem, que não teve a identidade divulgada, estava de férias na Grécia com a família em 2024 e disse que passava 20 minutos por dia tentando encontrar uma espreguiçadeira, apesar de acordar às 06:00.
Ele então processou sua operadora de turismo por permitir o sistema de reservas, argumentando que as espreguiçadeiras eram reservadas com tanta frequência que se tornavam inutilizáveis.
Juízes de um tribunal distrital em Hanover decidiram a favor dele e disseram que a família de quatro pessoas tinha direito a um reembolso maior de seu pacote de férias, por este ter sido "defeituoso".
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O homem havia pago 7.186 euros (cerca de R$ 41,4 mil) para levar sua esposa e seus dois filhos na viagem de pacote para Kos, uma ilha na Grécia.
Em seus argumentos ao tribunal, ele disse que sua operadora de turismo não havia aplicado a proibição do resort sobre a reserva com toalhas e não confrontava hóspedes que praticavam isso.
Ele acrescentou que, mesmo quando sua família se levantava às 06:00, não havia espreguiçadeiras disponíveis, e seus filhos eram obrigados a deitar no chão.
Embora a operadora de turismo tenha inicialmente pago um reembolso de 350 euros (cerca de R$ 2 mil), juízes em Hanover decidiram que a família tinha direito a um reembolso de 986,70 euros (cerca de R$ 5,6 mil).
Eles afirmaram que, embora a empresa de viagens não administrasse o hotel e não pudesse garantir que todos os clientes tivessem acesso a uma espreguiçadeira a qualquer momento, a operadora tinha a obrigação de garantir que houvesse uma estrutura organizacional que assegurasse uma proporção "razoável" de espreguiçadeiras por hóspede.
Muitos turistas já terão encontrado as "guerras por espreguiçadeiras" ou a "corrida ao amanhecer" nas férias, que é a prática de reservar espreguiçadeiras com toalhas.
No ano passado, vídeos que circularam nas redes sociais sugeriam que turistas em Tenerife (Espanha) estavam dormindo em espreguiçadeiras para garantir um lugar à beira da piscina.
Na Espanha, turistas em certas regiões foram ameaçados com multa de 250 euros (cerca de R$ 1,4 mil) por reservar uma espreguiçadeira e depois desaparecer por horas.
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