Crise no Reino Unido: ministros pedirão em reunião que Starmer renuncie, diz jornal

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Keir Starmer
REUTERS/Jaimi Joy
Ao menos seis ministros devem pedir que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renuncie ao cargo durante uma reunião de gabinete nesta terça-feira (12), revelou o jornal britânico "The Telegraph".
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A notícia do "The Telegraph" foi publicada enquanto Starmer e ministros da alta cúpula do governo britânico estavam reunidos em sua residência oficial. A mídia local trata esse encontro como vital para a sobrevivência do premiê no cargo.
O "Telegraph", citando fontes do gabinete de Starmer, disse que os seis ministros que pediriam sua renúncia seriam a ministra do Interior Shabana Mahmood, o ministro da Defesa John Healey, o ministro da Energia Ed Miliband, a ministra da Cultura Lisa Nandy, a ministra das Relações Exteriores Yvette Cooper e o ministro da Saúde Wes Streeting.
Segundo a emissora britânica BBC, durante o encontro, Starmer defendeu sua permanência como primeiro-ministro, e disse que o partido deveria se concentrar em reerguer o governo e os desafiou a encontrar um possível sucessor para rivalizar seu cargo.
Esta reportagem está em atualização.
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Jogadoras tchecas eram filmadas no banho secretamente por treinador

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Jogadoras tchecas eram filmadas no banho secretamente por treinador
"Não vimos a câmera que ele estava usando", conta a jogadora de futebol Kristyna Janku. Durante anos, o treinador dela a filmou secretamente no chuveiro.
A atleta tcheca e as colegas de equipe só descobriram isso em uma delegacia de polícia.
"Tivemos que ver as gravações para nos identificarmos. Fiquei em choque. Você não acredita que isso está realmente acontecendo", diz Kristyna.
O treinador também compartilhou os vídeos com outro homem online. "O policial me avisou: 'Você é a pessoa mais comentada nessas conversas'. Foram coisas realmente repugnantes", lembra a jogadora.
Durante mais de uma década, Kristyna jogou pelo Slovacko, uma das principais equipes da República Tcheca. A jogadora não suspeitou que isso poderia acontecer. "Éramos como uma grande família. Durante todo o tempo, era como se ele fosse outra pessoa. Ele tinha uma segunda personalidade", conta ela.
O treinador Petr Vlachovsky teve a sentença de prisão suspensa, e foi proibido de treinar na República Tcheca por apenas cinco anos.
O sindicato dos jogadores, no entanto, está pressionando para que haja uma proibição vitalícia e em todo o mundo.
"Não deveria ser possível, como nesse caso, que o treinador simplesmente mude de um continente para outro e faça o que bem entender", diz Marketa Vochoska Haindlova, da Associação Tcheca de Jogadores de Futebol.
Agora, Kristyna quer ajudar a proteger outras atletas. "Paradoxalmente, isso está me ajudando, transformando o negativo em positivo, quando vejo que podemos tentar trazer alguma mudança", afirmou.
"Não quero que nenhuma outra menina ou mulher no futebol, ou em qualquer outro esporte, seja prejudicada dessa forma", disse Kristyna.
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Reprodução/DW

CEO da Microsoft diz estar ‘muito orgulhoso’ de investimento na OpenAI em julgamento de Elon Musk

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Satya Nadella, CEO da Microsoft, em 27 de fevereiro de 2019
Tobias SCHWARZ/AFP
O diretor‑executivo da Microsoft, Satya Nadella, disse que estava "muito orgulhoso" do investimento inicial lucrativo de sua empresa na gigante de IA por trás do ChatGPT. A fala ocorreu durante o depoimento do CEO no julgamento movido por Elon Musk contra a OpenAI.
Nadella declarou que o investimento da Microsoft, que hoje detém cerca de um quarto da OpenAI Group PBC, contribuiu para criar "uma das maiores e melhor financiadas organizações sem fins lucrativos do mundo".
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A defesa de Musk alega que documentos internos da Microsoft demonstravam que a companhia na realidade tinha o foco nos lucros, e não em ajudar a fomentar um serviço de IA filantrópico. Isso depois de ver seu investimento inicial de US$ 13 bilhões (R$ 63,53 bilhões, na cotação atual) disparar para US$ 92 bilhões (R$ 449,59 bilhões) quatro anos mais tarde. A participação do grupo agora é avaliada em US$ 135 bilhões (R$ 659,72 bilhões).
"Se o bolo ficasse maior, obviamente a organização sem fins lucrativos também se beneficiaria em sua missão, e foi exatamente isso que se comprovou", afirmou Nadella.
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Os advogados de Musk sugerem que a Microsoft foi fundamental na guinada da OpenAI rumo a uma empresa comercial, citando uma frase de Nadella em 2023: "Temos as pessoas, temos poder de computação, temos os dados, temos tudo."
Naquele ano, quando o fundador da OpenAI, Sam Altman, foi demitido, Nadella interveio para apoiá‑lo. "Eu também tentaria garantir que Sam e Greg [Brockman, seu cofundador] não criassem uma empresa concorrente e que se juntassem à Microsoft", disse Nadella.
No dia seguinte à saída de Altman, a Microsoft já havia criado uma subsidiária para recebê‑los e adquirir as ações dos funcionários que decidissem segui‑los, uma medida que um dos cofundadores calculou que teria custado aproximadamente US$ 25 bilhões (R$ 122,17 bilhões). Dias depois, Altman voltou a seu cargo na OpenAI.
Segundo o site The Information, a OpenAI fechou um novo acordo com a Microsoft para limitar a participação desta nos lucros da IA. De acordo com a reportagem, a Microsfot agora estaria limitada a receber US$ 38 bilhões e isso permitiria uma economia de até US$ 97 bilhões até 2030 para a OpenAI.
Musk processa OpenAI
Elon Musk processou a OpenAI, acusando a empresa de trair sua missão original e de desviar suas doações, de 38 milhões de dólares (R$ 188,9 milhões), para construir um império avaliado em mais de 850 bilhões de dólares (R$ 4,23 trilhões).
O processo expôs disputas internas entre engenheiros, investidores e executivos do Vale do Silício nos anos anteriores ao lançamento do ChatGPT, em 2022.
O fundador da Tesla e da SpaceX exige que a OpenAI retorne a seu status original de organização sem fins lucrativos. Se isso acontecer, a medida afetaria sua posição na corrida global de inteligência artificial contra Anthropic, Google e a chinesa DeepSeek.
A OpenAI afirma que Musk se retirou voluntariamente após não conseguir o controle majoritário da empresa. Depois, ele se tornou concorrente direto da companhia por meio da xAI, com a qual desenvolveu a IA Grok.
A juíza Yvonne González Rogers dará a decisão definitiva sobre a responsabilidade e eventuais indenizações, após o veredicto de um júri "consultivo". Se ela decidir a favor de Musk, a abertura de capital da OpenAI, planejada para este ano, ficaria em dúvida.
Atrair investimentos
No julgamento desta segunda, os advogados de Musk tentaram convencer o júri de que a Microsoft, ao investir na OpenAI em 2019, sabia que contribuía para desviar uma fundação sem fins lucrativos de seu propósito original.
Para isso, eles usarão e-mails da Microsoft de 2018, revelados recentemente, para demonstrar que a gigante de tecnologia só investiu quando vislumbrou a possibilidade de obter retornos.
Nos e-mails, Nadella consultou seus executivos sobre um desconto concedido à OpenAI para usar a potência computacional do Azure, plataforma de computação em nuvem da Microsoft.
"Em geral, não sei que pesquisa eles estão conduzindo nem como, se a compartilhassem conosco, ela poderia nos ajudar a avançar", escreveu Nadella.
Sam Altman, então CEO da OpenAI, e Satya Nadella, CEO da Microsoft, durante a conferência OpenAI DevDay, em 6 de novembro de 2023
AP Photo/Barbara Ortutay
Naquele momento predominava o ceticismo, e o diretor de tecnologia da Microsoft, Kevin Scott, temia que a OpenAI pudesse "ir irritada para a Amazon".
Em 2019, um ano e meio depois de ter virado as costas para a startup, a Microsoft finalmente investiu 1 bilhão de dólares (R$ 4,97 bilhões).
No fim, injetaria um total de 13 bilhões de dólares (R$ 64,62 bilhões), uma participação agora avaliada em 228 bilhões de dólares (R$ 1,13 trilhão).
*Com informações da France Press, Associated Press e Reuters.

Armas nucleares, Taiwan e inteligência artificial: o que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China

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China anuncia visita de Donald Trump ao país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciará esta terça-feira (12) uma viagem para a China, onde se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping. A reunião deve girar em torno de uma série de pautas espinhosas entre os dois países, como armas nucleares, inteligência artificial e Taiwan.
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▶️ Contexto: Essa será a segunda vez em menos de um ano que Trump e Xi se encontrarão presencialmente. No último encontro, em outubro de 2025, os dois anunciaram acordos e concordaram em pausar a guerra comercial entre os dois países.
🇮🇷 Desta vez, no entanto, a reunião ocorre em meio a um conflito em andamento: a guerra no Irã. Apesar do cessar-fogo no Oriente Médio, Trump vem ameaçando novos ataques diante da falta de acordo.
A China é uma importante parceira do Irã e segue como uma das principais compradoras do petróleo iraniano.
O governo Trump tem pressionado Pequim a usar a influência sobre o Irã para avançar negociações e impedir que o país desenvolva uma arma nuclear.
Além do Irã, Trump também deve tratar com Xi da Rússia, em uma tentativa de avançar nas conversas de paz com a Ucrânia.
☢️ Também há tensões que envolvem diretamente China e Estados Unidos. Em novembro de 2025, Trump acusou Pequim de testar armas nucleares em segredo. A acusação foi reforçada por um subsecretário norte-americano em fevereiro deste ano, pouco antes do início da guerra no Irã.
O governo Trump afirma que a China tem realizado testes nucleares subterrâneos sem “limites” e “transparência”.
Pequim nega as acusações e condenou as declarações feitas por Trump.
O presidente norte-americano tem demonstrado interesse em um acordo conjunto entre EUA, Rússia e China para limitar a proliferação de armas nucleares.
À Reuters, uma autoridade do governo chinês disse que Xi não tem interesse em discutir o tema neste momento.
🇹🇼 Outro tema delicado entre os dois países é Taiwan. A China considera a ilha parte do próprio território. Já os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Os EUA têm fornecido armas para Taiwan, o que irritou a China.
Enquanto isso, Pequim reforçou a presença militar no entorno da ilha, o que gerou reação negativa dos norte-americanos.
Trump afirmou na segunda-feira (11) que vai discutir com Xi o fornecimento de armas para Taiwan.
"Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso. Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar", disse Trump a repórteres durante evento na Casa Branca.
A reunião entre Trump e Xi está marcada para a manhã de quinta-feira (14), pelo horário local — noite de quarta-feira (13), no Brasil.
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IA e comércio
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30).
Reuters/Evelyn Hockstein
Além das tensões geopolíticas, Trump e Xi também devem discutir temas econômicos e tecnológicos, como inteligência artificial (IA) e tarifas.
🤖 Em relação à IA, assessores do governo Trump têm demonstrado preocupação com o avanço de modelos desenvolvidos na China. A avaliação é que os países precisam criar um canal de comunicação para evitar conflitos. O encontro dessa semana pode pavimentar essa conversa.
O tema ganhou peso após uma nova escalada de tensões em abril.
Os EUA acusaram a China de promover roubo em larga escala de tecnologia de inteligência artificial, com tentativas organizadas de acessar sistemas americanos.
Segundo a Casa Branca, as ações envolveriam contas falsas e técnicas para contornar mecanismos de segurança e extrair dados sensíveis.
O episódio também levantou dúvidas sobre a liberação de chips avançados de IA para empresas chinesas.
💸 Já na área comercial, os dois países ainda vivem uma trégua firmada em outubro de 2025, após uma guerra tarifária. O acordo foi alcançado no último encontro entre Trump e Xi Jinping.
O acordo prevê redução de tarifas, compras de produtos americanos pela China e manutenção do fornecimento de minerais raros chineses aos EUA.
Desta vez, é esperado que Trump e Xi anunciem a criação de fóruns para facilitar o comércio e investimentos entre os dois países.
Na mesa de negociações também estará a prorrogação do tratado que interrompeu a guerra comercial entre os dois países.
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VÍDEO mostra estrago em navio sul-coreano atacado no Estreito de Ormuz

VÍDEO mostra estrago em navio sul-coreano atacado no Estreito de Ormuz
Imagens mostram estrago em navio sul-coreano atacado no Estreito de Ormuz
O governo da Coreia do Sul condenou nesta segunda-feira (11) “nos termos mais fortes possíveis” um ataque contra um navio cargueiro operado por uma empresa sul-coreana no Estreito de Ormuz neste mês e afirmou que irá responder assim que a origem do incidente for confirmada.
A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
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Navio cargeiro operado por empresa sul-coreana é atacado no Estreito de Ormuz
Reuters/ reprodução do Ministério Exterior da Coreia do Sul
Segundo o Gabinete Presidencial sul-coreano, uma análise forense inicial identificou danos na parte inferior da popa da embarcação, que teriam provocado um incêndio na sala de máquinas.
O navio Namu, operado pela empresa HMM Co, não estaria violando regras em vigor nas águas próximas aos Emirados Árabes Unidos no momento do ataque. O governo sul-coreano classificou o episódio como uma agressão “injustificável” contra uma embarcação comercial.
“Condenamos isso nos termos mais fortes possíveis”, afirmou Wi Sung-lac, assessor de segurança nacional da presidência sul-coreana, em coletiva de imprensa.
🔎 O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, e essencial para o transporte global de petróleo.
Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, o controle da passagem se tornou um dos principais pontos de tensão entre Washington e o Irã, no contexto da escalada das hostilidades na região.
Em meio ao conflito, o Irã passou a restringir a circulação de embarcações como forma de pressão contra os Estados Unidos, enquanto Washington respondeu intensificando a fiscalização e bloqueando o trânsito de navios iranianos na área.
Nos últimos dias, o Irã teria autorizado a passagem do navio do Catar como um gesto de boa vontade ao Catar e ao Paquistão, países que tentam ajudar nas negociações para reduzir a tensão no conflito.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas alertaram que navios de países que apoiam as sanções dos Estados Unidos podem enfrentar dificuldades para cruzar o Estreito de Ormuz.
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