FOTOS: Em meio à guerra, Gaza realiza casamento coletivo para 50 casais

Dois em cada três americanos dizem que Trump não deixou claros objetivos da guerra contra o Irã, diz pesquisa
Casamento coletivo em Gaza
REUTERS/Mahmoud Issa
Palestinos participaram neste domingo (10) de um casamento coletivo para 50 casais órfãos na Cidade de Gaza, em meio à guerra entre Israel e o Hamas e à crise humanitária no território palestino.
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A cerimônia ocorre enquanto a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza foi deslocada pela guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Muitos estão vivendo em casas destruídas por bombardeios e em tendas improvisadas montadas em terrenos abertos, à beira de estradas ou sobre as ruínas de edifícios.
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A cerimônia foi organizada pela organização sem fins lucrativos da Turquia Fundação de Ajuda Humanitária IHH.
Em publicação na rede social X, a organização afirmou que o evento tinha como objetivo levar esperança às famílias afetadas pelo conflito.
“Hoje, às 16h30 no horário da Palestina, uma cerimônia de casamento será realizada em Gaza para 50 casais órfãos. À sombra do bloqueio, continuamos a levar esperança e a compartilhar a alegria de nossos irmãos e irmãs órfãos enquanto começam suas novas famílias. Por favor, mantenham-nos em suas orações”, escreveu a instituição.
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Imagens divulgadas pela agência de notícias Reuters mostram os noivos e convidados reunidos durante a celebração, realizada na Cidade de Gaza.
Casamento coletivo para 50 casais organizado pela Fundação de Ajuda Humanitária IHH na cidade de Gaza.
REUTERS/Mahmoud Issa
Palestinos participam de um casamento coletivo em Gaza, em 11 de maio de 2026.
REUTERS/Mahmoud Issa
Casamento coletivo em Gaza
REUTERS/Mahmoud Issa
ONG realiza casamento coletivo de 50 casais em Gaza
Reuters
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Cidade turística argentina no ‘fim do mundo’ nega ter dado início a surto de hantavírus

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Ushuaia é conhecida como o 'fim do mundo' e serve porta de entrada para viagens para a Antártida e Patagônia.
Reuters via BBC
Como a cidade mais ao sul da Argentina, Ushuaia há muito desfruta de sua reputação como o "fim do mundo" e como porta de entrada para viagens tanto à Antártida quanto para turistas explorarem a beleza natural dramática da Patagônia.
Mas, nos últimos dias, está enfrentando um tipo diferente de fama, que lançou uma sombra sobre empresas e autoridades locais: a sugestão de que poderia ser o marco zero do surto de hantavírus no navio holandês MV Hondius.
👉 O navio de cruzeiro agora está ancorado em Tenerife, nas Ilhas Canárias da Espanha, onde os passageiros estão sendo evacuados e enviados de volta para casa de avião. O navio iniciou sua viagem em 1º de abril, a mais de 9,6 mil quilômetros de distância, em Ushuaia, na província da Terra do Fogo.
A bordo estavam 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países. Embora se acredite que o vírus tenha chegado ao navio ali, sua origem precisa — e a identidade de quem o transportava — permanece incerta. Essa incerteza alimentou intensa especulação em partes da mídia.
Uma teoria sugere que um passageiro pode ter sido infectado em um aterro sanitário nos arredores de Ushuaia, onde turistas costumam ir para observar pássaros e onde o lixo atrai ratos e camundongos.
Últimos passageiros do navio afetado por surto de hantavírus devem desembarcar hoje
Autoridades argentinas que falaram anonimamente a alguns meios de comunicação disseram que essa é sua principal hipótese. Essa sugestão, no entanto, não foi bem recebida localmente.
"Na Terra do Fogo, não temos registro de casos de hantavírus em nossa história", disse Juan Facundo Petrina, diretor-geral de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província. “E, especificamente, desde 1996 — quando o Sistema Nacional de Vigilância o incluiu entre as doenças de notificação obrigatória — não tivemos um único caso na Terra do Fogo.”
Petrina, que assumiu o cargo em 2021 durante a pandemia do coronavírus, tem reiterado esse ponto em todas as coletivas de imprensa e entrevistas que concedeu nos últimos dias. Ele enfatizou que sua província é uma fonte improvável da infecção e que a zona endêmica do hantavírus fica a mais de 1,5 mil km ao norte.
“Para começar, não temos a subespécie do camundongo de cauda longa [que transmite a doença], nem compartilhamos as mesmas condições climáticas do norte da Patagônia — nem em umidade nem temperatura — para seu desenvolvimento”, disse ele.
“E se os roedores começarem a se mover, já que não respeitam os limites geográficos, é importante lembrar que somos uma ilha. Eles enfrentariam a limitação de cruzar o Estreito de Magalhães para infectar espécies locais, então isso seria uma dificuldade adicional, além do clima.”
Um aterro sanitário nos arredores de Ushuaia foi identificado como possível fonte da infecção do hantavírus.
Matías Zibell/ BBC News Mundo
Embora muitos especialistas concordem com Petrina de que é improvável que a infecção tenha ocorrido na Terra do Fogo, o governo nacional da Argentina anunciou que está enviando uma equipe de especialistas para determinar se há vestígios de hantavírus ou se o camundongo de cauda longa chegou à região.
A equipe trabalhará com biólogos locais para capturar ratos no aterro sanitário e testá-los para o vírus. Mas dois dias após o anúncio, os especialistas ainda não haviam chegado. Quando a BBC visitou o local, havia dezenas de pássaros circulando pelas pilhas de lixo e nenhum sinal de uma investigação em curso (veja imagem acima).
O epidemiologista Eduardo López, chefe do Departamento de Medicina e Doenças Infecciosas do Hospital Infantil Ricardo Gutiérrez, em Buenos Aires, disse que é necessária uma investigação mais aprofundada na província.
“O caso exige mais estudos porque os ecossistemas estão mudando”, disse ele.
Segundo López, o rato oligoryzomys longicaudatus, cujo habitat original eram os Andes da Patagônia e o noroeste da Argentina, hoje em dia já é encontrado na província de Buenos Aires ao lado de outros roedores que transmitem o hantavírus.
A urgência não é apenas científica, mas econômica. A urgência não é apenas científica, mas também econômica. A Terra do Fogo é a província mais jovem e menos populosa da Argentina, com indústrias como exploração de hidrocarbonetos e pesca, seguidas de perto pelo turismo como fontes locais de renda.
Juan Manuel Pavlov, do Instituto de Turismo da Terra do Fogo, disse que mais de 95% dos barcos para a Antártica partem do porto. "Com mais de 500 escalas portuárias por ano, a indústria de cruzeiros é fundamental para a economia da província."
Até o momento, apesar do aumento nas consultas de operadores internacionais, não houve cancelamentos oficiais de cruzeiros. Mas como a temporada de cruzeiros terminou em meados de abril, qualquer impacto de longo prazo pode levar meses para ser sentido.
"Temos uma temporada de inverno pela frente que esperamos que seja muito bem-sucedida", disse Pavlov. "Estamos trabalhando duro em nossos principais mercados e não queremos que algo assim ofusque tudo o que foi feito para priorizar a saúde das pessoas."
No porto de Ushuaia, a vida parece seguir normalmente. Os turistas passeiam pela orla e se reúnem para excursões mais curtas — para a Isla de los Estados, lar do famoso farol do "fim do mundo", ou ao longo do Canal de Beagle.
"A ausência de casos aqui é muito reconfortante", disse Adonis Carvajal, que trabalha para uma operadora de turismo. "As pessoas perguntam se há infecções na província, e o fato de não haver relatos de pessoas doentes aqui traz calma."
"A cepa pode ser do sul — isso não é negado — mas não se originou aqui."
Entre os turistas está David Bomparp, um venezuelano que mora em Medellín, Colômbia. Ele chegou com sua parceira, Daniela Sandoval, há poucos dias.
“Planejamos essa viagem em outubro e só um dia antes de embarcar no avião descobrimos o que havia acontecido”, disse ele. “Até onde entendemos, nada havia sido confirmado aqui, então viemos sem nos preocupar, seguindo as medidas de segurança.”
Daniela, no entanto, disse que sua mãe estava menos tranquila.
"Ela me enviava reels do Instagram e links a noite toda porque estava preocupada", disse. “Eu disse a ela que não se preocupasse porque não havia casos confirmados aqui.”
O turista costarriquenho Jordan Bermúdez disse que seu grupo manteve os planos originais. Ele afirmou que pesquisaram sobre o vírus antes de chegar de Punta Arenas, no Chile, em 5 de maio, mas isso não os desanimou.
"Chegamos, encontramos a cidade bastante tranquila, fizemos todos os passeios que havíamos planejado e achamos que tudo está normal", disse.
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As autoridades de saúde ainda estão tentando determinar a origem da infecção. Eles acreditam que um dos casais holandeses que contraiu o vírus e morreu provavelmente é o “paciente zero”.
As autoridades tentaram reconstruir sua viagem pela Argentina, Chile e Uruguai antes de embarcarem no navio em Ushuaia, usando principalmente registros de entrada e saída da fronteira.
Autoridades chilenas e uruguaias afirmam que o casal não contraiu o vírus nesses países, com base no período de incubação estimado pela Organização Mundial da Saúde entre uma e oito semanas.
Petrina concordou que eles muito provavelmente contraíram a doença na Argentina, mas disse acreditar que isso ocorreu provavelmente duas a quatro semanas antes do cruzeiro. Poderia ter sido em uma região montanhosa da Patagônia, disse ele, talvez nas províncias de Chubut, Neuquén ou Río Negro.
O Ministério Nacional da Saúde, entretanto, não apresentou uma teoria definitiva.
“Não podemos descartar, em princípio, que as infecções tenham ocorrido na Terra do Fogo, mas há um fato importante a considerar: desde que o hantavírus se tornou uma doença de notificação obrigatória, nenhum caso foi relatado na província”, disse.
Espera-se que a evacuação dos passageiros e da tripulação do MV Hondius em Tenerife ainda possa fornecer algumas pistas.
Mas, por enquanto, sem o casal holandês para preencher as lacunas e as autoridades incapazes de reconstruir totalmente suas viagens, muitas perguntas sobre como esse surto começou permanecem sem resposta.

OpenAI é processada após ChatGPT ser acusado de orientar ataque nos EUA

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O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT
AP/Michael Dwyer, Arquivo
A viúva de um homem morto em um tiroteio em massa ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos, está processando a OpenAI, criadora do ChatGPT, acusando o chatbot de inteligência artificial de ter contribuído para a tragédia.
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Segundo os promotores, o ChatGPT teria aconselhado Phoenix Ikner sobre qual local e horário do dia permitiriam fazer o maior número possível de vítimas, além de indicar qual tipo de arma e munição usar e se uma arma seria eficaz em curta distância.
“A OpenAI sabia que isso aconteceria. Já aconteceu antes e era apenas uma questão de tempo até acontecer de novo”, afirmou Vandana Joshi em comunicado divulgado nesta segunda-feira (11). O marido dela, Tiru Chabba, foi uma das duas pessoas mortas no ataque, que também deixou outras seis feridas.
Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, negou qualquer responsabilidade da empresa “nesse crime terrível”.
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“Neste caso, o ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu atividade ilegal ou prejudicial”, disse Pusateri em um e-mail enviado à Associated Press nesta segunda-feira (11).
O processo foi apresentado no domingo (10) em um tribunal federal.
Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau e várias acusações de tentativa de homicídio pelo ataque ocorrido em abril de 2025 no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida.
Os promotores pretendem pedir a pena de morte. Phoenix Ikner se declarou inocente.
Separadamente, em abril, a procuradora-geral da Flórida informou que havia uma rara investigação criminal envolvendo o ChatGPT para apurar se o aplicativo ofereceu orientações a Ikner.
Em comunicado divulgado por seu advogado, Joshi afirmou que a OpenAI “colocou seus lucros acima da nossa segurança, e isso matou meu marido. Eles precisam ser responsabilizados antes que outra família passe por isso”.
Diversos processos civis já pediram indenizações contra empresas de tecnologia e inteligência artificial pelo impacto de chatbots e redes sociais na saúde mental de usuários.
Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por danos causados a crianças que utilizavam seus serviços.
Já no Novo México, um júri concluiu que a Meta prejudicou conscientemente a saúde mental de crianças e ocultou o que sabia sobre exploração sexual infantil em suas plataformas.
Adolescente é preso por pergunta sobre assassinato ao ChatGPT

Trump considera voltar a atacar o Irã e convoca reunião de emergência com cúpula do governo, diz site

Dois em cada três americanos dizem que Trump não deixou claros objetivos da guerra contra o Irã, diz pesquisa
Donald Trump considera inaceitável resposta iraniana a plano de paz
Diante do impasse nas negociações de paz no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera voltar a atacar o território iraniano, segundo uma reportagem publicada nesta segunda-feira (11) no site de notícias Axios com base em fontes do governo dos EUA.
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De acordo com o site, Trump convocou a cúpula de seu governo para uma reunião de emergência ainda nesta segunda para discutir os próximos passos na guerra contra o Irã.
Nesta segunda-feira, as negociações para o fim da guerra chegaram a um novo impasse, após o Irã voltar a defender a proposta que apresentou aos EUA no fim de semana. No domingo, Trump chamou de "inaceitáveis" as condições impostas pelo Irã. Mas, nesta manhã, Teerã voltou a defender sua proposta e disse que não recuará (leia mais abaixo).
O Axios afirma que Donald Trump colocará sobre a mesa propostas diante do impasse. Fontes ouvidas pelo site afirmam que o presidente dos EUA considera retomar ataques ao território iraniano, em pausa por um cessar-fogo que o Trump disse mais cedo estar "por um fio".
Ainda segundo o Axios, estarão presentes na reunião, que acontecerá na Casa Branca:
O vice-presidente, JD Vance;
O enviado especial de Trump Steve Witkoff;
O secretário de Estado, Marco Rubio;
O secretário de Guerra, Pete Hegseth;
O chefe das Forças Armadas, o general Dan Caine;
E o diretor da CIA, John Ratcliffe.
A Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre a reunião de emergência até a última atualização desta reportagem.
Impasse
Após críticas de Donald Trump, o Irã defendeu nesta segunda sua proposta para dar um fim à guerra com os Estados Unidos no Oriente Médio. A defesa, feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, coloca as negociações pelo fim da guerra de volta a um novo impasse.
Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que o texto elaborado por Teerã é "legítimo e generoso". "Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana", disse o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei.
“Passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o estabelecimento da segurança na região e no Líbano foram outras demandas do Irã, que são consideradas uma oferta generosa e responsável para a segurança regional", afirmou Baghaei.
O porta-voz afirmou ainda que os EUA mantêm exigências consideradas "irracionais e unilaterais".
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã
Reprodução/Redes Sociais
Veja, abaixo, os principais pontos impostos pelo Irã para encerrar o conflito, segundo a imprensa norte-americana:
Fim da guerra e segurança
O Irã defende a necessidade de acabar com a guerra em todas as frentes (incluindo a guerra travada entre Israel e Hezbollah no Líbano) e solicita garantias formais de que não sofrerá novos ataques.
Soberania territorial: O documento destaca a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
Economia e sanções
Suspensão de sanções: A proposta pede a suspensão, por um período de 30 dias, das sanções dos EUA via Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sobre a venda de petróleo iraniano e o término do bloqueio naval contra o país.
Compensações financeiras: O Irã requer que os Estados Unidos paguem indenizações pelos danos causados durante a guerra.
Questão nuclear
Destino do urânio: O plano sugere diluir parte do urânio altamente enriquecido e transferir o restante para um terceiro país, segundo reportagem do jornal "The Wall Street Journal".
Cláusula de devolução: O Irã exige garantias de que esse urânio seja devolvido ao país caso as negociações fracassem ou os EUA abandonem o acordo futuramente.
Instalações e enriquecimento: O país aceita suspender o enriquecimento de urânio por um prazo menor do que os 20 anos propostos pelos EUA, mas rejeita categoricamente desmantelar suas instalações nucleares.
Saiba os pontos pedidos pelos EUA:
Programa nuclear
Os Estados Unidos exigiam, originalmente, que o Irã cancelasse totalmente seu programa de enriquecimento de urânio, que pode ser utilizado para construir bombas atômicas. Teerã alega que o programa gera energia nuclear apenas para fins civis.
Depois da guerra e da resistência do governo iraniano, a imprensa norte-americana reportou que Washington flexibilizou essa exigência e passou a pedir a suspensão do programa nuclear iraniano por 20 anos, o que o regime dos aiatolás também não aceita.
Os EUA também pediram a desativação total das principais usinas nucleares do território iraniano.
Estreito de Ormuz
Com o impasse no Estreito de Ormuz, o governo de Donald Trump, ainda de acordo com jornais e sites de notícia dos EUA, também passou a exigir garantias de que o Irã não voltará a fechar o canal, que entraria em supervisão internacional.
A recompensa, para isso, seria a suspensão de uma série de sanções dos EUA ao Irã, o que aliviaria a economia do país do Oriente Médio, mergulhada em uma profunda crise atualmente.
Produção de mísseis e armamentos
Segundo a imprensa dos EUA, Washington também queria impor, na proposta original, limitações à quantidade e aos tipos de mísseis produzidos pelo Irã.
Teerã rejeitou esse ponto.
Grupos armados financiados pelo Irã
A proposta original dos EUA também pede que o Irã deixe de financiar grupos terroristas na região, como o Hamas e o Hezbollah.
Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio.
Elizabeth Frantz / Reuters
Trump classificou propostas como 'inaceitáveis'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou neste domingo (10) como "totalmente inaceitáveis" as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
"Acabei de ler a resposta dos chamados 'representantes' do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Mais cedo no domingo, o Irã havia respondido à última proposta de paz de Washington com uma série de exigências para acabar com a guerra, segundo informações da mídia estatal e da agência iraniana semioficial Tasnim.
Além disso, segundo autoridades ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal", o Irã colocou suas próprias condições sobre a questão nuclear.
➡️ O novo impasse deixa as negociações indefinidas mais de um mês após a implementação de um cessar-fogo entre EUA e Irã, em 8 de abril. A trégua tinha por objetivo fazer uma pausa nos ataques enquanto as duas partes negociassem um fim definitivo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.
A incerteza e o novo impasse fizeram o petróleo subir novamente nesta segunda.
Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026
Majid Asgaripour/Wana/Reuters
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Trump diz que cessar-fogo com Irã está por um fio
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (11) aponta que dois em cada três norte-americanos avaliam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não explicou de forma clara por que o país entrou em guerra contra o Irã.
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O levantamento ouviu 1.254 adultos nos Estados Unidos entre 8 e 11 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com a pesquisa, 66% dos entrevistados disseram que Trump não explicou claramente os objetivos da guerra. Essa percepção negativa inclui um em cada três republicanos — que tendem a apoiar o presidente — e quase todos os democratas.
Os dados apontam ainda que a alta no preço dos combustíveis, impactada pela guerra, também preocupa os eleitores:
63% afirmaram que a situação financeira da família foi afetada pela alta recente da gasolina. Em março, eram 55%;
30% aprovam a forma como o presidente conduz a economia, enquanto 64% desaprovam. O índice apresentou leve melhora na comparação com o fim de abril.
Em termos gerais, 36% aprovam o desempenho de Trump como presidente. O número se manteve estável, dentro da margem de erro. Na pesquisa anterior, a aprovação era de 34%.
A desaprovação também se manteve estável. No fim de abril, o índice era de 64%. Agora, 63% desaprovam o presidente. Veja no gráfico abaixo.
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Presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento na Casa Branca em 11 de maio de 2026.
REUTERS/Evelyn Hockstein
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