‘A Venezuela ama Trump’: presidente norte-americano sugere país como 51º estado dos EUA

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O presidente Donald Trump caminha para falar com repórteres enquanto se prepara para embarcar no helicóptero Marine One no gramado sul da Casa Branca, na sexta-feira, 1º de maio de 2026, em Washington
Mark Schiefelbein / AP
Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira (11), mais uma vez, que um país pode se tornar o 51º estado dos EUA — desta vez, a Venezuela. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, o presidente norte-americano estaria “considerando seriamente” a possibilidade.
“A Venezuela ama Trump”, teria dito o presidente norte-americano.
Ainda de acordo com a Fox News, o republicano teria citado as reservas de petróleo do país latino-americano, avaliadas em US$ 40 trilhões, como o principal fator por trás da ideia.
Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, funcionários da Casa Branca têm viajado constantemente entre os Estados Unidos e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração, ao mesmo tempo em que tentam estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez.
“A Venezuela é um país muito feliz neste momento”, também disse Trump à jornalista Sharyl Attkisson, do programa Full Measure, em entrevista exibida em 10 de maio.
“Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado”, afirmou. “A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu.”
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Os “novos” 51º estados de Donald Trump
Desde que retornou à Casa Branca, Trump já deu diversas declarações expansionistas envolvendo territórios estrangeiros.
O Canadá foi um dos primeiros a receber a “oferta”. Em maio do ano passado, o republicano afirmou que os canadenses poderiam ter acesso gratuito ao sistema antimíssil “Domo de Ouro”, mas sob uma condição: o país teria de se tornar o 51º estado norte-americano.
Segundo Trump, caso o Canadá continuasse independente, teria de pagar US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema.
“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte do nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, publicou Trump em sua rede social, a Truth Social.
“Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido 51º estado. Estão considerando a oferta!”, acrescentou.
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra reunião com líderes europeus e mapa com Groenlândia, Canadá e Venezuela com bandeira dos EUA.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Ainda na toada do Domo de Ouro, Trump também pressionou a Otan a apoiar seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em uma publicação, o republicano afirmou que a ilha é “vital” para a construção do escudo antimíssil.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, Rússia ou China o farão — e isso não vai acontecer!”, escreveu.
Montagem de IA publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais mostra ele fincando a bandeira dos Estados Unidos na Groenlândia.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Por fim, outro país que chegou a entrar na mira de Trump foi Cuba. Em março deste ano, o presidente afirmou que seria uma “honra” para ele “tomar Cuba”. A declaração foi mais um capítulo da escalada de pressão dos norte-americanos sobre a ilha comunista, que enfrentava uma forte crise energética.
Diante desse cenário, o governo cubano se viu forçado a iniciar negociações com os Estados Unidos.
Cuba está entre os alvos de Trump desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Na época, ele reverteu a política de abertura adotada por Barack Obama e endureceu sanções contra a ilha.

UE impõe sanções à Rússia por sequestro e deportação em massa de crianças: ‘Não se lembram mais da Ucrânia’

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Uma criança ucraniana está ao lado de milhares de ursinhos de pelúcia, simbolizando os sequestros de crianças ucranianas pela Rússia , durante uma manifestação em Washington em 23 de abril.
REUTERS/Kevin Lamarque
A União Europeia aprovou nesta segunda‑feira (11) novas sanções contra autoridades e instituições acusadas de envolvimento na deportação em massa de crianças ucranianas para a Rússia e para territórios sob ocupação russa.
Governos europeus e organismos internacionais classificam essa prática como uma das mais graves violações de direitos humanos cometidas no contexto da guerra em curso. Segundo as acusações, indivíduos e entidades russas estariam colocando essas crianças para adoção ou forçando muitas delas a mudar sua identidade.
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Na Ucrânia, o destino de mais de 20 mil crianças ucranianas deportadas pela Rússia é motivo de preocupação diária, e os relatos dos menores que conseguiram escapar alertam para a propaganda a que foram submetidas, como Ilya, natural de Mariupol, que tinha 9 anos quando os russos o levaram à força para a cidade ocupada de Donetsk.
“Eles tentaram me transformar em um instrumento de propaganda. Me ensinaram a escrever em russo e, um dia, meu médico veio me ver e me disse que agora eu não poderia mais dizer ‘Glória à Ucrânia’, mas sim ‘Glória à Ucrânia que faz parte integrante da Rússia’”, conta o menino.
“Eles não se lembram mais da Ucrânia” Ilya faz parte dos poucos que conseguiram voltar. Sua avó conseguiu resgatá-lo em 2023. Mas, para milhares de outras crianças, o tempo está se esgotando, afirma Mariana Betsa, vice-ministra das Relações Exteriores.
“É urgente agir. Essas crianças, que tinham dois anos em 2022 e hoje têm seis, tiveram seus dados pessoais alterados e não se lembram mais da Ucrânia. É uma tragédia humana. O tempo é curto e precisamos agir o mais rápido possível, por todos os meios diplomáticos, jurídicos e políticos disponíveis para recuperar essas crianças”, alerta ela.
Sanções
As sanções também atingiram sete centros suspeitos de doutrinar as crianças ou treiná-las para servir nas forças armadas, seja para a Rússia, seja para milícias pró-russas dentro da Ucrânia.
A sede da UE afirmou que as medidas visam “aqueles responsáveis pela deportação sistemática ilegal, transferência forçada, assimilação forçada – incluindo doutrinação e educação militarizada – de menores ucranianos, bem como sua adoção ilegal e remoção para a Federação Russa e para territórios temporariamente ocupados”.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky saudou a decisão.
“Precisamos continuar trabalhando juntos para trazer todas as crianças ucranianas de volta para casa e garantir que todos os responsáveis por esses crimes sejam responsabilizados”, reagiu nas redes sociais.
As medidas atingem 16 indivíduos e sete entidades, incluindo responsáveis por acampamentos infantis, representantes governamentais e oficiais militares envolvidos na transferência forçada de menores e em programas de reeducação ideológica.
Com isso, o número total de pessoas e organizações sancionadas pela UE por esse sistema ultrapassa 130, todas sujeitas a congelamento de bens e proibição de entrada no bloco.
Segundo o Conselho da União Europeia, os acusados foram incluídos na lista por seu papel em um processo descrito como “sistemático” de deportação ilegal, transferência forçada e assimilação de crianças ucranianas, incluindo doutrinação política e educação militarizada.
O bloco denuncia ainda a adoção irregular dessas crianças por famílias russas e sua remoção para dentro do território da Federação Russa ou para zonas ocupadas na Ucrânia.
Desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, cerca de 20.500 crianças foram deportadas ilegalmente ou transferidas à força para a Rússia ou para territórios ucranianos controlados por Moscou no leste do país, segundo estimativas europeias.
Autoridades afirmam que muitas perdem sua identidade original nesse processo: recebem passaportes russos, têm seus nomes alterados e são integradas a programas educacionais destinados a alinhar suas visões políticas à narrativa do Kremlin.
Entre as entidades sancionadas estão organizações ligadas ao Ministério da Educação russo e estruturas localizadas na Crimeia ocupada pelos russos, como escolas navais, clubes patrióticos e acampamentos juvenis, onde os menores são expostos a eventos patrióticos, instrução política e práticas associadas à cultura militar russa.
Moldar a "visão política" das crianças Entre os nomes incluídos na lista está Lilya Shvetsova, diretora de um acampamento infantil conhecido como “Cravo Vermelho”, na Crimeia ocupada. De acordo com a União Europeia, ela supervisionava atividades destinadas a moldar as visões políticas e ideológicas das crianças presentes no local, inclusive menores transferidos da Ucrânia.
A adoção das sanções ocorreu em um momento de intensificação da pressão internacional sobre Moscou. No mesmo dia, Bruxelas sediou uma reunião da Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas, iniciativa que reúne dezenas de países com o objetivo de coordenar esforços para localizar, identificar e repatriar os menores levados à força.
Apesar dessas iniciativas, o avanço tem sido limitado. Cerca de 2.200 crianças foram devolvidas à Ucrânia até agora, número considerado baixo diante da escala do problema. Especialistas destacam que a identificação dos menores é particularmente difícil nos casos de crianças muito pequenas, que podem perder rapidamente referências familiares, além de sofrer alterações de nome e nacionalidade.
O processo de retorno também envolve desafios psicológicos e sociais. Muitas das crianças passaram anos afastadas de suas famílias e submetidas a programas de assimilação, o que exige estruturas complexas de reintegração quando retornam à Ucrânia.
Gravidade das acusações
A gravidade das acusações tem levado líderes europeus a enquadrar essas práticas dentro das categorias mais severas do direito internacional. A ministra das Relações Exteriores da Letônia, Baiba Braže, afirmou que a política pode se encaixar em elementos definidos na Convenção sobre Genocídio, especialmente pela tentativa de apagar a identidade de um grupo nacional.
O caso já é alvo de investigação internacional.
Em março de 2023, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, acusando-o de responsabilidade direta na deportação ilegal de crianças ucranianas.
Além disso, um relatório recente de uma comissão das Nações Unidas concluiu que essas transferências forçadas podem constituir crimes contra a humanidade, destacando seu caráter coordenado e a dificuldade sistemática de reunificação das famílias.
As sanções aprovadas nesta segunda-feira fazem parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para aumentar o custo político e econômico dessas ações e reforçar a responsabilização internacional.
Ao mesmo tempo, o bloco busca intensificar a cooperação com parceiros para rastrear o paradeiro das crianças e garantir sua devolução, num esforço que autoridades descrevem como urgente tanto do ponto de vista humanitário quanto jurídico.

É #FAKE que crise orçamentária de Nova York começou após Zohran Mamdani assumir prefeitura

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Crise orçamentária de Nova York começou antes do governo Zohran
g1
Circulam nas redes sociais publicações alegando que a crise orçamentária de Nova York começou depois que o atual prefeito da cidade, Zohran Mamdani, assumiu o cargo, em janeiro. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🔴 Como são os posts?
Desde 28 de abril, publicações em redes como X, Threads e Instagram acusam a gestão de Mamdani de ter causado uma crise financeira em Nova York.
Veja três exemplos de legendas: "Faz 4 meses desde que Mamdani assumiu o cargo de prefeito e Nova York já está falida. E pedir a Donald Trump mais injeção de dinheiro. O que virá em seguida é o manual clássico do Comunismo: inflação, mais pobreza, controle de narrativas e, claro, repressão"; "Não espero que o Estado americano ajude esse podre. Zohran Mamdani quer a ajuda do Estado. Em 6 meses ele comeu tudo"; e "Com 4 meses de mandato, Zohran Mamdani anuncia que NYC está em uma crise orçamentária após gastar toda a campanha prometendo coisas de graça".
Mas as afirmações das legendas são enganosas. Os recentes déficits nas contas públicas municipais vêm sendo registrados desde 2022, segundo relatórios publicados pela controladoria-geral do município antes mesmo da posse de Mamdani, em janeiro. Documentos de entidades civis e apartidárias da cidade comprovam isso (detalhes mais abaixo).
As publicações falsas usam um trecho real de um recente discurso real do prefeito, no qual ele disse: "A cidade de Nova Iorque enfrenta uma crise orçamentária de magnitude histórica. Herdamos um déficit maior do que qualquer outro desde a Grande Recessão. Anos de má gestão e falta de investimento crônica, juntamente com um desequilíbrio estrutural entre o que a cidade de Nova Iorque envia para o estado e o que recebemos em troca, cobraram o seu preço. Não podemos fechar este déficit apenas com poupanças. Precisamos de novas receitas e de uma redefinição estrutural na nossa relação com o estado […]".
Com 34 anos de idade, socialista e muçulmano, Mamdani concorreu pelo Partido Democrata e assumiu a chefia do Executivo da maior cidade dos Estados Unidos em 1º de janeiro. Durante a campanha, ele propôs aumentar impostos sobre os mais ricos para bancar medidas sociais para combater a crise do custo de vida.
⚠️ Por que #É FAKE?
Ao Fato ou Fake, o Escritório Independente de Orçamento de Nova York (IBO, na sigla em inglês), uma agência pública e apartidária, negou a alegação de que Mamdani responde pela atual crise orçamentária da cidade. Veja a resposta por e-mail: "Incorreto. Desde 2022, a cidade tem gasto mais do que arrecadado todos os anos, e o superávit que antes ajudava a estabilizar o orçamento tem diminuído consistentemente a cada ano. Embora parte desse aumento de gastos reflita ações tomadas pela administração [de Eric] Adams [entre 2022 e 2025] para lidar com problemas estruturais de longo prazo, outras questões antigas permanecem sem solução".
Ainda segundo a entidade, um dos principais motivos para a crise fiscal tem relação com a prática recorrente de indicar, nos planos orçamentários, custos menores que as despesas reais: "A prática de subestimar despesas e de não refletir com precisão os gastos da cidade de forma a corresponder às despesas reais não vem de nenhuma administração municipal específica, tendo sido adotada por muitas antes da gestão Mamdani".
O Fato ou Fake também enviou os posts, por e-mail, à assessoria de imprensa da prefeitura de Nova York, que afirmou: "A informação [de que Mamdani 'quebrou' a cidade] não é procedente. O prefeito Mamdani herdou um déficit fiscal de US$ 12 bilhões do ex-prefeito Eric Adams, o que foi confirmado independentemente pelo atual e antigo controlador-geral do município".
O primeiro relatório advertindo para a possibilidade de grandes rombos orçamentários em 2026 e 2027 foi publicado pelo ex-controlador-geral do município Brad Lander em 15 de dezembro de 2025, antes de Mamdani assumir. O documento está disponível no site do escritório do controlador e destaca:
Projeção de US$ 12 bilhões de déficit para os anos-fiscais de 2026 e 2027 – "O Gabinete do Controlador projeta um déficit orçamentário de US$ 2,18 bilhões para o ano fiscal de 2026 (1,8% das receitas totais). Os déficits nos anos seguintes podem chegar a US$ 10,41 bilhões em 2027 (8,8% das receitas totais), US$ 13,24 bilhões em 2028 (10,9%) e US$ 12,36 bilhões em 2029 (9,9%)".
Despesas subestimadas – "A cidade recorreu a economias temporárias (como US$ 1,62 bi em ajustes contábeis e adiamento de custos) e manteve despesas sistematicamente subestimadas, sem planejamento estrutural de eficiência nem reforço de reservas, o que aumenta a vulnerabilidade fiscal no longo prazo".
Cortes do governo Trump – "Mudanças propostas em políticas federais — incluindo cortes no Medicaid, reduções no financiamento de serviços sociais e políticas migratórias mais rígidas — podem aumentar significativamente os custos para a cidade de Nova York e enfraquecer sua perspectiva econômica".
Apenas um mês depois de esse relatório ter vindo a público, o novo controlador de Nova York, Mark Levine, publicou uma nova análise, confirmando estimativas do antecessor.
Ao Fato ou Fake, a gestão Mamdani citou três medidas para cobrir parte desse déficit:
29 de janeiro — A nomeação de um oficial responsável (chief savings office) nas Secretarias e agências municipais para revisar como o dinheiro está sendo gasto, identificar desperdícios, sugerir cortes ou melhoria e priorizar programas que realmente funcionam.
16 de fevereiro — Anúncio de ajuda financeira do governo do estado de Nova York para a cidade no valor de US$ 1,5 bilhão (US$ 1 bilhão em 2026 e US$ 510 milhões para 2027).
15 de abril — Criação de um imposto sobre móveis de luxo utilizados como segunda residência em Nova York. O tributo vale para imóveis acima de US$ 5 milhões e será aplicado para donos cuja residência principal não está na cidade.
💵 Quanto custam as políticas de Mamdani?
Em reportagem publicada em 7 de novembro de 2025, dois dias após a vitória Mamdani na eleição, o jornal americano "The New York Times" apontou que as quatro principais promessas do prefeito (creche universal gratuita, gratuidade no transporte por ônibus, mercados municipais e congelamento dos aluguéis) custariam US$ 7 bilhões anuais aos cofres da cidade, se implementadas simultaneamente.
Para pagar isso, o novo prefeito anunciou a previsão de arrecadar US$ 9 bilhões em novas receitas, com aumento de impostos sobre a renda, propriedades secundárias de moradores mais ricos e tributos para empresas que operam na cidade.
Em outra frente, Mamdani defende simplificar os contratos da cidade, contratar mais auditores para fiscalizar o cumprimento das leis tributárias e arrecadar mais multas — três medidas que, segundo seu plano de governo, poderiam gerar mais US$ 1 bilhão por ano.
Mas as ideias de Mamdani para arrecadar esse dinheiro vêm sendo questionadas por especialistas em contas públicas.
A Comissão Cidadã para o Orçamento de Nova York (CBC, na sigla em inglês), entidade independente que monitora as contas públicas da cidade, publicou um relatório alertando para um "otimismo" nas projeções de arrecadação do novo governo.
Segundo o grupo, os cálculos esbarram em possíveis dificuldades de aprovar novos impostos na Câmara Municipal e a capacidade limitada do estado de Nova York de fornecer ajuda financeira ao município.
O orçamento de Mamdani depende fortemente de recursos pontuais e de aumentos de impostos que enfraquecem a competitividade da cidade, ao mesmo tempo em que não consegue gerar economias recorrentes suficientes para estabilizar as finanças municipais. Além disso, riscos significativos podem desestabilizar o orçamento, incluindo uma projeção de receitas otimista combinada com uma margem orçamentária historicamente reduzida
Para 2026, a Câmara Municipal de Nova York havia aprovado um orçamento de US$ 116 bilhões, o maior de qualquer cidade americana.
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Soldados de Israel são presos por usar cigarro para desrespeitar imagem da Virgem Maria no Líbano

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Soldado israelense coloca cigarro em uma imagem da Virgem Maria no Líbano
Redes sociais via REUTERS
Dois soldados israelenses passarão semanas em prisão militar por desrespeito a um objeto religioso cristão no sul do Líbano, informaram as Forças de Defesa de Israel nesta segunda-feira (11). Um deles colocou um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria, enquanto o outro registrou a cena em fotografia.
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O Exército israelense informou que o soldado que aparece posando cumprirá 21 dias de prisão militar. O militar que fez a foto recebeu punição de 14 dias.
A imagem do militar, também com um cigarro na boca, viralizou nas redes sociais e provocou reação negativa. O caso é o mais recente envolvendo acusações de desrespeito a símbolos cristãos por forças israelenses no sul do Líbano, onde há ofensiva terrestre contra o Hezbollah.
As Forças Armadas afirmaram que tratam o caso “com grande seriedade” e que respeitam a liberdade religiosa, os locais sagrados e símbolos religiosos de todas as comunidades. A declaração foi publicada na rede social X pela porta-voz tenente-coronel Ariella Mazor.
A fotografia circulou poucos dias após a divulgação de imagens que mostravam um soldado israelense usando um machado contra uma estátua caída de Jesus crucificado na vila de Debel, também no sul do Líbano.
O caso foi condenado por líderes estrangeiros, autoridades religiosas cristãs e políticos israelenses. Militares envolvidos também foram condenados à prisão.
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Forças israelenses assumiram o controle do sul do Líbano durante a atual guerra entre Israel e Hezbollah, iniciada em 2 de março, quando o grupo libanês apoiado pelo Irã lançou mísseis através da fronteira dois dias após o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
Tropas israelenses permanecem na região apesar de uma trégua que já dura vários dias.
Também nesta segunda-feira, o Exército israelense informou que um soldado que atuava como motorista morreu em combate perto da fronteira. É a 18ª morte registrada na área desde o início da guerra com o Irã.
Israel afirma que atinge apenas edifícios utilizados como bases pelo Hezbollah. A extensão da destruição preocupa autoridades e moradores libaneses, que temem que parte dos deslocados pela guerra não tenha para onde voltar caso a trégua seja mantida.
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Exclusivo: g1 testou o Chevrolet Sonic; SUV custa R$ 129.990 e mostra força para brigar com Volkswagen Nivus

Exclusivo: g1 testou o Chevrolet Sonic; SUV custa R$ 129.990 e mostra força para brigar com Volkswagen Nivus
Repórter do g1 faz teste do Chevrolet Sonic em concessionária de São Paulo
Carlos Cereijo / g1
O g1 já testou o novo Chevrolet Sonic na versão RS. O SUV é o lançamento mais importante da marca em 2026 e chega com preço promocional de R$ 129.990 pela versão Premier e R$ 135.990 pela RS.
O motor é 1.0 turbo com injeção direta de combustível, com 115 cv e torque de 18,9 kgfm. Disponível somente nas versões topo de linha Premier e RS, o Sonic vem de série com câmbio automático de seis marchas.
O Sonic usa a mesma plataforma do Onix, mas será que ele é só um hatch disfarçado de utilitário esportivo? O espaço interno é bom? Os novos equipamentos de segurança ajudam? E a correia banhada a óleo ainda é um problema? O g1 foi o primeiro a testar o Sonic e traz todas as respostas.
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O motor três cilindros em linha 1.0 tem a mesma calibração do Tracker. Porém, o Sonic é mais leve, com 1.139 kg, o SUV "irmão" tem 100 kg a mais. Portanto, a sensação nas retomadas é mais ágil.
O Sonic dá uma sensação mais esportiva ao conjunto. E, mesmo assim, todos os números de consumo do Sonic são melhores se comparados ao Tracker 1.0 turbo.
Chevrolet lança Sonic por R$ 129.990; veja os detalhes do novo SUV
Claro, seria mais interessante a versão RS contar com o motor 1.2 turbo de 139 cv. Mas fica claro que a Chevrolet quer trabalhar o argumento do preço neste momento, e uma versão com este motor ficaria encavalada com outras configurações do Tracker.
Correia mais forte
Sim, a correia banhada a óleo continua. Desde 2025, no entanto, o componente recebeu atenção especial da General Motors. A correia passou a ser feita com materiais de maior resistência, segundo a GM, para não sofrer tanto se tiver contato com óleos de baixa qualidade. O Sonic já vem com essa evolução da correia.
Apresentação oficial do Chevrolet Sonic em São Paulo
Carlos Cereijo / g1
Aliás, essa é uma das explicações que a montadora dá para a polêmica com a peça: carros com plano de manutenção falho e óleo fora das especificações. O próprio site da marca diz que 20% dos óleos ofertados no Brasil são falsos ou adulterados. O óleo indicado é o sintético 0W-20 com certificação Dexos, que tem aditivos específicos.
Segundo a Chevrolet, seguindo o plano de revisões, a correia pode durar até 20 anos de uso. A fábrica dá garantia de 240 mil ao componente.
Firme, mas nem tanto
Dirigir o novo Sonic pelas ruas de São Paulo foi uma grata surpresa. Em um primeiro momento, as rodas de 17 polegadas poderiam sugerir um acerto firme, daqueles que transmitem vibrações em excesso para a cabine e comprometem o conforto no uso urbano. Mas, na prática, acontece justamente o contrário.
Mesmo com rodas maiores, o Sonic consegue filtrar bem o asfalto castigado da capital paulista, absorvendo irregularidades com competência. O conjunto de suspensão revela um equilíbrio interessante entre conforto e estabilidade, mostrando um acerto muito mais próximo ao de um hatch grande do que ao de um SUV compacto.
Nas curvas e acelerações, o carro transmite segurança sem abrir mão de suavidade. Outro ponto positivo está no isolamento acústico. Em baixas rotações, o som do motor dentro da cabine é bastante discreto, enquanto em giros mais altos surge um ronco agradável, presente na medida certa, sem se tornar incômodo.
Chevrolet Sonic 2027 na versão RS
Divulgação / GM
O ruído de vento também parece bem controlado nesse primeiro contato, indicando que viagens mais longas não devem transformar o barulho do ar passando pela carroceria em fonte de cansaço. Durante a avaliação, também foi possível experimentar rapidamente o sistema de som, que surpreende de forma positiva.
Para um veículo que não é do segmento premium, a qualidade sonora é bastante competente, com boa presença de médios e graves, entregando uma experiência acima da expectativa. Apesar deste contato inicial ter acontecido apenas em circuito urbano, já foi possível perceber que a direção elétrica não chega a ser anestesiada.
Ainda existe alguma comunicação com o motorista, o que ajuda a reforçar a proposta mais dinâmica do Sonic. No fim das contas, o Sonic consegue entregar visual e sensação esportiva superiores aos de Onix e Tracker, mas sem sacrificar o conforto.
É justamente esse equilíbrio entre desempenho e praticidade que torna o modelo uma proposta bastante interessante no segmento.
Quase um Onix
O Sonic é 5 cm mais comprido que o Onix, quase 2 cm mais largo e 6 cm mais alto. A única medida exatamente igual entre os modelos é o entre-eixos de 2,55 m. Com essa fórmula, o SUV consegue um porta-malas mais generoso de 392 litros (o Onix tem só 303 litros).
O preço pelo mesmo entre-eixos aparece no espaço mais justo para as pernas no banco traseiro. A cabeça de quem tem mais de 1,80 m também roça no forro do teto. Então, se isso for um fator imprescindível, é melhor partir para um Tracker.
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O banco do motorista tem ajuste de altura. O volante pode ser reposicionado em profundidade e também para cima e para baixo. A posição do motorista pode ficar agradável para quem gosta de uma sensação mais alta. E, ao mesmo tempo, é possível acertar uma posição mais baixa.
Ao volante, o Sonic agrada por não obrigar o motorista a “artificialmente” parecer alto com um banco elevado acima da média. Alguns compactos fazem isso para dar a sensação de carro altinho sem mexer realmente na altura. O resultado é que parece que se está dentro de uma empilhadeira; isso não acontece no Sonic.
Telas e conectividade
O cluster de instrumentos é uma tela de 8 polegadas que está integrada numa mesma peça com o multimídia de 11 polegadas. A Chevrolet chama de Virtual Cockpit System e no teste do g1 o conceito se mostrou prático.
É fácil identificar as informações no cluster, e o tema escuro do multimídia combina com o acabamento em preto brilhante.
Há carregador por indução e conexão sem fio para Android Auto e Apple Car Play. O serviço OnStar no plano de entrada, chamado de Basics, vem de série por 8 anos. Com ele há diagnósticos remotos, comandos remotos via app no celular de ar-condicionado, portas, vidros e motor.
Durante o teste, o g1 pode falar com um atendente do OnStar. Ele explicou os recursos do plano Protect, que é contratado à parte e adiciona serviços de segurança e emergência, além de um acesso de Wi-fi com pacote de dados próprio. A GM oferece uma cortesia de 3 meses grátis do serviço, a depender da ativação por parte do cliente.
No OnStar Protect, a ligação com o atendente acontece com um toque de botão. A comunicação é clara. No teste, o funcionário da GM explica que o serviço oferece respostas automáticas em caso de acidentes e aciona as autoridades de emergência. Há ainda um localizador e rastreador em caso de furto do Sonic, que pode até descalerar o carro e facilitar sua recuperação.
Interior do Chevrolet Sonic
Divulgação / GM
Interior brilhante
Os materiais da cabine do Sonic seguem o padrão encontrado no Tracker. A iluminação com filetes de LED é opcional e dá mais requinte ao lançamento da Chevrolet. Na versão RS, testada pelo g1, os acabamentos em vermelho carmim quebram o ar sisudo do cinza e preto. Os cintos de segurança vermelhos, também da versão RS, ajudam a alegrar a cabine.
Como divulgado no lançamento, a lista de itens das duas versões é próxima. Há poucos equipamentos que só estão disponíveis na versão RS.
São o farol alto adaptativo, que detecta outros carros e baixa o farol para não ofuscar, e o sensor de estacionamento traseiro, lateral e dianteiro. O Sonic Premier só tem sensor traseiro.
O restante dos itens que diferenciam Premier e RS são estéticos e, a depender do gosto de cada pessoa, podem não justificar os R$ 5 mil extras.
Chevrolet Sonic RS vem de série com cintos vermelhos
Divulgação / GM
Mais segurança
O Sonic estreia uma nova geração do Chevrolet Intelligent Driving. O sistema utiliza uma câmera frontal de alta definição que, segundo a General Motors, entrega 40% mais área de cobertura. Na prática, isso amplia significativamente a capacidade de monitoramento e resposta do veículo em diferentes situações.
Com essa evolução, o sistema de frenagem automática de emergência atua em uma faixa mais ampla, entre 8 e 130 km/h. Além disso, a tecnologia consegue diferenciar o asfalto das áreas laterais da pista, como trechos de grama. Isso permite ao Sonic atuar de maneira mais precisa na manutenção ativa do carro dentro da faixa de rodagem.
Durante o teste realizado pelo g1, essa tecnologia mostrou na prática como pode ser útil. Em determinado momento, o veículo à frente realizou uma frenagem mais brusca, e o Sonic imediatamente emitiu alertas sonoros e uma luz refletida no para-brisa para chamar a atenção do motorista. Antes mesmo de qualquer intervenção automática nos freios, o sistema já havia cumprido um papel importante de prevenção.
Entre os demais recursos de segurança, o modelo oferece assistente de permanência em faixa com correção ativa, alerta de ponto cego e seis airbags de série.
Nas manobras de estacionamento, ambas as versões contam com câmera de ré, garantindo praticidade. Já a versão RS amplia esse pacote com sensores adicionais e traz como diferencial exclusivo o sistema Easy Park.
Esse recurso permite que o próprio veículo auxilie em manobras de estacionamento em vagas paralelas ou perpendiculares. Basta ao motorista acionar a função, identificar o espaço disponível e soltar o volante. A partir daí, o condutor controla apenas acelerador, freio e seleção de marchas, enquanto o Sonic assume automaticamente os movimentos de direção para estacionar.

Preço agressivo
A conclusão é que, em um primeiro momento, o Sonic poderia parecer ter poucos argumentos para brigar diretamente com o Nivus, apontado inicialmente como seu principal rival.
Porém, o posicionamento de preço adotado pela GM muda esse cenário. Na prática, o Sonic acaba entrando em uma faixa de disputa mais próxima das versões do Volkswagen Tera.
Com isso, o modelo da Chevrolet ganha força competitiva. Ele se posiciona como uma opção mais barata que o Nivus, ao mesmo tempo em que oferece atributos considerados atrativos quando comparado ao Tera.
A questão é que esse cenário depende diretamente da manutenção do preço promocional de lançamento. Segundo a informação repassada pela concessionária durante o teste realizado pelo g1, essa condição especial deve valer apenas para os primeiros 3 mil Sonic vendidos.
Depois disso, a versão RS passa para mais de R$ 140 mil. Nesse novo patamar, será fundamental avaliar se o pacote de equipamentos, proposta e atributos do Sonic continuarão fazendo sentido diante da concorrência.
Também será necessário observar como Fiat e Volkswagen irão reagir. A resposta dessas marcas vai definir o real impacto do Sonic dentro dessa disputa.