Presidente da França dá bronca em plateia por causa de barulho em evento no Quênia; VÍDEO

Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear ‘grande crise humanitária’, diz funcionário da ONU
Presidente francês repreende plateia por barulho durante evento no Quênia
O presidente da França, Emmanuel Macron, chamou atenção ao parar uma palestra para dar bronca na plateia durante um evento no Quênia nesta segunda-feira (11).
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O líder francês assistia um debate chamado "África em Frente: Criação em Movimento", em Nairóbi, quando levantou de repente, olhando para para as fileiras atrás dele, interrompeu os três jovens que falavam e subiu ao palco.
Macron, então, pediu o microfone para a mediadora da conversa e reclamou do barulho as conversas paralelas na sala, recebendo aplausos no fim:
"Desculpa, gente. Mas é impossível falar de cultura com pessoas tão empolgadas vindo aqui, fazendo um discurso, com tanto barulho. Isso é uma total falta de respeito. Então, sugiro que, se quiserem conversar ou falar sobre outro assunto, procurem salas separadas ou saiam".
Macron pedindo a saída de pessoas que estão conversando em plateia de debate
REUTERS
Os presidentes queniano, William Ruto, e francês, Emmanuel Macron, cercados por equipes e seguranças e seguraças
REUTERS/Monicah Mwangi

Shein acusa Temu de violar direitos autorais em ‘escala industrial’ no Reino Unido

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Temu e Shein
Reuters
A plataforma online de fast-fashion Shein acusou a Temu de violação de direitos autorais “em escala industrial”, enquanto a Temu respondeu afirmando que a Shein está usando processos judiciais para sufocar a concorrência, no início de um julgamento no Tribunal Superior de Londres nesta segunda-feira (11).
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O caso faz parte de uma batalha judicial global entre as rivais de rápido crescimento, com possíveis implicações para práticas das plataformas, relações com fornecedores e aplicação de direitos de propriedade intelectual no comércio eletrônico global.
A Shein alega que a Temu utilizou milhares de suas fotos para anunciar cópias de roupas de marca própria da Shein em seu site, “pegando carona” em uma concorrente mais consolidada.
“Esta foi uma tentativa de ganhar vantagem sobre um participante já existente no mercado, e a Temu buscou obter, segundo argumentamos, uma vantagem injusta”, afirmou Benet Brandreth, advogado da Shein. A Temu nega as acusações.
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Produtos Removidos Temu
Brandreth afirmou ao tribunal que a Temu abandonou sua defesa contra as acusações de violação de direitos autorais da Shein relacionadas a quase 2.300 fotos tiradas por funcionários da Shein, comparando a situação a “o réu esperar para ver se as testemunhas aparecerão antes de se declarar culpado”.
A Temu — pertencente à PDD Holdings — apresentou uma ação reconvencional, buscando indenização após ter sido obrigada a remover milhares de anúncios de produtos quando a Shein conseguiu uma liminar judicial.
A empresa também acusa a Shein de violar leis de concorrência ao vincular fornecedores de moda rápida a acordos de exclusividade. Essa parte do caso deverá ir a julgamento no próximo ano.
Os advogados da Temu argumentam que o processo da Shein não é uma tentativa legítima de impedir infrações de direitos autorais, mas sim uma estratégia para garantir vantagem competitiva.
O julgamento de duas semanas em Londres é mais um capítulo da disputa judicial entre as rivais, que também processam uma à outra nos Estados Unidos, e ocorre em meio ao aumento do escrutínio regulatório.
Shein e Temu expandiram rapidamente suas operações em mercados internacionais com roupas, acessórios e gadgets de baixo custo.
No entanto, o fim da isenção alfandegária dos EUA para pequenos pacotes de comércio eletrônico no ano passado — medida que a União Europeia pretende seguir em julho — pode prejudicar o crescimento das empresas.
Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025.
Reuters

CEO da Microsoft vai depor sobre seu papel na fundação da OpenAI

Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear ‘grande crise humanitária’, diz funcionário da ONU
Sam Altman, então CEO da OpenAI, e Satya Nadella, CEO da Microsoft, durante a conferência OpenAI DevDay, em 6 de novembro de 2023
AP Photo/Barbara Ortutay
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, foi convocado a depor nesta segunda-feira (11) no julgamento nos Estados Unidos contra a OpenAI e a explicar se sua empresa financiou a transformação da desenvolvedora do ChatGPT em uma gigante da inteligência artificial com fins lucrativos.
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O depoimento de Nadella precederá o do CEO da OpenAI, Sam Altman, cujo interrogatório – provavelmente na terça-feira ou na quarta-feira – será uma das etapas finais de um julgamento diante de um júri federal na Califórnia.
Elon Musk processou a OpenAI, acusando a empresa de trair sua missão original e de desviar suas doações, de 38 milhões de dólares (R$ 188,9 milhões), para construir um império avaliado em mais de 850 bilhões de dólares (R$ 4,23 trilhões).
O processo expôs disputas internas entre engenheiros, investidores e executivos do Vale do Silício nos anos anteriores ao lançamento do ChatGPT, em 2022.
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O fundador da Tesla e da SpaceX exige que a OpenAI retorne a seu status original de organização sem fins lucrativos. Se isso acontecer, a medida afetaria sua posição na corrida global de inteligência artificial contra Anthropic, Google e a chinesa DeepSeek.
A OpenAI afirma que Musk se retirou voluntariamente após não conseguir o controle majoritário da empresa. Depois, ele se tornou concorrente direto da companhia por meio da xAI, com a qual desenvolveu a IA Grok.
A juíza Yvonne González Rogers dará a decisão definitiva sobre a responsabilidade e eventuais indenizações, após o veredicto de um júri "consultivo". Se ela decidir a favor de Musk, a abertura de capital da OpenAI, planejada para este ano, ficaria em dúvida.
Atrair investimentos
Nesta segunda-feira, os advogados de Musk tentarão convencer o júri de que a Microsoft, ao investir na OpenAI em 2019, sabia que contribuía para desviar uma fundação sem fins lucrativos de seu propósito original.
Para isso, eles usarão e-mails da Microsoft de 2018, revelados recentemente, para demonstrar que a gigante de tecnologia só investiu quando vislumbrou a possibilidade de obter retornos.
Nos e-mails, Nadella consultou seus executivos sobre um desconto concedido à OpenAI para usar a potência computacional do Azure, plataforma de computação em nuvem da Microsoft.
"Em geral, não sei que pesquisa eles estão conduzindo nem como, se a compartilhassem conosco, ela poderia nos ajudar a avançar", escreveu Nadella.
Naquele momento predominava o ceticismo, e o diretor de tecnologia da Microsoft, Kevin Scott, temia que a OpenAI pudesse "ir irritada para a Amazon".
Em 2019, um ano e meio depois de ter virado as costas para a startup, a Microsoft finalmente investiu 1 bilhão de dólares (R$ 4,97 bilhões).
No fim, injetaria um total de 13 bilhões de dólares (R$ 64,62 bilhões), uma participação agora avaliada em 228 bilhões de dólares (R$ 1,13 trilhão).
Satya Nadella, CEO da Microsoft, em 27 de fevereiro de 2019
Tobias SCHWARZ/AFP

Lula recebe Michelle Bachelet nesta segunda em meio à disputa pelo comando da ONU

Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear ‘grande crise humanitária’, diz funcionário da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta segunda-feira (11), em Brasília, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet. O encontro ocorre em meio às movimentações internacionais em torno da sucessão no comando da Organização das Nações Unidas (ONU).
O encontro está marcado para às 15h30, no Palácio do Planalto.
Atualmente, o cargo de secretário-geral é ocupado pelo português António Guterres, e Bachelet aparece entre os nomes citados nos bastidores diplomáticos para a disputa.
Bachelet governou o Chile em dois mandatos e também comandou o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (relembre no vídeo mais abaixo).
Com trânsito entre líderes da esquerda latino-americana e experiência em organismos multilaterais, ela é vista como um nome com peso internacional para a sucessão.
Michelle Bachelet, da ONU, expressa preocupação com ataques de Bolsonaro às urnas e violência na campanha eleitoral
A reunião acontece em um momento em que o governo brasileiro busca ampliar o protagonismo em fóruns internacionais e fortalecer a articulação política na América Latina.
No Chile, no entanto, a possível candidatura de Bachelet não é consenso. O atual presidente chileno, José Antonio Kast, ligado à direita e ao Partido Republicano, já sinalizou resistência e retirou o apoio ao nome de Bachelet, apesar da nacionalidade chilena.
A escolha do secretário-geral da ONU passa pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os cinco membros permanentes, Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, têm poder de veto sobre os candidatos.
Lula e Michelle Bachelet em imagem de 2024
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Antes da definição formal, porém, há uma intensa articulação diplomática de apoio e construção de consenso entre os países-membros.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que uma candidatura latino-americana ao comando da ONU também pode fortalecer o discurso defendido por Lula de reformar a governança internacional.
O presidente brasileiro tem criticado, em diferentes fóruns, a estrutura atual do Conselho de Segurança da ONU e defendido maior representatividade para países do Sul Global.
A chegada de um nome da América Latina ao principal cargo da organização é vista por aliados do governo como um passo simbólico nessa direção.
Candidatos ao cargo mais alto na ONU
Ao todo, quatro candidatos estão na disputa:
Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile;
Rafael Grossi, diplomata argentino e atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica;
Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente de Costa Rica;
Macky Sall, ex-presidente de Senegal.
Em 80 anos de existência, a Organização das Nações Unidas (ONU) teve nove secretários-gerais, todos homens.
Nos bastidores diplomáticos também cresce a avaliação de que a próxima sucessão pode abrir espaço, pela primeira vez, para uma mulher no comando da entidade, cenário que fortalece nomes como o da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet.
Atribuições do secretário- geral
São responsabilidades do secretário-geral da ONU:
liderar o secretariado da ONU e as operações globais;
levar ao Conselho de Segurança questões que ameacem a paz internacional;
atuar como mediador, defensor e porta-voz público em crises globais;
implementar as decisões dos Estados-membros.
A chefe do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, em última entrevista coletiva antes de deixar o posto, em 25 de agosto de 2022.
Pierre Albouy/ Reuters
Quem é Michelle Bachelet
Michelle Bachelet é médica, socialista e ex-presidente do Chile, tendo governado o país duas vezes, entre 2006 e 2010 e depois entre 2014 e 2018.
No retorno ao cargo, ela assumiu com a promessa de fazer reformas na educação, no sistema tributário e reduzir desigualdades sociais.
No cenário internacional, Bachelet ganhou destaque como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, cargo no qual fez críticas a ataques às instituições democráticas e se posicionou em defesa da transparência eleitoral em diferentes países, incluindo o Brasil.
O próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começa a ser definido em 2026, quando termina o segundo mandato do português António Guterres.
A escolha passa primeiro pelo Conselho de Segurança da ONU, que indica um nome para votação na Assembleia Geral, com possibilidade de veto do Conselho de Segurança. O novo chefe da organização assume o cargo em 1º de janeiro de 2027 e fica no posto por cinco anos.

Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear ‘grande crise humanitária’, diz funcionário da ONU

Bloqueio de fertilizantes em Ormuz pode desencadear ‘grande crise humanitária’, diz funcionário da ONU
Navios parados no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, no Irã
Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA
Dezenas de milhões de pessoas podem enfrentar fome e inanição se os carregamentos de fertilizantes forem bloqueados na travessia do Estreito de Ormuz "dentro de algumas semanas", disse à AFP, nesta segunda-feira (11), o chefe de um grupo de trabalho da ONU.
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"Temos algumas semanas para evitar o que provavelmente será uma grande crise humanitária", disse Jorge Moreira da Silva, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e líder do grupo de trabalho encarregado de evitar uma crise humanitária iminente, em entrevista à AFP.
"Poderíamos presenciar uma crise que mergulharia mais 45 milhões de pessoas na fome e na inanição", acrescentou.
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