‘Six seven’: Padre viraliza com vídeo do Papa Leão XIV fazendo a trend; veja

Um vídeo do Papa Leão XIV fazendo a trend do “six seven” viralizou nas redes sociais neste sábado (16).
Na gravação, o padre genovês Don Roberto Fiscer aparece ao lado de crianças e, junto com elas, aborda Papa Leão XIV para pedir que o pontífice faça com as mãos o gesto associado ao meme.
Ao g1, o próprio padre confirmou que as imagens são autênticas. “O vídeo é real e não tem nenhuma intervenção de inteligência artificial”, afirmou.
Don Roberto Fiscer tem mais de 819 mil seguidores no TikTok e mais que isso
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O que é a trend '6 7'?
Essa brincadeira é do tipo “brain rot” (“cérebro podre”, em inglês) — conteúdo superficial, viciante e sem sentido específico, como memes absurdos, vídeos curtos com sequências repetitivas e frases que inexplicadamente são “engraçadas”.
O ponto principal é entender que… não há o que entender. A origem do “6-7”, por exemplo, é uma mistura de fatos aleatórios:
uma música de drill (gênero do sul de Chicago) chamada “Doot Doot”, do rapper Skrilla, em que ele repete “six seven” no refrão de forma bem marcante e ritmada;
a altura do jogador de basquete LaMelo Ball, da NBA, de exatamente 6 pés e 7 polegadas de altura (1,98 m);
um menino americano que apareceu em um vídeo sobre basquete em que olha para a câmera, faz um gesto com as mãos e grita bem alto: “six-seven!”. Ele virou o rosto oficial do meme.
Há quem tente usar a “brincadeira” a seu favor. “Se não conseguimos vencê-los, o melhor que fazemos é nos juntar a eles.
Quando eu preciso que prestem atenção em mim, falo ‘six’ e espero que eles completem com ‘seven’. Uso isso para que a aula faça parte do universo deles”, afirma Ariadne Catanzaro, professora de inglês do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School.

Milhares vão às ruas em Londres em meio à crise política do governo Starmer

A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas
Duas grandes manifestações ocupam as ruas de Londres neste sábado (16): o movimento "Una o Reino", organizado pelo ativista político ultradireitista Tommy Robinson, e um ato em prol dos palestinos que foram deslocados pela guerra Árabe-Israelense de 1948.
Empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", milhares de manifestantes de extrema-direita estão concentrados na Praça do Parlamento e protestam contra o que entendem ser um aumento da discriminação contra pessoas brancas no país.
Tommy Robinson — cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon — ficou conhecido por suas posições anti-imigração e declarações islamofóbicas. Antes da marcha, o ativista publicou no X: "Hoje, nós unimos o Reino e o Ocidente na maior expressão patriótica que o mundo já viu".
Manifestantes se reúnem na Praça do Parlamento, em Londres, no dia 16 de maio de 2026, durante a marcha do movimento de extrema direita 'Una o Reino Unido'
Kirsty Wigglesworth/AP
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Além de gritos de ordem ultranacionalistas, pedidos pela renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, que passa pelo pior momento do seu governo (leia mais abaixo), também foram ouvidos.
Mais cedo, Starmer usou as redes para criticar a manifestação: "Estamos em uma batalha pela alma desse país e a marcha 'Una o Reino Unido' é um lembrete amargo do que estamos enfrentando".
Em outra parte da cidade, manifestantes pró-Palestina empunham cartazes contra a extrema-direita e pedem pela liberação de "reféns palestinos". Muitos deles são vistos usando kaffiyehs, o tradicional lenço quadriculado trajado no Oriente Médio.
Manifestantes pró-Palestina fazem em Londres, no Reino Unido, no dia 16 de maio de 2026
Thomas Krych/AP
Mais de 4 mil policiais foram mobilizados para a capital do Reino Unido e estão controlando uma zona tampão entre as marchas com orientações ideológicas opostas. Os agentes também estão utilizando drones, cavalos e cães policiais, além de manter veículos blindados de prontidão.
A Polícia Metropolitana de Londres classificou a operação como uma das ações de policiamento mais significativas dos últimos anos. A estimativa é que 80 mil pessoas tenham comparecido às ruas.
Em comunicado, policiais disseram que, até o momento, 31 pessoas foram presas por diferentes tipos de crimes e infrações, sem especificar quantas delas estavam em cada um dos protestos.
Além das manifestações, as autoridades também precisam se preocupar com o fluxo de torcedores no estádio de Wembley para o final da Copa da Inglaterra, que está sendo disputada por Chelsea e Manchester City.
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Manifestações encerram semana cáotica para Keir Starmer
As demonstrações em Londres ocorrem em meio a um turbilhão político enfrentado pelo governo trabalhista, do primeiro-ministro Keir Starmer. Na terça-feira (12), quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renuncie.
Uma das renúncias foi a de Wes Streeting, que ocupava a pasta da Saúde no governo Starmer e agora pretende concorrer contra o primeiro-ministro em uma eleição.
"Eu estarei em qualquer disputa de liderança para dar sucessão a Starmer", disse Streeting no X.
A crise no centro do governo trabalhista começou após o péssimo resultado para o partido nas eleições municipais e regionais realizadas no início de maio.
O partido de Starmer — que voltou ao poder em julho de 2024, após 14 anos de governos conservadores — perdeu cerca de 1.500 cadeiras de vereadores e viu o partido de direita Reform UK crescer de forma significativa.
A derrota nas urnas foi vista como uma espécie de teste da popularidade do premiê, que caiu bastante desde que assumiu o cargo, há menos de dois anos.
O governo enfrenta dificuldades para entregar o crescimento econômico prometido, melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de assistência social e, entre outras coisas, reduzir o custo de vida da população.
Além disso, embora o Partido Trabalhista tenha defendido a permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo de 2016, a legenda evita retomar esse debate, que ainda divide profundamente o país.
Apesar da pressão crescente para deixar o cargo, o primeiro-ministro afirma que pretende liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais, previstas para 2029.

Israel mata chefe militar do Hamas em ataque em Gaza

A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas
Israel confirma morte do chefe militar do Hamas
As Forças Armadas de Israel afirmaram neste sábado (16) que mataram Izz al-Din al-Haddad, chefe da ala militar do grupo terrorista Hamas, em um ataque aéreo à Cidade de Gaza na sexta-feira.
Ele é o integrante de mais alto escalão do grupo morto por Israel desde o cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos em outubro, enquanto os bombardeios israelenses continuam no território apesar da trégua. Segundo Israel, Izz Haddad foi morto em "um ataque preciso".
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O Hamas confirmou posteriormente, em comunicado, que Izz Haddad, nascido em 1970, morreu junto com a esposa e a filha. O grupo o descreveu como uma figura central no comando das operações militares.
Na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, no centro de Gaza, foi realizado neste sábado o funeral conjunto de Izz Haddad, da esposa e da filha de 19 anos.
Izz Haddad, apontado como novo chefe do Hamas após morte de antecessor
Reprodução/ECFR
Israel realizou pelo menos dois ataques contra Gaza na sexta-feira, matando sete palestinos — entre eles, três mulheres e uma criança —, segundo médicos locais. Uma fonte palestina afirmou que al-Haddad morreu em um bombardeio israelense contra um prédio residencial.
Neste sábado, dois ataques aéreos israelenses distintos mataram ao menos três pessoas, segundo autoridades de saúde.
Médicos relataram que dois homens morreram após um bombardeio atingir um veículo perto do Hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza. Outra pessoa morreu em um ataque no campo de refugiados de Jabalia, no norte do território. O Exército israelense não comentou os episódios até o momento.
Número de mortos aumenta apesar do cessar-fogo
Cerca de 850 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde o cessar-fogo de outubro, segundo números que não diferenciam combatentes de civis.
Quatro soldados israelenses foram mortos por militantes no mesmo período. O Hamas não divulga números sobre baixas entre seus combatentes.
Em comunicado conjunto divulgado na sexta-feira com o ministro da Defesa, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Izz Haddad foi um dos arquitetos dos ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a ofensiva israelense em Gaza.
Izz Haddad, que se tornou chefe militar do grupo em Gaza após Israel matar Mohammad Sinwar em maio de 2025, “foi responsável pelo assassinato, sequestro e danos causados a milhares de civis e soldados israelenses”, disseram eles.
Apelidado de “Fantasma”, Izz Haddad havia sobrevivido a várias tentativas de assassinato por parte de Israel, segundo fontes do Hamas ouvidas pela Reuters.
O Exército israelense afirma que ele era um dos comandantes mais antigos do Hamas, tendo ascendido na hierarquia desde a criação do grupo, nos anos 1980, até ocupar diversos cargos de liderança.
Israel e Hamas seguem em impasse em negociações indiretas para avançar no plano pós-guerra para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, que pretende encerrar mais de dois anos de conflito.
Israel intensificou os ataques em Gaza nas semanas seguintes à interrupção dos bombardeios conjuntos com os EUA contra o Irã, redirecionando o foco militar para o devastado território palestino, onde, segundo os militares israelenses, combatentes do Hamas estão reforçando seu controle.

Por que o governo da Índia pediu aos seus cidadãos que não comprem ouro durante um ano

A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas
Índia aumentou as tarifas de importação de ouro de 6% para 15%.
Getty Images via BBC
Os crescentes impactos econômicos do conflito no Irã levaram a Índia a pedir aos seus cidadãos que parem de comprar ouro por um ano.
"Pelo bem do país, precisaremos decidir que, durante um ano, não compraremos joias de ouro, mesmo se houver eventos em casa", declarou em 10 de maio o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
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"O patriotismo não se refere apenas à disposição de sacrificar a vida na fronteira", destacou ele.
"Nos tempos atuais, é questão de viver com responsabilidade e cumprir nossos deveres com a nação, no nosso dia a dia."
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Três dias depois, a Índia aumentou as tarifas de importação de ouro, de 6% para 15%. É uma medida dura, já que a Índia é o segundo maior mercado de ouro do mundo, tanto em joalheria quanto para investimento.
No último ano fiscal, encerrado no dia 31 de março, as importações de ouro do país somaram US$ 72 bilhões (cerca de R$ 359 bilhões).
O ouro também representa importante papel cultural na Índia. O metal costuma servir de presente de casamento e é transmitido como herança.
Modi afirmou que a compra de ouro vinha consumindo grandes volumes de divisas, em um momento em que a Índia enfrenta o aumento dos preços do petróleo. O país importa mais de 85% do seu consumo nacional.
Os preços do petróleo dispararam em até 70% nos momentos de pico, após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e o fechamento do estreito de Ormuz — uma via comercial fundamental, por onde passam cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A alta dos preços da energia vem pressionando governos de todo o mundo a implementar medidas de economia.
Muitos países se concentraram principalmente na economia energética, mas a Índia parece ser a única nação a pedir a seus cidadãos que reduzam os gastos com o ouro.
O metal passou a ser uma grande preocupação econômica no país, já que as importações de ouro e petróleo são pagas principalmente em dólares americanos.
A maior demanda por dólares pode enfraquecer a rúpia indiana, que já se desvalorizou em cerca de 5% frente ao dólar este ano. E esta desvalorização poderá gerar pressões inflacionárias.
"Para o setor de joalheria, a situação atual é pior que a época da covid 19", afirma o joalheiro Sanjeev Agarwal, de Nova Déli.
Outro joalheiro da capital indiana, Abhishek Agarwal, comenta que as empresas receiam enfrentar dificuldades para sobreviver, se as pessoas deixarem de comprar ouro.
Mais de 90% do ouro vendido na Índia é importado.
Getty Images via BBC
Importações não essenciais
Mais de 90% do ouro vendido na Índia é importado, segundo a professora Sundaravalli Narayanaswami, diretora do Centro de Políticas do Ouro do Instituto Indiano de Gestão de Ahmedabad, no oeste do país.
"Todos os anos, são importadas 600 a 700 toneladas de ouro e as exportações são muito poucas", explica a professora. "Por isso, o ouro se acumulou nas famílias."
É costume dizer que as mulheres indianas possuem cerca de 11% do ouro mundial. Mas é difícil verificar esta cifra e as estimativas também variam.
Na Índia, como em todo o mundo, muitas pessoas consideram o ouro um investimento seguro em épocas de incertezas. Por isso, a demanda pode permanecer alta, mesmo durante as crises econômicas.
Os preços do ouro subiram consideravelmente nos últimos anos, superando pela primeira vez os US$ 5 mil (cerca de R$ 24,9 mil) por onça, em janeiro.
O metal representa cerca de 9% do total de importações da Índia. Mas, diferentemente do petróleo, ele não é considerado essencial, por ser comprado principalmente na forma de joias ou como investimento, não para a produção industrial.
No passado, a Índia já tentou desencorajar o excesso de importações de ouro em tempos de dificuldades econômicas, aumentando as tarifas de importação e promovendo alternativas de investimento que não impliquem a posse do metal em forma física.
O ouro é um investimento popular entre os indianos ricos.
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Qual será o impacto?
Além de se abster de comprar ouro, Modi também pediu à população usar o transporte público, compartilhar carros, optar pelo trabalho remoto e limitar as viagens não essenciais ao exterior, para reduzir o consumo de combustível.
O primeiro-ministro indiano convocou as famílias a reduzir o uso de óleo de cozinha e pediu aos agricultores que diminuam o consumo de fertilizantes.
Outros governos de várias partes do mundo implementaram medidas similares para fazer frente ao aumento dos preços dos combustíveis.
O Sri Lanka, por exemplo, estabeleceu um sistema de cotas de combustível para veículos e pediu às instituições governamentais que diminuam o consumo de energia. Já a Tailândia pediu à população reduzir o uso do ar-condicionado.
O Egito já havia ordenado o fechamento antecipado de lojas e restaurantes e Moçambique aconselhou seus cidadãos a optar pelo trabalho remoto.
Já o apelo de Modi à população para que deixe de comprar ouro é "bastante incomum", segundo Hamad Hussain, da empresa de pesquisas Capital Economics.
"Mas, no caso da Índia, isso se explica porque o país importa grandes volumes de ouro, que representam uma parte importante das suas importações. Por isso, de certa forma, faz sentido."
A Índia é o país mais populoso do mundo e um grande consumidor do metal
Getty Images via BBC
Um ano inteiro?
Os economistas estão divididos em relação aos impactos de uma possível redução da demanda indiana sobre o preço mundial do ouro.
A Índia é o país mais populoso do mundo e um grande consumidor do metal. Por isso, a queda da demanda "pressionaria os preços mundiais do ouro… deslocando a balança devido ao excesso de oferta", explica Hussain.
Mas Sebastien Tillett, da consultoria Oxford Economics, opina que o impacto seria "marginal", já que os preços atualmente sofrem mais influência da demanda dos investidores e das incertezas geopolíticas.
Ele também duvida que a convocação de Modi aos indianos venha a abalar as compras de ouro no país.
"Os apelos públicos podem trazer algum efeito, mas o mais provável é que eles posterguem ou alterem as compras, sem eliminá-las", segundo ele.
Tillett destaca que o ouro continua "profundamente arraigado na cultura indiana e na economia das famílias".
"O impacto a curto prazo também poderá ser atenuado pela sazonalidade. A demanda de ouro costuma ser menor fora das principais temporadas de compras para casamentos e festivais", prossegue ele.
"Por isso, é provável que parte da desaceleração ocorresse da mesma forma."
Em 2013, autoridades governamentais e profissionais do setor relacionaram o aumento das tarifas de importação de ouro ocorrido naquela época ao crescimento do contrabando e do comércio ilegal.
Analistas descrevem o apelo de Modi como o conjunto "mais drástico" de medidas anunciado até hoje, em resposta ao aumento dos preços da energia.
O líder da oposição na Índia, Rahul Gandhi, afirmou que o governo estaria "transferindo a responsabilidade para o povo".
Membros do setor de joalheria do país solicitaram uma reunião direta com o governo, para encontrar uma solução.
"Se fossem apenas dois meses, talvez pudéssemos gerenciar, mas um ano inteiro é demais", afirma outra joalheira, Shweta Gupta. "Como eles acham que vamos pagar nossos funcionários?"

A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas

A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas
Morte nas Maldivas: operação de alto risco tenta resgatar corpos de mergulhadores
Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
"Acredita-se que os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros", disse o ministério, acrescentando que o acidente ocorreu no atol de Vaavu.
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Quatro dos mergulhadores faziam parte de uma equipe da Universidade de Gênova: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e outros dois pesquisadores.
As forças armadas das Maldivas, país que fica próximo do sudeste da Índia e do Sri Laka, indicaram que um dos corpos havia sido encontrado em uma caverna a cerca de 60 metros sob a água, e que se acreditava que os outros quatro mergulhadores também estivessem lá.
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Os militares informaram que mergulhadores com equipamentos especiais foram enviados para a área, no que descreveu como uma operação de busca de altíssimo risco.
O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York (do qual partiram os cinco mergulhadores mortos) estão ilesos e recebendo assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka.
O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé.
Acredita-se que este seja o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral.
O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York — do qual partiram os cinco mergulhadores mortos — não estão feridos e recebem assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka.
O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé.
Este pode ser o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral.
Segundo informaram meios de comunicação locais, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira (14/5).
A tripulação da embarcação na qual viajavam os registrou como desaparecidos quando eles não retornaram à superfície mais tarde.
A polícia apontou que o clima era adverso na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital, Malé, razão pela qual foi emitido um alerta amarelo para embarcações de passageiros e pescadores.
Muriel Oddenino (esquerda) e Federico Gualtieri (direita) também faziam parte da equipe da Universidade de Gênova
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As vítimas
A Universidade de Gênova identificou entre as vítimas a professora Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, que também era estudante, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em biologia marinha Federico Gualtieri.
A quinta vítima foi identificada como o gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho Gianluca Benedetti.
Em um comunicado publicado no X, a universidade expressou suas "mais profundas condolências" às vítimas.
O marido de Monica Montefalcone, Carlo Sommacal, declarou ao jornal italiano La Repubblica que sua esposa era "uma das melhores mergulhadoras do mundo".
Sommacal descreveu Montefalcone como "preparada e meticulosa", e acrescentou que ela "jamais teria colocado em risco a vida de nossa filha [Giorgia] nem a de mais ninguém".
"Talvez um deles tenha tido algum problema, talvez com os cilindros de oxigênio, não tenho a menor ideia", acrescentou.
As causas do acidente ainda aguardam confirmação, mas o instrutor de mergulho Maurizio Uras sugeriu que a "toxicidade por oxigênio" pode ter sido um fator contribuinte.
"É um fenômeno que pode ocorrer quando se mergulha a grande profundidade", declarou à agência de notícias italiana Agi. "Se a mistura de oxigênio for inadequada, este pode se tornar tóxico a certas profundidades".
"As condições meteorológicas também são um fator importante, e devemos levar em conta que o Oceano Índico não é o Mediterrâneo, que é relativamente tranquilo", acrescentou, apontando que no Índico "há correntes fortes que, imagino, podem arrastar de um lado para o outro. Um perigo real".
Os acidentes de mergulho são relativamente raros nas Maldivas, embora nos últimos anos tenham sido registradas várias mortes.
Em dezembro passado, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada em um incidente de mergulho em frente ao complexo turístico de Ellaidhoo. Seu marido morreu cinco dias depois, após adoecer.
Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.