Vídeo mostra avião da Frontier atropelando pedestre durante decolagem em Denver

Vídeo mostra avião atropelando pedestre durante decolagem em Denver
Nova imagem divulgada do incidente envolvendo um avião da Frontier Airlines mostram o momento exato em que a aeronave atinge uma pessoa durante a decolagem no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira (8). Após a colisão, o voo foi cancelado e os passageiros precisaram ser evacuados.
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O vídeo, captado por uma câmera de segurança do aeroporto, registra o instante em que o Airbus A321, do voo 4345, acelera pela pista e atinge o pedestre, que faleceu. (A imagem foi congelada antes do impacto).
Segundo autoridades aeroportuárias, a vítima havia invadido a área restrita após pular uma cerca perimetral e atravessar a pista poucos segundos antes de ser atingida.
A aeronave seguia para Los Angeles com 224 passageiros e sete tripulantes a bordo. Após a colisão, os pilotos abortaram a decolagem e relataram um incêndio no motor, além de fumaça dentro da cabine. Os passageiros foram evacuados por escorregadores de emergência.
Em comunicado, o Aeroporto Internacional de Denver afirmou que o incêndio no motor foi rapidamente controlado pelo Corpo de Bombeiros local. Equipes de emergência encaminharam os passageiros de volta ao terminal, enquanto a pista permaneceu interditada para investigação. O caso é apurado pela Administração Federal de Aviação (FAA) e pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).

Irã envia resposta aos EUA sobre proposta para encerrar guerra

Nobel da Paz, Narges Mohammadi é transferida para hospital em Teerã
Irã envia resposta aos EUA sobre proposta para encerrar guerra, diz agência
O Irã enviou sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência estatal iraniana.
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“A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para encerrar a guerra”, informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.
Segundo a agência, a resposta iraniana se concentra em “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz.
Fontes de ambos os lados disseram à Reuters que os esforços diplomáticos mais recentes buscam um memorando temporário para interromper os confrontos e garantir o tráfego pelo Estreito de Ormuz enquanto seguem as negociações sobre um acordo mais amplo, que incluiria temas sensíveis como o programa nuclear iraniano.
Bandeira iraniana é hasteada em frente a embaixada do Irã na Albânia
REUTERS/Florion Goga
Após cerca de 48 horas de relativa calma, drones hostis foram detectados neste domingo (10) sobre diferentes países do Golfo, aumentando a tensão na região apesar do cessar-fogo firmado há um mês.
Ainda assim, o navio Al Kharaitiyat, operado pela QatarEnergy, atravessou o estreito em segurança rumo ao Paquistão, segundo dados da empresa de análise marítima Kpler.
Foi a primeira embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito a cruzar a região desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.
Além disso, um navio graneleiro com bandeira do Panamá e destino ao Brasil também conseguiu atravessar o estreito utilizando uma rota indicada pelas Forças Armadas iranianas, informou a agência semioficial Tasnim.
Ao longo do dia, ataques com drones atingiram diferentes áreas do Golfo. Um deles acertou um cargueiro que seguia para o Catar, em episódios que ameaçam a trégua em vigor desde 8 de abril.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações iranianas no Golfo.
“Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas”, escreveu no X.
A guerra no Oriente Médio começou após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, e provocou represálias iranianas em diferentes países da região, além do bloqueio parcial do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás.
O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e ampliou a pressão sobre a economia mundial diante da alta nos preços da energia.
Trump enfrenta pressão para encerrar guerra antes de viagem à China
Com viagem marcada para a China nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta pressão crescente para conter o conflito e reduzir os impactos da crise energética global.
Neste domingo (10), os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Catar condenou um ataque de drone contra um cargueiro em suas águas, enquanto o Kuwait informou ter interceptado drones hostis em seu espaço aéreo.
O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou ao chanceler iraniano Abbas Araqchi que usar o Estreito de Ormuz como “ferramenta de pressão” apenas aprofundaria a crise.
Segundo o governo catariano, al-Thani defendeu em conversa telefônica que a liberdade de navegação deve ser preservada. O chanceler da Turquia também conversou com Araqchi, segundo autoridades turcas.
Parlamentares iranianos disseram estar elaborando um projeto de lei para formalizar o controle iraniano sobre o estreito, incluindo restrições à passagem de embarcações de “Estados hostis”.
Os EUA também enfrentam dificuldades para obter apoio internacional. Aliados da OTAN rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios à região sem um acordo de paz completo e uma missão internacional formalizada.
Após reunião com a premiê italiana, Giorgia Meloni, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou a falta de apoio dos aliados aos esforços para reabrir o estreito.
A Grã-Bretanha informou no sábado que enviará um navio de guerra ao Oriente Médio em preparação para uma possível missão multinacional de segurança marítima.
Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026
Majid Asgaripour/Wana/Reuters

Hantavírus: um dos cinco franceses repatriados do navio Hondius apresenta sintomas

Nobel da Paz, Narges Mohammadi é transferida para hospital em Teerã
As primeiras evacuações dos cerca de 150 passageiros e tripulantes do MV Hondius começaram na manhã de domingo no sul de Tenerife, ilha do Oceano Atlântico. Os voos de repatriação se sucederam ao longo do dia com destino aos Países Baixos, Canadá, Turquia, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, sendo que o último voo estava previsto para segunda-feira em direção à Austrália.
As operações de evacuação devem ser suspensas na noite de domingo e retomadas na tarde de segunda-feira. Nenhuma evacuação será realizada na manhã de segunda-feira em razão do abastecimento de combustível necessário ao navio antes de sua travessia de vários dias até os Países Baixos, indicou à televisão local o responsável pelo porto de Granadilla, Pedro Suárez.
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Um dos cinco franceses repatriados neste domingo apresenta sintomas de hantavírus, anunciou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, na rede social X. “Ele apresentou sintomas no avião de repatriação”, informou o chefe do governo. Poucos minutos após o pouso, os cinco franceses repatriados deixaram o aeroporto de Le Bourget em um comboio de cinco vans do Samu para chegar ao hospital Bichat, no nordeste da capital.
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“Esses cinco passageiros foram imediatamente colocados em isolamento rigoroso até nova ordem. Eles estão sob cuidados médicos e serão submetidos a exames e a uma avaliação sanitária”, acrescentou Lecornu, que organizou uma reunião nesta tarde com a presença dos ministros da Saúde, Stéphanie Rist, do Interior, Laurent Nuñez, e das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, além de representantes das autoridades sanitárias.
O governo francês também deve adotar, ainda na noite deste domingo, um decreto para implementar medidas de isolamento adaptadas a esses contatos. Eles deverão ser colocados em quarentena por 72 horas, tempo necessário para uma avaliação médica completa.
“Três dias sob vigilância não nos preocupam nem um pouco”, confidenciou um desses passageiros franceses, Roland Seitre, pouco antes da decolagem. “Não temos casos a bordo desde o fim de abril e ninguém doente”, acrescentou.
Na manhã de domingo, os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores informaram em comunicado que, em caso de aparecimento de sintomas em uma pessoa acompanhada, “ela será imediatamente reclassificada como caso suspeito” e integrada a um procedimento que prevê “uma avaliação especializada, seguida de atendimento seguro em um estabelecimento de saúde de referência”.
Todos os ocupantes do MV Hondius, que partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, são considerados “contatos de alto risco” e deverão ser monitorados por 42 dias, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A OMS contabiliza seis casos confirmados de hantavírus entre oito casos suspeitos, incluindo três mortes causadas por esse vírus conhecido, mas raro, para o qual não há vacina nem tratamento. A organização considera que a situação atual não é comparável à do início da pandemia de Covid-19 em 2020, embora a crise tenha suscitado preocupação mundial.
O hantavírus é geralmente transmitido por roedores infectados, mais frequentemente por meio de sua urina, fezes e saliva. No entanto, especialistas confirmaram que a variante do vírus detectada a bordo do navio, o hantavírus Andes, é uma cepa rara que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, com um período de incubação que pode chegar a seis semanas.
Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP

Passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus desembarcam nas Ilhas Canárias; França diz que repatriado apresenta sintomas

Nobel da Paz, Narges Mohammadi é transferida para hospital em Teerã
Passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus desembarcam nas Ilhas Canárias; França diz que repatriado apresenta sintomas Após impasse com autoridades locais, operação de desembarque começou por volta das 5h30 deste domingo. Passageiros serão levados isolados para aeroporto. O governo da Espanha determinou que as Ilhas Canárias recebam o cruzeiro MV Hondius, apesar da resistência do governo regional.. O navio registra 8 casos notificados de hantavírus, com 6 confirmações laboratoriais e 3 mortes.. Todos os passageiros que seguem a bordo estão assintomáticos, segundo as autoridades.. A operação prevê desembarque em Tenerife, transporte isolado até o aeroporto e repatriação dos passageiros.. A OMS afirma que o risco para a população local é baixo e diz que a situação “não é outra Covid-19”.

Nobel da Paz, Narges Mohammadi é transferida para hospital em Teerã

Nobel da Paz, Narges Mohammadi é transferida para hospital em Teerã
A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e ativista Narges Mohammadi foi transferida para um hospital em Teerã mais de uma semana depois de ter sido internada, informou sua fundação no domingo.
Sua transferência ocorre após dias de apelos de sua família e de outras pessoas que descreveram seu estado como crítico. Sua fundação disse que ela obteve suspensão condicional da pena de prisão sob fiança. Não ficou claro por quanto tempo sua pena ficará suspensa, disse a fundação.
Mohammadi estava presa desde dezembro na prisão de Zanjan. Ela perdeu a consciência duas vezes e foi transferida para um hospital local em 1º de maio.
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Uma declaração de sua fundação, compartilhada com a Associated Press, disse que a suspensão condicional da pena não é suficiente e que Mohammadi precisa de “cuidados permanentes e especializados”.
A declaração acrescentou que “devemos garantir que ela nunca retorne à prisão para cumprir os 18 anos restantes de sua sentença. Agora é a hora de exigir sua liberdade incondicional e a retirada de todas as acusações”.
O advogado de Mohammadi, Mostafa Nili, que reside no Irã, afirmou nas redes sociais que a ordem de transferência foi emitida após a decisão da Organização de Medicina Legal — médicos legistas indicados pelo governo — “que declararam que, devido às suas múltiplas doenças, ela precisa continuar o tratamento fora da prisão e sob a supervisão de sua própria equipe médica”.
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Não houve comentários imediatos das autoridades iranianas.
O irmão de Mohammadi, Hamidreza Mohammadi, que reside em Oslo, na Noruega, havia dito que os médicos legistas recomendaram anteriormente sua transferência para Teerã, mas a decisão foi bloqueada. Ele culpou a agência de inteligência do Irã.
“Estou aliviado agora. Posso respirar aliviado”, disse seu irmão à Associated Press em uma mensagem.
A ativista de direitos humanos e defensora dos direitos das mulheres, de 53 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 enquanto estava na prisão e foi encarcerada repetidamente ao longo de sua carreira. Sua prisão atual começou quando ela foi detida na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã.
A família de Mohammadi disse que a saúde dela vinha se deteriorando na prisão, em parte porque ela foi brutalmente espancada durante sua prisão. Ela sofreu um ataque cardíaco em março e tem um coágulo sanguíneo no pulmão desde antes de ser presa, o que exige o uso de anticoagulantes e monitoramento constante para controlá-lo.
Desde que foi levada para a unidade de terapia intensiva cardíaca do hospital de Zanjan, a pressão arterial de Mohammadi tem oscilado entre extremamente baixa e extremamente alta, e ela está recebendo oxigênio para respirar e não consegue falar, segundo seu irmão.
O Comitê Nobel pediu às autoridades iranianas que transferissem imediatamente Mohammadi para sua equipe médica dedicada em Teerã, afirmando que “sem esse tratamento, sua vida continua em risco”.
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A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz 2023, em foto de arquivo
Reuters