Ucrânia e Rússia denunciam ataques contra civis no segundo dia da trégua

A Ucrânia e a Rússia trocaram acusações neste domingo (10) de múltiplos ataques contra civis, no segundo dia de um cessar-fogo anunciado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Uma série de bombardeios russos deixou pelo menos nove civis feridos na Ucrânia, entre eles uma criança, informaram as autoridades locais.
Do lado russo, as autoridades relataram bombardeios com drones lançados pela Ucrânia na região fronteiriça de Belgorod.
A administração da região ucraniana de Dnipropetrovsk, no sudeste do país, informou que uma menina de três anos ficou ferida em um ataque com drone no distrito de Synel'nykove e que um socorrista de 23 anos foi atingido.
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"Os socorristas se dirigiam ao povoado de Mirivska para ajudar os moradores locais quando seu veículo de bombeiros e resgate foi atacado por um drone inimigo", declarou o governador regional, Oleksandr Ganzha.
Na região de Kherson, no sul, os bombardeios russos deixaram quatro feridos, entre eles um jovem de 19 anos e um funcionário municipal de 53, de acordo com as autoridades locais.
Em Mykolaiv, o governador informou sobre dois feridos após um ataque com drones contra um carro civil, enquanto em Zaporizhzhia um drone russo deixou um ferido, segundo as autoridades.
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Já na região russa de Belgorod, os ataques ucranianos feriram quatro pessoas, entre elas um agente da guarda de fronteira, afirmou o governador Vyacheslav Gladkov.
Além disso, as duas partes acusam uma à outra de violar o cessar-fogo ao longo da linha de frente.
O Ministério da Defesa russo relatou neste domingo 16.071 violações da trégua em um período de 24 horas, incluindo milhares de ataques com drones.
Por sua vez, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky acusou a Rússia de realizar operações ofensivas. "Na linha de frente, o exército russo não está respeitando o cessar-fogo e nem sequer está tentando fazê-lo", afirmou em um discurso.
Kiev e Moscou já haviam trocado acusações de violar a trégua no sábado.

Resposta do Irã aos EUA pede fim da guerra em todas as frentes e garantias contra novo ataque, diz agência iraniana

Navio graneleiro com destino ao Brasil atravessa Estreito de Ormuz, diz agência
Irã envia resposta aos EUA sobre proposta para encerrar guerra, diz agência
O Irã enviou neste domingo (10) sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão. A resposta cita a necessidade de encerrar a guerra em todas as frentes, garantias contra um novo ataque e o fim de sanções americanas, segundo a agência iraniana Tasnim, citando uma fonte familiarizada com o assunto.
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“A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para encerrar a guerra”, informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.
Segundo a agência, a resposta iraniana se concentra em “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz.
Fontes de ambos os lados disseram à Reuters que os esforços diplomáticos mais recentes buscam um memorando temporário para interromper os confrontos e garantir o tráfego pelo Estreito de Ormuz enquanto seguem as negociações sobre um acordo mais amplo, que incluiria temas sensíveis como o programa nuclear iraniano.
Bandeira iraniana é hasteada em frente a embaixada do Irã na Albânia
REUTERS/Florion Goga
Após cerca de 48 horas de relativa calma, drones hostis foram detectados neste domingo (10) sobre diferentes países do Golfo, aumentando a tensão na região apesar do cessar-fogo firmado há um mês.
Ainda assim, o navio Al Kharaitiyat, operado pela QatarEnergy, atravessou o estreito em segurança rumo ao Paquistão, segundo dados da empresa de análise marítima Kpler.
Foi a primeira embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito a cruzar a região desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro.
Além disso, um navio graneleiro com bandeira do Panamá e destino ao Brasil também conseguiu atravessar o estreito utilizando uma rota indicada pelas Forças Armadas iranianas, informou a agência semioficial Tasnim.
Ao longo do dia, ataques com drones atingiram diferentes áreas do Golfo. Um deles acertou um cargueiro que seguia para o Catar, em episódios que ameaçam a trégua em vigor desde 8 de abril.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações iranianas no Golfo.
“Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas”, escreveu no X.
A guerra no Oriente Médio começou após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro, e provocou represálias iranianas em diferentes países da região, além do bloqueio parcial do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás.
O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e ampliou a pressão sobre a economia mundial diante da alta nos preços da energia.
Trump enfrenta pressão para encerrar guerra antes de viagem à China
Com viagem marcada para a China nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta pressão crescente para conter o conflito e reduzir os impactos da crise energética global.
Neste domingo (10), os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado dois drones vindos do Irã. O Catar condenou um ataque de drone contra um cargueiro em suas águas, enquanto o Kuwait informou ter interceptado drones hostis em seu espaço aéreo.
O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou ao chanceler iraniano Abbas Araqchi que usar o Estreito de Ormuz como “ferramenta de pressão” apenas aprofundaria a crise.
Segundo o governo catariano, al-Thani defendeu em conversa telefônica que a liberdade de navegação deve ser preservada. O chanceler da Turquia também conversou com Araqchi, segundo autoridades turcas.
Parlamentares iranianos disseram estar elaborando um projeto de lei para formalizar o controle iraniano sobre o estreito, incluindo restrições à passagem de embarcações de “Estados hostis”.
Os EUA também enfrentam dificuldades para obter apoio internacional. Aliados da OTAN rejeitaram pedidos de Washington para enviar navios à região sem um acordo de paz completo e uma missão internacional formalizada.
Após reunião com a premiê italiana, Giorgia Meloni, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou a falta de apoio dos aliados aos esforços para reabrir o estreito.
A Grã-Bretanha informou no sábado que enviará um navio de guerra ao Oriente Médio em preparação para uma possível missão multinacional de segurança marítima.
Iraniana caminha ao lado de mural com a ilustração da bandeira do Irã, em Teerã, no dia 5 de maio de 2026
Majid Asgaripour/Wana/Reuters

Trump diz que EUA precisariam de apenas duas semanas para atacar alvos restantes no Irã

Navio graneleiro com destino ao Brasil atravessa Estreito de Ormuz, diz agência
O presidente Donald Trump durante evento na Flórida em 1º de maio de 2026
REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma entrevista exibida neste domingo (10) que um eventual ataque ao Irã poderia ser concluído em até duas semanas, atingindo “cada um dos alvos” restantes no país.
Ele também disse que a república islâmica já estaria “militarmente derrotada”.
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A entrevista com a jornalista Sharyl Attkisson, gravada na semana passada, também trouxe críticas à Otan, que Trump classificou como um “tigre de papel”.
Ele acusou aliados dos Estados Unidos de não terem apoiado a campanha contra Teerã. “Eles não estavam lá para ajudar.”
Os comentários foram feitos após o Irã afirmar, neste domingo, que respondeu a uma proposta dos Estados Unidos para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro, após ataques americanos e israelenses.
“Eles estão militarmente derrotados. Em suas próprias mentes, talvez não saibam disso. Mas acho que sabem”, disse Trump.
Ele acrescentou que o Exército americano poderia “intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos”, afirmando que cerca de 70% já teriam sido atingidos.
“Mas temos outros que, hipoteticamente, poderíamos atacar. Mas mesmo que não fizéssemos isso, vocês sabem, seriam apenas os retoques finais”, afirmou.
Irã envia resposta aos EUA
Neste domingo, o Irã teria enviado aos Estados Unidos sua resposta à proposta para encerrar a guerra no Oriente Médio, por meio de mediação do Paquistão.
Segundo a agência estatal iraniana, a posição do país foca no fim do conflito e na garantia da segurança marítima no Golfo e no Estreito de Ormuz.
As negociações também envolvem a possibilidade de um acordo temporário para reduzir as hostilidades e assegurar a circulação de navios na região enquanto um entendimento mais amplo é discutido.
Apesar disso, a tensão segue elevada, com registros de drones e novos episódios de violência no Golfo.
*Com informações da Reuters e France Presse

Hantavírus: repatriação de passageiros do navio cruzeiro vai até segunda

Navio graneleiro com destino ao Brasil atravessa Estreito de Ormuz, diz agência
Passageiros começam a sair de navio com surto de hantavírus
Os cerca de 150 ocupantes do cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, começaram a desembarcar neste domingo (10) no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A operação de retorno aos países de origem deve ser concluída até segunda-feira (11).
Vestidos com trajes de proteção azuis, os passageiros deixavam o navio em pequenos grupos e eram levados de lancha até o porto, segundo a agência France Presse.
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A embarcação partiu da Argentina em 1º de abril e registrou um surto que matou três passageiros.
“Se tudo continuar conforme o previsto, e tenho certeza de que será assim, às 19h" (15h em Brasília) de segunda-feira (11) “o navio partirá rumo aos Países Baixos”, sua base, apenas com parte da tripulação, disse à RTVE a diretora da Proteção Civil da Espanha, Virginia Barcones.
Até as 13h GMT (10h em Brasília), os aviões com passageiros espanhóis e franceses já haviam partido, e a operação seguiria ao longo da tarde.
Os primeiros a deixar o navio foram os 14 espanhóis, por volta das 8h30 GMT (5h30 em Brasília). Eles seguiram para o aeroporto de Tenerife Sul, a cerca de 10 minutos do porto, em ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência (UME). A área do motorista era isolada dos passageiros por uma barreira de proteção.
Ao chegarem ao aeroporto, os espanhóis trocaram os trajes de proteção e passaram por desinfecção antes de embarcar para Madri. Na capital espanhola, eles ficarão em quarentena em um hospital militar.
O mesmo procedimento será realizado com os demais passageiros e tripulantes de outras nacionalidades.
Neste domingo, estão previstos voos para os Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, informou a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García.
O último voo, com destino à Austrália, deve partir na segunda-feira, acrescentou a ministra, que acompanha a operação ao lado de outros integrantes do governo espanhol e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Passageiros assintomáticos
Passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, aguardam na pista do aeroporto de Tenerife Sul, em Tenerife, Espanha
Reuters
“A operação começou e está indo muito bem. Agradecemos também a coordenação da Espanha, e a União Europeia também está presente”, afirmou Ghebreyesus.
Antes do início da evacuação, equipes médicas embarcaram no cruzeiro — que chegou a Tenerife durante a madrugada — para avaliar os passageiros, que seguem sem sintomas, segundo García.
No porto de Tenerife, era possível ver a estrutura montada para a operação, com tendas da Guarda Civil e ônibus vermelhos da UME para transportar os passageiros até o aeroporto. O navio partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
O governo espanhol afirmou que a operação conta com “todas as garantias de saúde pública”.
Na véspera, o chefe da OMS reforçou: “Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”.
O último balanço da OMS aponta seis casos confirmados entre oito suspeitos. Entre as vítimas estão um casal holandês e uma passageira alemã. O hantavírus é uma doença rara e ainda não tem vacina nem tratamento específico.
Papa agradece às Ilhas Canárias
O navio segue ancorado no porto de Granadilla, sem atracar diretamente no cais, por decisão das autoridades regionais das Canárias, que demonstraram resistência à operação.
“O mundo nos observa novamente. E novamente a Espanha, como em muitas outras crises, responderá à altura do que é este grande país, com exemplaridade e eficácia”, afirmou neste domingo o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante um evento do Partido Socialista na Andaluzia.
“Agradeço às Canárias por permitirem que o cruzeiro Hondius (…) atracasse”, disse o papa Leão XIV na Praça de São Pedro. O pontífice visitará o arquipélago em abril, durante uma viagem à Espanha.

Navio graneleiro com destino ao Brasil atravessa Estreito de Ormuz, diz agência

Navio graneleiro com destino ao Brasil atravessa Estreito de Ormuz, diz agência
Navio graneleiro HMM Namu, de bandeira panamenha, em Guangzhou, na China.
FOTO DE ARQUIVO/Reuters
Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil atravessou o Estreito de Ormuz utilizando uma rota designada pelas Forças Armadas do Irã, informou neste domingo (10) a agência semioficial iraniana Tasnim.
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A Tasnim identificou a embarcação como Mdl Toofan e afirmou que ela partiu do porto saudita de Ras al-Khair com destino a Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Segundo a agência, o navio havia tentado atravessar o estreito anteriormente, em 4 de maio, mas foi impedido pelas Forças Armadas iranianas. A Tasnim acrescentou que esta foi a segunda embarcação desde sábado (9) a utilizar a rota determinada pelo Irã na região.
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