Terremoto de magnitude 5,8 atinge região de Bio-Bio, no Chile

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque
Terremoto de magnitude 5,8 atinge região de Bio-Bio, no Chile
Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC)
Um terremoto de magnitude 5,5 atingiu a região de Bio-Bio, no Chile, na noite deste sábado (9), segundo informações divulgadas pelo Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC) e pelo Centro Nacional de Informações sobre Terremotos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (NEIC).
De acordo com os dados, o tremor ocorreu às 22h34 no horário local, com epicentro localizado nas coordenadas -37,722 e -73,106.
O terremoto teve profundidade entre 23 e 34 quilômetros, segundo os diferentes centros de monitoramento.
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O epicentro ficou a 72 quilômetros a oeste-sudoeste de Los Ángeles, cidade chilena com cerca de 125 mil habitantes, e a 35 quilômetros a oeste de Angol, que tem população de aproximadamente 44,8 mil moradores.
O evento foi monitorado por diferentes instituições internacionais, entre elas o EMSC, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS/NEIC), o Departamento de Geofísica da Universidade do Chile e o GeoForschungsZentrum (GFZ), da Alemanha.

Navio atingido por surto de hantavírus deve chegar neste domingo nas Ilhas Canárias; países preparam resgate

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque
OMS e países rastreiam origem de surto de hantavírus
O cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto de hantavírus, deve chegar às Ilhas Canárias entre 0h e 2h deste domingo (10), no horário de Brasília, para dar início à retirada de passageiros e de parte da tripulação do navio.
O governo das Ilhas Canárias, na Espanha, disse neste sábado (9) que não vai autorizar a ancoragem do MV Hondius. A decisão foi tomada poucas horas antes do horário previsto para operação.
Mesmo assim, a Espanha determinou que o arquipélago receba o MV Hondius. Segundo a imprensa espanhola, a Unidade Militar de Emergências da Espanha será responsável por levar ao aeroporto de Tenerife-Sul os passageiros em quarentena do cruzeiro.
Os ministérios da Saúde e do Interior, que coordenam a operação, recorreram aos militares após a recusa de empresas locais em fazer o traslado.
A decisão ocorre depois que a Marinha Mercante da Espanha ordenou o acolhimento do navio no porto de Granadilla, em Tenerife, por motivos de segurança marítima e necessidade de assistência sanitária a bordo.
Segundo a operadora Oceanwide Expeditions, o desembarque deve começar por volta das 4h, no horário de Brasília.
Após deixarem o navio, os passageiros devem ser encaminhados diretamente para voos organizados por seus respectivos países.
A operação será acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou a Tenerife no último sábado (9) para supervisionar o desembarque.
Em carta aberta aos moradores das Canárias, ele tentou tranquilizar a população local e afirmou que o risco para a saúde pública era baixo.
“Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”, escreveu Tedros.
Apesar disso, o chefe da OMS reconheceu que a cepa registrada no cruzeiro é grave. Segundo ele, três pessoas morreram em decorrência do surto.
“Três pessoas perderam a vida, e nossos corações estão com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo”, afirmou. “Esta é a avaliação da OMS, e não a fazemos levianamente.”
A chegada do navio provocou preocupação entre moradores da região, especialmente no pequeno porto industrial de Granadilla de Abona, onde pessoas ouvidas pela AFP nos últimos dias citaram lembranças da pandemia de covid-19.
As autoridades das Canárias chegaram a se opor à atracação do MV Hondius. O governo espanhol, porém, aceitou receber o cruzeiro após pedido da OMS.
No sábado, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que oferecer ao navio “um porto seguro” era “um dever moral e legal” da Espanha com seus cidadãos, com a Europa e com o direito internacional.
Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante expedição
Pippa Low/Divulgação
Uma operação 'inédita'
O MV Hondius, da operadora holandesa Oceanwide Expeditions, partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
"A possibilidade de contágio em Ushuaia é praticamente nula", garantiu na sexta-feira Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província da Terra do Fogo.
O navio seguirá para a Holanda, onde o governo holandês e a empresa responsável pela embarcação ficarão encarregados do processo de desinfecção, segundo o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska..
As autoridades espanholas explicaram que os passageiros serão examinados primeiro a bordo do cruzeiro, que lançará âncora diante da costa.
Depois, o Exército os transferirá para terra firme em uma embarcação menor e, em seguida, em ônibus "isolados da população" local até o aeroporto de Tenerife Sul, situado a cerca de dez minutos, para depois serem repatriados de avião a seus países de origem.
O ministro do Interior especificou que primeiro desembarcarão os espanhóis e, depois, seguirão grupos por nacionalidade, desde que o avião esteja pronto para repatriá-los em voos previstos para os Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Irlanda e Países Baixos.
Para os passageiros de países "que não fazem parte da UE e não dispõem de meios aéreos para garantir a repatriação de seus cidadãos", as autoridades espanholas "estão preparando um plano" em coordenação com os Países Baixos, o armador e a seguradora do navio, detalhou Fernando Grande-Marlaska em uma coletiva de imprensa.
O mecanismo elaborado "impede qualquer contato com a população civil", "não haverá nenhum contato com pessoal civil", ressaltou o ministro.
O sistema público de saúde do Reino Unido, o NHS, também anunciou que cerca de vinte britânicos que estão no cruzeiro serão colocados em quarentena em um hospital perto de Liverpool, na Inglaterra.
O que é o hantavírus?
O hantavírus, identificado em ao menos seis pessoas a bordo do navio que saiu da Argentina em direção a Cabo Verde, causa uma doença chamada hantavirose. Em humanos, ela pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
De acordo com informações do Ministério da Saúde brasileiro, a infecção em humanos pode levar a um comprometimento cardíaco.
👉Entre os principais sintomas da doença estão:
Fadiga
Febre
Dores musculares
Dores de cabeça
Tonturas
Calafrios
Problemas abdominais
Em quadros mais graves, pode levar a problemas pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA).
Como o hantavírus é transmitido?
Os hantavírus ficam em roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.
A forma mais comum de um humano se infectar por hantavírus é pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. O vírus pode passar para humanos também das seguintes formas:
Corte na pele causado por roedores;
Contato do vírus com mucosa (olhos, boca ou nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
Transmissão pessoa a pessoa, relatada na Argentina e Chile, associada ao hantavírus Andes.
Reprodução de imagem do hantavírus visto por um microscópio.
CDC/Cynthia Goldsmith
Tratamento da doença
Não existe tratamento específico para infecções por hantavírus. De forma geral, há o combate do sintomas, com medicamentos administrado por um médico especializado, segundo a gravidade de cada caso.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, por se tratar de uma doença com transmissão respiratória, profissionais que possam estar expostos devem utilizar equipamentos de proteção individual como luvas, máscaras e óculos de proteção.
O CDC, dos EUA, recomenda cuidados para tratar os sintomas, que podem incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica, medicamentos antivirais e até diálise.
Pacientes com sintomas graves podem precisar ser internados em unidades de terapia intensiva. Em casos graves, alguns podem precisar ser intubados.
Seis casos confirmados no navio
Seis dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo morreram. A OMS não especificou quais foram os casos confirmados da doença.
No início da semana, o órgão havia divulgado o primeiro caso positivo era de um cidadão britânico de 69 anos que estava entre os passageiros. Ele foi encaminhado para uma UTI em Joanesburgo, na África do Sul. O segundo caso confirmado foi de uma mulher alemã que morreu no cruzeiro.
➡️O navio saiu da Argentina no início de abril, e, dias depois, um passageiro morreu após contrair o vírus. Um casal holandês também morreu. A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Joanesburgo, na África do Sul.
"A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7).
Ele ainda disse que a OMS está ciente de relatos de outros pacientes e alertou que mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus.
A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias, Maria Van Kerkhove, também reforçou que se trata de uma situação totalmente diferente do coronavírus e que não se trata de uma nova epidemia.
O órgão também listou os países cujos cidadãos desembarcaram na ilha de Santa Helena:
Canadá
Dinamarca
Alemanha
Holanda
Nova Zelândia
São Cristóvão e Nevis
Singapura
Suécia
Suíça
Turquia
Reino Unido
Estados Unidos
A OMS notificou os países de origem dos passageiros para que os possíveis casos possam ser monitorados.
Retrospecto dos casos
O diretor da OMS detalhou a situação de cada um dos casos suspeitos de hantavírus ao longo da coletiva:
Primeiro caso
O primeiro caso foi de um homem que desenvolveu sintomas em 6 de abril e faleceu no navio em 11 de abril. Nenhuma amostra foi coletada e, como seus sintomas eram semelhantes aos de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada.
Segundo caso
A esposa do homem desembarcou quando o navio atracou na ilha de Santa Helena e também apresentou sintomas. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril e ela faleceu no dia seguinte. Amostras foram coletadas, testadas no Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul e confirmadas como hantavírus.
Terceiro caso
A terceira morte foi a de uma mulher a bordo do navio que desenvolveu sintomas em 28 de abril e faleceu em 2 de maio. A passageira, de origem alemã, também teve a doença confirmada.
Quarto caso
Outro homem procurou o médico do navio em 24 de abril. Ele foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul em 27 de abril, onde permanece em terapia intensiva. O britânico foi o primeiro caso de hantavírus confirmado no navio.
Quinto, sexto e sétimo casos
Duas pessoas estão em condição estável no hospital, e uma é assintomática e já se encontra na Alemanha.
Oitavo caso
O oitavo caso foi o de um homem que desembarcou em Santa Helena.
Suspeitas fora do navio
Pacientes na França, Holanda e em Singapura que não estiveram no cruzeiro MV Hondius, infectado com o hantavírus, estão sob investigação por suspeita da doença, segundo anunciaram os governos dos três países também nesta quinta-feira.
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São as primeiras suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro, onde o surto foi registrado.
Além deles, há outros pacientes com suspeita do vírus:
O governo da Singapura diz que duas pessoas foram isoladas. Elas estavam no voo com a viúva da primeira vítima morta no cruzeiro, segundo autoridades locais;
Na Holanda, uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM que teve contato com a viúva foi internada em um hospital em Amsterdã após apresentar possíveis sintomas de infecção por hantavírus; as autoridades sanitárias holandesas entraram em contato com todas as pessoas que também estavam no voo, segundo comunicado da KLM.
O jornal "The New York Times" afirmou também que três estados dos Estados Unidos — Califórnia, Geórgia e Arizona — monitoram pacientes com sintomas suspeitos do hantavírus;
Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que contraiu o vírus, mas atualmente não apresenta sintomas e está sendo monitorado, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a OMS está "trabalhando com países relevantes" para tentar rastrear o vírus.
"De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada", declarou o diretor-geral da OMS.
Cepa de hantavírus identificada em navio de cruzeiro é 'pouco comum' e tem transmissão entre humanos
O que é o hantavírus, que causou mortes em cruzeiro
Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP

Objetos flutuantes e luzes piscantes: o que revelam documentos sobre óvnis divulgados pelo Pentágono

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque
Um objeto não identificado (ponto preto) capturado sobre o oeste dos Estados Unidos em dezembro de 2025.
Departamento de Defesa dos EUA/Divulgação via REUTERS / BBC News Brasil
O lote de documentos inéditos divulgados pelo Pentágono sobre óvnis inclui descrições de avistamentos — relatados por civis na Terra e por astronautas na Lua.
Os documentos, que abrangem décadas, foram tirados de sigilo e publicados online na sexta-feira (08/05), por ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse no início deste ano que os divulgaria "com base no enorme interesse demonstrado".
Os EUA têm visto um renovado interesse público em vida extraterrestre nos últimos anos. Em 2022, o Congresso realizou as primeiras audiências sobre óvnis em 50 anos e os militares prometeram mais transparência sobre o assunto.
Os 161 arquivos estão acessíveis no site do Departamento de Defesa, e mais serão divulgados em breve.
A divulgação dos arquivos na sexta-feira ocorre depois que o ex-presidente americano Barack Obama despertou ainda mais interesse ao afirmar, em uma entrevista em fevereiro, que os alienígenas eram "reais, mas eu não os vi".
Governo Trump divulga arquivos sobre OVNIs e vida alienígena
Desde então, Obama esclareceu seus comentários, dizendo que, estatisticamente, as chances de haver vida lá fora são altas, mas que ele não viu "nenhuma evidência" enquanto era presidente.
No final de fevereiro, Trump ordenou ao Pentágono a divulgação de arquivos "relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAP) e objetos voadores não identificados (óvnis)".
Os arquivos divulgados na sexta-feira incluem décadas de memorandos militares tirados do sigilo, relatórios das missões Apollo à Lua e relatos de indivíduos que afirmam ter testemunhado um óvni — ou objeto voador não identificado — que suspeitam ter origem extraterrestre.
Astronautas da Apollo descreveram flashes de luz
Uma vista da Lua durante a missão Apollo 12 em 1969, com um clarão não identificado destacado e ampliado.
Departamento de Defesa dos EUA / BBC News Brasil
Os arquivos contêm transcrições anteriormente mantidas em sigilo dos astronautas a bordo das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17, que pousaram na Lua nas décadas de 1960 e 1970.
Buzz Aldrin, o famoso astronauta da missão Apollo 11, disse em uma entrevista de 1969 publicada na sexta-feira que viu vários fenômenos inexplicáveis ​​em sua viagem à Lua.
"Observei o que parecia ser uma fonte de luz bastante brilhante, que atribuímos provisoriamente a um possível laser", disse ele.
As transcrições mostram que o astronauta da Apollo 12 Alan Bean que caminhou na Lua em 1969, disse ter visto partículas e flashes de luz "navegando no espaço" durante a missão. As partículas pareciam estar "escapando da Lua", segundo ele.
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Dois astronautas a bordo da missão Apollo 17, em 1972, também relataram ter visto luzes piscantes enquanto estavam a bordo. "É como o 4 de julho lá fora!", disse o astronauta Jack Schmitt. Eles acrescentaram que a luz poderia ter sido reflexos em pedaços de gelo.
Em outro dos arquivos divulgados, uma gravação de áudio do voo espacial Gemini 7 de 1965 apresenta a comunicação entre o astronauta Frank Boman e o suporte em solo. Ele relata o avistamento de um objeto não identificado ao controle da missão da Nasa, descrevendo um "bicho-papão" e "trilhões de pequenas partículas" vistas à esquerda da espaçonave.
Objetos flutuantes emergindo da luz
Entre os relatórios divulgados ao longo de décadas nos arquivos encontram-se dezenas de relatos individuais de avistamentos de fenômenos anômalos não identificados, ou UAPs.
Um arquivo mostra que um homem disse ao FBI em uma entrevista de 1957 que testemunhou um grande veículo circular emergindo do solo.
Há também entrevistas de setembro e outubro de 2023 nas quais cidadãos americanos relatam objetos metálicos pairando no ar e se materializando em meio a uma luz intensa.
Avistamentos militares no Iraque, na Síria e nos Emirados Árabes Unidos
Os arquivos também incluem vídeos gravados pelos militares dos EUA no Oriente Médio datados de 2022.
Imagens do Iraque, da Síria e dos Emirados Árabes Unidos mostram o que o site do Pentágono chama de "fenômeno anômalo não identificado e não resolvido".
Imagens de 2022 gravadas em um local não divulgado no Oriente Médio registram um objeto oval cruzando da esquerda para a direita, que um relatório que o acompanha classificou como um "possível míssil".
Um bom primeiro passo, mas precisamos de mais, dizem legisladores
O deputado republicano Tim Burchett, do Tennessee, já havia defendido maior transparência governamental sobre avistamentos de óvnis. Ele saudou a divulgação dos arquivos pelo Pentágono, chamando-a de um "ótimo começo" em uma postagem no X.
A republicana Anna Paulina Luna, deputada pela Flórida, também defende a transparência sobre essa questão. Ela chamou a divulgação de "um primeiro passo enorme na direção certa" em um comunicado.
No entanto, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, antiga aliada de Trump que rompeu com o presidente e deixou o Congresso, disse que a divulgação foi uma distração de questões mais urgentes que os americanos enfrentam, como a acessibilidade dos preços e a guerra no Irã.
"Estou farta da propaganda do 'olhem para o objeto brilhante'", disse Greene em uma postagem no X.
Divulgação do Pentágono responde perguntas de ufólogos?
A divulgação dos documentos pelo Pentágono era aguardada ansiosamente pela comunidade de ufólogos. Segundo os pesquisadores e entusiastas de óvnis, a revelação seria um passo em direção a uma maior transparência — e a respostas sobre o que há "lá fora".
"Enquanto administrações anteriores falharam em ser transparentes sobre este assunto, com esses novos documentos e vídeos, o povo pode decidir por si mesmo: 'QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO?'", escreveu Donald Trump no Truth Social após a divulgação dos documentos. "Divirtam-se e aproveitem!"
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John Erik Ege, diretor regional da MUFON Texas (MUFON significa Mutual UFO Network), disse estar "intrigado".
John Erik Ege acompanha notícias sobre óvnis desde a adolescência.
Arquivo pessoal / BBC News Brasil
"Acho que este é um passo na direção certa", disse Ege, um terapeuta que acompanha o assunto desde criança.
"Não acho que estejam tentando esconder nada, mas as informações que estão divulgando são coisas que já sabemos há muito tempo."
"Não há detalhes novos. Não há provas concretas de que tenham os corpos ou de que tenham feito contato, mas estou muito esperançoso de que estejamos caminhando na direção certa."
Apesar das revelações sobre informações militares sigilosas, relatórios das missões Apollo à Lua e relatos de indivíduos, os arquivos divulgados não contém nenhuma revelação bombástica — nem qualquer confirmação de vida extraterrestre.
Ainda assim, representam o mais recente reconhecimento claro do governo dos EUA de que investigou avistamentos de objetos não identificados.
Muitos ufólogos e entusiastas de óvnis estavam cientes de que, embora tenham considerado a divulgação "decepcionante", o conjunto de informações pode ser revelador para o leitor comum.
"Esses documentos não são direcionados apenas a pessoas da comunidade ufológica, mas… ao povo americano e ao público em geral — para dar algum tipo de garantia de transparência", disse Daniel Jones, 36, um dos administradores da página do Facebook da Rede de Óvnis do Texas, que tem mais de 25.000 membros.
Jones, que ficou noivo no ano passado em um festival de óvnis, disse que sabia que "este primeiro lote de arquivos provavelmente não conteria nada extremamente substancial" – mas ele está "esperançoso de ver mais detalhes por parte do governo" em divulgações futuras.
Elaine Loperena, de 69 anos, também está otimista. Na manhã de sexta-feira, enquanto examinava os documentos em seu tablet, ela estava em sua cozinha e não viu muita coisa que lhe chamasse a atenção como nova ou surpreendente — embora tenha passado a vida inteira pesquisando sobre óvnis.
Esperando por respostas desde criança, quando sua mãe jurou ter visto um óvni, Loperena continua muito entusiasmada com a decisão do governo de divulgar os documentos.
"Eu sabia que Trump ia anunciar isso; eu sempre disse isso", afirmou Loperena, de 69 anos, que mora em Clovis, Califórnia. "Sabe, ele quer entrar para a história; todos nós sabemos que ele tem um ego, e, coitado, ele está firme em suas convicções e dando início ao processo."
Imagens de arquivo da missão Apollo 17 à Lua. Em destaque, três luzes são visíveis acima do terreno lunar.
Departamento de Defesa dos EUA / BBC News Brasil
A busca por respostas tem se intensificado e se tornado mais visível na comunidade ufológica recentemente, disse ela, que administra um grupo dedicado a óvnis no Facebook.
O grupo tinha cerca de 40.000 membros quando ela entrou, há cerca de três anos, mas agora o número se aproxima de 100.000 — "e isso aconteceu apenas nos últimos meses", disse ela sobre o recente aumento.
"O que é único, e torna tão difícil esconder isso, é o fato de que agora existem entrevistas, atuais e antigas, com pessoas que sabiam, que tinham conhecimento disso, que serviram nas forças armadas e que discutiram o que sabiam, o que viram, e até mesmo em seus leitos de morte falaram sobre isso", disse ela.
"Está começando a fluir agora… Eu vejo isso ganhando muita velocidade, e não vai retroceder; com certeza vai avançar", disse ela. "A bola de neve está ficando cada vez maior."
Assim como Jones no Texas, Loperena espera que os arquivos divulgados na sexta-feira sejam apenas a ponta do iceberg — com muito mais por vir.
"Essa divulgação precisa ser feita da maneira correta", disse ela. Quando chegar a hora de revelar toda a verdade que ela acredita existir, isso tem que acontecer de forma "bipartidária", afirma.
Loperena teme que "as pessoas não acreditem" se os detalhes vierem apenas de Trump e sua administração, devido às divisões políticas nos EUA.

Governo das Ilhas Canárias diz que não vai autorizar ancoragem de cruzeiro com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque
'Não posso permitir a entrada': o futuro incerto do navio com surto de hantavírus
Reuters
O governo das Ilhas Canárias, na Espanha, disse neste sábado (9) que não vai autorizar a ancoragem do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. A decisão foi tomada poucas horas antes do horário previsto para operação.
Segundo o jornal "ABC", o motivo para o navio não entrar no porto local e os passageiros desembarcarem se dá por conta de uma divergência sobre o número de horas que o cruzeiro ficará ancorado.
Ainda não está claro como a decisão que impede a ancoragem vai impactar o desembarque de passageiros, algo que poderia ser feito por barcos.
Ainda de acordo com o periódico, o governo das Ilhas Canárias teria se irritado com a falta de respostas por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de autoridades do governo espanhol, como a ministra da Saúde, Mónica García.
Tendo partido em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, o Hondius que pertence à operadora de cruzeiros holandesa Oceanwide Expeditions. O último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou seis casos confirmados de hantavírus entre oito casos suspeitos, incluindo três pessoas que morreram devido a este vírus conhecido, porém raro, para o qual não existe vacina nem tratamento. A doença pode, inclusive, causar uma síndrome respiratória aguda.
O hantavírus fica em roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer.
A forma mais comum de um humano se infectar por hantavírus é pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados.
Países se preparam para retirar passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus
Em coletiva de imprensa feita na noite deste sábado, o presidente do governo das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, explicou sua decisão.
"Colaboração, sim. Solidariedade, também. Mas não a qualquer preço. Não sem relatórios, não com imposições do Estado e não colocando em perigo a segurança sanitária do povo das Ilhas Canárias", escreveu no X.
"Não temos nenhum conhecimento técnico que garanta que o risco da operação do MV Hondius seja zero, mas contamos com critérios técnicos que aconselham que o buque permaneça o menor tempo possível nas Ilhas Canárias."
Após a decisão de Clavijo, o governo espanhol ordenou que as Ilhas Canárias recebessem o cruzeiro. A informação é do jornal "El País".
Javier Padilla, secretário de Saúde espanhol, publicou nas redes sociais um relatório de inspeção realizadas por especialistas a bordo que, segundo ele, aponta que não foram "detectados roedores e a probabilidade que um animal alcance a costa canária é nula".
O documento é uma resposta a preocupação levantada pelo presidente das Ilhas Canárias durante coletiva de imprensa. Ele apontou o que considerou como "risco" de roedores descerem do navio e infectar a população local.
A relação Ilhas Canárias e Espanha
As Ilhas Canárias são um arquipélago pertencente à Espanha localizado no Oceano Atlântico, próximo à costa noroeste da África.
O arquipélago é formado por oito ilhas principais, entre elas Tenerife, Gran Canaria, Lanzarote e Fuerteventura. A região possui autonomia administrativa semelhante à de outras comunidades espanholas, mas segue subordinada ao governo central em Madri em áreas como defesa, política externa e controle de fronteiras.
As ilhas também ocupam uma posição estratégica para a Espanha devido à proximidade com o continente africano. Além do forte apelo turístico, a região é considerada um ponto importante para o comércio marítimo e para o controle migratório no Atlântico.
Visita de Tedros Adhanom
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS
Reprodução/TV Globo
Neste sábado, antes da decisão do governo local, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou neste sábado (9) a Tenerife, maior ilha do arquipélago das Canárias, para acompanhar a operação de desembarque do cruzeiro.
Antes de viajar às Canárias, Tedros publicou uma carta aberta aos habitantes do arquipélago.
"Sei que vocês estão preocupados. Sei que, quando ouvem a palavra 'surto' ou 'epidemia' e veem um navio se aproximar de suas costas, vêm à tona lembranças que nenhum de nós conseguiu superar completamente. A dor de 2020 continua real, e eu não a minimizo nem por um momento", escreveu.
No texto, ele disse compreender a apreensão da população, mas afirmou que os riscos representados pela chegada do cruzeiro são “baixos”.
“Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”, escreveu o diretor-geral da OMS.
Tedros também reconheceu que a cepa do hantavírus registrada no cruzeiro é grave.
Carta do diretor da OMS.
Reprodução/Instagram
“Três pessoas perderam a vida, e nossos corações estão com suas famílias. O risco para vocês, em sua vida cotidiana em Tenerife, é baixo”, afirmou.
Segundo ele, essa é a avaliação da OMS e “não a fazemos levianamente”.
O caso reacendeu temores na região seis anos após a pandemia de Covid. Pessoas entrevistadas pela AFP nos últimos dias relataram preocupação com a chegada do navio, embora a rotina em Granadilla seguisse relativamente normal neste sábado, com banhistas, feira ambulante e cafés da manhã no calçadão.
David Parada, vendedor de loteria na região, disse que acompanha as notícias porque o navio ficará a poucos quilômetros dali. Segundo ele, há preocupação principalmente com possíveis riscos para trabalhadores envolvidos na operação, mas a população local não parecia alarmada.
O último balanço da OMS, divulgado na sexta-feira, apontava seis casos confirmados entre oito suspeitos.
Entre os mortos estão um casal de passageiros holandeses e uma mulher alemã. A doença é provocada por um vírus conhecido, mas pouco frequente, para o qual não há vacina nem tratamento específico.
De acordo com a OMS, todas as pessoas a bordo foram classificadas como “contatos de alto risco”.

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque

Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque
Governo das Canárias diz que não permitirá ancoragem de navio com casos de hantavírus; Espanha ordena desembarque Decisão se dá a poucas horas da chegada do navio a Tenerife, uma das ilhas do arquipélago. O governo da Espanha determinou que as Ilhas Canárias recebam o cruzeiro MV Hondius, apesar da resistência do governo regional.. O navio registra 8 casos notificados de hantavírus, com 6 confirmações laboratoriais e 3 mortes.. Todos os passageiros que seguem a bordo estão assintomáticos, segundo as autoridades.. A operação prevê desembarque em Tenerife, transporte isolado até o aeroporto e repatriação dos passageiros.. A OMS afirma que o risco para a população local é baixo e diz que a situação “não é outra Covid-19”.