‘Conflito na Ucrânia está chegando ao fim’, avalia Putin

Reino Unido vai isolar passageiros de cruzeiro com casos de hantavírus
Nesta fotografia divulgada pela agência estatal russa Sputnik, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, preside uma reunião do Conselho de Segurança por videoconferência em Moscou, em 8 de maio de 2026
Mikhail METZEL / POOL / AFP
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que acredita que o conflito na Ucrânia pode estar perto de acabar. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
"Eu acho que o conflito na Ucrânia está chegando ao fim", afirmou o líder russo. Putin também fez uma referência às mediações feitas por outras nações em busca de um acordo de paz entre os dois países.
"Agradecemos por facilitarem as negociações, mas isso só diz respeito à Rússia e à Ucrânia", disse. Questionado se estaria dispostos a dialogar com europeus, ele disse que a figura de sua preferência seria o ex-chanceler alemão, Gerhard Schroeder.
Na última sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo entre os dois países. Além disso, nesta semana, o jornal britânico "Financial Times" também reportou que líderes da União Europeia estariam se preparando para possíveis negociações.
Ainda de acordo com o líder russo, o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico — com quem ele se encontrou neste sábado, após o desfile anual do Dia da Vitória — teria dito que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria pronto para um encontro pessoal.
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"Podemos nos encontrar em um terceiro país, mas somente quando um acordo de paz duradouro for feito", afirmou Putin.
Mais cedo, durante o desfile do Dia da Vitória — que neste ano teve um formato reduzido no país —, Putin usou seu tradicional discurso para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. […] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.
"Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", acrescentou o dirigente.
Três dias de trégua
Após a Rússia e a Ucrânia acusarem-se mutuamente de violar os cessar-fogos unilaterais que haviam declarado nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias, de sábado a segunda-feira, que foi apoiado pelo Kremlin e por Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros.
"Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia — é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura", disse Trump a repórteres na sexta-feira.
Ele acrescentou que "gostaria de ver uma grande prorrogação" da trégua entre os dois países.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, havia alertado que qualquer tentativa de Kiev de interromper o evento de sábado resultaria em um ataque maciço, com mísseis contra a capital ucraniana. Moscou disse a diplomatas estrangeiros que eles deveriam evacuar suas equipes em Kiev caso tal ataque ocorresse.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy emitiu um decreto irônico "permitindo" que o desfile militar russo de 9 de maio prosseguisse e afirmando que as armas ucranianas não teriam como alvo a Praça Vermelha.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Governo Trump terá que liberar vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária para Irã jogar a Copa do Mundo; entenda

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Irã enfrenta Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025.
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
A Federação de Futebol do Irã confirmou neste sábado (9) que a seleção do país disputará a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá. A participação iraniana, porém, foi condicionada a uma série de exigências — entre elas, a concessão de vistos americanos para dois ex-integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
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Tanto o atacante iraniano Mehdi Taremi quanto o defensor Ehsan Hajsafi já tiveram que cumprir serviço militar na IRGC.
Taremi, que é tido como a principal esperança de gols da seleção iraniana, serviu na Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em Bushehr, sua cidade natal, entre 2010 e 2012.
🔎 A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) é uma força militar criada após a Revolução Iraniana de 1979 para proteger o regime islâmico do país. Separada das Forças Armadas tradicionais, a organização atua nas áreas militar, política e econômica do Irã e exerce forte influência no governo.
O serviço militar é obrigatório no Irã. Jogadores de futebol nascidos no país, porém, podem ingressar em times afiliados aos militares por meio de isenções esportivas, como o Malavan Anzali e o Fajr Sepasi. Taremi e Hajsafi, no entanto, seguiram um caminho diferente.
O serviço militar cumprido fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas passou a ameaçar a participação deles na Copa do Mundo.
Isso acontece porque o Departamento de Estado dos EUA impõe restrições rigorosas a indivíduos com ligações com organizações classificadas pelo país como terroristas estrangeiras. A lista inclui a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
“Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.
Irã confirma participação na Copa do Mundo
As exigência iranianas
A confirmação da participação do Irã na Copa do Mundo acontece após o Canadá negar, no mês passado, a entrada do presidente da federação iraniana antes do Congresso da FIFA por supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica.
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, disse à TV estatal na sexta-feira (8) que o país apresentou 10 condições para participar do torneio, buscando garantias sobre a forma como será tratado.
Dentre as exigências, estão:
concessão de vistos e respeito à delegação iraniana;
respeito à bandeira do país e ao hino nacional durante o torneio;
reforço na segurança em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios;
garantia de vistos para todos os jogadores e integrantes da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos no torneio. No entanto, alertou que os EUA ainda podem barrar a entrada de integrantes da delegação com vínculos com a IRGC.
A Copa do Mundo começa em 11 de junho. A seleção do Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e disputará todas as partidas da fase de grupos nos Estados Unidos.
Pessoas caminham pelas ruas de Teerã e passam por banner com imagem do aiatolá Mojtaba Khamenei.
AFP
A guerra no Irã
Apesar do cessar-fogo anunciado, Irã e Estados Unidos seguem trocando ataques. Nesta sexta-feira, militares americanos atingiram dois petroleiros vazios com bandeira iraniana que, segundo Washington, tentavam furar o bloqueio naval imposto pelos EUA. A informação foi divulgada pelo Comando Central americano em uma publicação nas redes sociais, que também afirmou que uma terceira embarcação iraniana havia sido interceptada na quarta-feira (6).
“Os três navios não estão mais em trânsito para o Irã”, afirmou o Comando Central dos EUA.
Em resposta, um parlamentar iraniano de alto escalão declarou que qualquer tentativa americana de impor bloqueios navais será respondida militarmente por Teerã, segundo a agência Fars News.
AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra
Já a agência estatal Tasnim, citando um integrante das Forças Armadas iranianas, afirmou que a situação no Golfo Pérsico permanece calma no momento. No entanto, a fonte alertou que novos confrontos poderão ocorrer caso embarcações americanas voltem a interferir no tráfego marítimo iraniano na região.
Apesar da escalada recente no Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociadores americanos continuam em diálogo com representantes do governo iraniano.
Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã em novembro de 2009
REUTERS/Morteza Nikoubazl

Após esgotar em dias, Volkswagen Golf GTI ganha novo lote por R$ 430 mil; veja o teste do g1

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Após esgotar em dias, Volkswagen Golf GTI ganha novo lote por R$ 430 mil; veja o teste
A Volkswagen anunciou, neste sábado (9), um novo lote do Golf GTI para venda no Brasil. O modelo tem preço inicial de R$ 430 mil, e o comprador precisa cumprir algumas regras para conseguir adquirir uma unidade.
O novo lote foi divulgado ao mesmo tempo em que começaram as entregas do primeiro pacote, composto por 350 unidades entregues a partir de maio. Apesar de ser o carro mais caro da Volkswagen à venda no Brasil, todas as unidades se esgotaram em apenas um fim de semana.
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Golf GTI 2026
divulgação/Volkswagen
Além do preço elevado, o novo Golf GTI é o modelo mais rápido da Volkswagen à venda no Brasil. Equipado com o motor 2.0 370 TSI, o hatch esportivo entrega 245 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque, acelerando de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.
Em comparação com outros modelos da marca, ele perde em potência apenas para o novo Tiguan, que tem 272 cavalos. No entanto, o SUV é cerca de 150 quilos mais pesado, por ter mais equipamentos e uma carroceria maior, além trazer torque menor, de 35,7 kgfm. Por isso, sua aceleração é mais lenta, com 0 a 100 km/h em 7,4 segundos.
Vendas são limitadas e exclusivas
Neste novo lote, a Volkswagen adota as mesmas regras aplicadas ao Golf GTI em 2025. Dessa forma, para comprar o hatch esportivo, o cliente precisa atender aos seguintes critérios:
Já ter comprado algum modelo esportivo da marca, como Nivus GTS ou Jetta GLI;
Também podem comprar clientes de outras marcas do grupo Volkswagen, como Audi e Porsche, desde que tenham adquirido versões esportivas desses modelos;
Cada CPF ou CNPJ pode adquirir apenas uma unidade do Golf GTI.
Além disso, o novo lote tem quantidade limitada de unidades. Procurada pelo g1, a Volkswagen não informou quantos carros foram importados para as vendas no Brasil. A marca informou, no entanto, que as primeiras unidades começam a ser entregues ainda neste ano.
Como anda o Golf GTI
O g1 teve acesso ao Golf GTI em um ambiente onde ele melhor mostra o que é capaz de entregar: um autódromo, localizado na cidade de Mogi Guaçu (SP).
No primeiro contato, o hatch não revela que tem a aceleração mais forte da Volkswagen no Brasil, já que são poucos os detalhes visuais que o diferenciam de um "carro simples".
Para olhos menos atentos, ele parece apenas mais um Golf, semelhante aos modelos vendidos no Brasil anos atrás.
Golf GTI 2026
divulgação/Volkswagen
Tudo muda ao entrar no carro. O primeiro impacto não é o acabamento em xadrez dos bancos, já visto em outros Golfs do passado, mas sim o banco em formato concha que, diferente do Nivus GTS, tem visual inspirado em carros de corrida.
O banco envolve o motorista nas laterais do tronco e das coxas. Esse apoio é importante, pois transmite mais segurança logo ao engatar a primeira marcha e acelerar.
Antes disso, vale destacar um ponto que pode agradar ou incomodar: o câmbio automático é eficiente, mas acionado por uma alavanca bastante pequena.
Golf GTI 2026
divulgação/Volkswagen
Para quem prefere trocas manuais, elas podem ser feitas por meio das aletas atrás do volante, semelhantes às usadas em carros da Fórmula 1. Elas poderiam ser maiores, mas cumprem bem a função.
Com o modo esportivo ativado e pé fundo, o carro entrega toda a esportividade que não aparece no visual externo.
Sabe aquele atraso entre pisar no acelerador e o carro responder, que no Tera chega a três segundos? Aqui isso não acontece. As respostas são imediatas, com retomadas rápidas, como se espera de um modelo que nasceu com proposta esportiva.
O volante exige menos giros para virar as rodas. Segundo a Volkswagen, esse ajuste foi feito exclusivamente para o Golf GTI e significa que, em vez de 2,5 voltas completas até o fim do curso, são necessárias apenas 2,1.
Em velocidades mais altas, isso garante maior controle do volante, com as mãos sempre na posição mais segura, sem a necessidade de soltar uma delas ou cruzar os braços para continuar a manobra.
Isso ainda acontece? Sim, mas com bem menos frequência.
Ao final do teste, fica a sensação de que o Golf GTI é um esportivo com a pimenta certa. Ele tem concorrentes com preço semelhante e até mais potentes? Sim, modelos como GR Corolla e Civic Type R são bons exemplos.
Ainda assim, a reputação do Golf GTI fala mais alto do que qualquer comparação. A decisão de compra é fortemente emocional, a ponto de o preço elevado não ser um obstáculo para quem deseja esse modelo.
Prova disso é que as unidades do primeiro lote se esgotaram em um único fim de semana, e já há fila de espera para o novo lote.

‘Acho que o conflito na Ucrânia está chegando ao fim’, diz Putin

Reino Unido vai isolar passageiros de cruzeiro com casos de hantavírus
Nesta fotografia divulgada pela agência estatal russa Sputnik, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, preside uma reunião do Conselho de Segurança por videoconferência em Moscou, em 8 de maio de 2026
Mikhail METZEL / POOL / AFP
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste sábado (9) que acredita que o conflito na Ucrânia pode estar perto de acabar. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters.
"Eu acho que o conflito na Ucrânia está chegando ao fim", afirmou o líder russo. Putin também fez uma referência ao cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira (8).
"Agradecemos por facilitarem as negociações, mas isso só diz respeito à Rússia e à Ucrânia", disse.
De acordo com o líder russo, o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico — com quem ele se encontrou neste sábado, após o desfile anual do Dia da Vitória — teria dito que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estaria pronto para um encontro pessoal.
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"Podemos nos encontrar em um terceiro país, mas somente quando um acordo de paz duradouro for feito", afirmou Putin.
Mais cedo, durante o desfile do Dia da Vitória — que neste ano teve um formato reduzido no país —, Putin usou seu tradicional discurso para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. […] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.
"Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", acrescentou o dirigente.
Trégua de três dias
Após a Rússia e a Ucrânia acusarem-se mutuamente de violar os cessar-fogos unilaterais que haviam declarado nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias, de sábado a segunda-feira, que foi apoiado pelo Kremlin e por Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros.
"Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia — é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura", disse Trump a repórteres na sexta-feira.
Ele acrescentou que "gostaria de ver uma grande prorrogação" da trégua entre os dois países.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, havia alertado que qualquer tentativa de Kiev de interromper o evento de sábado resultaria em um ataque maciço, com mísseis contra a capital ucraniana. Moscou disse a diplomatas estrangeiros que eles deveriam evacuar suas equipes em Kiev caso tal ataque ocorresse.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy emitiu um decreto irônico "permitindo" que o desfile militar russo de 9 de maio prosseguisse e afirmando que as armas ucranianas não teriam como alvo a Praça Vermelha.
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Reino Unido vai isolar passageiros de cruzeiro com casos de hantavírus

Reino Unido vai isolar passageiros de cruzeiro com casos de hantavírus
Navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante expedição
Pippa Low/Divulgação
Cerca de vinte britânicos que estão no navio de cruzeiro onde foi detectado um surto de hantavírus serão evacuados neste domingo (10) para um hospital próximo a Liverpool, na Inglaterra, para um "período de isolamento", informou à AFP a direção do NHS, o sistema público de saúde do país.
Eles serão recebidos no Arrowe Park Hospital, em Upton, "para que seja proporcionado um local seguro durante seu período de isolamento", indicaram responsáveis locais do NHS em uma carta enviada aos seus funcionários.
"Receberemos essas pessoas no domingo, 10 de maio. Uma triagem de sintomas será realizada na chegada; nenhuma pessoa que apresente sintomas (do hantavírus) será admitida", detalha o documento.
Se algum desses passageiros do navio ficar doente após a chegada, será "rapidamente transferido para outra instituição", explica ainda o texto.
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Em um comunicado, os responsáveis regionais de saúde informaram que a permanência deve durar "até 72 horas".
Após esse período, será decidido "se podem continuar o período de isolamento em suas residências ou em outro lugar".
A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) havia indicado na sexta-feira (8) que os britânicos evacuados do MV Hondius deveriam se isolar por 45 dias após o retorno ao país.
O hospital de Arrowe Park já havia servido como local de isolamento para cidadãos britânicos evacuados de Wuhan (China) e do navio de cruzeiro Diamond Princess, no início da pandemia de Covid-19 em 2020.
Tendo partido em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, o Hondius, que pertence à operadora de cruzeiros holandesa Oceanwide Expeditions, é esperado no domingo na costa das Ilhas Canárias, antes do início de uma operação de evacuação dos quase 150 passageiros e tripulantes para seus países de origem.
O último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), na sexta-feira, registrou seis casos confirmados de hantavírus entre oito casos suspeitos, incluindo três pessoas que morreram devido a este vírus conhecido, porém raro, para o qual não existe vacina nem tratamento. A doença pode, inclusive, causar uma síndrome respiratória aguda.