Pedestre morre após ser atropelado por avião durante decolagem em aeroporto de Denver

Voo é cancelado após avião atropelar pedestre durante a decolagem em Denver, nos EUA
Um pedestre morreu após ser atropelado por um avião da Frontier Airlines durante a decolagem no Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, na noite de sexta-feira (8).
Segundo o aeroporto, o voo 4345 seguia de Denver para Los Angeles quando atingiu a pessoa na pista, por volta das 23h19 no horário local. O pedestre teria pulado a cerca perimetral do aeroporto e sido atingido cerca de dois minutos depois. As autoridades acreditam que ele não era funcionário do aeroporto.
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Após o impacto, os pilotos abortaram a decolagem. Houve relato de um breve incêndio no motor, apagado pelo Corpo de Bombeiros de Denver, e de fumaça dentro da aeronave.
O Airbus A321 levava 224 passageiros e sete tripulantes. Todos foram retirados por escorregadores de emergência e levados de ônibus ao terminal. Segundo as autoridades, 12 passageiros tiveram ferimentos leves, e cinco foram encaminhados a hospitais locais.
A Frontier Airlines informou que investiga o caso em coordenação com o aeroporto e autoridades de segurança. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos, o NTSB, foi notificado.
A pista 17L, onde ocorreu o acidente, foi fechada para a investigação. A previsão informada pelo aeroporto era de reabertura ainda neste sábado (9).
A morte ocorreu um dia depois de um funcionário da Delta Air Lines morrer em serviço no Aeroporto Internacional de Orlando. A companhia disse que colabora com as autoridades locais para apurar o que aconteceu.
“Estamos focados em dar todo o nosso apoio à família e cuidar da nossa equipe em Orlando durante este momento difícil”, disse a companhia aérea. “Estamos colaborando com as autoridades locais enquanto uma investigação completa é iniciada para determinar o que aconteceu.”
Comunicado do Aeroporto Internacional de Denver:
"O voo Frontier 4345 relatou ter atingido um pedestre durante a decolagem em DEN por volta das 23h19 de sexta-feira, 8 de maio de 2026. Houve um breve incêndio no motor que foi prontamente extinto pelo Corpo de Bombeiros de Denver.
Equipes de emergência responderam ao local e transportaram os passageiros de ônibus até o terminal. Havia 231 pessoas a bordo. O atendimento de emergência e a investigação continuam em andamento. O NTSB foi notificado. A pista 17L permanecerá fechada enquanto a investigação é conduzida."

Rússia e Ucrânia trocam acusações de violações do cessar-fogo no primeiro dia de trégua

Putin diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em desfile enxuto do Dia da Vitória
Trump anuncia cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia
Rússia e Ucrânia trocaram acusações de violação do cessar-fogo previsto para durar entre sábado (9) e segunda-feira (11), mediado pelos Estados Unidos e anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (8).
"Desde o início do dia, o número de ataques perpetrados pelo agressor chegou a 51", afirmou o Estado-Maior ucraniano.
"Apesar da declaração de cessar-fogo, grupos armados ucranianos lançaram ataques usando drones e artilharia contra as posições de nossas tropas", disse o Ministério da Defesa russo.
Também neste sábado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o discurso anual do Dia da Vitória, comemorado em formato reduzido no país, para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. […] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.
"Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", acrescentou o dirigente.
O desfile marca o feriado nacional mais reverenciado na Rússia — momento para celebrar a vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista e homenagear os 27 milhões de cidadãos soviéticos, incluindo muitos da Ucrânia, que morreram.
O evento — que outrora já foi usado para exibir o vasto poderio militar da Rússia, incluindo seus mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear — não contou com a exibição de armamentos e outros equipamentos militares desfilando pelas ruas de paralelepípedos da Praça Vermelha.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio de 2026.
Pavel Bednyakov/Pool via Reuters
Trégua de três dias
Após a Rússia e a Ucrânia acusarem-se mutuamente de violar os cessar-fogos unilaterais que haviam declarado nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias, de sábado a segunda-feira, que foi apoiado pelo Kremlin e por Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros.
"Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia — é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura", disse Trump a repórteres na sexta-feira.
Ele acrescentou que "gostaria de ver uma grande prorrogação" da trégua entre os dois países.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, havia alertado que qualquer tentativa de Kiev de interromper o evento de sábado resultaria em um ataque maciço, com mísseis contra a capital ucraniana. Moscou disse a diplomatas estrangeiros que eles deveriam evacuar suas equipes em Kiev caso tal ataque ocorresse.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy emitiu um decreto irônico "permitindo" que o desfile militar russo de 9 de maio prosseguisse e afirmando que as armas ucranianas não teriam como alvo a Praça Vermelha.
A segurança era reforçada em Moscou. Imagens da Reuters mostravam soldados armados em cima de caminhonetes e ruas bloqueadas ao redor do centro da capital, que, juntamente com a região metropolitana, tem uma população de 22 milhões de habitantes.
As autoridades russas também cortaram a internet do centro de Moscou e, segundo a AFP, muitas ruas da capital estavam quase vazias. Entre os moradores, é baixa a esperança de que a paz volte logo entre os dois países.
O fim do conflito "não será em breve, por mais que todos queiramos a paz", diz à AFP Elena, uma economista de 36 anos que prefere não informar seu sobrenome e está principalmente irritada com o corte da internet. "Eu preciso dela, e não tem."
O dia 9 de maio é "um dia como qualquer outro", afirma Daniil, de 26 anos, à AFP a caminho da academia. Perguntado se essa breve trégua é um prelúdio para a paz, responde com um seco "não".
A expectativa é que Putin ainda realize reuniões bilaterais neste sábado.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de um desfile militar no Dia da Vitória, que marca o 81º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, na Praça Vermelha, no centro de Moscou, Rússia, em 9 de maio de 2026.
Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS
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*Com informações das agências de notícias Reuters e AFP.

Magyar toma posse como primeiro-ministro da Hungria após vitória sobre Orbán

Putin diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em desfile enxuto do Dia da Vitória
Primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, discursa durante sua cerimônia de posse no parlamento húngaro, em Budapeste, em 9 de maio de 2026.
AFP
Péter Magyar tomou posse neste sábado (9) como primeiro-ministro da Hungria, encerrando um ciclo de 16 anos de Viktor Orbán no poder.
Líder de centro-direita e vencedor das eleições parlamentares de abril, Magyar foi eleito pelo Parlamento húngaro e assumiu o cargo com promessas de mudança política, combate à corrupção e reaproximação com a União Europeia.
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Em seu primeiro discurso como primeiro-ministro, Magyar disse que pretende “servir” ao país, e não “reinar” sobre ele.
“Não reinarei na Hungria, mas servirei ao meu país. Vou servi-lo enquanto meus serviços forem úteis e a nação precisar”, afirmou.
Primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, discursa durante sua cerimônia de posse no parlamento húngaro, em Budapeste, em 9 de maio de 2026.
AFP
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Magyar também disse que os húngaros deram ao novo governo um mandato para encerrar um período de “deriva” no país.
“O povo húngaro nos deu um mandato para pôr fim a décadas de deriva. Nos deu um mandato para abrir um novo capítulo na história da Hungria. Não apenas para mudar o governo, mas também para mudar o sistema. Começar de novo”, declarou.
A posse marca uma mudança de rumo na política húngara. Orbán, nacionalista e crítico de parte das políticas da União Europeia, governava o país desde 2010. Sob seu governo, a Hungria teve relações tensas com Bruxelas e foi alvo de questionamentos sobre Estado de Direito, liberdade de imprensa e independência das instituições.
O partido de Magyar, o Tisza, venceu as eleições de 12 de abril e obteve maioria constitucional no Parlamento. Com isso, o novo governo terá margem para tentar reverter reformas feitas durante os governos Orbán e que, segundo críticos, enfraqueceram instituições democráticas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Magyar pela posse e disse que a renovação na Hungria envia um sinal importante.
“Nossos corações estão em Budapeste. A esperança e a promessa de renovação são um sinal poderoso nestes tempos difíceis. Temos um trabalho importante pela frente”, afirmou.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também saudou a posse e disse que ela representa “um novo capítulo na história da Hungria”.
Magyar assume o governo com desafios econômicos. A economia húngara começou a sair da estagnação no primeiro trimestre, mas o país ainda enfrenta pressão nas contas públicas. Dados divulgados na sexta-feira (8) mostram que o déficit orçamentário já havia atingido 71% da meta anual até abril, impulsionado por gastos antes das eleições.
O novo primeiro-ministro afirmou que o déficit pode chegar a 7% do PIB neste ano.
Outro desafio imediato será negociar com a União Europeia a liberação de bilhões de euros em recursos suspensos. O dinheiro foi bloqueado em meio a disputas entre Bruxelas e o governo Orbán sobre Estado de Direito.
Magyar disse que pretende fechar um acordo com líderes europeus para liberar os recursos até 25 de maio.
O novo governo também promete reafirmar a orientação ocidental da Hungria. O país é membro da Otan, mas, sob Orbán, passou a ser visto por aliados europeus como mais próximo do Kremlin. O ex-primeiro-ministro também se opunha a parte dos esforços da União Europeia para apoiar a Ucrânia contra a invasão russa.
Magyar prometeu ainda uma ampla campanha anticorrupção e mudanças na mídia pública. Ele acusa veículos estatais e pró-Orbán de terem ajudado o ex-primeiro-ministro a manter influência política, dando pouco espaço a críticos do governo.
Do lado de fora do Parlamento, pessoas se reuniram para acompanhar a sessão inaugural em telões instalados em Budapeste.
Magyar encontra-se com simpatizantes ao chegar à Praça Kossuth, antes da sessão inaugural do novo Parlamento e da posse cerimonial dos representantes em Budapeste, em 9 de maio de 2026.
AFP
*com informações das agências Reuters e AFP

Irã confirma presença na Copa do Mundo, mas faz exigências

Putin diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em desfile enxuto do Dia da Vitória
Irã confirma participação na Copa do Mundo
A federação de futebol do Irã afirmou que a seleção masculina participará da Copa do Mundo de 2026, mas exigiu que os anfitriões do evento — Estados Unidos, México e Canadá — concordem com suas condições em meio à guerra no Oriente Médio.
➡️As condições incluem a concessão de vistos e respeito à comissão técnica da seleção, à bandeira do país e ao hino nacional durante o torneio, além de segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos até os estádios.
O posicionamento deste sábado ocorre depois de o Canadá ter negado, no mês passado, a entrada do presidente da federação iraniana antes do Congresso da FIFA, devido às suas supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), braço ideológico das Forças Armadas do Irã, que o país classificou como “grupo terrorista” em 2024.
A presença do Irã no torneio, que será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, tem sido cercada de incertezas desde que os EUA e Israel entraram em guerra contra o Irã, em fevereiro.
“Nós definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões precisam levar em consideração nossas preocupações”, afirmou a federação iraniana em seu site oficial.
“Participaremos da Copa do Mundo, mas sem abrir mão de nossas crenças, cultura e convicções.”
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, disse à TV estatal na sexta-feira que Teerã tem 10 condições para participar do evento global, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, insistiu que os jogadores iranianos serão bem-vindos no torneio.
Mas ele alertou que os EUA ainda podem barrar a entrada de integrantes da delegação iraniana com vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
“Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã disputará suas partidas da Copa do Mundo nos EUA conforme previsto.
O Irã, que deve ficar na cidade de Tucson durante a Copa do Mundo, enfrentará Nova Zelândia, Bélgica e Egito no Grupo G.
Os iranianos estreiam na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho.
“Nenhuma potência externa pode privar o Irã de participar de uma competição para a qual se classificou por mérito”, afirmou a federação iraniana neste sábado.
Irã enfrenta Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025.
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency)
Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã.
REUTERS/Morteza Nikoubazl

Putin diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em desfile enxuto do Dia da Vitória

Putin diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em desfile enxuto do Dia da Vitória
Putin ataca a Otan durante discurso anual do 'Dia da Vitória'
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o discurso anual do Dia da Vitória, comemorado em formato reduzido no país neste sábado (9), para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. […] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.
"Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre", acrescentou o dirigente.
A afirmação acontece em meio a um cessar-fogo anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira (8). Em meio a temores de novos ataques por parte da Ucrânia, no entanto, o evento aconteceu em formato reduzido neste ano, com duração de apenas 45 minutos.
Trump anuncia cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia
O desfile marca o feriado nacional mais reverenciado na Rússia — momento para celebrar a vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista e homenagear os 27 milhões de cidadãos soviéticos, incluindo muitos da Ucrânia, que morreram.
O evento — que outrora já foi usado para exibir o vasto poderio militar da Rússia, incluindo seus mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear — não contou com a exibição de armamentos e outros equipamentos militares desfilando pelas ruas de paralelepípedos da Praça Vermelha.
Em vez disso, armas como o míssil balístico intercontinental Yars, o novo submarino nuclear Arkhangelsk, a arma a laser Peresvet, o caça Sukhoi Su-57, o sistema de mísseis terra-ar S-500 e uma série de drones e peças de artilharia foram exibidas em telões gigantes na Praça Vermelha e na televisão estatal.
Soldados e marinheiros do país marcharam e ovacionaram o Putin — que assistia ao evento sentado ao lado de veteranos russos à sombra do Mausoléu de Vladimir Lenin. Tropas norte-coreanas, que lutaram contra ucranianos na região russa de Kursk, também participaram da marcha.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio de 2026.
Pavel Bednyakov/Pool via Reuters
Trégua de três dias
Após a Rússia e a Ucrânia acusarem-se mutuamente de violar os cessar-fogos unilaterais que haviam declarado nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias, de sábado a segunda-feira, que foi apoiado pelo Kremlin e por Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros.
"Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia — é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura", disse Trump a repórteres na sexta-feira.
Ele acrescentou que "gostaria de ver uma grande prorrogação" da trégua entre os dois países.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, havia alertado que qualquer tentativa de Kiev de interromper o evento de sábado resultaria em um ataque maciço, com mísseis contra a capital ucraniana. Moscou disse a diplomatas estrangeiros que eles deveriam evacuar suas equipes em Kiev caso tal ataque ocorresse.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy emitiu um decreto irônico "permitindo" que o desfile militar russo de 9 de maio prosseguisse e afirmando que as armas ucranianas não teriam como alvo a Praça Vermelha.
A segurança era reforçada em Moscou. Imagens da Reuters mostravam soldados armados em cima de caminhonetes e ruas bloqueadas ao redor do centro da capital, que, juntamente com a região metropolitana, tem uma população de 22 milhões de habitantes.
As autoridades russas também cortaram a internet do centro de Moscou e, segundo a AFP, muitas ruas da capital estavam quase vazias. Entre os moradores, é baixa a esperança de que a paz volte logo entre os dois países.
O fim do conflito "não será em breve, por mais que todos queiramos a paz", diz à AFP Elena, uma economista de 36 anos que prefere não informar seu sobrenome e está principalmente irritada com o corte da internet. "Eu preciso dela, e não tem."
O dia 9 de maio é "um dia como qualquer outro", afirma Daniil, de 26 anos, à AFP a caminho da academia. Perguntado se essa breve trégua é um prelúdio para a paz, responde com um seco "não".
A expectativa é que Putin ainda realize reuniões bilaterais neste sábado.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de um desfile militar no Dia da Vitória, que marca o 81º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, na Praça Vermelha, no centro de Moscou, Rússia, em 9 de maio de 2026.
Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS
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