Reino Unido envia navio de guerra para o Oriente Médio, de olho em possível missão no Estreito de Ormuz

Equipes de resgate localizam dois desaparecidos perto de cratera de vulcão que entrou em erupção na Indonésia
Quase um mês depois da declaração de cessar-fogo, EUA e Irã voltam a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz
Jornal Nacional/ Reprodução
O Reino Unido anunciou neste sábado (9) que enviou um navio de guerra para o Oriente Médio, em preparação para uma possível missão no Estreito de Ormuz. A medida vem como parte de um esforço multinacional para a proteção da navegação no canal.
O navio, chamado de HMS Dragon, é um destróier de defesa aérea e já havia sido enviado ao Mediterrâneo Oriental em março, pouco depois do início da guerra com o Irã, para ajudar na defesa do Chipre.
A sua transferência para o Oriente Médio aconteceu logo após a França decidir deslocar seu porta-aviões para o sul do Mar Vermelho. A medida é uma colaboração entre os dois países em um plano defensivo que visa restaurar a confiança na rota comercial — pelo menos um quinto de todo o comércio global de petróleo passa pela região.
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"O pré-posicionamento do HMS Dragon faz parte de um planejamento prudente que garantirá que o Reino Unido esteja pronto, como parte de uma coalizão multinacional liderada conjuntamente pelo Reino Unido e pela França, para assegurar o Estreito, quando as condições permitirem", disse um porta-voz do Ministério da Defesa britânico.
A França e a Grã-Bretanha têm trabalhado em uma proposta para estabelecer bases para uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, conforme aumenta a perspectiva de que os Estados Unidos e o Irã se aproximam de um acordo final de paz.
O plano precisaria de coordenação com o Irã, e uma dúzia de países já manifestaram interesse em participar.

Irã confirma presença na Copa do Mundo

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Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã.
REUTERS/Morteza Nikoubazl
A federação de futebol do Irã afirmou que a seleção masculina participará da Copa do Mundo de 2026, que começa em junho, mas exigiu que os anfitriões — Estados Unidos, México e Canadá — concordem com suas condições em meio à guerra no Oriente Médio.
O posicionamento deste sábado ocorre depois de o Canadá ter negado, no mês passado, a entrada do presidente da federação antes do Congresso da FIFA, devido às suas supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), braço ideológico das Forças Armadas do Irã, que o país classificou como “grupo terrorista” em 2024.
A presença do Irã no torneio, que será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, tem sido cercada de incertezas desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra o país do Oriente Médio em fevereiro.
“Nós definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões precisam levar em consideração nossas preocupações”, afirmou a federação iraniana em seu site oficial.
“Participaremos da Copa do Mundo, mas sem abrir mão de nossas crenças, cultura e convicções.”
O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, disse à TV estatal na sexta-feira que Teerã tem 10 condições para participar do evento global, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.
As condições incluem a concessão de vistos e respeito à comissão técnica da seleção, à bandeira do país e ao hino nacional durante o torneio, além de exigências de forte segurança em aeroportos, hotéis e nos trajetos até os estádios onde a equipe irá jogar.

Presidente russo diz que guerra na Ucrânia é ‘justa’ e critica Otan em discurso do Dia da Vitória

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio de 2026.
Pavel Bednyakov/Pool via Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o discurso anual do Dia da Vitória, comemorado em formato reduzido no país neste sábado (9), para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial", disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.
"Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam", completou, reforçando que a guerra na Ucrânia é "justa".
O evento aconteceu na Praça Vermelha de Moscou e durou apenas 45 minutos. O desfile marca o feriado nacional mais reverenciado na Rússia — momento para celebrar a vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista e homenagear os 27 milhões de cidadãos soviéticos, incluindo muitos da Ucrânia, que morreram.
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Outrora usado para exibir o vasto poderio militar da Rússia, incluindo seus mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear, o desfile deste ano não contou com tanques ou outros equipamentos militares desfilando pelas ruas de paralelepípedos da Praça Vermelha.
Em vez disso, armas como o míssil balístico intercontinental Yars, o novo submarino nuclear Arkhangelsk, a arma a laser Peresvet, o caça Sukhoi Su-57, o sistema de mísseis terra-ar S-500 e uma série de drones e peças de artilharia foram exibidas em telões gigantes na Praça Vermelha e na televisão estatal.
Soldados e marinheiros do país marcharam e ovacionaram o Putin — que assistia ao evento sentado ao lado de veteranos russos à sombra do Mausoléu de Vladimir Lenin. Tropas norte-coreanas, que lutaram contra ucranianos na região russa de Kursk, também participaram da marcha.
*Esta reportagem está em atualização.

Países preparam resgate de passageiros em cruzeiro com casos de hantavírus

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Espanha monta operação especial para receber navio com surto de hantavírus nas Ilhas Canárias
A Alemanha, a França, a Bélgica, a Irlanda e a Holanda confirmaram neste sábado (9) que vão enviar aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro MV Hontius, atingido por um surto de hantavírus.
A expectativa é que o navio chegue ao Porto de Granadilla, localizado na ilha de Tenerife, na Espanha, na madrugada deste domingo, entre 4h e 6h do horário local (0h e 2h do horário de Brasília). As informações foram divulgadas pelo ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, e pela ministra da Saúde espanhola, Mônica Garcia.
Os Estados Unidos também devem enviar aeronaves para resgatar os americanos à bordo, enquanto a União Europeia (UE) deve enviar mais duas aeronaves para levar os cidadãos europeus restantes.
Os EUA e o Reino Unido ainda afirmaram que aviões e planos de contingências também serão providenciados para ajudar países fora da UE que não conseguiram enviar transporte aéreo a resgatarem seus cidadãos.
A expectativa é que os cidadãos espanhóis sejam os primeiros a desembarcar do navio. A ordem dos demais grupos será determinada pelas autoridades de saúde, uma vez que os passageiros só poderão deixar o navio após o avião de evacuação de seus respectivos países estiverem prontos para partir.
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Segundo a ministra da saúde espanhola, Mônica Garcia, os passageiros poderão levar consigo apenas pertences essenciais — a bagagem restante, assim como os corpos das pessoas que morreram à bordo, permanecerão no navio e serão levados para a Holanda, onde serão desinfetados.
Todos os cidadãos deverão estar usando máscaras para evitar riscos de contágio e, ainda de acordo com Garcia, o risco para a população em geral permanece baixo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo menos três pessoas morreram à bordo do navio MV Hondius, que viajava da Argentia para Cabo Verde. Outros cinco passageiros também estão infectados.
A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Joanesburgo, na África do Sul.
Mais cedo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebrey, chegou à Espanha. Ele deve se reunir com altos funcionários do governo em Tenerife par supervisionar o desembarque seguro dos passageiros.
Em uma publicação no seu perfil no X, Ghebrey afirmou que está em contato com o capitão do navio e com um colega da OMS que está a bordo e que, neste momento, não há mais nenhum passageiro com sintomas da doença.
Nesta semana, o diretor-geral da OMS já havia indicado que o órgão está ciente de relatos de outros pacientes e alertou que mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus.
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Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP
Retrospecto dos casos
O diretor da OMS detalhou a situação de cada um dos casos suspeitos de hantavírus ao longo da coletiva:
Primeiro caso
O primeiro caso foi de um homem que desenvolveu sintomas em 6 de abril e faleceu no navio em 11 de abril. Nenhuma amostra foi coletada e, como seus sintomas eram semelhantes aos de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada.
Segundo caso
A esposa do homem desembarcou quando o navio atracou na ilha de Santa Helena e também apresentou sintomas. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril e ela faleceu no dia seguinte. Amostras foram coletadas, testadas no Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul e confirmadas como hantavírus.
Terceiro caso
A terceira morte foi a de uma mulher a bordo do navio que desenvolveu sintomas em 28 de abril e faleceu em 2 de maio. A passageira, de origem alemã, também teve a doença confirmada.
Quarto caso
Outro homem procurou o médico do navio em 24 de abril. Ele foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul em 27 de abril, onde permanece em terapia intensiva. O britânico foi o primeiro caso de hantavírus confirmado no navio.
Quinto, sexto e sétimo casos
Duas pessoas estão em condição estável no hospital, e uma é assintomática e já se encontra na Alemanha.
Oitavo caso
O oitavo caso foi o de um homem que desembarcou em Santa Helena.
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*Com informações da agência de notícias Reuters.

Equipes de resgate localizam dois desaparecidos perto de cratera de vulcão que entrou em erupção na Indonésia

Equipes de resgate localizam dois desaparecidos perto de cratera de vulcão que entrou em erupção na Indonésia
Guia registra momento em que vulcão entra em erupção na Indonésia; veja
As autoridades da Indonésia localizaram neste sábado (9) dois cidadãos de Singapura que estavam desaparecidos após a erupção do Monte Dukono, na ilha de Halmahera, no leste do país. Ainda não havia confirmação se eles estavam vivos.
Segundo Iwan Ramdani, chefe da agência de resgate da Indonésia, as coordenadas dos dois foram identificadas com o uso de drones. Eles estariam perto da borda da cratera principal do vulcão.
“Identificamos as coordenadas de suas localizações. Fica ao redor da borda da cratera”, disse Ramdani à Reuters. “Isso é com base em vigilância por drone e é consistente com relatos de testemunhas.”
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Ao todo, 20 pessoas faziam parte do grupo de alpinistas. Na sexta-feira, as autoridades evacuaram 17 delas: sete singapurenses e dez indonésios.
Além dos dois cidadãos de Singapura localizados neste sábado, as equipes ainda buscavam um indonésio desaparecido.
O chefe da polícia local, Erlichson Pasaribu, afirmou na sexta-feira que sobreviventes disseram à polícia que os três desaparecidos estavam mortos. As autoridades, no entanto, ainda não haviam confirmado oficialmente as mortes.
De acordo com Abdul Muhari, porta-voz da agência de combate a desastres da Indonésia, os dois parecem estar entre 20 e 30 metros da borda da cratera principal.
O Monte Dukono entrou em erupção na sexta-feira (8) e lançou cinzas a até 10 km de altura. As autoridades mobilizaram pelo menos 100 socorristas, militares e policiais, além de dois drones térmicos, para atuar nas buscas.
As equipes concentram a operação na região da cratera, em uma área de cerca de 700 metros. O trabalho é dificultado pelo terreno extremo e pela continuidade das erupções.
O Ministério das Relações Exteriores de Singapura informou que sua embaixada em Jacarta trabalha com as autoridades indonésias para reunir informações e prestar assistência consular aos singapurenses afetados e a seus familiares.
A polícia da Indonésia também investiga a empresa de turismo responsável pelo grupo que subiu o Monte Dukono. Segundo Pasaribu, a apuração busca saber se houve negligência que colocou vidas em risco.
Seis pessoas foram interrogadas, mas ninguém foi preso até o momento. A polícia investiga por que a empresa continuava levando turistas para escalar o vulcão, apesar das restrições em vigor.
Segundo Pasaribu, a escalada até o cume do Monte Dukono estava proibida desde 2024 por causa das erupções. O governo local também proibiu todas as atividades de escalada desde abril deste ano, após o aumento da atividade vulcânica.
A agência de vulcanologia da Indonésia mantém o alerta para o Monte Dukono no terceiro maior nível da escala. Moradores e turistas foram orientados a não realizar atividades em um raio de 4 km da cratera.
A Indonésia fica no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica localizada sobre várias placas tectônicas.
Guia grava vulcão entrando em erupção durante expedição ao cume de montanha na Indonésia em 8 de maio de 2026.
Reuters
Esta foi a sétima erupção do vulcão Monte Dukono em uma semana.
GuGun BaBa LaBaranti via Spectee/AFP