Após reunião ‘positiva’ com papa, secretário de Trump Marco Rubio anuncia ajuda humanitária a Cuba

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Leão XIV recebe secretário de Estado americano no Vaticano
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta sexta-feira (8) acreditar que sua reunião com o papa Leão XIV foi "muito positiva", e anunciou que o país enviará ajuda humanitária para Cuba.
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➡️ O pontífice, norte-americano, vem travando uma troca de críticas com o presidente dos EUA, Donald Trump, desde o início da guerra de Trump contra o Irã no Oriente Médio. Perguntado se ele teria pedido explicitamente para o Leão XIV parar de criticar publicamente a guerra no Irã, Rubio disse que não responderia.
Mas afirmou que Estados Unidos podem ter uma "relação produtiva com a Igreja Católica, apesar das tensões".
"Acho que podemos (…) ter uma relação muito produtiva, frutífera e importante com a Igreja, porque ela também desempenha um papel importante no mundo", disse Rubio.
O secretário de Trump disse que também conversou com o pontífice sobre Cuba, que enfrenta uma crise energética devido ao bloqueio da maior parte das remessas de petróleo impostas pelos EUA ao país. Ele contou ter dito ao papa que o governo Trump está preparado para fornecer mais ajuda humanitária ao país caribenho.
👉 Os EUA forneceram US$ 6 milhões em ajuda humanitária a cubanos por meio da Igreja Católica e ofereceram US$ 100 milhões ao governo cubano, afirmou Rubio.
Na quinta-feira (7), no entanto, Washington impôs sanções contra um conglomerado controlado pelos militares cubanos e uma joint venture de mineração.
Rubio cobra ajuda da Europa à guerra
Nesta sexta, Rubio reuniu-se com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em Roma. Após o encontro, ele questionou por que os aliados, incluindo a Itália, não estavam apoiando as operações dos EUA no Estreito de Ormuz.
"Não entendo por que alguém não apoiaria", disse Rubio.
👉 Meloni era uma das mais firmes aliadas de Trump na Europa, mas também vem trocando críticas com o presidente norte-americano, principalmente após a crise entre Washington e o papa Leão XIV.
A Itália e outros aliados europeus disseram que estariam dispostos a ajudar a manter o estreito aberto quando houvesse um cessar-fogo duradouro ou quando o conflito terminasse, mas se recusaram a entrar em confronto direto com o Irã.
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (à direita), durante encontro com o papa Leão XIV no Vaticano em 7 de maio de 2026.
Vatican Media/Simone Risoluti/Handout via REUTERS

‘Fragmentos triangulares brilhantes’: astronautas da Apollo reportaram OVNIs na Lua; veja FOTOS e relatos

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Foto tirada pela missão Apollo 17 na Lua em 1972 mostra visão aumentada de três pontos de luz não identificados.
Nasa/Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Os astronautas das missões espaciais Apollo 12 e 17, que ocorreram nas décadas de 1960 e 1970, reportaram à Nasa que avistaram OVNIs quando estavam na Lua. Fotos e relatos dos tripulantes das missões foram divulgados pelo governo Trump nesta sexta-feira (8).
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Segundo um documento da Nasa, os astronautas da Apollo 17 relataram ter observado "Fenômenos Anômalos Não Identificados" (UAP, na sigla em inglês) em três momentos distintos durante a missão.
➡️ Lembrando que um OVNI ou objeto visto durante um UAP não significa necessariamente a presença de vida extraterreste. A nomenclatura significa que não foi possível identificar a origem, e que não é possível determinar uma explicação plausível para o fenômeno.
Em um dos UAPs da Apollo 17, o piloto Ronald Evans disse em 1972 ter observado “partículas ou fragmentos muito brilhantes” flutuando e “girando” próximos à espaçonave enquanto ela manobrava. O astronauta Jack Schmitt também viu o mesmo fenômeno, que comparou com "o Quatro de Julho", em referência a fogos do feriado da independência dos EUA.
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Um dos astronautas da Apollo 17 tirou uma foto do que chamou de três pontos de luz no céu que chamou a atenção deles por parecer "partículas ou fragmentos de forma triangular e muito brilhantes". Veja na foto em destaque.
Em outro fenômeno, o comandante Eugene Cernan relatou ter observado “alguns conjuntos de rastros luminosos” quando estava com dificuldades para dormir, além de uma luz intensa e "imponente" piscando entre seus olhos, com a intensidade similar à de um farol de trem.
Ao longo das três horas seguintes, Cernan descreveu a observação de vários fenômenos intermitentes e rotativos que ele avaliou parecer objetos físicos no espaço, e não algo puramente óptico.
Já na Apollo 12, os astronautas relataram ter observado dois fenômenos UAP. Em um deles, o piloto Alan Bean descreveu ter observado, por meio de um telescópio a bordo da aeronave, partículas e flashes de luz “navegando pelo espaço” que, segundo ele, estavam “escapando da Lua”.
Foto tirada por astronauta da Apollo 12 na Lua em 1969 mostra cinco áreas, aumentadas com edição posterior, de fenômenos não identificados visíveis a olho nu.
Nasa/Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Foto tirada por astronauta da Apollo 12 na Lua em 1969 mostra fenômeno não identificado, aumentado com edição posterior, visto pela tripulação.
Nasa/Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Divulgação de documentos de OVNIs
O governo Trump publicou nesta sexta-feira (8) documentos federais dos Estados Unidos sobre OVNI's e "vida extraterrestre" em um site oficial do Departamento de Guerra norte-americano. O site mostra arquivos sobre "Fenômenos Anômalos Não Identificados" (UAP, na sigla em inglês), segundo a pasta.
"Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados. (…) O Departamento de Guerra incentiva a aplicação de análises, informações e expertise do setor privado, e continuará a produzir relatórios separados sobre casos de UAP resolvidos", afirmou o Departamento de Guerra dos EUA.
Imagem em infravermelho de objeto voador não identificado sobrevoando região oeste dos EUA em dezembro de 2025.
Divulgação/FBI
Em análise preliminar do g1, os arquivos consistem em dezenas de fotos de objetos voadores não identificados por diversas agências federais dos EUA, além de documentos sobre investigações do FBI sobre avistamentos de OVNIs.
A publicação dos documentos ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ordenado, em fevereiro, a publicação de documentos federais sobre vida alienígena. Na época, Trump disse que instruiu seu governo a divulgar materiais sobre "vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)".
No comunicado sobre a divulgação dos documentos, o Departamento de Guerra dos EUA aproveitou para dizer que o governo Trump "promove uma transparência sem precedentes" sobre os UAP e, em tom conspiratório, acusou gestões passadas de "buscaram descreditar e dissuadir o povo americano".
"É hora do povo americano ver por si mesmo", afirmou o departamento federal.
Ainda segundo a pasta, mais levas de documentos sobre o tema serão publicadas nas próximas semanas.
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Imagem em infravermelho de objeto (ou objetos) voador não identificado sobrevoando região oeste dos EUA em setembro de 2025.
FBI via Departamento de Guerra dos EUA
Imagem capturada pela Força Aérea dos EUA de objeto voador não identificado sobrevoando região sul dos Estados Unidos em 2020.
Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Montagem com elemento metálico inserido em edição posterior sobre foto de descampado tirada pelo FBI para retratar avistamento de OVNI por testemunha em setembro de 2023.
Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
Frame de vídeo que mostra objeto voador não identificado avistado por militar dos EUA no Oriente Médio em 2022.
Divulgação/Departamento de Guerra dos EUA
OVINI's Fotos e montagem divulgada pelo Departamento de Guerra dos EUA
Divulgação/Nasa e Departamento de Guerra dos EUA

Possível vazamento de petróleo é visto em imagens de satélite de Ilha no Irã

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Uma imagem de satélite mostra um provável vazamento de petróleo cobrindo dezenas de quilômetros quadrados perto da Ilha de Kharg, no Irã
União Europeia/Copernicus Sentinel-2/Divulgação via Reuters
Um possível vazamento de petróleo, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados no mar próximo à principal base petrolífera do Irã, na Ilha de Kharg, foi identificado em imagens de satélite nesta semana.
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O provável vazamento — que aparece nas imagens como uma mancha cinza e branca — cobria águas a oeste da ilha, que tem 8 quilômetros de extensão, segundo registros dos satélites Sentinel-1, Sentinel-2 e Sentinel-3, do programa europeu Copernicus, feitos entre os dias 6 e 8 de maio.
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“A mancha parece visualmente consistente com petróleo”, afirmou Leon Moreland, pesquisador do Conflict and Environment Observatory, que estimou que ela cobre uma área de aproximadamente 45 quilômetros quadrados.
Louis Goddard, cofundador da consultoria Data Desk, especializada em clima e commodities, concordou que as imagens provavelmente mostram uma mancha de petróleo. Segundo ele, este pode ser o maior vazamento desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, há 70 dias.
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As Forças Armadas dos EUA e a missão do Irã junto às Nações Unidas, em Genebra, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre as imagens.
A causa do possível vazamento e o ponto de origem ainda são desconhecidos, acrescentou Moreland. Ele observou que imagens do dia 8 de maio não mostravam sinais de novos vazamentos ativos.
A Ilha de Kharg — onde forças americanas disseram ter destruído alvos militares no início da guerra — concentra 90% das exportações de petróleo do Irã, grande parte destinada à China.
A Marinha dos EUA vem bloqueando portos iranianos na tentativa de impedir a entrada e saída de petroleiros iranianos, enquanto forças americanas e iranianas têm entrado em confronto no Golfo.
A guerra também deixou centenas de navios presos na região e provocou a maior interrupção no fornecimento mundial de petróleo bruto, além de afetar a oferta global de derivados de petróleo e gás natural liquefeito.

Trump minimiza ataque do Irã como ‘tapinha do amor’ para manter cessar-fogo

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Trump diz que guerra termina logo se Irã concordar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimiza a série de agressões entre seu país e o Irã como “um tapinha de amor”, assegurando que a trégua acordada há um mês pelos dois países não foi violada, nem está sob risco.
Embora os ataques testem repetidamente os limites do cessar-fogo, o presidente indica que necessita, com urgência, de um acordo para sair definitivamente da guerra contra o regime islâmico, e não de sua prorrogação.
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O Irã lançou, nesta quinta-feira (7), mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz, que foram interceptados e, segundo o presidente, “caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo”.
A retórica suave para reafirmar que o frágil cessar-fogo ainda está em vigor é incomum a Trump, demonstrando o quanto ele está pressionado pelas consequências significativas da guerra para o seu governo: gastos militares bilionários, aumento dos preços da gasolina, inflação alta e a impopularidade da Operação Fúria Épica entre os americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas na Casa Branca em 30 de abril de 2026
REUTERS/Jonathan Ernst
A expressão “tapinha de amor”, para descrever o impacto dos ataques retaliatórios do Irã, foi utilizada pelo presidente em conversa por telefone com a jornalista Rachel Scott, da ABC News, e acabou sendo ironizada nas redes sociais.
“Em que momento as trocas de tiros durante um cessar-fogo constituem o fim ou a violação do referido cessar-fogo? Qual é o limite?”, perguntou o colunista John Haltiwanger, colunista da “Foreign Policy”. "Eu também nunca ouvi alguém usar a expressão ‘tapinha de amor’ sem ser o tipo do cara que bateria na esposa”, afirmou o jornalista e consultor Adam Cochram.
Os EUA se concentram em desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. No fim de semana, o presidente anunciou um plano, denominado Projeto Liberdade, para escoltar navios mercantes paralisados no estreito.
Estima-se que duas mil embarcações e 20 mil marinheiros estejam retidos na região e enfrentam falta de suprimentos.
Os ataques recomeçaram e a escolta militar suscitou temores de uma escalada do conflito. Além disso, o prazo de 60 dias estipulado por lei para o governo americano prosseguir a guerra sem a autorização do Congresso expirou na semana passada.
Trump e seu secretário de Defesa, Pete Hegseth, se valem do cessar-fogo como argumento para assegurar a legalidade do conflito.
Um dia após o anúncio, Trump determinou a suspensão temporária do Projeto Liberdade, atribuído a um pedido do Paquistão, que atua como mediador para obter um acordo com o Irã.
O regime analisa uma proposta de paz enviada pelos EUA, mas os sinais de otimismo pela perspectiva de um acordo se dissiparam com os novos ataques entre os dois países, e o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, reagiu com irritação, afirmando que o regime não cederá à pressão.
“Sempre que uma solução diplomática é possível, os EUA optam por uma aventura militar imprudente. Seria uma tática de pressão grosseira? Ou o resultado de um sabotador enganando mais uma vez e levando-o a outro atoleiro?”, criticou.

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Luiz Paulo/Divulgação
Uma brasileira de 38 anos foi resgatada após ser sequestrada e mantida em cárcere privado no Suriname. O resgate da paulista, que não teve o nome divulgado, aconteceu na quinta-feira (7) e foi informado pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (8).
A vítima "tinha sido induzida a viajar para o Suriname com promessa de emprego e, lá chegando, foi mantida em cárcere privado e estaria sendo forçada a engolir cápsulas de cocaína, que seriam traficadas para o continente europeu", afirmou a Polícia Federal, em nota.
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No texto, a Polícia Federal também informou que:
o resgate foi realizado pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco;
isso foi possível após trocas de informações com a Adidância (representação do órgão público de um país junto a uma embaixada ou missão diplomática no exterior) da PF no Suriname;
após o resgate da vítima, foram "tomadas providências diplomáticas para viabilizar seu retorno ao Brasil".
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O g1 questionou à Polícia Federal por quanto tempo a brasileira ficou sequestrada em cativeiro nesse país da América do Sul que faz fronteira com o norte do Brasil.
A assessoria de comunicação da PF respondeu que essa informação será obtida apenas "quando ela voltar ao Brasil e prestar esclarecimentos".
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