Trump reclama dos preços de ingressos da Copa do Mundo: ‘não pagaria isso, para ser honesto’

EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz, e países do Golfo relatam mísseis; ACOMPANHE
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino no sorteio da Copa
Brendan Smialowski / AF
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou os altos preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026 e afirmou que nem ele pagaria os valores cobrados atualmente para assistir aos jogos do torneio.
Em entrevista ao jornal "New York Post", Trump também indicou que o governo pode analisar o impacto dos preços sobre os torcedores da classe trabalhadora.
"Eu certamente gostaria de estar lá, mas também não pagaria isso, para ser honesto com você”, disse Trump ao comentar os valores cobrados para a estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, marcada para 12 de junho, em Los Angeles.
Segundo o jornal, o ingresso mais barato disponível para partidas no SoFi Stadium, na Califórnia, custa mais de US$ 1 mil. Já a média de preços para a final da Copa, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, gira em torno de US$ 13 mil.
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Trump afirmou que ficou surpreso ao saber dos valores e sugeriu que o tema pode entrar no radar do governo.
“Eu não tinha visto isso, mas teria que dar uma olhada”, afirmou.
O presidente também disse estar preocupado com a possibilidade de os preços afastarem parte dos torcedores americanos.
“Se as pessoas do Queens e do Brooklyn e todos aqueles que amam Donald Trump não puderem ir, eu ficaria decepcionado”, declarou.
➡️➡️Queens e Brooklyn são bairros populares de Nova York historicamente associados à classe trabalhadora — o perfil de eleitor que Trump costuma invocar como sua base política.
As declarações ocorreram horas depois de o presidente da FIFA, Gianni Infantino, defender a política de preços dinâmicos adotada para o torneio. Na mesma conferência, Infantino defendeu a política de preços dinâmicos, atribuindo os valores elevados à alta demanda e ao mercado de revenda.
“Temos que olhar para o mercado”, disse Infantino durante a Milken Institute Global Conference. “Estamos em um mercado em que o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo.”

Quase € 2 milhões com 13 toneladas de moedas: casal é pego após furtar parquímetros durante 10 anos na Alemanha

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Como resultado da investigação, a cidade de Kempten alterou seu sistema de gestão de estacionamento.
Stefan Puchner/dpa/picture alliance via DW
Um casal é acusado de furtar quase 2 milhões de euros de parquímetros no estado alemão da Baviera ao longo de 10 anos. Os réus confessaram os crimes na terça-feira (5), no início de seu julgamento.
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O esquema ocorreu na cidade de Kempten, na popular região turística do Allgäu, teria durado uma década e rendido cerca de 1,9 milhão de euros (R$ 11 milhões) para o casal. Leia mais sobre o caso abaixo.
Quais são as acusações?
O réu, um ex-funcionário da prefeitura responsável pela coleta de moedas nos parquímetros durante o período investigado, admitiu ter furtado um total de 1,34 milhão de euros em 335 incidentes distintos entre 2020 e 2025, em conjunto com sua esposa.
Ele declarou que recolhia as moedas dos parquímetros, as colocava em sacos plásticos e as levava para casa. Em outros casos, sua esposa recolhia o dinheiro das máquinas.
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"No início eram moedas, depois cofrinhos inteiros. O valor aumentou rapidamente", disse o réu. Ele alegou que sua esposa sabia de tudo desde o início e que, quando ele começou a expressar dúvidas sobre seus atos, ela o teria incentivado a continuar.
A esposa dele também confessou os crimes, mas negou ter incentivado o marido a furtar. Ela falou sobre a pressão psicológica causada pelos furtos. Além disso, alegou que só teria descoberto a origem de tantas moedas dois anos após o primeiro furto.
A acusação disse que ela se empenhou para depositar as moedas e envolveu outras pessoas para ocultar sua origem. Ela teria até mesmo perguntado num banco se depositar grandes quantias em moedas no caixa eletrônico não levantaria suspeitas.
Segundo os investigadores, ao longo dos anos foram depositadas 13 toneladas de moedas de euro em contas bancárias. O réu explicou que o casal não agiu sozinho: o ex-funcionário da prefeitura testemunhou que sua sogra, seu cunhado e uma terceira mulher também depositaram dinheiro em suas contas em troca de pagamento.
O réu declarou ao tribunal que não sobrou nada do dinheiro. "Nosso padrão de vida aumentou, e gastamos tudo em bens de luxo." Cavalos, carros e roupas caras foram mencionados no tribunal.
Caso veio à tona em novembro
Mais de 500 casos já prescreveram. No entanto, as autoridades buscam recuperar quase 584 mil euros relacionados a essas infrações, elevando o total que os promotores pretendem recuperar para cerca de 1,9 milhão de euros.
O caso veio à tona em novembro, depois que um banco alertou os investigadores sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Um banco local também já havia questionado os depósitos frequentes de moedas, mas funcionários aceitaram as explicações evasivas do casal.
A cidade de Kempten criou uma comissão para investigar como o réu conseguiu desviar o dinheiro sem ser detectado por tanto tempo. Num relatório preliminar, a comissão identificou o serviço de manutenção dos parquímetros como uma possível vulnerabilidade, já que ela era realizado por um único funcionário, diferentemente do esvaziamento dos parquímetros.
Essa avaliação foi confirmada pelo réu em seu depoimento no tribunal: ele afirmou que costumava ir sozinho aos parquímetros com defeito.
Ele também disse que, se nenhum colega estivesse disponível, esvaziava os parquímetros sozinho, e que todos os funcionários da prefeitura tinham acesso à chave para abrir os cofrinhos. "Há um número desconhecido delas em circulação", afirmou.
Colegas do réu falaram sobre uma abordagem negligente em relação ao esvaziamento e à documentação dos procedimentos relacionados aos parquímetros. Por exemplo, não havia documentação do número sequencial do recibo do parquímetro.
Está agendado mais um dia de audiências para o julgamento, com o veredito previsto para ser anunciado nesta quinta-feira (8). Como resultado da investigação, a cidade de Kempten alterou seu sistema de gestão de estacionamento. As fechaduras foram substituídas, controles adicionais foram implementados e um prestador de serviços externo foi contratado.

Estaria Putin às vésperas de sofrer um golpe de Estado?

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Putin diminuiu aparições públicas
Alexei Danichev/TASS/ZUMA/picture alliance
O Kremlin endureceu drasticamente as medidas de segurança em torno do presidente russo, Vladimir Putin. O motivo seriam temores crescentes de atentados e golpes de Estado. Isso consta em um relatório de um serviço de inteligência europeu, citado pelo portal russo especializado em jornalismo investigativo "Important Stories", bem como pela emissora americana CNN e pelo jornal britânico "Financial Times".
Os supostos planos de golpe na Rússia dividiram os observadores em dois grupos. Um lado considera esse cenário plausível – assim como uma ameaça direta a Putin. Isso já teria sido demonstrado pelas operações bem-sucedidas dos serviços secretos ucranianos dentro e fora da Rússia. O outro lado considera esse tipo de cenário improvável e vê as informações vazadas como parte de uma campanha para desestabilizar a elite russa.
A maioria dos especialistas consultados concorda que Putin está preocupado com a própria segurança e que as tensões dentro da elite estão aumentando, entre outros motivos por causa de problemas econômicos e da pressão exercida sobre tecnocratas pelos órgãos de segurança.
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Shoigu é apontado como "fator de desestabilização"
No relatório de inteligência, o ex-ministro russo da Defesa e de Situações de Emergência e atual secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Serguei Shoigu, é classificado como um "potencial fator de desestabilização". Embora tenha perdido sua influência anterior, o ex-ministro ainda poderia representar um risco potencial para o sistema de poder de Putin, disse Roman Anin, fundador do Important Stories, veículo russo independente de jornalismo investigativo com sede em Riga, capital da Letônia.
Segundo Anin, na Rússia estariam surgindo "tensões crescentes entre os órgãos de segurança" e "conflitos entre clãs", enquanto o papel de Putin como mediador entre as elites teria se enfraquecido.
"Durante muitos anos, Shoigu foi o líder de um clã extremamente influente. Como ministro da Defesa e chefe do Ministério de Situações de Emergência, ele conseguiu reunir um grande número de pessoas sob seu comando e integrá-las a redes corruptas. Isso é, na prática, algo como uma omertà", explicou Anin, se referindo ao código de silêncio tradicional das organizações mafiosas italianas.
Serguei Shoigu e Vladimir Putin mantêm uma amizade de longa data. Os dois passavam férias juntos, e imagens divulgadas pelo Kremlin os mostravam colhendo cogumelos ou pescando. Sob Putin, Shoigu comandou por 12 anos o Ministério de Situações de Emergência. Em 2012, Putin o nomeou ministro da Defesa; em 2024, ele foi demitido e substituído por Andrei Beloussov. Segundo observadores, Shoigu caiu em desgraça, entre outros motivos, por fracassos na guerra na Ucrânia.
"Considerando a perseguição judicial aos ex-vice-ministros [de Putin], Shoigu teria motivos para temer sofrer o mesmo destino", afirma Anin.
A mais recente prisão nessa série foi a de Ruslan Talikov, em março passado. O ex-vice-ministro da Defesa é acusado de ter fundado uma organização criminosa. Seus membros teriam desviado recursos públicos entre 2017 e 2024, além de participar de esquemas de corrupção. Timur Ivanov, preso em 2024, foi condenado a 13 anos de prisão em um processo semelhante. Pavel Popov recebeu 19 anos. Um processo criminal contra Dmitri Bulgakov, que também foi vice-ministro da Defesa, ainda está em andamento.]
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Shoigu e Putin durante viagem de fim de semana na Sibéria em 2021.
Alexei Druzhinin/Kremlin/ZUMA Wire/imago images
Putin teme por sua própria segurança
Segundo o serviço de inteligência europeu que produziu o relatório, Putin teme um possível atentado cometido por representantes da elite política russa, possivelmente com o uso de drones. Em abril, o canal russo anônimo do Telegram VChK-OGPU relatou que o Kremlin temeria perigos relacionados a acontecimentos internos. Entre esses perigos, estariam possíveis ataques com drones organizados diretamente em Moscou, e não controlados a partir do exterior.
A tradicional parada militar na Praça Vermelha, no Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, quase foi totalmente cancelada. Pelo fato de os serviços de segurança consideraram extremamente perigoso realizar o evento neste ano, Putin teria estado muito próximo de suspender o desfile.
Enquanto isso, as medidas de segurança na capital estão sendo intensificadas. Em vários distritos, comunicações estão sendo interrompidas, sistemas móveis de guerra eletrônica foram posicionados no centro da cidade e a segurança no Kremlin foi reforçada.
Devido ao fato de Putin estar realmente preocupado com sua segurança, o Kremlin optou por uma parada militar reduzida, escreveu a cientista política Ekaterina Schulmann em seu canal no Telegram. Ela também observa que Putin diminuiu suas aparições públicas: "Quando a segurança se torna prioridade máxima, o mais seguro é não aparecer em lugar nenhum".
Outro motivo de preocupação para Putin seriam os atentados bem-sucedidos contra generais russos, atribuídos aos serviços secretos ucranianos, afirma o cientista político Abbas Galjamov. "Para Putin, a segurança pesa mais do que a imagem."
Shoigu pode vir a liderar um golpe de Estado?
Galjamov observa que os conflitos internos entre os órgãos de segurança e as elites russas estão se intensificando, e que alguns clãs atuam de forma cada vez mais independente – sem o antigo papel mediador do Kremlin. Na sua avaliação, porém, as elites ainda evitam um confronto aberto e preferem aguardar, adaptando-se às mudanças de circunstâncias.
Ele vê com ceticismo o papel de Shoigu, considerando-o uma figura enfraquecida, sem os recursos e o apoio necessários.
Ekaterina Schulmann observa que as reportagens do Financial Times e da CNN não falam de uma "conspiração liderada por Shoigu".
O cientista político britânico e especialista em Rússia Mark Galeotti considera os relatos sobre um suposto complô contra Putin como "desinformação deliberada". Segundo ele, não se trata da expressão de uma ameaça real.
Em um comentário para a revista britânica The Spectator, Galeotti menciona uma "onda repentina de publicações" que seria "suspeitamente semelhante a uma operação psicológica". O objetivo seria "estimular a paranoia dentro da elite russa", e não promover uma "avaliação séria". De acordo com Galeotti, falta a Shoigu autoridade e confiança dentro da cúpula do poder para que ele possa realizar um golpe.
Putin com Shoigu na parada do Dia da Vitória em 2024
Alexander Zemlianichenko/AP Photo/picture alliance
Por que a elite não derruba Putin?
As elites governantes não formam um grupo coeso com interesses comuns, explica a cientista política e ex-funcionária do Banco Central da Rússia, Alexandra Prokopenko, no canal do YouTube Carnegie Politika. Esse seria o principal motivo pelo qual ainda não houve tentativas significativas de golpe. Uma exceção foi a rebelião do fundador do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, em junho de 2023.
Prokopenko descreve o sistema de poder de Putin como pirâmides construídas em torno de patronos individuais, ligadas à distribuição de recursos e ao acesso aos processos de tomada de decisão. Nesse modelo, falta aos participantes um centro comum de coordenação e, portanto, a base para uma ação coletiva. Enquanto os representantes desse sistema receberem mais de Putin do que receberiam sem ele, não haverá incentivo para um conflito aberto.
Ela não descarta uma mudança de cenário caso os recursos do sistema diminuam. Com a guerra e as sanções, esse "bolo" já encolheu e está sendo distribuído em favor dos militares e das indústrias a eles vinculadas. Isso intensifica a competição entre grupos influentes e enfraquece a estabilidade da coalizão existente. Ao mesmo tempo, segundo Prokopenko, diferentes grupos dentro do sistema tentam chamar a atenção de Putin para seus próprios interesses.
Ela não descreve esse processo como uma disputa por uma mudança de rumo, mas sim como uma luta por acesso a recursos e por um lugar no centro das decisões. Na visão de Prokopenko, a indefinição atual das regras favorece Putin: ela divide as elites, obriga-as a provar sua lealdade e as lembra de que os direitos de propriedade na Rússia não dependem da lei, mas da vontade política do Kremlin.

Brasileira é vítima de racismo em aeroporto da Alemanha; veja flagrante em VÍDEO

Brasileira grava flagrante de racismo sofrido por ela e amigas na Alemanha
A brasileira Ionara Sech usou as redes sociais para expor um flagrante de racismo e xenofobia no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, nesta quinta-feira (7).
Moradora do país, Ionara, que é natural do Ceará, registrou quando uma mulher que, acreditando que ela não falava o idioma, passou a ofendê-la ao ver que ela e as amigas estavam com uma bandeira do Brasil e falavam português.
"Sim, você é o exemplo do Brasil, né? Com essas narinas. Como isso é chamado lá? Nariz de gorila. Macacos gritando e uivando. Você pode deixar sua língua nele", falou a alemã, que teve a identidade preservada pela brasileira, mas tinha cabelos grisalhos.
Após gravar as declarações ofensivas, Ionara confrontou a mulher. A acusou, em alemão, de estar sendo "xenofóbica e racista". A alemã, então, se levanta de onde estava sentada, em frente ao grupo, mas segue sem se desculpar e só vai embora depois que uma das amigas de Ionara ameaça chamar a polícia.
O vídeo viralizou e já teve mais de meio milhão de visualizações. Nos comentários, além de lamentar o caso, outros brasileiros relataram já ter sido vítimas de situações parecidas.
"Hoje eu sofri um ataque de xenofobia no aeroporto de Frankfurt e racismo. Enquanto eu fiquei quieta ouvindo tudo, acharam que eu não entendia alemão. Quando minhas amigas me defenderam, começaram a tratar elas da mesma forma. É assustador perceber que, em 2026, ainda existem pessoas que se acham no direito de humilhar alguém por ser estrangeira", escreveu na legenda.
Relembre reportagem em que o g1 conversou com brasileiras que também usaram as redes sociais para denunciar casos de xenofobia na Europa:
Brasileiros vítimas de xenofobia estão usando as redes sociais para expor o que sofreram
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EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz, e países do Golfo relatam mísseis; ACOMPANHE

EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz, e países do Golfo relatam mísseis; ACOMPANHE
EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz, e países do Golfo relatam mísseis; ACOMPANHE Escalada acontece em meio a frágil cessar-fogo e enquanto os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre a última proposta para encerrar a guerra. Os EUA e o Irã trocaram ataques na quinta-feira (7) no Estreito de Ormuz.. O comando militar iraniano acusou os EUA de violar o cessar-fogo; já o Exército americano alega que respondeu a ataques "não provocados" contra navios de guerra.. Um memorando para acordo temporário chegou a ser apresentado pelos EUA com 3 pontos principais.Um funcionário de alto escalão afirmou à Fox que os ataques não representam o fim do cessar-fogo.. Um funcionário de alto escalão afirmou à rede de TV Fox que os ataques não representam o fim do cessar-fogo.. Desde o início, a trégua entre EUA e Irã se mostrou frágil, com vários pontos de tensão e uma batalha naval em Ormuz no início da semana.