Trump publica imagem de IA para zombar de ataque iraniano contra navios de guerra dos EUA

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EUA e Irã trocam ataques no Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA, Donald Trump, zombou do Irã nesta sexta-feira (8) ao publicar uma imagem de IA em suas redes sociais que pareceu fazer alusão ao mais recente ataque iraniano contra navios de guerra norte-americanos.
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Na imagem, uma fragata dos EUA aparece disparando um laser contra um projétil —que parece ser um drone de ataque— com uma bandeira do Irã, com uma provocação a Teerã na legenda:
"Lasers: bing, bing, JÁ ERA!!!" (veja na imagem abaixo). Navios de guerra dos EUA têm diferentes tipos de defesas aéreas, entre eles, um sistema de lasers chamado Helios (sigla para "Laser de Alta Energia com Ofuscador Óptico Integrado e Sistema de Vigilância").
Presidente dos EUA, Donald Trump, posta imagem de IA em 8 de maio de 2026 para fazer piada com ataque iraniano a navios de guerra dos EUA no Golfo Pérsico.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
A publicação de Trump desta sexta pareceu se referir a um ataque iraniano contra navios de guerra dos EUA que transitavam pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira. Segundo o Exército norte-americano, o Irã lançou diversos mísseis e drones contra as embarcações, no que chamou de um "ataque não provocado". A investida iraniana foi repelida e nenhum navio militar foi atingido, segundo os EUA.
Como retaliação, os EUA bombardearam portos nas ilhas iranianas de Qeshm e Bandar Abbas, na região do Estreito de Ormuz. O Irã prometeu uma resposta a esse ataque.
A troca de ataques de quinta-feira foi a maior ameaça ao cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã desde que foi instalado, há cerca de um mês. Mesmo assim, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que a trégua continua e que o bombardeio contra as ilhas iranianas foi "apenas um tapinha".
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‘Tensão’ sobre tarifas e surpresa em terras raras: os bastidores da reunião entre Lula e Trump na Casa Branca

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5 pontos sobre a reunião de Lula e Trump
A reunião entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu, na avaliação do governo brasileiro, ao menos um dos seus objetivos principais: ganhar tempo e evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos do país a pouco mais de cinco meses das eleições presidenciais.
Essa crença foi expressada por assessores do presidente Lula após o encontro.
Apesar de boa parte das tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros a partir de julho do ano passado ter sido retirada ao longo dos últimos meses, o Brasil é alvo de duas investigações com base na chamada seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que investiga supostas práticas comerciais irregulares do país.
Uma delas tem prazo para terminar em julho e, em tese, poderia servir de base para mais tarifas norte-americanas até mesmo antes desse tempo.
Mas, segundo o governo brasileiro, os dois presidentes determinaram a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão tarifária com um primeiro prazo de conclusão em 30 dias. Com isso, o governo brasileiro entende que ganhou pelo menos um mês com a garantia de que novas tarifas não serão aplicadas.
Interlocutores do presidente familiarizados com o teor da reunião afirmam que a questão tarifária foi, de fato, o único ponto em que houve alguma discordância entre as duas equipe técnicas que acompanharam os dois presidentes.
De acordo com eles, o representante-geral de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, teria sido o responsável por "tensionar" parte da reunião, defendendo que a tarifa média brasileira sobre produtos importados dos Estados Unidos ainda estaria em níveis elevados, o que justificaria a aplicação de tarifas a exportações brasileiras.
Após o encontro, líder brasileiro falou à imprensa na embaixada do Brasil em Washington
Reuters via BBC
Segundo um assessor do presidente Lula ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado, Greer teria atuado como o "policial mau", responsável por colocar pressão nas negociações.
Segundo ele, esse comportamento de Greer já era esperado pela equipe brasileira uma vez que o oficial norte-americano é um notório defensor da política de tarifas. Sua atuação, no entanto, segundo a delegação brasileira, teria sido parcialmente contornada pela postura de Trump ao longo do encontro, que acatou a proposta brasileira de criar o grupo de trabalho para debater o tema.
A equipe econômica brasileira, liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, intervieram pontuando que o Brasil teria um deficit de pelo menos US$ 20 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos nos últimos anos.
Nos cálculos dos próprios norte-americanos, segundo Rosa, esse déficit seria ainda maior: US$ 30 bilhões.
De acordo com o governo, os dados mostrariam que não haveria razões para os EUA sancionar um país com quem eles têm saldo positivo na sua balança comercial.
Viagem de Lula aos EUA foi marcada de forma 'relâmpago'
Reuters via BBC
O que é a Seção 301
O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.
O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), pode resultar em medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.
A investigação envolve um amplo conjunto de temas. Entre eles estão políticas brasileiras ligadas ao comércio digital, ao sistema Pix, regras de proteção de dados, propriedade intelectual, acesso do etanol americano ao mercado brasileiro, às tarifas preferenciais concedidas a outros parceiros comerciais, ao combate à corrupção e ao desmatamento ilegal.
Na avaliação do governo americano, essas práticas podem criar barreiras ou distorções que prejudicam a competitividade de empresas dos EUA no Brasil.
A Seção 301 autoriza o governo americano a investigar, de forma unilateral, atos, políticas ou práticas de outros países que "onerem ou restrinjam" o comércio dos Estados Unidos.
Se o USTR concluir que houve prejuízo e que as medidas estrangeiras são "injustificáveis" ou "irracionais", a lei permite a adoção de medidas de retaliação, como tarifas, restrições comerciais ou a suspensão de benefícios.
O instrumento ganhou notoriedade nos últimos anos por ter embasado o "tarifaço" imposto pelos EUA à China durante o primeiro mandato de Donald Trump.
No caso brasileiro, a abertura do processo ocorre em um contexto de maior tensão política e comercial entre os dois países.
Além das críticas de setores empresariais americanos, a iniciativa também reflete uma estratégia do governo dos EUA de buscar bases legais mais robustas para ações comerciais, após decisões judiciais internas terem limitado o uso de outros mecanismos tarifários.
O governo brasileiro contesta a investigação e afirma que suas políticas são transparentes, não discriminatórias e compatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Itamaraty argumenta ainda que a Seção 301 é um instrumento unilateral, incompatível com o sistema multilateral de solução de controvérsias, e lembra que os EUA mantêm superávit comercial na relação bilateral.
A apuração segue um rito formal, com consultas entre os governos, audiências públicas e coleta de contribuições de empresas e entidades interessadas. O processo pode se estender por cerca de um ano.
Até sua conclusão, o principal impacto tende a ser a incerteza para exportadores e investidores, diante do risco de novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Surpresa: terras raras
Um dos pontos que mais chamou atenção da equipe brasileira foi a postura de Trump e sua equipe em relação a minerais críticos.
Segundo integrantes da comitiva do presidente, Trump demonstrou um interesse mediano pelo assunto, o que contrastou com a expectativa de que este fosse um assunto que dominaria, pela lado norte-americano, parte do debate.
Nos últimos meses, técnicos brasileiros e norte-americanos vinham mantendo reuniões sobre o assunto e uma proposta chegou a ser enviada pelos EUA a respeito do assunto.
Desde o início do governo Trump, o governo dos EUA vem tentando diminuir a dependência do país em relação à China no acesso a minerais críticos como as terras raras, usadas na produção de equipamentos para a transição energética e de produtos de alta tecnologia como telefones celulares, computadores e armamentos.
Neste contexto, o Brasil é visto como um potencial parceiro, pois o país detém a segunda maior reserva conhecida de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Em março, o governo dos EUA promoveu um fórum sobre minerais críticos envolvendo empresários brasileiros e norte-americanos, além de ter firmado um protocolo de intenções com o governo de Goiás relacionado à pesquisa e exploração desses minerais.
Por tudo isso, a equipe brasileira preparou documentos para atualizar os norte-americanos sobre o andamento do marco legal para a exploração desse material no Brasil.
Nesta semana, por exemplo, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que estabelece os primeiros parâmetros legais do Brasil sobre o tema.
Para o Brasil, a criação da política, que deve ser chancelada pelo Senado nos próximos dias, é vendido como um trunfo aos norte-americanos. Em entrevista coletiva, o presidente Lula disse que o Brasil está aberto a investimentos dos EUA no setor desde que não se limitem a explorar os minerais e a exportá-los apenas como matéria-prima. O governo quer que os investimentos priorizem o beneficiamento deles em território nacional.
Apesar disso, nenhum acordo sobre o assunto foi assinado pelas duas delegações.
A avaliação da equipe brasileira é de que a postura de Trump sobre o assunto durante a reunião possa ser resultado do fato de que, na prática, os norte-americanos já estejam avançando com seus projetos de extração de minerais críticos no Brasil a exemplo da compra de uma mineradora de terras raras em Goiás por uma empresa dos EUA, divulgada em abril.
Crime organizado
Um dos pontos que era tido como prioridade do governo brasileiro foi a pauta do combate ao crime organizado e a tentativa de evitar que os EUA classificassem as facções criminosas brasileiras como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Segundo Lula e um interlocutor familiarizado com o teor da reunião, a possível designação das facções brasileiras não foi debatida na reunião.
"Não discutimos isso. O que eu queria dizer eu entreguei por escrito. Cada assunto que eu discuti com o presidente Trump, além dos ministros falarem, eu entreguei a ele cada proposta nossa escrita em inglês. Pra que ele não ter dúvida sobre o que nós queremos, porque estamos levando muito a sério essa questão do crime organizado", disse Lula.
A intenção de designar as facções brasileiras como organizações terroristas havia sido expressa pelos EUA no início do ano, fazendo com que o governo brasileiro mobilizasse sua diplomacia para convencer os governo norte-americano a recuar pelo menos de forma temporária.
O governo alega que é contra essa ideia porque ela abriria brechas para ações militares, policiais e de inteligência norte-americanas em território nacional a exemplo do que acontece em outras regiões do mundo como na costa do Caribe, no Oriente Médio e na costa do Oceano Pacífico.
Durante o almoço entre as duas delegações nesta quinta-feira, o Brasil entregou uma nova proposta de cooperação internacional para o combate ao crime organizado focado em dois eixos: o combate à lavagem de dinheiro que financia organizações criminosas; e o tráfico de armas.
A proposta, segundo interlocutores brasileiros, vai ser analisada pelo governo norte-americano, mas ainda não há prazo para que uma resposta seja dada.
Lula chegou a dizer que na entrevista coletiva que uma das ações previstas seria a criação uma espécie de grupo internacional com países da América do Latina e de outras regiões para atuação em conjunto contra carteis e outras organizações criminosas. Ele citou o exemplo de um centro montado em Manaus que reúne representantes de polícias e forças de seguranças de todos os países da região amazônica.
"Eu disse a ele que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América Latina e quiçá, com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado", disse Lula.
Trump recebeu Lula na Casa Branca, mas não houve declaração conjunta
Ricardo Stuckert/PR via BBC

‘Aventura militar irresponsável’: Irã condena ataque dos EUA em Ormuz em meio a cessar-fogo e diz ter aumentado estoque de mísseis

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EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos fizeram uma "aventura militar irresponsável" que terá consequências ao atacar, na quinta-feira (7), dois navios militares iranianos no Estreito de Ormuz, disse nesta sexta-feira (8) o chanceler iraniano, Abbas Aragchi.
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➡️ Na quinta, o Irã disse que os Estados Unidos atacaram um petroleiro iraniano e outro navio de Teerã que se aproximava do Estreito de Ormuz, além de bombardear áreas costeiras civis do território iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a ofensiva, que chamou de "tapinha" (leia mais abaixo).
Trump afirmou que os ataques foram uma forma de pressão. Nesta sexta, o chanceler iraniano disse que seu país "não se curvará à pressão" e reclamou de ofensivas dos EUA durante negociações.
"Toda vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar irresponsável", declarou Aragchi, que disse ainda que seu país aumentou o estoque de mísseis e de capacidade de lançamento ao longo da guerra com os EUA.
"Nosso estoque de mísseis e capacidade de lançamento estão em 120%, na comparação com 28 de fevereiro (quando o conflito iniciou".
'Tapinha'
Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã 4 de maio de 2026.
Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7), em entrevista à rede americana ABC News, que os ataques retaliatórios ao Irã não violam o cessar-fogo e minimizou a ação ao chamá-la de "tapinha".
"Foi só um tapinha", disse Trump à jornalista Rachel Scott. "O cessar-fogo continua em vigor."
Mais cedo, o Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo após um ataque contra dois navios no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, a ação também atingiu áreas civis.
De acordo com o governo iraniano, forças americanas atacaram um petroleiro que seguia em direção ao estreito, além de outra embarcação que entrava na rota marítima.
“Ao mesmo tempo, com a cooperação de alguns países da região, eles realizaram ataques aéreos contra áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da ilha de Qeshm”, afirmou.
Após o ataque, Trump escreveu em uma rede social que três destróieres americanos atravessaram o Estreito de Ormuz sob fogo, mas não sofreram danos. Segundo ele, os ataques foram interceptados, enquanto forças iranianas sofreram perdas.
"Eles foram completamente destruídos, junto com diversas pequenas embarcações, que estão sendo usadas para substituir a Marinha totalmente desmantelada do país. Esses barcos foram ao fundo do mar, de forma rápida e eficiente", afirmou.
Trump também disse que o Irã é liderado por "loucos" e que o país usaria uma arma nuclear se tivesse a oportunidade.
"E, assim como os neutralizamos novamente hoje, faremos isso de forma muito mais dura e violenta no futuro, se não assinarem um acordo rapidamente", escreveu.
O que dizem as Forças Armadas dos EUA
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As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que interceptaram ataques iranianos "não provocados" e responderam com "ações de autodefesa".
Segundo comunicado, três navios da Marinha americana transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã quando forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e pequenas embarcações.
Os militares americanos disseram que nenhuma embarcação foi atingida e que as ameaças foram "eliminadas" após ataques a instalações iranianas, incluindo "locais de lançamento de mísseis e drones e estruturas de inteligência e vigilância".
O texto acrescenta que os EUA não buscam uma escalada, mas permanecem "posicionados e prontos para proteger as forças americanas".
Já o comando militar conjunto do Irã afirmou que responderá de forma poderosa e sem hesitação a qualquer ataque.
Ataques acontecem em meio a negociações
EUA e Irã próximos de acordo limitado para interromper a guerra
Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre EUA e Irã pelo fim da guerra que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta americana para encerrar o conflito.
Nesta quarta-feira (6), Trump afirmou que a guerra terminaria se Irã "cumprir o combinado".
O presidente dos EUA afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas.
Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém "alguns termos inaceitáveis", segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está "com o dedo no gatilho".
Essas negociações acontecerem em meio a um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A trégua foi prolongada, segundo Trump, para viabilizar um acordo entre os países.
Desde então, contudo, Irã e EUA têm trocado ataques no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica disputada pelos dois países.
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Casal furta quase € 2 milhões de parquímetros, 13 toneladas em moedas, ao longo de 10 anos na Alemanha

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Como resultado da investigação, a cidade de Kempten alterou seu sistema de gestão de estacionamento.
Stefan Puchner/dpa/picture alliance via DW
Um casal é acusado de furtar quase 2 milhões de euros de parquímetros no estado alemão da Baviera ao longo de 10 anos. Os réus confessaram os crimes na terça-feira (5), no início de seu julgamento.
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O esquema ocorreu na cidade de Kempten, na popular região turística do Allgäu, teria durado uma década e rendido cerca de 1,9 milhão de euros (R$ 11 milhões) para o casal.
Quais são as acusações?
O réu, um ex-funcionário da prefeitura responsável pela coleta de moedas nos parquímetros durante o período investigado, admitiu ter furtado um total de 1,34 milhão de euros em 335 incidentes distintos entre 2020 e 2025, em conjunto com sua esposa.
Ele declarou que recolhia as moedas dos parquímetros, as colocava em sacos plásticos e as levava para casa. Em outros casos, sua esposa recolhia o dinheiro das máquinas.
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"No início eram moedas, depois cofrinhos inteiros. O valor aumentou rapidamente", disse o réu. Ele alegou que sua esposa sabia de tudo desde o início e que, quando ele começou a expressar dúvidas sobre seus atos, ela o teria incentivado a continuar.
A esposa dele também confessou os crimes, mas negou ter incentivado o marido a furtar. Ela falou sobre a pressão psicológica causada pelos furtos. Além disso, alegou que só teria descoberto a origem de tantas moedas dois anos após o primeiro furto.
A acusação disse que ela se empenhou para depositar as moedas e envolveu outras pessoas para ocultar sua origem. Ela teria até mesmo perguntado num banco se depositar grandes quantias em moedas no caixa eletrônico não levantaria suspeitas.
Segundo os investigadores, ao longo dos anos foram depositadas 13 toneladas de moedas de euro em contas bancárias. O réu explicou que o casal não agiu sozinho: o ex-funcionário da prefeitura testemunhou que sua sogra, seu cunhado e uma terceira mulher também depositaram dinheiro em suas contas em troca de pagamento.
O réu declarou ao tribunal que não sobrou nada do dinheiro. "Nosso padrão de vida aumentou, e gastamos tudo em bens de luxo." Cavalos, carros e roupas caras foram mencionados no tribunal.
Caso veio à tona em novembro
Mais de 500 casos já prescreveram. No entanto, as autoridades buscam recuperar quase 584 mil euros relacionados a essas infrações, elevando o total que os promotores pretendem recuperar para cerca de 1,9 milhão de euros.
O caso veio à tona em novembro, depois que um banco alertou os investigadores sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Um banco local também já havia questionado os depósitos frequentes de moedas, mas funcionários aceitaram as explicações evasivas do casal.
A cidade de Kempten criou uma comissão para investigar como o réu conseguiu desviar o dinheiro sem ser detectado por tanto tempo. Num relatório preliminar, a comissão identificou o serviço de manutenção dos parquímetros como uma possível vulnerabilidade, já que ela era realizado por um único funcionário, diferentemente do esvaziamento dos parquímetros.
Essa avaliação foi confirmada pelo réu em seu depoimento no tribunal: ele afirmou que costumava ir sozinho aos parquímetros com defeito.
Ele também disse que, se nenhum colega estivesse disponível, esvaziava os parquímetros sozinho, e que todos os funcionários da prefeitura tinham acesso à chave para abrir os cofrinhos. "Há um número desconhecido delas em circulação", afirmou.
Colegas do réu falaram sobre uma abordagem negligente em relação ao esvaziamento e à documentação dos procedimentos relacionados aos parquímetros. Por exemplo, não havia documentação do número sequencial do recibo do parquímetro.
Está agendado mais um dia de audiências para o julgamento, com o veredito previsto para ser anunciado nesta quinta-feira (8). Como resultado da investigação, a cidade de Kempten alterou seu sistema de gestão de estacionamento. As fechaduras foram substituídas, controles adicionais foram implementados e um prestador de serviços externo foi contratado.

Vulcão entra em erupção na Indonésia e deixa mortos, feridos e desaparecidos; VÍDEO

Vulcão entra em erupção na Indonésia e deixa mortos, feridos e desaparecidos; VÍDEO
Vulcão entra em erupção na Indonésia e joga cinzas a 10 km de altura
Um vulcão entrou em erupção na Indonésia nesta sexta-feira (8) e causou ao menos três mortes e cinco feridos, além de ter deixado outras pessoas desaparecidas, segundo autoridades locais.
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"Há três mortos, dois estrangeiros e um morador da ilha de Ternate", afirmou Erlichson Pasaribu, chefe de polícia da província de Halmahera do Norte, ao canal indonésio Kompas TV.
A erupção ocorreu no Monte Dukono, na ilha de Halmahera do Norte, por volta das 7h41 no horário local (21h41 de quinta no horário de Brasília), e foi a sétima erupção do vulcão em uma semana. O fenômeno lançou uma coluna de 10 km de altura, segundo autoridades locais.
A confirmação das mortes ocorreu após Pasaribu ter dito à agência de notícias Reuters que sobreviventes haviam relatado que três pessoas morreram na erupção, e posterior confirmação pelas autoridades de resgate.
O chefe da agência local de resgate, Iwan Ramdani, disse à Reuters que 20 alpinistas ficaram presos na região do vulcão por conta da erupção, e que 17 deles haviam sido resgatados. Acredita-se que os três mortos relatados sejam esses outros alpinistas —dois deles são cidadãos de singapura, e o outro é indonésio.
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Segundo a agência de combate a desastres da Indonésia, a BNPB, cinco dos alpinistas resgatados ficaram feridos por conta da erupção. O estado de saúde deles não foi especificado pelas autoridades. As equipes de resgate "continuam as buscas na área montanhosa à medida que a atividade vulcânica aumenta", disse o porta-voz da BNPB, Abdul Muhari.
Pasaribu disse também que sete pessoas conseguiram escapar da erupção do vulcão, porém continuavam desaparecidas até a última atualização desta reportagem. A região onde se acredita que essas pessoas estavam é uma área declarada de acesso proibido para visitantes desde o mês passado, após cientistas observarem um aumento da atividade vulcânica.
O chefe da polícia explicou ainda que a operação de resgate ocorre em um terreno acidentado, que só permite o acesso de veículos até certo ponto.
"No restante do trajeto, as vítimas precisam ser transportadas em macas. E ainda ouvimos estrondos da erupção. Isso atrasa nossa operação", disse Pasaribu.
A agência de vulcanologia da Indonésia, PVMBG, manteve o alerta no nível II e orientou moradores e visitantes a permanecerem a pelo menos 4 km da cratera Malupang Warirang, onde está localizado o Monte Dukono.
Esta foi a sétima erupção do vulcão Monte Dukono em uma semana.
GuGun BaBa LaBaranti via Spectee/AFP
Vulcão no Monte Dukono, na Indonésia, entra em erupção em 8 de maio de 2026.
Jhon Frengki Manipa via Reuters