Lula diz que falou com Trump sobre foto do presidente dos EUA com ex-técnico do Corinthians

Trump diz que Lula é ‘muito dinâmico’, elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão
Imagem mostra Trump ao lado de Vicente Matheus, ex-presidente do Corinthians, e esposa
O presidente Lula contou nesta quinta-feira (7), em entrevista coletiva na Embaixada do Brasil em Washington, que comentou com o o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um momento inusitado envolvendo o norte-americano e o Corinthians, time do brasileiro.
Nos anos 1980, Trump se encontrou com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e a esposa dele, Marlene (veja foto acima).
Lula disse que se esqueceu de levar a foto para mostrar a Trump, mas a imagem foi resgatada pela GloboNews.
Segundo postagem do Blog do Alfinete, Marlene Matheus contou, em 2017, que o encontro aconteceu quando o jogador Rivelino promoveu um torneio de futebol de salão em Atlantic City. O casal se encontrou com Trump em um cassino que pertencia ao norte-americano e onde o campeonato acontecia.
Foto de Trump com o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, e a mulher dele, Marlene
Reprodução/GloboNews
Marlene comenta no blog que eles foram bem recebidos e que Trump "até vestiu uma camisa do Corinthians que entregamos para ele". Não há, no entanto, registros do presidente dos EUA com a camisa alvinegra.
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O encontro entre Lula e Trump durou cerca de três horas e foi classificado como positivo pelos dois líderes. Logo após a reunião, Trump usou uma rede social para dizer que a reunião foi "muito boa". Ele também elogiou Lula, chamando o presidente brasileiro de "muito dinâmico". Segundo o norte-americano, novos encontros devem acontecer em breve.
Já Lula deu mais detalhes sobre a reunião durante uma coletiva de imprensa.
Veja ponto a ponto o que Lula discutiu com Trump
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
Relação entre Brasil e EUA
Lula afirmou que a reunião com Trump teve como foco a retomada e o fortalecimento da relação entre os dois países.
Segundo o presidente brasileiro, há interesse mútuo em ampliar a parceria, sobretudo nas áreas econômica e comercial. Ele afirmou que os EUA teriam dado menos atenção à América Latina nos últimos anos, o que resultou em um avanço da China na região.
Lula disse que defendeu uma relação baseada no diálogo e no multilateralismo, em oposição a políticas unilaterais.
Segundo ele, o Brasil está aberto a negociar com diferentes parceiros e não impõe restrições ideológicas a acordos, desde que sejam respeitadas a soberania e os interesses nacionais.
Lula afirmou ainda que propôs a criação de um grupo de trabalho bilateral para tratar de impasses comerciais que envolvam tarifas de importação. Segundo ele, uma proposta deve ser apresentada em 30 dias.
O presidente declarou que saiu otimista do encontro e avaliou que há espaço para avanços. Segundo Lula, Trump demonstrou disposição para manter o diálogo, e novas reuniões devem ocorrer.
“Eu saio muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos.”
Lula diz que reunião com Trump foi um passo para consolidar a relação entre Brasil e EUA
Terras raras
Lula afirmou que discutiu com Trump o potencial brasileiro na exploração de terras raras e minerais críticos, considerados estratégicos na economia global. Segundo ele, o Brasil quer ampliar o conhecimento sobre o próprio território e explorar essas riquezas de forma planejada.
O presidente disse que o país não pretende repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima sem agregação de valor. A proposta, segundo ele, é desenvolver a cadeia produtiva dentro do Brasil, incluindo processamento e industrialização dos minerais.
Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais para explorar esses recursos, inclusive com empresas americanas, mas sem preferência por um país específico. Ele afirmou que o objetivo é atrair investimentos que contribuam para o desenvolvimento interno.
Segundo o presidente, a exploração de terras raras foi tratada como questão de soberania nacional. Ele mencionou a criação de mecanismos de coordenação dentro do governo para organizar essa agenda e garantir controle sobre os recursos.
“O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Nós queremos que o Brasil seja o grande criador dessa riqueza que a natureza nos deu.”
Guerras
Lula afirmou que discutiu com Trump conflitos internacionais e disse que apresentou ao presidente americano a visão do Brasil sobre guerras em curso. Segundo ele, defendeu a via do diálogo como alternativa a intervenções militares.
O presidente brasileiro disse que não espera mudanças imediatas na postura de Trump em relação a esses temas. Ainda assim, afirmou que considerou importante expor diretamente suas posições durante a reunião.
Lula também comentou situações específicas, como Irã e Venezuela, e disse que se colocou à disposição para contribuir com negociações, caso haja interesse. Ele mencionou ainda o histórico de atuação diplomática do Brasil em temas sensíveis.
Segundo o presidente, o Brasil continuará defendendo soluções negociadas e criticando ações militares. Ele afirmou que conflitos tendem a gerar mais instabilidade e prejuízos do que resultados concretos.
“Eu não creio que ele vai mudar o jeito dele ser por causa de uma reunião de três horas comigo.”
Mudanças no Conselho de Segurança da ONU
Lula afirmou que defendeu, na conversa com Trump, a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a estrutura atual reflete a geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial e não corresponde mais à realidade internacional.
O presidente brasileiro disse que cobrou maior protagonismo das potências com assento permanente no conselho, como Estados Unidos, China e Rússia, para liderar esse processo de mudança. Ele argumentou que esses países têm responsabilidade direta sobre o funcionamento do sistema internacional.
Lula também voltou a defender a ampliação do conselho, com a inclusão de novos membros permanentes. Citou países como Brasil, Alemanha, Japão, Índia e nações africanas como candidatos a participar das decisões globais.
Segundo o presidente, a falta de reformas limita a capacidade da ONU de atuar em conflitos e crises. Ele afirmou que, sem mudanças, a organização perde relevância e não consegue responder de forma eficaz aos desafios atuais.
“A geopolítica de 2026 não é a geopolítica de 1945. O mundo é outro, a comunicação é outra.”
O que não foi discutido
Lula afirmou que alguns temas que vinham sendo levantados antes da reunião não entraram na pauta do encontro com Trump. Entre eles, a possível classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo o presidente, esse assunto não foi tratado diretamente na conversa. Ele reforçou, no entanto, que o Brasil pretende intensificar o combate ao crime organizado e mencionou a criação de iniciativas internacionais de cooperação sobre o tema.
Lula também disse que não houve discussão sobre críticas dos Estados Unidos ao PIX, sistema de pagamentos brasileiro. A questão vinha sendo citada em investigações comerciais americanas, mas não foi abordada na reunião.
De acordo com o presidente, a decisão de focar em outros temas foi estratégica, priorizando áreas com maior possibilidade de avanço imediato nas relações bilaterais.

Irã acusa EUA de violarem o cessar-fogo após novos ataques a navios e áreas civis costeiras do país

Trump diz que Lula é ‘muito dinâmico’, elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão
Embarcações no Estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã 4 de maio de 2026.
Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA via REUTERS
O Irã acusou nesta quinta-feira (7) os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao atacar dois navios no Estreito de Ormuz e atingir áreas civis, informou o comando militar conjunto do país.
"Os EUA atingiram 'um petroleiro iraniano que navegava das águas costeiras do Irã, perto de Jask, em direção ao Estreito de Ormuz, assim como outra embarcação que entrava no Estreito de Ormuz perto do porto emiradense de Fujairah', afirmou um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana.
“Ao mesmo tempo, com a cooperação de alguns países da região, eles realizaram ataques aéreos contra áreas civis ao longo das costas de Bandar Khamir, Sirik e da ilha de Qeshm”, afirmou.
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As regiões ficam próximas ao Estreito de Ormuz, via marítima cujo controle tem sido disputado pelos dois países durante a guerra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou o cessar-fogo na guerra contra o Irã para facilitar as negociações pelo fim da guerra. Apesar disso, ambos os países tem trocado ataques no Estreito de Ormuz nos últimos dias.
Nesta quinta-feira (7), a Fox News tinha informado que os EUA realizaram ataques contra os portos iranianos de Qeshm e Bandar Abbas. Mas, de acordo com o site, segundo os EUA, os ataques não significariam o fim do cessar-fogo ou o recomeço da guerra.
Mais cedo, a agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm. A defesa aérea também foi ativada em Teerã nesta quinta-feira, segundo a agência estatal iraniana Mehr.
Após o ataque, o Comando militar conjunto do Irã afirmou nesta quinta-feira (7) que responderá de forma poderosa e sem a menor hesitação a qualquer ataque.
Também nesta quinta-feira, o Irã afirmou que três navios de guerra dos EUA que estão próximos ao Estreito de Ormuz são alvo da Marinha do país, segundo a agência iraniana Tasnim.
No mesmo dia, a mídia estatal iraniana informou, citando uma autoridade militar não identificada, que o Irã realizou um ataque com mísseis contra embarcações militares dos EUA no Estreito de Ormuz. Segundo a imprensa iraniana, a ofensiva ocorreu após um ataque americano contra um petroleiro iraniano.
As embarcações militares americanas foram forçadas a recuar após sofrerem danos causados pelos ataques com mísseis iranianos, acrescentou a mídia estatal. Não estava claro quando o incidente ocorreu.
Ataques acontecem em meio a negociações pelo fim da guerra
EUA e Irã próximos de acordo limitado para interromper a guerra
Os bombardeios ocorreram em meio a negociações frágeis entre EUA e Irã pelo fim da guerra que começou no dia 28 de fevereiro. Atualmente, os EUA aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta americana para encerrar o conflito.
Nesta quarta-feira (6), Trump afirmou que a guerra terminaria se Irã "cumprir o combinado".
O presidente dos EUA afirmou à rede PBS News que um acordo de paz com o Irã, segundo os termos impostos pelos EUA, incluiria o regime iraniano entregando todo seu estoque de urânio enriquecido e se comprometer a não operar suas instalações nucleares subterrâneas.
Apesar dos avanços reportados nesta quarta-feira, o Irã considera que o memorando entregue pelos EUA contém "alguns termos inaceitáveis", segundo a agência estatal Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o país está "com o dedo no gatilho".
Essas negociações acontecerem em meio a um cessar-fogo na guerra entre EUA, Israel e Irã, prorrogado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no final de abril. A trégua foi prolongada, segundo Trump, para viabilizar um acordo entre os países.
Desde então, contudo, Irã e EUA têm trocado ataques no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica disputada pelos dois países.

EUA atacam alvos na costa do Irã, que promete responder sem hesitar

Trump diz que Lula é ‘muito dinâmico’, elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão
EUA atacam alvos na costa do Irã, que promete responder sem hesitar Mídia iraniana relatou explosões no Estreito de Ormuz. Escalada acontece enquanto os EUA aguardavam uma resposta do Irã sobre a última proposta para encerrar a guerra. Militares dos EUA realizaram ataques na quinta-feira (7) contra o porto iraniano de Qeshm e Bandar Abbas, segundo a Fox News.. Os bombardeios acontecem enquanto os EUA aguardavam uma resposta do Irã sobre a proposta americana para encerrar a guerra.. Um memorando para acordo temporário chegou a ser apresentado pelos EUA com 3 pontos principais.. Um funcionário de alto escalão afirmou à Fox que os ataques não representam o fim do cessar-fogo.. Desde o início, a trégua entre EUA e Irã se mostrou frágil, com vários pontos de tensão e uma batalha naval em Ormuz no início da semana.

Lula posta registros de encontro privado com Trump na Casa Branca; veja FOTOS

Trump diz que Lula é ‘muito dinâmico’, elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão
Lula Trump
Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou registros do encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), em Washington.
As fotos foram publicadas após o cancelamento da entrevista que os dois dariam à imprensa.
Após o encontro, Trump afirmou que teve uma reunião “muito boa” com Lula. Em uma rede social, o presidente dos EUA disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. Segundo ele, novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos considerados estratégicos.
“Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.”
A reunião entre os presidentes durou cerca de três horas.
Lula Trump
Reprodução/Instagram
Após o encontro, a equipe de Lula publicou outros registros do encontro. Veja:
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Ricardo Stuckert
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Ricardo Stuckert
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Ricardo Stuckert
Mudança de protocolo
Lula pediu uma mudança do protocolo durante o encontro para que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa.
O pedido foi feito após um desconforto do presidente brasileiro no último encontro entre os líderes, na Malásia. Lula achava melhor falar com a imprensa após a conversa formal entre os dois.
A informação foi confirmada pelo secretário de imprensa, Lércio Portela Delgado.
O pedido foi feito após um desconforto do presidente brasileiro no último encontro entre os líderes, na Malásia. Lula achava melhor falar com a imprensa após a conversa formal entre os dois.
Lula pediu para inverter ordem da agenda com Trump
Por conta da mudança na programação, a equipe da Casa Branca orientou os jornalistas que aguardam para registrar o encontro entre os líderes no Salão Oval a se sentarem, segundo a correspondente da Globo em Washington, Raquel Krähenbühl.
"Ainda não é hora de se alinhar. Nós chamaremos quando for o momento de reunir, não há necessidade de formar fila agora".
Repórteres aguardam na sala de imprensa para saber se terão permissão para entrar no Salão Oval para o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na Casa Branca
REUTERS/Jonathan Ernst
Sem 'aperto de mão de urso'
Trump recebe presidente Lula na Casa Branca
Em vídeo divulgado pelo governo norte-americano, é possível ver o momento em que Trump recebe Lula.
Os dois trocam um aperto de mão e o presidente norte-americano pergunta como Lula está. Veja acima.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Um dos principais pontos será a pressão dos EUA para classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O governo brasileiro tenta convencer os norte-americanos de que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação bilateral, sem medidas que possam abrir margem para ações mais duras dos EUA.
Veja detalhes de cada um dos assuntos.
Outro tema sensível será o PIX. Os EUA investigam possíveis impactos do sistema brasileiro em empresas americanas de pagamentos eletrônicos. O governo Lula pretende defender que o PIX não discrimina companhias estrangeiras e usar o encontro para evitar possíveis medidas contra o Brasil relacionadas ao sistema.
Questões internacionais também devem entrar na pauta. Lula e Trump têm divergências sobre temas como Venezuela, Irã e o papel dos EUA em conflitos globais. O presidente brasileiro tem defendido maior fortalecimento da ONU e criticado posturas consideradas unilaterais do governo americano.
A reunião também deve abordar minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para a tecnologia e a transição energética. Além disso, segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, Lula pretende usar o encontro como ativo político, buscando um compromisso informal de não interferência dos EUA nas eleições brasileiras de outubro e tentando reforçar sua imagem de liderança internacional.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lumpur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.
Divulgação/Ricardo Stuckert
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Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira (7) a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O norte-americano avaliou o encontro como “muito bom”.
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AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
Em uma rede social, Trump disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. Segundo ele, novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos considerados estratégicos.
“Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, diz o texto.
“A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.”
Post de Trump sobre encontro com Lula na Truth Social
Reprodução
O governo brasileiro também fez uma publicação nas redes sociais sobre a reunião, com a legenda “Diálogo e respeito”.
“Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo.”
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Os dois participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço.
Havia a expectativa de uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo afirmou que a fala foi cancelada porque a reunião se estendeu além do previsto.
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Reunião
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
O encontro foi uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Segundo fontes da diplomacia do Brasil, a reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Além da economia, era esperado que os dois presidentes também tratassem de outros temas, como:
ataques dos EUA ao PIX;
cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU;
eleições no Brasil.
Antes do encontro desta quinta, Lula e Trump falaram por telefone no dia 1º de maio. O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
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