Greve de trabalhadores para um dos maiores sistemas de trens suburbanos dos EUA

Porta-voz anuncia data da visita de Putin à China
Um passageiro no corredor de plataformas da Long Island Railroad (LIRR) às vésperas da greve dos trabalhadores ferroviários.
David Dee Delgado / Reuters
Cerca de 3.500 trabalhadores da Long Island Rail Road (LIRR), em Nova York, entraram em greve neste sábado (16) após o fracasso nas negociações por um acordo salarial. A paralisação interrompe o serviço naquele que é um dos sistemas de trens suburbanos mais movimentados dos Estados Unidos, segundo comunicado do sindicato.
A LIRR atende a quase 300 mil passageiros diariamente. A Autoridade de Transporte Metropolitano de Nova York (MTA) confirmou a suspensão do serviço em seu site.
O sindicato International Brotherhood of Teamsters afirmou em nota que a greve foi iniciada por um grupo de cinco sindicatos. Segundo a entidade, os trabalhadores ficaram três anos sem reajustes salariais durante o processo de negociação.
Nas redes sociais, a operadora do sistema orientou que os usuários evitem viagens não essenciais e optem pelo trabalho remoto, se possível.
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"Teremos um serviço limitado de ônibus fretados nos dias úteis para trabalhadores essenciais e para aqueles que não podem realizar teletrabalho", diz o comunicado.
"Esta greve não teria acontecido se a MTA e a LIRR tivessem oferecido aos nossos membros os termos razoáveis que o governo recomendou várias vezes", disse Mark Wallace, presidente da Brotherhood of Locomotive Engineers and Trainmen.
"Esperamos que a LIRR leve a sério a situação em breve para evitar mais interrupções desnecessárias para centenas de milhares de nova-iorquinos. Eles sabem onde nos encontrar quando estiverem prontos: nas ruas", disse o presidente.
Nick Peluso, vice-presidente nacional do sindicato Transportation Communications Union, afirmou que a diferença entre as propostas salariais era de aproximadamente 1%, de acordo com a Associated Press.
O site da MTA informou que seus líderes continuarão a negociar com os sindicatos para resolver a greve.
"Durante semanas, a MTA tentou negociar de boa-fé e colocou múltiplas propostas justas na mesa, que incluíam aumentos salariais significativos, mas não se pode fechar um acordo se um dos lados se recusa a se comprometer", disse a governadora de Nova York, Kathy Hochul, em comunicado.
Hochul, que busca a reeleição ainda este ano, instou as partes a retornarem à mesa de negociações.
Outdoor já anunciava possibilidade da greve no dia 15 de maio.
David Dee Delgado / Reuters
O CEO da MTA, Janno Lieber, disse que não poderia fechar um acordo que implodisse o orçamento da agência, mas acrescentou que a última oferta rejeitada dava aos sindicatos "tudo o que eles disseram que queriam em termos de remuneração".
Em janeiro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para nomear um segundo conselho de emergência para conduzir a mediação e evitar a paralisação da LIRR, após os sindicatos solicitarem sua intervenção.
A greve acontece nas vésperas do feriado prolongado Memorial Day, em 25. A data homenageia os militares americanos que morreram em combate.
*Com informações da Reuters.

Como ataque brutal a festa de uma mulher revela ascensão de grupo paramilitar russo

Porta-voz anuncia data da visita de Putin à China
Katya afirma que passou a viver com medo depois da condenação criminal.
BBC
Aviso: Este artigo contém linguagem discriminatória
Katya estava prestes a apagar as velas do bolo de aniversário de 30 anos quando homens mascarados invadiram a boate onde acontecia a festa e passaram a atacar seus amigos física e verbalmente.
"Eles nos chamavam de viados e lésbicas. Podia ouvir violência por toda parte", afirmou Katya em entrevista ao Serviço Mundial da BBC. Segundo Katya, sua mãe foi obrigada a ficar de quatro no chão.
A ação foi organizada por um grupo de vigilantes chamado Russkaya Obshina (Comunidade Russa, em tradução livre), que busca reforçar a agenda do presidente russo, Vladimir Putin, de promoção de valores tradicionais ligados à família e de combate ao que ele descreve como liberalismo ocidental.
Em algumas dessas operações, a polícia atua ao lado do grupo e, neste caso, não foi diferente. Em um vídeo publicado depois nas redes sociais, o grupo Russkaya Obshina afirmou que buscava provas de "propaganda" LGBT, considerada ilegal na Rússia.
Nenhuma evidência foi encontrada, mas Katya acabou interrogada pelas autoridades mesmo assim. Nove meses depois, ela foi condenada por blasfêmia por causa de um crucifixo vermelho de neon instalado na parede da boate.
Agentes das forças de segurança (vistos na imagem imobilizando um convidado no chão) participaram da invasão à festa de Katya.
BBC
O Russkaya Obshina é o maior entre uma rede de grupos nacionalistas russos, e o número de ações promovidas pelo movimento cresceu rapidamente nos últimos dois anos, segundo apurou nossa investigação. A reportagem também encontrou indícios de que o grupo recebeu recursos de fundações beneficentes ligadas a pessoas próximas ao Kremlin (sede do governo russo).
Katya, conhecida em sua cidade natal, Arkhangelsk, por promover festas voltadas a um público alternativo, conta que, durante o interrogatório, ouviu de um policial que não correspondia aos valores tradicionais e que havia "algo de errado" com ela.
Katya foi condenada a 200 horas de serviço comunitário. No tribunal, uma testemunha ligada ao Russkaya Obshina afirmou que "ver a cruz exposta na festa lhe provocou choque emocional e profunda confusão".
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Desde então, Katya diz viver com medo. A repercussão do caso na imprensa local e nos canais do Russkaya Obshina nas redes sociais provocou uma onda de ataques online contra ela. Ainda assim, ela considerou importante compartilhar sua história com a BBC.
Ao longo do último ano, o Serviço Mundial da BBC ouviu atuais e ex-integrantes do Russkaya Obshina, além de pessoas que, como Katya, sofreram consequências das ações do grupo.
O que surge dessas entrevistas é o retrato de um movimento formado por nacionalistas e religiosos russos profundamente engajados em patrulhar cidades e promover invasões em lojas, galpões, albergues, boates e clínicas de aborto. O objetivo é identificar atividades que, na visão deles, afrontem valores tradicionais ou possam violar a lei. Em seguida, pressionam as autoridades para que os alvos sejam investigados ou processados.
O grupo Russkaya Obshina tem filiais em várias regiões da Rússia.
Russkaya Obshina/BBC
Muitos dos alvos são migrantes. Vídeos publicados pelo grupo mostram integrantes do Russkaya Obshina abordando essas pessoas no trabalho ou em momentos de lazer e as acusando de crimes. A investigação constatou que 1 em cada 4 postagens do movimento menciona migrantes e frequentemente traz linguagem racista.
O grupo Russkaya Obshina não respondeu ao pedido de entrevista da BBC, mas rebateu as acusações em suas redes sociais: "Embora o Russkaya Obshina seja uma comunidade informal, sem entidade jurídica e sem filiação formal, os grandes pensadores da BBC de alguma forma 'encontraram' integrantes atuais e ex-integrantes do Obshina… Se você pegar qualquer pessoa na rua e chamá-la de integrante do Obshina, poderá colocar qualquer absurdo em sua boca."
Conversamos com um homem que diz ter deixado o Russkaya Obshina há poucos meses. Segundo ele, sua trajetória é parecida com a de muitos integrantes do grupo: ex-militares feridos na guerra da Ucrânia que retornaram à Rússia em busca de um propósito na sociedade russa.
O homem, a quem chamaremos de Dimitry, afirma que encontrou um propósito ao aplicar seu treinamento militar no que considera problemas internos do país, entre eles, segundo Dimitry, o impacto da "intrusão estrangeira" sobre a cultura russa.
"Pessoas de outras culturas chegam ao país e o Russkaya Obshina reage como um anticorpo [numa referência ao mecanismo de defesa do organismo que visa agentes externos], impedindo que elas prejudiquem o organismo. Dá para dizer que o Russkaya Obshina funciona como uma espécie de médico", afirma.
No ano passado, a Igreja Ortodoxa Russa, importante aliada do Estado russo, recomendou que seus bispos estabelecessem parcerias com o Russkaya Obshina. A medida formalizou relações que já existiam e reforçou a legitimidade do grupo em sua defesa de valores alinhados aos ensinamentos da Igreja.
Analistas consideram improvável que o grupo Russkaya Obshina atue sem o respaldo do governo russo, que exerce forte controle sobre a vida pública.
Há anos, o governo tenta reforçar uma imagem da Rússia associada ao nacionalismo e aos valores tradicionais, mas esse discurso ganhou força após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Em novembro daquele ano, Putin assinou um decreto voltado à preservação dos chamados "valores espirituais e morais tradicionais russos".
O grupo Russkaya Obshina apoia abertamente a guerra na Ucrânia. Em dezembro passado, o grupo formou uma unidade militar conjunta na linha de frente com integrantes da brigada Espanola, um regimento composto por torcedores de futebol de extrema direita que já havia sido alvo de sanções do governo do Reino Unido.
Embora o Russkaya Obshina negue receber apoio de grandes financiadores, documentos obtidos pelo BBC Eye indicam que pessoas influentes abastecem o grupo por meio de fundações beneficentes.
Registros financeiros analisados pelo BBC Eye apontam que um dos dois principais financiadores é uma fundação ligada ao magnata do açúcar Igor Khudokormov. Dono de um dos maiores grupos do setor alimentício russo, Khudokormov tem relações próximas com Dmitry Patrushev, ex-ministro da Agricultura e atual vice-primeiro-ministro da Rússia. O pai de Patrushev comandou o serviço de segurança russo e faz parte do círculo mais próximo de Putin, segundo a imprensa local.
O conglomerado açucareiro de Igor Khudokormov mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia.
SEIMTVKursk
O grupo agrícola de Khudokormov, a Prodimex, mantém relações comerciais relevantes com a União Europeia, de acordo com a ImportGenius, empresa americana especializada em dados de comércio exterior.
Segundo Tom Keatinge, especialista em finanças e segurança do Royal United Services Institute (Rusi), do Reino Unido, o apoio de Khudokormov ao Russkaya Obshina deveria acender um alerta entre empresas que fazem negócios com ele, diante da atuação do grupo na guerra da Ucrânia e de denúncias de violações de direitos humanos.
"Vocês querem… uma empresa russa fornecendo materiais essenciais para a cadeia alimentar, especialmente [uma comandada por alguém]… que financia o tipo de atividade que ele financia? Essa é uma pergunta que governos e empresas precisam responder", afirma.
Khudokormov não respondeu ao pedido de entrevista da BBC.
O outro financiador citado nos documentos é Sergei Mikheev, comentarista de perfil nacionalista que, segundo relatos, teria atuado ao lado do Kremlin e dos serviços de inteligência russos em campanhas eleitorais em países da antiga União Soviética.
Sergei Mikheev é um comentarista influente da mídia russa.
Russkaya Obshina/BBC
Mikheev afirmou à BBC: "A fundação beneficente que criei, a 'Fundação Beneficente Sergei Mikheev', nunca transferiu recursos para o Russkaya Obshina. Quaisquer documentos que supostamente comprovem isso são falsos."
Para compreender a dimensão das atividades do Russkaya Obshina, o BBC Eye analisou imagens e vídeos de mais de 21 mil publicações feitas entre 2020 e 2025 nos principais canais do grupo nas redes sociais.
Segundo o levantamento, a primeira invasão promovida pelo grupo parece ter ocorrido em maio de 2023. Desde então até o fim de 2025, o Russkaya Obshina teria realizado mais de 900 operações — cerca de 300 delas com participação das forças de segurança.
Os números provavelmente são maiores, já que parte das ações pode não ter sido divulgada publicamente.
A BBC também criou um sistema de inteligência artificial (IA) multiagente, com diferentes programas de IA atuando em conjunto. Sob a supervisão de um jornalista, cada agente é responsável por reunir e analisar conteúdos publicados nas redes sociais de vários grupos nacionalistas russos e identificar qual deles tinha presença mais ativa nas ruas.
O levantamento dos agentes de IA, posteriormente revisado por jornalistas da BBC, apontou que o Russkaya Obshina era o grupo com atuação de rua mais intensa entre mais de dez movimentos semelhantes analisados.
O Russkaya Obshina tenta se aproximar da tradicional estrutura russa de patrulhas civis: grupos locais cadastrados pelas autoridades e autorizados a auxiliar a polícia na manutenção da ordem pública. No entanto, o movimento não possui esse tipo de registro, apesar de algumas de suas operações contarem com participação policial.
Sergei Ognerubov, que coordena um grupo de patrulha oficialmente registrado em São Petersburgo, afirma ter aceitado integrantes do Russkaya Obshina em sua organização, mas critica o movimento por agir de forma informal e sem supervisão.
"Se você quer enfrentar a migração, junte-se a nós e faça isso legalmente. Simplesmente invadir algum mercado usando máscaras não é combater a migração, isso se parece mais com vandalismo", afirma.
Para Alexander Verkhovsky, pesquisador baseado em Moscou e especializado na extrema direita russa, perseguir determinados grupos sem justificativa legal pode configurar violação da lei.
"O Russkaya Obshina, que afirma defender a lei e a ordem, atua principalmente por meio da intimidação, o que, nesse contexto, é ilegal", afirma.
Procurada pela reportagem da BBC, a Embaixada da Rússia em Londres, no Reino Unido, afirmou que "o amplo apoio popular [ao Russkaya Obshina] reflete o crescente interesse pela cultura nacional e pelas tradições históricas" e acrescentou que "o engajamento cívico na Rússia parece incomodar aqueles que tentam denegrir e desacreditar nosso país".
Para Katya, que trabalhava organizando eventos, as festas ficaram para trás. Sua vida mudou completamente depois da invasão à boate, do julgamento e do período de serviço comunitário, limpando os pisos do hospital.
"Durante dez anos, vivi daquele jeito. Aquilo me fazia feliz, era a minha vida. O que acontece quando arrancam uma parte de você? Fica um vazio."
Reportagem adicional de Andrei Gorianov, Oleg Smirnov, Andreea Jitaru, Amalia Zatari, Serdar Tumgoren e Chris Zubak-Skees

Segundo no comando global do Estado Islâmico é morto na Nigéria, diz Trump

Porta-voz anuncia data da visita de Putin à China
Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio.
Elizabeth Frantz / Reuters
Uma operação militar conjunta entre as forças especiais dos Estados Unidos e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS). O anúncio foi feito pelo presidente americano Donald Trump em sua rede social.
De acordo com a declaração da Casa Branca, a missão foi descrita como "meticulosamente planejada e muito complexa". O líder terrorista, apontado pelo governo americano como o mais ativo em atividade no mundo, usava o continente africano como base operacional oculta, argumento Trump.
O governo dos EUA afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do ISIS e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e alvos americanos. O presidente também agradeceu publicamente a parceria e a coordenação do governo da Nigéria no suporte logístico e tático da ação.
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Al-Mainuki era considerado a figura-chave na organização e financiamento do Estado Islâmico e vinha planejando ataques contra os Estados Unidos e seus interesses, de acordo com um funcionário que falou sob condição de anonimato a Associated Press.
Nascido na província de Borno, na Nigéria, em 1982, al-Mainuki assumiu o comando da filial do Estado Islâmico na África Ocidental depois que o líder anterior do grupo na região, Mamman Nur, foi morto em 2018, de acordo com o Counter Extremism Project, que monitora grupos militantes.
Al-Mainuki estava baseado na região do Sahel, disse o grupo de monitoramento, acrescentando que acredita-se que ele tenha lutado na Líbia quando o Estado Islâmico estava ativo naquele país norte-africano, há mais de uma década. Ele foi alvo de sanções dos EUA em 2023.
Em dezembro, Trump ordenou que as forças americanas lançassem ataques contra o grupo Estado Islâmico na Nigéria, embora tenha divulgado poucos detalhes na época sobre o impacto.
A Nigéria tem lutado contra múltiplos grupos armados, incluindo pelo menos dois afiliados ao Estado Islâmico, enquanto enfrenta uma crise de segurança multifacetada. Os afiliados do Estado Islâmico na África emergiram como alguns dos grupos militantes mais ativos do continente após o colapso do califado do Estado Islâmico na Síria e no Iraque em 2017.
Em fevereiro, os EUA enviaram tropas para o país da África Ocidental para auxiliar e aconselhar suas forças armadas e, em março, também mobilizaram drones para lá, após Trump alegar que cristãos estavam sendo alvos na crise de segurança da Nigéria.
A operação de sexta-feira à noite foi o exemplo mais recente de uma série de missões secretas no exterior anunciadas por Trump este ano, começando com a impressionante operação noturna em janeiro para capturar e depor o então líder da Venezuela, Nicolás Maduro, e levá-lo para os EUA, seguida quase dois meses depois pelo lançamento dos ataques que deram início à guerra com o Irã.
*Com informações da Associated Press.

Morte de 5 italianos foi pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, diz governo local

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Atol nas Maldivas.
AP
A morte de 5 italianos na última quinta-feira (14) foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades locais. Até o momento, somente um corpo foi recuperado.
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O governo local iniciou na sexta (15) uma grande operação de busca pelos 4 corpos desaparecidos, mas os trabalhos foram interrompidos devido ao mau tempo. O trabalho foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.
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Onde aconteceu o acidente
Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros.
➡️ O que é um atol? Um atol é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central. Essas estruturas surgem ao redor de antigos vulcões submarinos que afundaram ao longo de milhares de anos, enquanto os corais continuaram crescendo na superfície. Nas Maldivas, os atóis formam a base do território e criam áreas de águas rasas, canais profundos e rica biodiversidade marinha.
Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital Malé.
Os italianos teriam mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma área famosa na região por mergulhos voltados à observação da vida marinha.
Atol onde os Italianos mergulharam.
Reprodução/Google Maps
Por reunir cavernas submarinas, túneis naturais, paredões profundos e canais estreitos com fortes correntes oceânicas, o local é considerado hostil até para mergulhadores experientes.
As autoridades locais disseram acreditar que eles estão justamente em uma caverna de difícil acesso.
Diversos acidentes durante mergulhos são registrados nas Maldivas todos os anos. Segundo a polícia local, 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos.
Quem são as vítimas
Muriel Oddenino (à esqueda), Giorgia Sommacal (no centro) e Monica Montefalcone (à direita)
LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
O grupo de italianos fazia em um mergulho matinal perto de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira.
As condições climáticas eram descritas como desfavoráveis ​​na ocasião, e havia alerta amarelo de mau tempo em vigor.
As vítimas são:
Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
O instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua – o corpo dele foi recuperado na quinta;
E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa. O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka entrou em contato com as famílias das vítimas e prestou assistência consular.
As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.
Ilha de Alimatha, nas Maldivas.
Reprodução/Tripadvisor

Porta-voz anuncia data da visita de Putin à China

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Vladimir Putin e Xi Jinping durante cúpula em Kazan
Getty Images via BBC
O presidente russo Vladimir Putin deve visitar a China nos dias 19 e 20 de maio, anunciou o porta-voz do Kremlin neste sábado (16).
Putin e o presidente da China, Xi Jinping, discutirão as relações bilaterais e trocarão opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes, afirmou o Kremlin em comunicado.
A notícia é divulgada um dia após o encerramento da viagem de Donald Trump à China, onde uma comitiva de empresários norte-americanos se reuniu com seus pares chineses.
Os líderes da China e Estados Unidos voltaram a falar em cooperação e em fortalecer as relações entre China e Estados Unidos, mas não anunciaram nenhum acordo significativo para resolver impasses comerciais ou em outras áreas.
Durante a visita, Xi Jinping teria citado o presidente russo durante a visita ao jardim da residência oficial do presidente chinês. Putin é um dos poucos líderes que já foram convidados a circular pelo jardim em visitas oficiais.
Trump encerra visita à China sem acordo significativo para resolver impasses com Xi Jinping
*Esta matéria está em atualização.
*Com informações da Reuters.