Imprensa internacional repercute encontro de Lula com Trump; veja

Vídeos: Encontro Lula e Trump nos Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington nesta quinta-feira (7).
A imprensa internacional repercutiu a reunião. Veja os principais destaques abaixo:
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AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
The New York Times
Repercussão encontro Lula e Trump
Reprodução
O jornal The New York Times cobriu o evento em tempo real. O NYT afirmou que o encontro ocorreu em um clima de “trégua frágil” após meses de tensão diplomática, marcados por tarifas americanas contra produtos brasileiros, críticas públicas e divergências sobre o processo contra Jair Bolsonaro.
A reunião na Casa Branca durou cerca de três horas, mas terminou sem a coletiva de imprensa conjunta prevista.
BBC
BBC repercute encontro de Lula com Trump
Reprodução
A BBC News também cobriu a reunião em tempo real.
O canal britânico afirmou que houve surpresa entre os jornalistas que cobrem a Casa Branca após Lula da Silva deixar a reunião com Trump sem participar da tradicional aparição diante das câmeras no Salão Oval, algo comum em encontros com líderes estrangeiros.
Segundo a emissora, ainda não está claro o que isso revela sobre a conversa entre os dois presidentes, embora Trump tenha dito que a reunião “correu muito bem”. A expectativa da imprensa era ouvir mais detalhes em uma coletiva posterior de Lula na embaixada brasileira em Washington.
A BBC descreveu o dia como um “jogo de espera” para os jornalistas. O horário oficial da agenda da Casa Branca já costuma atrasar, mas, desta vez, os repórteres esperaram cerca de três horas sem receber orientações até descobrirem que Lula estava deixando o local.
Reuters
Reuters repercute encontro de Lula com Trump
Reprodução
A agência Reuters destacou a falta da coletiva prevista entre os dois presidentes.
A reportagem disse que a expectativa brasileira era de bons resultados. Uma fonte brasileira falou para a agência sob a condição de anonimato.
“Não sabemos se a visita vai ajudar”, disse à Reuters um funcionário brasileiro envolvido na organização do encontro. “Mas é mais provável que ajude do que não fazer nada.”
Al Jazeera
Al Jazeera repercute encontro de Lula com Trump
Reprodução
A Al Jazeera destacou as diferenças ideológicas dos líderes e os classificou como "duas das figuras populistas mais proeminentes do mundo".
NBC News
NBC News repercute encontro de Lula com Trump
Reprodução
A emissora norte-americana NBC News relembrou o tarifaço de Trump contra o Brasil em 2025.
Trump diz que o encontro foi 'muito bom'
Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
Em uma rede social, Trump disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. Segundo ele, novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos considerados estratégicos.
“Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, diz o texto.
“A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.”
Post de Trump sobre encontro com Lula na Truth Social
Reprodução
O governo brasileiro também fez uma publicação nas redes sociais sobre a reunião, com a legenda “Diálogo e respeito”.
“Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo.”
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Os dois participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço.
Havia a expectativa de uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo afirmou que a fala foi cancelada porque a reunião se estendeu além do previsto.
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Reunião
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
O encontro foi uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Segundo fontes da diplomacia brasileira, a reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Além da economia, a expectativa era de que os dois presidentes também tratassem de outros temas, como:
ataques dos EUA ao PIX;
cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU;
eleições no Brasil.
Antes do encontro desta quinta, Lula e Trump falaram por telefone no dia 1º de maio. O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
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Lula diz que alertou Trump que EUA pararam de investir no Brasil e espaço foi ocupado pela China

Vídeos: Encontro Lula e Trump nos Estados Unidos
Mauro Vieira fala sobre encontro entre Lula e Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o país parou de investir no Brasil e o espaço foi ocupado pela China. Lula e Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington.
"Disse ao presidente Trump de que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil. Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais para fazer uma rodovia, uma ferrovia, e os Estados Unidos não participam da licitação, quem participa são os chineses", disse Lula.
O presidente lembrou que os Estados Unidos foi o maior parceiro comercial do Brasil no século passado. Mas que os EUA e a Europa deixaram a América Latina de lado para focar no relacionamento com outras regiões do mundo, movimento que Lula disse que está sendo revisto, por exemplo, com o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
"Eu disse para ele que durante um bom tempo, tantos Estados Unidos deixaram de olhar para a América Latina, só olhava com o olhar de combate ao narcotráfico, como é o Brasil. A União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu e deixou de olhar para a África também. E agora as pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado", disse.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026.
SAUL LOEB / AFP
Reunião com Trump
Lula se reuniu com Trump nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington, capital norte-america. Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta.
Cinco ministros participam da reunião do lado brasileiro:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
A comitiva também inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mas, ele não entrou na reunião.
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
Do lado norte-americano, vários representantes da alta cúpula do governo também estão presentes. A lista inclui:
J.D. Vance, vice-presidente
Susie Wiles, chefe de Gabinete
Scott Bessent, secretário do Tesouro
Jamieson Greer, representante de Comércio
Howard Lutnick, secretário do Comércio

Após reunião com Trump, Lula diz que terras raras são questão de ‘soberania nacional’

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Lula: 'Tratamos minerais críticos como questão de soberania nacional'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (7) que falou com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre a proposta que trata de minerais críticos, aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6), e que trata o tema como "soberania nacional".
"Disse ao presidente [Donald] Trump que não só fizemos uma coisa extraordinária aprovando na Câmara ontem a lei sobre a questão dos minerais críticos, como a aprovação de um Conselho sob a coordenação da Presidência da República, tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional", disse Lula.
Os dois presidentes se reuniram nesta quinta-feira. Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Os dois presidentes participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço. No total, o encontro durou quase três horas.
"Agora temos obrigação de termos conhecimento de 100% do território a compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil. Nós não temos preferência. O que nós queremos é fazer parceria, compartilhar com empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas, quem quiser participar conosco para ajudar a fazer mineração, para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para ir ao Brasil", completou Lula.
A declaração de Lula foi durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, após o encontro com o presidente americano.
Havia a expectativa de uma declaração conjunta de Lula e Trump à imprensa no Salão Oval. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo afirmou que a fala foi cancelada porque a reunião se estendeu além do previsto.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026.
AFP
A reunião é considerada por especialistas uma etapa importante para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Lula disse ainda que não quer que o Brasil seja apenas um exportador de minerais críticos e sim que "seja o grande ganhador dessa riqueza que a natureza nos deu".
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$ 2 bilhões. O fundo terá natureza privada.
O Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita e terras raras —com 21 milhões de toneladas—, e o terceiro maior em reservas de níquel.
A proposta cria ainda o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República, que elaborará uma lista de minerais críticos e estratégicos e que será revisada a cada 4 anos.

Lula brinca com Trump: ‘Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo’

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‘Espero que você não anule os vistos dos jogadores’, diz Lula à Trump em reunião
Durante a reunião bilateral nesta quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou com Donald Trump sobre a questão dos vistos americanos para os jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.
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'Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira', pois a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo', disse Lula.
Questionado sobre a resposta de Trump, o petista disse que ele riu.
'Ele riu, pois agora ele vai rir sempre, ele aprendeu que rir é muito bom', disse Lula.
VEJA O VÍDEO ACIMA.
A Copa do Mundo de futebol começa em junho e terá como anfitriões os Estados Unidos, México e Canadá.
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
A reunião
O encontro foi uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Segundo fontes da diplomacia do Brasil, a reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Além da economia, era esperado que os dois presidentes também tratassem de outros temas, como:
ataques dos EUA ao PIX;
cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU;
eleições no Brasil.
Antes do encontro desta quinta, Lula e Trump falaram por telefone no dia 1º de maio. O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".