ACOMPANHE: Trump elogia Lula após reunião de 3 horas; Lula falará na embaixada

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
ACOMPANHE: Trump elogia Lula após reunião de 3 horas; Lula falará na embaixada Presidente dos EUA chamou Lula de "muito dinâmico" em post na sua rede social. O brasileiro, por sua vez, postou fotos do encontro em seu perfil no Instagram. Lula e Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca. O encontro durou cerca de 3 horas. Leia a reportagem completa. Os presidentes cancelaram a declaração à imprensa prevista para acontecer no Salão Oval da Casa Branca.. Encontro é visto como uma "visita de trabalho", menos formal do que uma reunião bilateral.. Lula deve dar entrevista à jornalistas na embaixada do Brasil.

Trump recebe Lula na Casa Branca e os dois se cumprimentam; veja vídeos

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
Trump recebe presidente Lula na Casa Branca
O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem, nesta quinta-feira (7), em Washington. Em vídeo divulgado pelo governo norte-americano, é possível ver o momento em que Trump recebe Lula.
Os dois trocaram um aperto de mão e o presidente norte-americano perguntou como Lula está (veja nos vídeos acima e abaixo). O vídeo acima é registro da TV Globo e o segundo é do perfil oficial de Lula no Instagram.
Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
O primeiro contato dos dois não teve o famoso aperto de mão de urso do americano. A maneira incomum como Trump aperta a mão das pessoas já rendeu muitos comentários e análises para entender se essa seria uma técnica usada pelo presidente americano para tentar afirmar poder ou superioridade.
Segundo a análise do jornalista Marcelo Lins, o primeiro cumprimento foi suave.
"Muitas vezes, a gente vê o Trump dando aquele aperto de mão muito forte, eventualmente puxando o seu interlocutor para perto dele. Tem umas imagens clássicas dele fazendo isso", disse o jornalista.
"Mas dessa vez não. Aparentemente foi uma chegada mais suave, com o Trump perguntando para o presidente Lula como é que ele está, o Lula respondendo. Um perguntando em inglês, o outro respondendo em português", complementou Lins.
Para o jornalista, foi um primeiro contato "marcado pela suavidade, pela gentileza entre esses dois líderes".
No vídeo divulgado por Lula, posteriormente, Trump apertou a mão o brasileiro de forma mais firme, sem o puxar para perto.
Segundo a programação divulgada pela Casa Branca, os dois se reúnem no Salão Oval e depois participam de um almoço bilateral na Sala do Gabinete da Casa Branca.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
Pelo menos cinco temas devem centralizar o encontro:
Crime organizado: um dos principais pontos será a pressão para classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O governo brasileiro tenta convencer os norte-americanos de que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação bilateral, sem medidas que possam abrir margem para ações mais duras dos EUA.
PIX: os EUA investigam possíveis impactos do sistema brasileiro sobre empresas americanas de pagamentos eletrônicos. O governo Lula pretende defender que o PIX não discrimina companhias estrangeiras e usar o encontro para evitar possíveis medidas contra o Brasil relacionadas ao sistema.
Questões internacionais: Lula e Trump têm divergências sobre temas como Venezuela, Irã e o papel dos EUA em conflitos globais. O presidente brasileiro defendeu o fortalecimento da ONU e criticado posturas consideradas unilaterais do governo americano.
A reunião também deve abordar minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para tecnologia e transição energética.
Além disso, segundo o blog da Andreia Sadi, Lula pretende usar o encontro como ativo político, buscando um compromisso informal de não interferência dos EUA nas eleições brasileiras de outubro e tentando reforçar sua imagem de liderança internacional.
Veja detalhes de cada um dos assuntos.
Trump recebe Lula na Casa Branca
Ddivulgação/Casa Branca
Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump
Reprodução
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Suspeito de ameaçar ex-príncipe Andrew com arma enquanto ele passeava com cães é preso na Inglaterra

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
Príncipe Andrew: de 'filho preferido' da rainha a vergonha da família real
Um homem foi preso na noite de quarta-feira (6) por porte de arma de fogo perto da casa do ex-príncipe Andrew, no leste da Inglaterra, informou a polícia nesta quinta (7), após relatos da imprensa de que o irmão do rei havia sido ameaçado enquanto passeava com seus cães.
A polícia de Norfolk reportou a prisão de um homem armado que estava "se comportando de maneira intimidatória" perto da casa do ex-príncipe, em Sandringham.
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Ex-príncipe Andrew e Jeffrey Epstein
Reprodução / Fantástico
"O homem foi detido sob suspeita de alteração da ordem pública e posse de uma arma ofensiva", destacou a polícia.
Veículos de imprensa britânicos noticiaram que um homem encapuzado teria supostamente ameaçado Andrew Mountbatten Windsor enquanto ele passeava com seus cães perto de sua residência.
Segundo o jornal Daily Telegraph, o suspeito estava sentado em seu carro quando viu o ex-príncipe e supostamente saiu do veículo para se dirigir ao irmão do rei, gritando com ele.
O jornal acrescentou que Andrew estava acompanhado de um agente de sua segurança privada e se refugiou em seu próprio carro, afastando-se rapidamente.
A polícia informou que o suspeito "permanece detido".
Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe inglês Andrew ajoelhado ao lado de mulher
DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA/AFP
ANDREW E EPSTEIN: Quais as acusações contra o ex-príncipe Andrew no caso Epstein?
PERFIL: Quem é o ex-príncipe Andrew, que perdeu título real por ligação ao caso Epstein
Andrew, considerado durante muitos anos um herói militar por sua participação na Guerra das Malvinas contra a Argentina, em 1982, se tornou um problema para a coroa britânica, devido a suas relações controversas com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, morto na prisão em 2019.
O ex-príncipe ficou detido durante 11 horas em fevereiro, depois da divulgação de e-mails extraídos dos arquivos de Epstein, que sugerem que ele lhe transmitiu informação potencialmente confidencial.
O governo britânico está avaliando aprovar uma lei para tirar da linha sucessória do trono Andrew Mountbatten Windsor, suspeito de conduta indevida no exercício de um cargo público, quando era enviado especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, entre 2001 e 2011.
Após estas revelações, o rei Charles III destituiu seu irmão de seus títulos e o expulsou da residência onde morava, em Windsor.
Mesmo assim, Andrew segue ocupando a 8º posição na linha de sucessão ao trono britânico.
Após ter sido detido, Andrew foi "posto em liberdade sob investigação".
Segundo um e-mail dirigido a Epstein, datado de 24 de dezembro de 2010, o irmão do rei Charles III enviou "um informe confidencial" sobre oportunidades de investimento no Afeganistão.

Quem são os membros da comitiva de Lula e Trump no encontro que acontece na Casa Branca

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
Veja vídeo da chegada de Lula na Casa Branca
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (7). De acordo com o Planalto, cinco ministros estão na comitiva brasileira.
Lula chegou ao local por volta de 12h20 (horário de Brasília) e foi recebido pelo líder norte-americano (veja no vídeo acima). Os dois se reuniram no Salão Oval para uma breve conversa acompanhado das equipes, antes do momento em que haverá participação da imprensa.
AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
Cinco ministros participam da reunião do lado brasileiro:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
A comitiva também inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
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Do lado norte-americano, vários representantes da alta cúpula do governo também estão presentes. A lista inclui:
J.D. Vance, vice-presidente
Susie Wiles, chefe de Gabinete
Scott Bessent, secretário do Tesouro
Jamieson Greer, representante de Comércio
Howard Lutnick, secretário do Comércio
O grupo que está nos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, omo comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
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Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump
Reprodução
Lula pediu para inverter ordem da agenda com Trump
Mudança de planos
Em um primeiro momento, a programação preliminar enviada ao governo brasileiro previa uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa. Em seguida, Lula e Donald Trump teriam uma reunião reservada.
No entanto, a pedido do presidente brasileiro, a ordem foi invertida. Os dois estão conversando reservadamente, antes da entrada da imprensa no salão. Este não é o protocolo tradicional das visitas de trabalho na Casa Branca, mas o pedido de Lula foi atendido.
Em seguida, está previsto um almoço. Ao retornar para a embaixada, onde Lula está hospedado, o presidente brasileiro deve dar uma coletiva de imprensa.
Reunião de trabalho
Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump

Lula orientou toda a comitiva brasileira a falar apenas português em reunião com Trump
Veja vídeo da chegada de Lula na Casa Branca
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou toda a sua comitiva, até os fluentes em inglês, a falar apenas português na reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo uma fonte da TV Globo. O encontro, que acontece nesta quinta-feira (7), em Washington, conta com a presença de intérpretes.
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AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
Lula e Trump se encontram
Divulgação/Casa Branca
A fonte da TV Globo, que está presente na reunião, também afirmou que a conversa entre os dois presidentes está "rendendo" e que Trump "está prestando muita atenção em tudo".
A pedido do Lula, o cronograma do encontro também foi alterado, de acordo com apuração feita pelo repórter Nilson Klava, que está na Casa Branca para cobrir o evento.
As declarações de Lula e Trump à imprensa no Salão Oval estavam programadas para acontecerem às 12h15 de Brasília, mas atrasaram mais de uma hora.
De acordo com um representante do governo brasileiro, o atraso se deve a um pedido de Lula, que preferiu se reunir com o presidente americano a portas fechadas para só depois eles falarem aos jornalistas.
O que esperar do encontro entre Lula e Trump
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, devem compor a mesa de discussões os seguintes temas:
ataque ao PIX;
cooperação contra crime organizado e narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU; e
eleições no Brasil.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro "olho no olho" com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional.
A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos.
Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser "mais um ponto de partida do que um ponto de chegada" em termos de acordos.