China condena à morte dois ex-ministros da Defesa

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram
Sob Xi Jinping, os planos quinquenais da China têm como foco o "desenvolvimento de alta qualidade"
Grigory Sysoev/RIA Novosti/Pool/Anadolu via Getty Images/BBC
Um tribunal militar chinês condenou à morte dois ex-ministros da Defesa, informou a mídia estatal nesta quinta-feira (7). As autoridades são acusadas de corrupção e foram submetidos à pena de morte com suspensão de dois anos.
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As penas de Wei Fenghe e Li Shangfu serão “comutadas para prisão perpétua” após o período de suspensão de dois anos, informou a agência estatal Xinhua.
A pena de morte com suspensão é uma forma de condenação que possui um período de carência até a execução. Durante esse hiato, o comportamento dos condenados é avaliado. Caso Fenghe e Shangfu não sejam condenados por novos crimes considerados graves, sua pena de morte é revogada e transformada em perpétua.
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A dupla também era ex-membro da poderosa Comissão Militar Central da China, que supervisiona as forças armadas.
Wei Fenghe e Li Shangfu estão entre as autoridades de Defesa chinesas demitidas pelo presidente Xi Jinping em um amplo expurgo no alto comando militar do país desde janeiro. Ainda não se sabe tantos detalhes sobre essa onda de demissões por conta do caráter fechado do regime chinês, porém elas ocorreram por conta de uma possível insatisfação de Xi com os militares do país em um momento que Pequim quer aumentar a pressão sobre Taiwan com ameaças de tomar a ilha.
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Japão dispara mísseis e afunda navio de guerra; China reage e critica exercício militar

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram
EUA, Japão e Filipinas fazem exercícios militares conjuntos com mais de 17 mil soldados
O Japão disparou mísseis terra-mar e afundou um antigo navio de guerra entre as Filipinas e Taiwan, como parte de exercícios militares com a presença de forças dos Estados Unidos, o que provocou a irritação da China.
O lançamento, nesta quarta-feira (6), de dois mísseis Type-88 é parte dos exercícios nas Filipinas com tropas dos Estados Unidos, Austrália, Filipinas e Japão, além de contingentes da França, Nova Zelândia e Canadá.
Os ministros da Defesa do Japão e das Filipinas observaram o lançamento na província filipina de Ilocos Norte, a 400 quilômetros de Taiwan.
O Ministro da Defesa do Japão , Shinjiro Koizumi, e o Secretário de Defesa Nacional das Filipinas, Gilberto Teodoro
REUTERS/Noel Celis
Os dois projéteis atingiram o alvo, um antigo navio filipino posicionado no Mar da China Meridional, que foi afundado.
A China criticou duramente o lançamento, que chamou de "mais um exemplo do impulso das forças de direita japonesas por uma remilitarização acelerada do Japão".
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, acelerou a guinada do país em direção a uma política de defesa mais forte e mais distante da postura pacifista adotada após a Segunda Guerra Mundial.
Os exercícios militares na região envolveram 17.000 militares ao longo de 19 dias e terminarão na sexta-feira.
Um lançador de mísseis terra-mar Tipo 88 da Força Terrestre de Autodefesa do Japão (JGSDF) dispara durante o Ataque Marítimo da Força-Tarefa Conjunta (JTF), parte do Balikatan, os exercícios militares conjuntos anuais entre os Estados Unidos e as Filipinas
REUTERS/Noel Celis
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Presidente iraniano diz ter encontrado líder supremo; EUA e Irã avançam em direção a acordo temporário

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram
Presidente iraniano diz ter encontrado líder supremo; EUA e Irã avançam em direção a acordo temporário Israel mantém ataques a alvos do Hezbollah no sul do Líbano. Na quarta, o Exército israelense atacou um subúrbio de Beirute pela 1ª vez desde o cessar-fogo. Os Estados Unidos e o Irã estão se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper a guerra, segundo fontes ouvidas pela Reuters.. Teerã e Washington reduziram as ambições de um acordo abrangente, e agora trabalham por um acordo temporário para evitar o retorno do conflito e estabilizar a navegação no Estreito de Ormuz.. O acordo proposto se desdobraria em 3 etapas: o fim formal da guerra, a resolução da crise em Ormuz e uma janela de 30 dias para negociações mais amplas.. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse ter se reunido recentemente com o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, segundo a mídia estatal.

EUA e Irã avançam por acordo de curto prazo e com 3 etapas para acabar com a guerra

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram
EUA e Irã próximos de acordo limitado para interromper a guerra
Os Estados Unidos e o Irã estão se aproximando de um acordo limitado e temporário para interromper a guerra, disseram fontes e autoridades à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (7), com um esboço de estrutura que interromperia os combates, porém deixaria as questões mais controversas sem solução.
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O plano emergente está centrado em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente, ressaltando as profundas divisões entre os dois lados e sinalizando que qualquer acordo nesse estágio seria uma etapa provisória.
As esperanças de que mesmo um acordo parcial possa levar à reabertura do Estreito de Ormuz já movimentaram os mercados, com as ações globais atingindo recordes de alta nesta quinta e os preços do petróleo sofrendo perdas acentuadas com as apostas de que as interrupções no fornecimento poderiam diminuir.
Teerã e Washington reduziram as ambições de um acordo abrangente, já que as diferenças persistem, principalmente em relação ao programa nuclear do Irã — incluindo o destino de seus estoques de urânio altamente enriquecido e por quanto tempo Teerã interromperia o trabalho nuclear.
Em vez disso, eles estão trabalhando em um acordo temporário com o objetivo de evitar o retorno do conflito e estabilizar a navegação pelo estreito, disseram as fontes e as autoridades.
"Nossa prioridade é que eles anunciem o fim permanente da guerra e que o restante das questões possa ser resolvido quando eles voltarem às negociações diretas", disse à Reuters uma autoridade de alto escalão paquistanesa envolvida na mediação entre os dois lados.
A estrutura proposta se desdobraria em três etapas, segundo as fontes e autoridades ouvidas pela agência:
o fim formal da guerra;
a resolução da crise no Estreito de Ormuz, e
o lançamento de uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo,
Uma fonte paquistanesa e outra fonte informada sobre a mediação também disseram à Reuters que um memorando de uma página para encerrar formalmente o conflito estava próximo, embora ainda haja diferenças entre os lados.
Trump otimista, Irã cético
O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington
AP/Jacquelyn Martin
O presidente dos EUA, Donald Trump, que tem repetidamente defendido a perspectiva de um avanço desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, adotou um tom otimista.
"Eles querem fazer um acordo, é muito possível", disse ele a repórteres na Casa Branca na quarta-feira, acrescentando mais tarde que "isso acabará rapidamente", em referência ao conflito.
A proposta encerraria formalmente a guerra, que já teve os bombardeios em grande escala interrompidos por um cessar-fogo que já dura exatamente um mês nesta quinta. Porém, o documento atual deixa sem solução as principais exigências dos EUA de que o Irã suspenda seu programa nuclear e reabra o Estreito de Ormuz, disseram as fontes.
Israel, que também tem lutado contra o Hezbollah apoiado pelo Irã no Líbano, disse na quinta-feira que havia matado um comandante do grupo terrorista libanês em um ataque aéreo em Beirute um dia antes, o primeiro ataque israelense à capital libanesa desde que um cessar-fogo foi acordado no mês passado.
O Hezbollah desencadeou o mais recente conflito com Israel ao abrir fogo em apoio ao Irã em 2 de março. A interrupção dos ataques israelenses no Líbano é outra exigência fundamental do Irã nas negociações entre Teerã e Washington, e as autoridades iranianas demonstraram ceticismo em relação à proposta dos EUA de encerrar a guerra mais ampla.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que Teerã responderia no devido tempo, enquanto o parlamentar Ebrahim Rezaei descreveu a proposta como "mais uma lista de desejos norte-americanos do que uma realidade".
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, pareceu zombar dos relatos que indicavam que os dois lados estavam próximos, escrevendo nas mídias sociais que a "Operação Trust Me Bro fracassou" e retratando as negociações como uma ilusão dos EUA após seu fracasso em reabrir o estreito.
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OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram

OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro; três pessoas a bordo morreram
OMS e países rastreiam origem de surto de hantavírus
Cinco dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo morreram. A OMS não especificou quais foram os casos confirmados da doença.
No início da semana, o órgão havia divulgado o primeiro caso positivo era de um cidadão britânico de 69 anos que estava entre os passageiros. Ele foi encaminhado para uma UTI em Joanesburgo, na África do Sul. O segundo caso confirmado foi de uma mulher alemã que morreu no cruzeiro.
➡️O navio saiu da Argentina no início de abril, e, dias depois, um passageiro morreu após contrair o vírus. Um casal holandês também morreu. A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Joanesburgo, na África do Sul.
"A ameaça à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7).
Ele ainda disse que a OMS está ciente de relatos de outros pacientes e alertou que mais casos podem surgir nos próximos dias devido ao longo período de incubação do vírus.
A diretora do Departamento de Prevenção e Preparo para Epidemias e Pandemias, Maria Van Kerkhove, também reforçou que se trata de uma situação totalmente diferente do coronavírus e que não se trata de uma nova epidemia.
"Isso não é o começo de uma nova pandemia de Covid-19, é um surto que aconteceu em um navio. Há uma área confinada, com cinco casos confirmados. […] O vírus não se espalha da mesma forma, na maioria das vezes o hantavírus nem é transmitido de pessoa para pessoa", ressalta.
Um especialista da OMS está a bordo do navio e vai acompanhar os passageiros até a chegada em Tenerife, ilha na Espanha.
O órgão também listou os países cujos cidadãos desembarcaram na ilha de Santa Helena:
Canadá
Dinamarca
Alemanha
Holanda
Nova Zelândia
São Cristóvão e Nevis
Singapura
Suécia
Suíça
Turquia
Reino Unido
Estados Unidos
A OMS notificou os países de origem dos passageiros para que os possíveis casos possam ser monitorados.
Retrospecto dos casos
O diretor da OMS detalhou a situação de cada um dos casos suspeitos de hantavírus ao longo da coletiva:
Primeiro caso
O primeiro caso foi de um homem que desenvolveu sintomas em 6 de abril e faleceu no navio em 11 de abril. Nenhuma amostra foi coletada e, como seus sintomas eram semelhantes aos de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada.
Segundo caso
A esposa do homem desembarcou quando o navio atracou na ilha de Santa Helena e também apresentou sintomas. Seu estado de saúde piorou durante um voo para Joanesburgo em 25 de abril e ela faleceu no dia seguinte. Amostras foram coletadas, testadas no Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul e confirmadas como hantavírus.
Terceiro caso
A terceira morte foi a de uma mulher a bordo do navio que desenvolveu sintomas em 28 de abril e faleceu em 2 de maio. A passageira, de origem alemã, também teve a doença confirmada.
Quarto caso
Outro homem procurou o médico do navio em 24 de abril. Ele foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul em 27 de abril, onde permanece em terapia intensiva. O britânico foi o primeiro caso de hantavírus confirmado no navio.
Quinto, sexto e sétimo casos
Duas pessoas estão em condição estável no hospital, e uma é assintomática e já se encontra na Alemanha.
Oitavo caso
O oitavo caso foi o de um homem que desembarcou em Santa Helena.
Suspeitas fora do navio
Pacientes na França, Holanda e em Singapura que não estiveram no cruzeiro MV Hondius, infectado com o hantavírus, estão sob investigação por suspeita da doença, segundo anunciaram os governos dos três países também nesta quinta-feira.
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São as primeiras suspeitas em pessoas que não estiveram no cruzeiro, onde o surto foi registrado.
Além deles, há outros pacientes com suspeita do vírus:
O governo da Singapura diz que duas pessoas foram isoladas. Elas estavam no voo com a viúva da primeira vítima morta no cruzeiro, segundo autoridades locais;
Na Holanda, uma comissária de bordo da companhia aérea holandesa KLM que teve contato com a viúva foi internada em um hospital em Amsterdã após apresentar possíveis sintomas de infecção por hantavírus; as autoridades sanitárias holandesas entraram em contato com todas as pessoas que também estavam no voo, segundo comunicado da KLM.
O jornal "The New York Times" afirmou também que três estados dos Estados Unidos — Califórnia, Geórgia e Arizona — monitoram pacientes com sintomas suspeitos do hantavírus;
Um cidadão francês esteve em contato com uma pessoa que contraiu o vírus, mas atualmente não apresenta sintomas e está sendo monitorado, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a OMS está "trabalhando com países relevantes" para tentar rastrear o vírus.
"De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada", declarou o diretor-geral da OMS.
Cepa de hantavírus identificada em navio de cruzeiro é 'pouco comum' e tem transmissão entre humanos
O que é o hantavírus, que causou mortes em cruzeiro
Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus.
AFP
O que é hantavírus?
Hantavírus é o vírus que causa uma doença chamada hantavirose. Em humanos, ela pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH).
De acordo com informações do Ministério da Saúde brasileiro, a infecção em humanos causa comprometimento cardíaco.
Os hantavírus ficam em roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer
Segundo o Ministério da Saúde, a hantavirose pode se manifestar como uma doença febril aguda inespecífica e levar a quadros pulmonares e cardiovasculares severos.
Como se transmite o hantavírus?
A forma mais comum de um humano se infectar por hantavírus é pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. O vírus pode passar para humanos também das seguintes formas:
Corte na pele causado por roedores;
Contato do vírus com mucosa (olhos, boca ou nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
Transmissão pessoa a pessoa, relatada na Argentina e Chile, associada ao hantavírus Andes.