Israel diz ter matado comandante do Hezbollah em primeiro ataque a Beirute desde cessar-fogo

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump
Equipes de resgate trabalham em 7 de maio de 2026 em local de ataque israelense feito no dia anterior no sul de Beirute, capital do Líbano.
REUTERS/Mohamad Azakir
Israel disse nesta quinta-feira (7) que matou um comandante da força de elite Radwan do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute no dia anterior, o primeiro ataque israelense à capital libanesa desde o cessar-fogo acordado no mês passado.
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Os militares israelenses disseram que o comandante foi morto quando Israel atacou os subúrbios ao sul de Beirute. Não houve confirmação imediata por parte do Hezbollah. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz anunciaram o ataque em uma declaração conjunta na quarta-feira.
O ataque aumentou a pressão sobre o cessar-fogo que havia interrompido os ataques israelenses a Beirute, mesmo com as forças israelenses permanecendo posicionadas em áreas ao sul do rio Litani e continuando a realizar ataques no sul do Líbano.
O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu a esses ataques disparando e lançando drones armados contra soldados de Israel. O Exército israelense fez novos ataques contra o território libanês nesta quinta-feira.
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O cessar-fogo no Líbano sustentou uma trégua mais ampla na guerra com o Irã, com a interrupção dos ataques israelenses no Líbano sendo uma demanda iraniana fundamental nas negociações de Teerã com Washington.
Mais cedo na quarta-feira, Israel pediu que os moradores saíssem de várias vilas ao norte do rio Litani, o que poderia representar uma expansão da zona de ação de Israel.
As conversações entre Israel e Líbano continuam, mas em grande parte em nível de embaixador.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou na quarta-feira que é prematuro falar de qualquer reunião de alto nível entre Líbano e Israel.

Qual o horário da reunião entre Lula e Trump? Veja programação

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7), em Washington. Antes do início do encontro, a Casa Branca divulgou a programação esperada. Confira abaixo, nos horários de Brasília:
12h00 — Trump participa de um cumprimento oficial com Lula na Casa Branca.
12h15 — Os presidentes participam de uma reunião bilateral no Salão Oval.
12h45 — Lula e Trump participam de um almoço bilateral na Sala do Gabinete da Casa Branca.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Veja detalhes de cada um dos assuntos.
Um dos principais pontos será a pressão dos EUA para classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O governo brasileiro tenta convencer os norte-americanos de que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação bilateral, sem medidas que possam abrir margem para ações mais duras dos EUA.
Outro tema sensível será o PIX. Os EUA investigam possíveis impactos do sistema brasileiro sobre empresas americanas de pagamentos eletrônicos. O governo Lula pretende defender que o PIX não discrimina companhias estrangeiras e usar o encontro para evitar possíveis medidas contra o Brasil relacionadas ao sistema.
Questões internacionais também devem entrar na pauta. Lula e Trump têm divergências sobre temas como Venezuela, Irã e o papel dos EUA em conflitos globais. O presidente brasileiro tem defendido maior fortalecimento da ONU e criticado posturas consideradas unilaterais do governo americano.
A reunião também deve abordar minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para tecnologia e transição energética. Além disso, segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, Lula pretende usar o encontro como ativo político, buscando um compromisso informal de não interferência dos EUA nas eleições brasileiras de outubro e tentando reforçar sua imagem de liderança internacional.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
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Brasil lidera investimentos chineses no mundo; veja os principais setores

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JN na China: série especial chega ao destino final e mostra cidade que está na vanguarda da criação de robôs
O Brasil foi o país que mais recebeu dinheiro de empresas chinesas para novos negócios e projetos em 2025, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
Os aportes somaram US$ 6,1 bilhões no ano, impulsionados principalmente pelos setores de energia, mineração e mobilidade elétrica.
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De acordo com o levantamento, o Brasil respondeu por 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior em 2025, à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão.
O relatório mostra ainda que o Brasil foi o único país a permanecer entre os cinco destinos que mais receberam investimentos chineses nos últimos cinco anos.
💡O setor de eletricidade liderou os aportes, com US$ 1,79 bilhão (aproximadamente R$ 8,8 bilhões) — cerca de 29,5% do total investido — concentrados em projetos de energia renovável e transmissão.
🔨 Já a mineração foi o grande destaque do ano, segundo o estudo, com investimentos que mais que triplicaram em relação a 2024 e atingiram US$ 1,76 bilhão (cerca de R$ 8,6), impulsionados pelo interesse chinês em minerais críticos ligados à transição energética, como níquel, cobre e ouro.
🚘 A mobilidade elétrica também avançou. O setor automotivo recebeu US$ 965 milhões (cerca de R$ 4,7 bilhões) em investimentos, alta de 66% na comparação anual, puxado pela expansão de montadoras chinesas no país.
O relatório cita a inauguração das fábricas da BYD, na Bahia, e da GWM Brasil, em São Paulo, além da parceria entre a Geely Auto e a Renault Brasil.
O setor de petróleo permaneceu entre os principais destinos dos investimentos chineses no Brasil em 2025, com aportes de US$ 804 milhões (cerca de R$ 3,9 bilhões). Apesar da queda de 24% em relação a 2024, a área respondeu por 13,3% do total investido pela China no país e ficou em segundo lugar em número de projetos.
O principal movimento do ano foi a entrada da China National Petroleum Corporation (CNPC) na Foz do Amazonas. A estatal chinesa adquiriu nove blocos exploratórios na região, em consórcio com a Chevron, ampliando a presença chinesa no Norte do país. O avanço ajudou a região a alcançar participação recorde na atração de projetos chineses em 2025.

O que explica a atratividade do Brasil
Segundo o diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC e autor do estudo, Tulio Cariello, o avanço é resultado de uma combinação de fatores internos e externos.
“Esse quadro reflete um cenário de maior atratividade relativa dos ativos brasileiros, em especial para investidores chineses, devido a fatores internos, como a depreciação do real frente ao dólar, o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a abundância de recursos minerais e energéticos e a matriz elétrica limpa do país”, afirmou.
🔎 A depreciação do real frente ao dólar significa que os ativos brasileiros ficam mais baratos para investidores estrangeiros. Como os investimentos são feitos em dólar, um câmbio mais alto aumenta o poder de compra das empresas chinesas no Brasil, reduzindo o custo relativo de fábricas, empresas, terras e projetos de infraestrutura. Isso tende a tornar o país mais atrativo para o capital externo.
O relatório também aponta que as tensões geopolíticas e as restrições a investimentos chineses nos mercados dos Estados Unidos e da Europa têm contribuído para redirecionar parte do capital ao Brasil.
Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade dos aportes em setores ligados à transição energética, tecnologia da informação, petróleo, mineração e manufaturas avançadas.
Fábrica da BYD em Camaçari (BA)
divulgação/BYD

Deputados democratas alertam que designar PCC e CV como organizações terroristas pode afetar relação com Brasil

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump
Lula busca acordo com Trump sobre facções criminosas
Em uma carta enviada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, deputados democratas expressaram preocupação com a possibilidade de que o governo de Donald Trump designem grupos criminosos brasileiros como terroristas.
A carta também exige que o governo Trump submeta ao Congresso "evidências claras" caso queria incluir os grupos brasileiros na lista de entidades terroristas do Departamento de Estado.
➡️ O governo dos EUA vêm estudando incluir as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) em sua lista de grupos terroristas, dentro do plano de Trump de aumentar o controle sobre o crime organizado na América Latina. A expectativa é que o assunto seja um dos temas do encontro desta quinta-feira (7) entre Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.
No documento afirma que a designação "poderia prejudicar as relações entre os EUA e o Brasil e dificultar estratégias eficazes de combate ao crime transnacional".
"As ferramentas de combate ao terrorismo devem ser usadas de forma responsável para proteger os americanos — e não para interferir nos assuntos internos do Brasil", diz o documento.
Donald Trump e Lula em encontro na Malásia em outubro de 2025.
Getty Images
Os deputados dizem que de fato têm informação de que tanto o PCC quanto o CV "expandiram-se na última década, inclusive cruzando fronteiras para a Colômbia, o Peru e a Bolívia" e têm provocado inclusive "destruição ambiental na floresta amazônica e violência contra comunidades locais".
Mas os congressistas se dizem preocupados com um possível uso excessivo do mecanismo do Departamento de Estado para designar grupos terroristas pelo mudno.
"Isso poderia enfraquecer os esforços para combater o crime organizado em nosso hemisfério. Além disso, dado o uso, pelo governo (dos Estados Unidos), de designações terroristas como justificativa para cometer execuções extrajudiciais no Caribe e no Pacífico Oriental, estamos preocupados com a forma como a Administração poderá utilizar tal designação", diz a carta.
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Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump

Lula chega à Casa Branca para reunião com Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou à Casa Branca, em Washington (EUA), para a reunião com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O encontro está previsto para 12h15, no horário de Brasília.
Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma visita de trabalho, e não uma reunião bilateral formal.
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A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Primeira reunião entre Trump e Lula foi em outubro na Malásia.
Andrew Caballero-Reynolds/ AFP via Getty Images
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta. Cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal integram a comitiva brasileira:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.
Roteiro previsto do encontro
🎙️ De acordo com a programação preliminar enviada ao governo brasileiro, a agenda prevê uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa.
Na sequência, Lula e Donald Trump terão uma reunião reservada.
Depois, está prevista uma reunião ampliada com a participação das delegações e um almoço ao final. No entanto, o roteiro pode ter alterações de última hora.